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The Daily Habit

Diário de produtividade pessoal

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O Fim do Teletrabalho

Depois de cinco meses em casa, recebo a convocatório para regressar ao serviço na próxima semana.

Devo dizer que apreciei o regime de teletrabalho, porque geria o meu próprio tempo e poupei horas em deslocações. Penso que em casa também era mais produtivo no geral, pois não tinha as inevitáveis interrupções do escritório com a visita de colegas e telefonemas inevitáveis.

Somos criaturas de hábitos, e sei que me vai custar de certa forma a adaptação à nova rotina, mas nada dura para sempre e a única certeza é a incerteza das coisas. Há que adaptar e seguir em frente.

COVID-19: Injustiça nos Centros de Vacinação

Numa época em que o governo anda a publicitar que as pessoas de 50 anos já estão a ser vacinadas, isto não corresponde exatamente à verdade, pois ainda existem muitos idosos em lista de espera.

Esta semana desloquei-me a um centro de vacinação para tentar registar um amigo de 79 anos que ainda não tinha sido vacinado contra o Covid-19, e que considerava uma injustiça.

À porta da centro, deparei-me com um tipo da segurança que mais fez lembrar a época das discotecas mais badaladas, em que só entram amigos e conhecidos. Expliquei ao segurança que se tratava de uma pessoa de 79 anos, e queria ver se havia algum problema, mas o tipo prontamente me encaminhou para fora e deu-me o contacto telefónico do centro para ligar.

Escusado será dizer que ninguém atendeu, por mais chamadas que fizesse. Não desisti, e através da página de vacinação tentei inscrever o meu amigo, com a mensagem de que iria estar em lista de espera.

Reparei depois numa pequena ligação de rodapé escondida, em que cliquei, dando acesso a uma nova página onde se podia inserir o telefone para efeitos de agendamento da vacina. Passado 12 horas o meu amigo informou que tinha recebido uma mensagem de agendamento.

Com a ânsia da propaganda política, o governo quer vacinar cada vez pessoas mais novas para efeitos estatísticos, deixando muitos idosos para trás, como foi o caso do meu amigo. Quantas pessoas haverão no país que não têm ninguém que lhes acuda.

Foco Total

Nos últimos meses tenho estado focado nos mercados financeiros, aprendendo a negociar na bolsa de valores, no que parece uma espécie de obsessão.

Depois de concluir a tese de mestrado, tinha pensado aproveitar o momento e avançar para um doutoramento. Se o mestrado já tinha sido difícil, então o doutoramento exigiria pelo menos três vezes mais trabalho.

Encontrei outra alternativa, estudar sobre o trading, tentando entender a ciência e arte da especulação financeira. Encontrei uma matéria que me fascina e que vai de encontro ao meu carácter: capacidade de trabalho, dedicação, estudo e sobretudo enquadrada com a minha personalidade introvertida.

Tenho um objetivo muito claro e ambicioso com este projeto, que é atingir a independência financeira. Não sei se vou conseguir, até porque muitos outros já tentaram, e as probabilidades estão contra mim logo à partida. No entanto, sei que estou disposto a imergir completamente nos mercados, e a fazer o que a maioria não faz.

Quem sabe se todo este trabalho ainda pode vir a servir de base a um doutoramento no mundo das finanças?

Antidepressivos e Efeitos Secundários

A saúde é o ativo mais importante que uma pessoa pode ter, englobando o plano físico e mental.

Existe uma descriminação geral na sociedade quanto à necessidade de tratamento psiquiátrico, recorrendo a antidepressivos e afins.

É sabido que os medicamentos têm efeitos secundários, e quando as vantagens superam largamente as desvantagens, é essencial tomá-los, sempre sobre orientação médica.

Neste momento, estou a fazer um tratamento físico que me obrigou a fazer uma pausa nos antidepressivos por algumas semanas, pois existem complicações e efeitos adversos com a continuação dos dois.

O yoga que pratico diariamente ajuda na estabilidade emocional, mas não é tudo quando na base está um desequilíbrio químico a nível cerebral, que ainda não está completamente compreendido pela comunidade científica.

O contacto com a natureza, como passeios junto ao mar ou no campo também contribuem para o bem estar, mas mais uma vez não é tudo.

A vida profissional e a exigência das relações interpessoais, e os inevitáveis conflitos que surgem, contribuem fortemente para a instabilidade emocional. Por outro lado, relações saudáveis são uma dádiva, mas também uma raridade. O ideal é um ponto de equilíbrio, entre desafios profissionais e relações de qualidade.

Enfim, espero brevemente concluir o tratamento médico e retomar logo a minha medicação para estabilizar o humor. Entretanto, pretendo publicar mais regularmente alguns artigos aqui no blogue nos próximo dias. Escrever, para quem gosta, é uma das melhores formas de terapia que existe!

Objetivos 2021: Checkpoint #1

Esta é a revisão trimestral dos meus objetivos para 2021.

Existem dois tipos de objetivos. O primeiro tipo de objetivos são as metas clássicas como por exemplo “Estudar e preparar-me para o exame de inglês TOEFL a realizar em junho”. O segundo tipo de objetivos são as rotinas ou hábitos como por exemplo “Correr 30 minutos três vezes por semana”.

Nesta edição da revisão vou ser sucinto, e concentrar-me apenas em desenvolver três objetivos pessoais que pretendo atingir até ao final do ano.

Objetivo #1: Ter uma rentabilidade média líquida de 1% ao mês na minha conta de trading

Uma das minhas paixões e obsessões é negociar ativamente nos mercados financeiros (ver artigo O Que Aprendi em 1 Ano a Negociar na Bolsa). Já no terceiro ano de trading, espero já em 2021 começar a obter lucros, mesmo que humildes. Os primeiros dois anos foram de perdas com o tempo dividido entre contas reais e de simulação.

Objetivo #2: Promover duas horas diárias de atividades de relaxamento da visão

Tenho elevada miopia, e já na meia idade a miopia continua a progredir. Embora esta condição não tenha cura, importa reduzir o progresso e a deterioração da visão. Atividades como tempo ao ar livre, pausas regulares, e não ler à noite podem contribuir para uma visão mais saudável.

Objetivo #3: Projeto familiar

Este projeto é de carácter particular e prefiro não partilhar o mesmo na blogosfera.

É tudo nesta revisão e checkpoint trimestral de objetivos para 2021.

O que David Allen nos Diz Sobre Objetivos e Metas

Making It All Work de David Allen

David Allen é um guru da gestão do tempo mundialmente conhecido pelo seu sistema Getting Things Done ou GTD.

O autor propõe organizar as listas de tarefas através de uma estrutura hierárquica:

  1. Tarefas – atividades individuais e descompostas para serem executadas (exemplo: criar um memorando no trabalho ou pagar a conta da eletricidade.
  2. Projetos – um conjunto de duas ou mais tarefas relacionadas (exemplo: escrever artigo (projeto), em que a primeira tarefa é pesquisar, a segunda tarefa é escrever e a terceira tarefa é rever e editar).
  3. Contextos – o que preciso para executar determinada tarefa (exemplo: nível de energia baixo, médio ou alto).
  4. Áreas de responsabilidade: agrupar as tarefas e listas de projetos por áreas temáticas (exemplo: pessoal, trabalho, família, hobbies, dinheiro, etc.).
  5. Objetivos ou Metas: o que pretendo alcançar nos próximos um a dois anos.

Cada um destes pontos merece um artigo dedicado, sendo que neste artigo pretendo escrever apenas sobre o último ponto da importância dos objetivos deixando aqui as principais transcrições do livro de Allen Making It All Work: Winning at the Game of Work and the Business of Life.

Sobre a importância dos objetivos

“É um facto bem conhecido de que o atributo comum dos indivíduos e organizações com alta performance é ter um conjunto de objetivos claros e escritos.”

O paradoxo dos objetivos

“Se os objetivos são tão valiosos, porque é que existe tanta resistência no processo? O desafio dos objetivos é o compromisso com qualquer tipo de resultado de longo prazo, de assumir uma vontade de abandonar a familiaridade do dia-a-dia e arriscar um salto para o desconhecido. E se não conseguir atingir o que quero? E se não for a coisa certa a fazer? O que tenho de sacrificar?”

Em determinadas alturas traçar objetivos pode não fazer sentido.

“Existem momentos em que o foco num objetivo ambicioso pode não ser o curso de ação mais apropriado, já que o poderá fazer sentir-se menos no controlo, que é o oposto do pretendido. (…) Se já está a sentir-se um pouco instável a gerir a sua atual realidade, um objetivo muito alto será provavelmente contraprodutivo.”

A importância de começar nas pequenas coisas.

“Grande parte do que desenvolvi nos modelos GTD foi baseado no facto de que as pessoas não conseguem focar-se apropriadamente no quadro geral por causa da sua incapacidade para lidar com o essencial. Existem momentos da vida em que as pequenas coisas sobrecarregam tanto uma pessoa que definir objetivos poderá ser um exercício artificial e penoso.”

Só o indivíduo poderá saber se precisa ou não de ter objetivos

“É uma decisão difícil saber quando se devem traçar metas e objetivos para se atingir o foco, e quando será melhor aceitar e gerir a realidade, para que mais tarde, no devido tempo, e com maior estabilidade e claridade, finalmente caminhar em direção a novas direções e responsabilidades. Somente o próprio sabe a resposta.”

Conclusão

David Allen descreve no seu livro que embora a criação de metas e objetivos seja essencial a uma maior rentabilidade de indivíduos e organizações, quando nos sentimos desorganizados e vivemos no caos, poderá fazer mais sentido focarmo-nos nas pequenas coisas e no essencial. Neste caso, estabilizar o dia-a-dia, deverá ser a prioridade.

À medida que ganhamos controlo e confiança, mais tarde, podemos decidir se no nosso caso em particular justificará traçar objetivos, que só fará sentido se proporcionar um foco adicional.

Até porque existem muitas pessoas bem-sucedidas que nunca traçaram objetivos, embora se acredite que neste último caso estas tenham um propósito maior que serve de guia para aproveitarem as oportunidades que a vida lhes dá

Mobiliário de Escritório e Produtividade Pessoal

Recentemente decidiram na minha organização mudar o mobiliário de escritório.

A intenção foi boa, mas pecou pela falta de planeamento, pois não consultaram ninguém para a escolha do material. Infelizmente depois da minha nova secretária montada, tive uma desilusão.

A nova secretária era mais estreita que a antiga, em que ficava “atarracado” com o teclado e os dois monitores, sendo uma pessoa de estatura alta. Senti-me realmente desconfortável.

Nunca tive pensado nisto, de como a disposição do escritório influência a motivação e consequentemente a produtividade pessoal.

Mais tarde contactei os serviços de mudanças para a possibilidade de trazerem a minha velha secretária de volta. Falei com o meu superior dando os parabéns pela iniciativa, mas que não me sentia confortável. No fim, tudo se resolveu pelo melhor.

Não quero com isto parecer um “velho do Restelo” contra a mudança. Até porque possivelmente no futuro trocarei o mobiliário de escritório, tentando no entanto fazê-lo nas minhas condições, em que escolho o mesmo.

Integração da Terapia Cognitiva com a Verificação de Hábitos

Verificação de Hábitos + Terapia Cognitiva Exercício

A entrada na primavera com a chegada dos dias mais longos é muito agradável. No entanto, isto afeta o meu ciclo cardiano o que provoca alterações de humor.

Para combater esta modificação de humor tinha inicialmente previsto consultar o meu médico psiquiatra. Em vez disso, vou dar uma hipótese e retomar os exercícios de terapia cognitiva que fiz no passado com sucesso, e juntar à lista de verificação de hábitos que acompanho atualmente.

Alerto para o facto de que estados moderados a graves de perturbações de humor requererem uma consulta ao médico.

Hábitos saudáveis são uma componente da terapia comportamental, pelo que deste modo integro elementos da Terapia Cognitivo e Comportamental (TCC) num só exercício.

O exercício de terapia cognitiva é muito simples. Todos os dias de manhã avalio as minhas emoções do dia anterior bem como o melhor e pior momento do dia. Há quem faça este exercício no final do dia, mas sempre preferi fazer logo a seguir ao pequeno-almoço no dia seguinte.

Os sintomas de depressão, ansiedade e irritabilidade mascaram-se muitas vezes uns com os outros, pelo que avalio estas três emoções em conjunto graduando as mesmas de 1 a 10. A emoção da obsessão é avaliada noutra linha também de 1 a 10.

No melhor e pior momento do dia, insiro a hora da ocorrência com as observações do que estava a fazer e/ou outras notas que considero relevantes.

A lista de verificação de hábitos é a conhecida com o acompanhamento de cinco rotinas, entre os quais escrever diariamente aqui no blogue.

Reconectar com a Amabilidade de Dale Carnegie

Pessoas contentes

Desde de que li pela primeira vez as Leis do Poder de Robert Greene, a minha perspetiva sobre o mundo mudou. Trata-se sem dúvida de uma obra influente que apresenta a verdade nua e crua sobre a verdadeira natureza humana, nomeadamente os artifícios que os poderosos e não só usam para influenciar e atingir os seus objetivos.

No entanto, é um livro pesado, em que a sua utilidade prática está mais na forma como pensamos do que agimos. Isto quer dizer que devemos manter para nós próprios os conhecimentos de persuasão transmitidos nas leis do poder e nunca agir de forma prepotente.

Para equilibrar a “dureza” da mensagem de Greene, é importante seguir outros ensinamentos mais dóceis, como o que Dale Carnegie apresenta no seu trabalho intemporal de Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas. Se Greene é sobre como pensar, Carnegie é sobre como agir.

A obra de Carnegie é toda ela baseada na arte de ser amável, um dos cinco grandes traços da personalidade. Dicas essenciais do que podemos fazer para que os outros se sintam importantes, e desde modo conseguir influenciar mais pessoas e criar deste modo novas amizades, ou pelo menos simpatias.

O mote deverá ser: pense como Greene como um guerreiro, mas aja como Carnegie de forma amável.

O que 8 Anos de Yoga Fizeram ao meu Joelho

Ressonância magnética joelho

Depois dos primeiros sintomas de lesão, veio a ressonância magnética ao joelho que confirmou uma lesão no menisco.

O ortopedista prontamente recomendou uma cirurgia através de um procedimento médico conhecido como artroscopia. Infelizmente existem fortes interesses económicos nas cirurgias, e nem sempre é a opção recomendada para todos os casos. Importa portanto refletir.

No caso de um jogador de futebol profissional que depende da sua saúde plena para poder “trabalhar”, possívelmente teria de ser operado para regressar o mais rápido possível ao campo em plena forma.

No meu caso, que não sou atleta profissional, se houver uma alternativa de tratamento, mesmo que mais longa na recuperação, penso que será de considerar a mesma antes de avançar para uma cirurgia.

Quanto ao yoga, irei continuar a praticar o mesmo, agora com algumas adaptações e removendo posturas mais extremas que possam piorar a fratura do menisco.

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