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The Daily Habit

Diário de produtividade pessoal

The Daily Habit

Diário de produtividade pessoal

Guerra das Palavras

Soldados em treino de guerra

Poderá parecer um pouco estranho que as palavras entrem em guerra, mas a verdade é que grande parte do que falamos não acrescenta nada da valor, pelo contrário, até nos pode prejudicar.

Estimo que na comunicação oral, o indivíduo normal fale 80% do tempo e escute 20% do restante, quando deveria ser o contrário, falar 20% do tempo e escutar 80% do restante.

Eu incluo-me no grupo dos que tem tendência para falar demasiado e resolvi cortar o mal pela raiz, entrando em guerra com as palavras.  Pretendo eliminar as palavras que não acrescentam valor e apenas usar as que podem ajudar na concretização dos meus objetivos.

Para tal, vou introduzir medidas extremas de controlo laboral para reduzir o número de palavras em reuniões de trabalho e outras iterações profissionais importantes:

  • Meditar 10 minutos de manhã antes do trabalho e a seguir ao almoço com o temporizador da aplicação Insight Timer.
  • Criar um lembrete horário durante o dia do trabalho com a aplicação Loop - Acompanhador de Hábitos, para ter consciência em falar menos.
  • Antes de uma reunião profissional, programar o telemóvel para vibrar de 5 em 5 minutos como lembrete para falar menos com a aplicação Interval Timer.
  • Registar antes e depois de uma reunião profissional o nível de ansiedade e percentagem do tempo de escuta com uma folha de cálculo simples (no meu caso a necessidade de falar demais está relacionada em grande parte com a ansiedade).
  • Criar uma nova tarefa repetida diariamente na minha aplicação de gestão do tempo Nirvana como recordação para fazer todas estas atividades.

Efetivamente são muitas medidas, mas em estado de guerra, todos os meios são válidos para atingir os fins. Espero progredir nos próximos dias, para poder aliviar algumas destas atividades.

Mindfulness de Mark Williams & Danny Penman

Livro Mindfulness Atenção Plena - Williams & Penman

Nas últimas semanas a minha ansiedade disparou para níveis superiores ao normal. Um dos fatores é o pico de stress com um projeto exigente rodeado de uma equipa com agenda e interesse próprio.

Para ajudar a combater este momento, decidi retomar a prática regular do mindfulness, que no passado já tinha usado com resultados eficazes.

Existem muitos programas nesta disciplina de meditação com origem budista. O livro que estou a seguir intitula-se Mindfulness - Atenção Plena dos autores Mark Williams e Dany Penman. Este texto apresenta um programa de 8 semanas acompanhado por um CD com meditações guiadas.

Williams e Penman explicam de uma forma simples como este tipo de meditação nos pode ajudar, e dão o exemplo da música. Quando ouvimos uma música várias vezes e que gostamos, associamos os momentos agradáveis e emoções positivas do passado que nos levam numa “boa viagem”. Da mesma forma, quando temos um problema, e ficamos preocupados e com pensamentos negativos, associamos os momentos desagradáveis e emoções negativas do passado, que nos levam numa “má viagem”.

No último caso, se os pensamentos e emoções negativas persistirem, e não forem tratados, conduzem a uma espiral descendente, e que pode manifestar-se em stress grave, ansiedade, depressão e outros males fisiológicos.

O mindfulness pretende quebrar esta espiral descendente, fazendo com que se interrompam os pensamentos e emoções negativas logo no início da espiral,

O programa do livro é muito direto, sendo que vou dar início à primeira semana com as seguintes práticas:

  • Meditação principal do corpo e respiração sentada ou deitada, duas vezes por dia (esta meditação vem no CD).
  • Meditação da passa da uva, uma vez por dia.
  • Atenção plena a uma atividade rotineira diária, em que vou escolher o pequeno almoço, uma vez por dia.
  • Libertador de hábitos, em que escolhi sentar-me numa cadeira diferente à refeição, uma vez por dia.

Na próxima semana farei um ponto de situação do processo de meditação, onde serão também descritas as práticas para a semana dois.

O Fim das Coisas

Embrulos e papel antigo

A nossa vida está tão cheia de coisas, que para dar espaço ao novo, tem de se dar fim ao velho.

A melhor forma de saber o que é “descartável”, é perguntar se cumpre para a concretização dos nossos objetivos ou melhora a nossa qualidade de vida.

Neste seguimento, tomei duas decisões maiores nas últimas semanas: encerrar definitivamente a conta no Facebook e fazer uma pausa na Toastmasters.

Encerrar o Facebook

Já tinha tomado a decisão de fechar a conta no Facebook à cerca de um ano. Desde então, tenho vindo a apagar toda a minha atividade e fotografias (uma tarefa que a rede social torna muito morosa), até ser removida a maior parte da informação, pois nunca é possível retirar tudo a 100%.

Finalmente cliquei no botão de encerramento de conta, sendo que o Facebook ainda diz que tenho 30 dias para recuperar a mesma. Este passo poderá ser útil para os mais indecisos, se mudarem de ideias!

Fazer uma pausa na Toastmasters

A Toastmasters é uma organização internacional com clubes organizados por todo o país e com origem nos Estados Unidos. O objetivo é praticar a arte de falar em público, num ambiente de apoio mútuo em que não existem formadores. Os membros aprendem uns com os outros.

Fazia parte desta organização há vários anos, pelo que já retirei todos os benefícios necessários, principalmente sentir-me confortável perante uma plateia.

Considerações finais

Atualmente, o Facebook e a Toastmasters não estavam a contribuir para os meus objetivos nem para melhorar a minha qualidade de vida, pelo que a decisão foi refletida. Encerrei toda a minha atividade nestes dois meios para dar espaço a novas coisas.

Termino o artigo com o poema “O Fim das Coisas” do poeta brasileiro Augusto dos Anjos (1884 – 1914).

Pode o homem bruto, adstrito à ciência grave,

Arrancar, num triunfo surpreendente,

Das profundezas do Subconsciente

O milagre estupendo da aeronave!

 

Rasgue os broncos basaltos negros, cave,

Sôfrego, o solo sáxeo; e, na ânsia ardente

De perscrutar o íntimo do orbe, invente

A lâmpada aflogística de Davi!

 

Em vão! Contra o poder criador do Sonho

O Fim das Coisas mostra-se medonho,

Como o desaguadouro atro de um rio...

 

E quando, ao cabo do último milênio,

A humanidade vai pesar seu gênio

Encontra o mundo, que ela encheu, vazio!

Publicado no livro Eu: poesias completas (1920). Poema integrante da série Outras Poesias.

Porque a Semana Começa ao Domingo

Carrinha junto ao mar

Na maioria dos calendários existe uma opção que permite aos utilizadores selecionar se a semana inicia à segunda-feira ou domingo. Sempre achei esta opção um pouco estranha, porque pensei na segunda-feira como o início da semana, desde o tempo da escola e depois mais tarde no trabalho.

Agora, a minha perspetiva mudou, e ao domingo, embora não sendo um dia de trabalho regular, marca a preparação para a semana que se inicia. O domingo para mim, é um dia híbrido, preenchido com atividades pessoais misturadas com outras de planeamento e trabalho, sem nenhuma ordem em particular.

A nível de planeamento, faço a revisão semanal das minhas atividades. Uso a aplicação Nirvana para a gestão de listas de tarefas e projetos que é adaptada do método de gestão do tempo GTD.

O domingo é também o dia em que reinício a atividade física ao final da tarde com a prática do yoga. Preparo ainda a semana de trading na bolsa de valores.

Para não me esquecer de nenhuma tarefa importante, dou uma vista de olhos pelo mapa mental com os meus objetivos de 2020. Este passo é fundamental para se atingirem metas, tendo levado anos a criar este hábito. Mais vale tarde do que nunca!

Quando o tempo (atmosférico) permite, gosto ainda de dar um passeio junto ao mar. É super relaxante juntar a serenidade da natureza com o início da semana ao domingo.

O Leão Como Símbolo da Assertividade

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Esta semana tive uma formação na minha organização. Quem acompanha o blogue, sabe que considero grande parte das formações inoportunas, principalmente se considerarmos no prisma da gestão do tempo, em que poderíamos estar a fazer outras atividades mais produtivas.

Como a formação era apenas de meio dia, sobre o tema da motivação no trabalho, e este ano anda não tinha tido nenhuma workshop, resolvi participar para demonstrar boa vontade nos recursos humanos.

A formadora, especialista no comportamento organizacional, revelou-se muito profissional. O ponto alto desta pequena workshop aconteceu com a projeção de um dispositivo, mostrando uma imagem de um leão com a palavra "assertividade", à semelhança da imagem do artigo.

O leão simboliza força, confiança, tranquilidade e respeito. Todas estas características são essenciais à comunicação assertiva. Não é por acaso que o leão é conhecido como o rei da selva.

O leão comunica com tranquilidade e confiança. Por ser forte, todos o respeitam e o temem ao mesmo tempo, porque sabem que serão atacados sem piedade e dó se o provocarem.

Na próxima vez que estiver em apuros ou com algum problema interpessoal mais sério no trabalho, vou pensar como o leão e a sua elegância em resolver eficazmente cada situação.

 

O Poder das Pausas na Comunicação Impulsiva

Homem de blazer zangado

Na minha tentativa de falar menos que a outra pessoa e ser um melhor ouvinte num contexto profissional tenho falhado redondamente.

Tentei usar o mantra “ouvir o dobro do que falo”, repetindo regularmente o mesmo na espetativa de melhorar, mas pouco efeito surtiu. Foi uma espécie de adaptação do tenho dois ouvidos e uma boca por alguma razão, para ouvir mais do que falo.

Esta semana pesquisei vários artigos na expectativa de encontrar alguma nova técnica ou método que me ajudasse. O blogue A Conscious Rethink tem um artigo muito interessante com dicas para parar de falar tanto.

Conhecer as razões por detrás do falar muito

É apresentado no ínicio do artigo que devemos conhecer primeiro as razões por detrás de falar tanto se queremos ter sucesso em deixar este mau hábito.

Aparecem dez razões para alguém falar muito: comportamento impulsivo, massagem ao ego, ser apreciado, dar opiniões, estar certo, apreciar drama e conflitos, pensar alto, nervosismo, silêncio e finalmente perturbação mental.

Dicas para o comportamento impulsivo

Cada pessoa pode rever-se em uma ou mais razões para falar muito. As soluções apresentadas para o controlo do comportamento impulsivo que é mais o meu caso, são as seguintes:

  • Fazer uma pausa conscenciosa antes de abrir a boca cada vez que falar, quer esteja a agir ou não por impulso.
  • Não interromper o outro até este parar de falar e fazer-se um silêncio. Até ao silêncio acontecer focar no que o outro está a dizer.
  • Pensar antes de falar.

Aplicação prática

Estás três soluções apresentam pausas e silêncios como forma de controlar a necessidade de falar muito por impulso. Como aplicação prática destas dicas, vou ler as mesmas no início do dia com o planeamento diário de tarefas a executar.

Comunicação 80/20

Homem com boca tapada

Um dos meus meus objetivos de 2020 para o trabalho é fazer uma comunicação 80/20, escutando 80% do tempo enquanto falo 20% do tempo. Este número é inspirado no Princípio de Pareto em que 80% dos resultados advêm de 20% do esforço. Esta lei pode ser aplicada a quase tudo, sendo uma medida contemporânea usada em muitos sistemas para a melhoria da produtividade pessoal.

Falar menos pode parecer contraproducente à primeira vista como ponto de melhoria na eficácia no trabalho, mas é essencial para quem quer ser respeitado e ganhar mais influência dentro de uma organização.

Nos livros as 48 Leis do Poder de Robert Greene “Diga sempre menos que o necessário” é a lei 4, e em Como Fazer Amigos e Influenciar se Pessoas de Dale Carnegie “Deixe a outra pessoa fazer grande parte da conversa” é o princípio 15.

Estes grandes dois livros de poder e influência enfatizam o valor menores como característica essencial. Ao falarmos muito, além de revelarmos aos outros as nossas intenções, acabamos por ser corriqueiros ou banais não estando atentos ao próximo, e não ouvimos informações que nos podem ser úteis.

A comunicação 80/20 não tem de seguir exatamente a proporção 80% a ouvir e 20% a falar. Pode ser adaptada consoante a situação para 70/30 ou 60/40, o importante é ter em atenção para deixar o outro ou outra fazer grande parte da conversa.

Afinal o Que é a Produtividade Pessoal

Mulher jogando duas bolas ao ar

Numa sociedade em que se confunde ser produtivo com o estar sempre ocupado, importa clarificar e discutir qual a melhor definição de produtividade pessoal.

A Agendor define a produtividade no trabalho como a relação direta entre a quantidade produzida de determinado produto ou serviço divida por algum elemento ou recurso necessário para a sua produção. Este conceito teve origem na revolução industrial com a relação da produção com o tempo e é a definição clássica de produtividade.

No Manual da Secretária é apresentada a definição de produtividade de Paulo J. Mayer em que a produtividade não pode ser um acidente, sendo sempre o resultado de um comprometimento com a excelência, inteligência, planeamento e esforço focado.

Na Prática refere a produtividade como estando em muitos aspetos relacionada com a qualidade de vida.

A evolução do significado de produtividade pessoal tem vindo a ser deslocada mais para o indivíduo, e as suas necessidades globais, à semelhança da evolução na psicologia. Aqui, a qualidade de vida que surge no pensamento mais recente é de vital importância.

Querendo manter a sentido de produtividade pessoal o mais simples possível para ter utilidade prática, deixo de seguida a minha definição:

Produtividade pessoal é a capacidade do indivíduo em envolver-se em tarefas e projetos que contribuam para os seus objetivos globais.

Por outras palavras, sem encontrar objetivos em primeiro lugar, não é possível ser produtivo, sendo que os objetivos devem ser considerados nas várias áreas da vida (social, trabalho, dinheiro, saúde, casa, espiritual, etc).

Photo by Juliana Romão on Unsplash

 

Do You Speak English?

Bandeira Reino Unido

Recentemente tenho pensado sobre a possibilidade de criar um novo blogue totalmente em inglês. Não tenho escrito na língua de Shakespeare tanto como gostaria, ao contrário de há uns anos atrás onde cheguei a escrever melhor em inglês do que em português.

Tudo é uma questão de prática, e o que não se pratica esquece-se. As minhas paixões andam à volta dos tópicos de produtividade, finanças, influência, saúde, yoga e mindfulness, pelo que naturalmente o novo blogue teria de ser nestas áreas. Escrever sem paixão deve ser a última coisa que um escritor deve querer.

A lista de blogues na língua inglesa sobre qualquer destes temas é infindável pelo que teria de ter um foco muito específico para ter alguma relevância. Não que queria rentabilizar o blogue, mas uma lista de leitores regulares, por mais pequena que seja, é motivadora.

Por outro lado, acredito na escrita como um processo de terapia para o próprio escritor, e que pode ser útil a outras pessoas que se revejam em situações similares. É um processo vencer-vencer para ambas as partes.

Uma excelente forma de encontrar um novo ângulo ou título para a criação de um blogue é pensar como se tivéssemos de escrever um livro. Como se sabe, a publicação de um livro é um processo que exige muito tempo para pesquisa, escrita e edição além de uma disciplina herculeana. Neste caso, a questão que o escritor deverá colocar é a seguinte: Se tiver de dedicar 3 horas por dia no próximo ano para escrever um livro, qual seria o título? A resposta daria supostamente a ideia para o nome é âmbito do blogue.

Objetivos 2020: Reta Final à Vista

Objetivos 2020: Revisão Trimestral n.º 4

Está na altura da revisão trimestral dos objetivos para 2020. É a última revisão do ano, e também a última oportunidade para atingir os objetivos.

Assim como a vitória de um ciclista é muitas vezes decidida na reta final, os três últimos meses do ano proporcionam o foco necessário para “pedalar” na velocidade máxima com a meta à vista.

Desenvolvo os objetivos em seis áreas: social, trabalho, dinheiro, saúde, casa e espiritual. Para uma maior eficácia, no último trimestre do ano vou tentar juntar várias áreas.

Por exemplo, como trabalho numa grande organização, posso socializar mais com os colegas e dirigentes, juntando deste modo as áreas social e trabalho. O ideal seria juntar o trabalho com o dinheiro, encontrando um emprego que providenciasse maior rendimentos. O meu emprego é mal remunerado como a maioria dos empregos em Portugal, mas tem outros benefícios indiretos, pelo que irei continuar no mesmo trabalho apostando na educação ativa na bolsa de valores.

Assim sendo, os meus objetivos para o último trimestre de 2020 são:

Trabalho: fazer uma comunicação 80/20, escutando 80% e falando 20% do tempo (H).

Dinheiro: 1) poupar 30% dos rendimentos (H) e 2) desenvolver uma estratégia lucrativa na bolsa de valores (P).

Saúde: 1) cozinhar duas refeições vegetarianas por semana (H), 2) aplicar o mindfulness na visão e yoga (H) e 2) controlar o colesterol (P).

Casa: Arrumar e reduzir o número de “coisas” para uma casa mais minimalista (H).

Natureza. Dar um passeio junto ao mar aos fins de semana (H).

O símbolo H ou P à frente de cada objetivo refere-se a hábito ou projeto. Um hábito é uma rotina executada periodicamente e um projeto é um conjunto de tarefas.