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The Daily Habit

Diário de produtividade pessoal

The Daily Habit

Diário de produtividade pessoal

Outubro

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Agora que a sociedade está a regressar ao normal, as pessoas começam a fazer planos.

No meu caso, não tenho expectativas profissionais relacionadas com a minha formação principal de engenharia. Foram anos de estudo, primeiro numa licenciatura, e mais tarde num mestrado.

Porquê investir tanto num curso, se depois não se vêm benefícios? Talvez o meu propósito maior não esteja alinhado com a progressão na carreira. Isto talvez funcione a nível subconsciente, pelo menos é a minha teoria.

Posso, no entanto, criar o melhor ambiente de trabalho possível no meu emprego, mesmo que não tenha objetivos de subir na organização.

Um bom ambiente com os colegas e dirigentes permite-me andar mais feliz, com menos stress, e ganhar energia e equilíbrio para a minha atual obsessão, que é negociar nos mercados financeiros.

As técnicas de Como fazer amigos e influenciar pessoas de Dale Carnegie é tudo o que é preciso para criar um ambiente positivo no trabalho e em casa. As 48 leis do poder de Robert Greene são essenciais para quem almeja um cargo mais alto e apresenta técnicas mais agressivas, muito ao estilo da arte da guerra da Sun Tzu.

Ao contrário da ciência, que progride de dia para dia com novas descobertas, não existe nada de significativamente novo na maioria das profissões e ocupações, com exceção da adaptação aos avanços das novas tecnologias.

Para alguém estar no topo, digamos nos 10% melhores, tem primeiro de trabalhar mais do que os outros 90%. Segundo, tem de ter uma paixão intensa por aquilo que faz, pois só assim é possível trabalhar mais do que os outros por um longo tempo e ultrapassando os obstáculos.

Algumas vezes podemos trabalhar mais do que os outros e gostar daquilo que fazemos, mas mesmo assim não ter sucesso. Possivelmente isto acontece porque não esxiste mercado para os nossos serviços. Nestes casos, o melhor é mudar de mercado, mas atenção, porque só depois de muito trabalho se pode chegar a esta conclusão.

Malcolm Gladwell escreveu no seu grande livro Outliers que um especialista se constrói em 10.000 horas de trabalho. Claro que isto é aproximado e depende de cada atividade, com mais ou menos horas, mas dá para ter uma ideia de que o sucesso não cai do céu. Portanto, não espere com apenas mil ou duas mil horas de trabalho conseguir testar a validade da sua ideia, quanto mais com cem ou duzentas horas de dedicação.

Esta tese é também explorada no livro Maestria de Robert Greene se quiser desenvolver este tópico.

Hábitos que Contam

Quando escolhi o nome para este blog (The Daily Habit), mal eu poderia esperar que bons hábitos são a componente principal de um plano de produtividade pessoal de sucesso.

Sempre pensei que a definição de objetivos eram a peça central e Graal do sucesso, mas estava enganado. Não definimos objetivos, estes nascem naturalmente a partir das nossas rotinas diárias, para o bem e para o mal.

Se tivermos bons hábitos, temos uma maior probabilidade de trabalhar em objetivos significantes. Por outro lado, se tivermos maus hábitos, temos uma menor probabilidade de trabalhar em objetivos que nos conduzam mais além.

Hábitos = Presente
Objetivos = Futuro

Só conseguimos viver o presente. Um bom presente pode criar um bom futuro. Um mau presente tem mais hipóteses de criar um mau futuro.

Cuidar da nossa saúde é um exemplo de um bom hábito. Ter a melhor educação possível estudando numa boa escola ou universidade no caso de crianças ou jovens adultos, ou ter a melhor formação contínua no caso de adultos, é outro exemplo de um bom hábito. Por outro lado, se nos descuidarmos na nossa alimentação ou abusarmos do álcool não podemos esperar estar nas melhores condições para prosseguir seja o que for e tiver significado.

Talvez por isso, muitos pais se preocupem em dar a melhor educação aos seus filhos, pois sabem como é importante.

Exercício: Quais os hábitos ou rotinas em que consigo trabalhar agora, e quepodem conduzir a um melhor futuro?

Exemplo pessoal

  • Manter um ambiente positivo no trabalho e em casa
  • Estudar e investir nos mercados financeiros (a minha obsessão)
  • Relaxar a visão (tenho alta miopia), o que implica ter hábitos saudáveis como tempo ao ar livre, pausas regularespraticar yoga

Escrever um Livro em 2021

Já há algum tempo que penso escrever um livro. Depois de concluir a  de mestrado em 2018 sentia-me com estamina para continuar a pesquisar e a escrever. Primeiro veio a ideia de uma tese de doutoramento na minha área profissional de engenharia, mas rapidamente conclui que o esforço e custo traria poucos benefícios.

Depois chegou a ideia de um livro sobre produtividade pessoal, já que me tornei um “cromo” a fazer listas de tarefas que me ajudaram imenso a ser mais eficaz. Infelizmente não existe mercado de leitores em português para justificar publicar uma obra para aprender a gerir melhor o tempo. Mesmo no mercado internacional em inglês são raros os autores de sucesso.

Conclui que as pessoas não querem o trabalho inerente a uma maior eficácia, mas sim os resultados, o que é uma contradição, não se tem uma coisa sem a outra. Mas enfim, é a realidade.

Após três anos imerso nos mercados financeiros com milhares de horas de estudo e prática, chegou mais uma “ideia luminosa” para um livro, evidentemente sobre o investimento na bolsa.

Este é um tema com uma maior audiência se pensarmos na comunidade lusófona, em especial se tiver desenvolvido um sistema de trading com resultados.

Será que algum destes projetos irá sair da gaveta? Pois bem, não sei, mas quero criar uma rotina para escrever um pouco todos os dias de uma forma estruturada. Página a página se conclui um livro.

Para Fora Cá Dentro

Uns dias fora da rotina sabem sempre bem. Este ano, nas minhas férias grandes de verão, optei por sair de casa e fazer uma pequena viagem pelo interior da pais.

Longe estão os tempos em que fazia grandes viagens no estrangeiro. Além dos inevitáveis constrangimentos da pandemia que se vivem, o meu poder de compra (e presumo que o de muitas outras pessoas) reduziu drasticamente, porque não tem acompanhado a inflação. Viajar nos dias de hoje é mais caro que há 10 anos atrás com os mesmos rendimentos.

O lado positivo, é que mesmo com um ordenado modesto, tenho conseguido poupar alguma coisa, que é diretamente encaminhado para uma conta de investimento. Espero dentro de um a dois anos estar consistente na bolsa de valores para puder fazer crescer a minha conta.

Voltando agora às férias, estou a escrever este artigo “em andamento” e quase que me esquecia de como estar fora proporciona uma visão diferente sobre a realidade, mesmo que dentro do próprio país. Os problemas do dia-a-dia têm um significado menor e é permitido sonhar. Como é bom viajar (mesmo com um orçamento reduzido)...

 

Metas de Finanças Pessoais

No artigo Como Enriquecer? Os Quatro Quadrantes da Independência Financeira de Rich Dad escrevi sobre as formas de rendimento que temos ao nosso dispor divididas em quatro categorias.

Os quatro quadrantes de Rich Dad

Empregado (E) – As pessoas que têm um emprego ou trabalham por conta de outrem.

Autónomo (A) – As pessoas que trabalham por conta própria ou criaram o seu próprio emprego.

Dono (D) – As pessoas que têm uma empresa ou negócio e colocam os outros a trabalhar para elas através de um sistema.

Investidor (I) – As pessoas que põem o dinheiro a trabalhar para elas.

Exemplo pessoal

Neste artigo dou o exemplo pessoal nestas categorias, convidando-o a fazer o mesmo exercício. É uma forma de aprender e praticar sobre literacia financeira.

Atualmente estou empregado (E) e nos meus tempos livres opero na bolsa de valores (A).

Considero a bolsa de valores como o próprio emprego (A) e não como investimento (I) porque faço day trade, a forma mais ativa de negociação nos mercados financeiros que requer uma atenção plena, comprando e vendendo ações no próprio dia. É uma especie de segundo emprego em que trabalho para mim próprio.

Por outro lado, se comprasse ações de uma empresa e as mantivesse durante meses ou anos recebendo dividendos, isto era considerado um investimento (I).

Ser dono numa empresa (D) segundo Rich Dad, é uma meta que muitos poucos alcançam. Isto significa ter parte de uma empresa ou negócio com o mínimo de intervenção pessoal, colocando os outros ao nosso serviço. Aquilo a que muitos pensam ser um negócio (D) não é mais do que um emprego próprio (A) em que uma pessoa se “escalfa” a trabalhar.

Pessoalmente, não tenho o objetivo de ter uma empresa (D), nem a personalidade para tal. Ter a preocupação de criar rendimentos para pagar empregados e todas as contas de um negócio ao final do mês, não é simplesmente para mim. Talvez o leitor se reveja neste quadrante, cada pessoa é única.

Os meus objetivos de curto-prazo?

Continuar a trabalhar no meu humilde emprego (E), em que ganho pouco mas gosto do que faço, dando para pagar as contas e pouco mais.

Continuar a desenvolver a estratégia de operação nos mercados financeiros a tempo parcial (A), esperando chegar a um momento em que os rendimentos na bolsa sejam equivalentes aos do trabalho (E).

Considerações finais

Os Quatro Quadrantes de Rich Dad são uma boa ferramenta para analisarmos e estabelecermos metas de finanças pessoais.

Em função da nossa personalidade e necessidades escolhemos o quadrante ou quadrantes que queremos desenvolver: empregado (E), autónomo (A), dono (D), investidor (I). Não existem quadrantes piores ou melhores.

Especulação Financeira

Ultimamente não tenho publicado no blog tanto como gostaria, talvez por estar mais ocupado com os mercados financeiros, com a carreira em segundo plano.

No entanto, as finanças pessoais sempre ocuparam lugar aqui, com o artigo 27 blogues e sites de finanças pessoais como uma das publicações mais lidas.

Comprei o livro publicado recentemente em Portugal, Reminiscências de um Especulador Financeiro, com as crônicas de um dos maiores traders de sempre que ganhou e perdeu fortuna várias vezes em Wall Street no início do século XX, Jesse Livermore.

No dicionário Priberam, especular tem os significados:

  1. Estudar, observar com atenção, não prática, mas teoricamente. = INVESTIGAR

  2. Formular hipóteses, sem se ter fundamentos ou factos concretos. = CONJECTURAR

  3. Procurar vantagens próprias

Especular não é o mesmo que jogar, pois implica investigar e conjecturar.

Na prática, especular é comprar barato e vender caro, aguardando pelo melhor momento de negociação. Isto aplica-se a imóveis, ações, arte e tudo o que tem valor.

Uma das caracteristas fundamentais da especulação é a incerteza, em que nada é garantido, sendo mais uma arte do que uma ciência.

Talvez por isso, a especulação não seja para todos. Os retornos podem ser grandes, mas as perdas também.

O Método dos 4 Passos para os Obsessivo Compulsivos

Brain Lock de Jeffrey M. Schwartz

Sempre fui muito obssecado e compulsivo com as tarefas que tive pela frente. Alguns exemplos incluem aprender inglês, estudar yoga, problemas no trabalho, negociar nos mercados financeiros e muitas outras atividades.

Se um certo nível de obsessão é saudável para se evoluir em qualquer matéria, por outro lado, os excessos podem ser prejudiciais para a saúde, originando níveis indesejados de ansiedade e até insónias. No extremo, chega-se ao transtorno obsessivo compulsivo, uma condição médica.

Na minha pesquisa por este tipo de condição, e a título de auto ajuda, li o livro do psiquiatra americano Jeffrey M. Schwartz, Brain Lock, que na tradução para o português pode ser lido literalmente como Cérebro Bloqueado.

Schwartz apresenta uma abordagem de quatro passos para tratar o transtorno obsessivo compulsivo, com base na Terapia Cognitiva ComportamentalMindfulness.

Passo 1: Rotular

Quando um pensamento obsessivo ou um comportamento compulsivo ocorre, a primeira coisa a fazer é ter consciência do pensamento ou comportamento.

Passo 2: Reatribuir

Depois da tomada de consciência, é importante reconhecer que o problema não está na pessoa, mas sim na condição médica deste transtorno, que o autor acredita ser causado por um desiquilibrio químico no cérebro.

Passo 3: Recentrar

Depois dos primeiros dois passos, chegamos à parte prática que exige um maior esforço e força de vontade. Em vez de reagirmos de imediato ao comportamento compulsivo, o melhor é virar a nossa atenção para outra tarefa qualquer que seja agradável ou útil. Schwartz usa como bitola de tempo o período de 15 minutos para nos concentramos noutra atividade, que pode ser aumentada ao longo do tempo.

Passo 4: Reavaliar

O quarto e último passo, a reavaliação, é um processo contínuo, que vai sendo desenvolvido com a prática dos três primeiros passos. Vamos tomando consciência do transtorno obsessivo compulsivo, ao mesmo tempo esperando que as obsessões e compulsões vão se tornando cada vez com menor intensidade. A ansiedade associada também deverá reduzir com uma melhoria do bem estar.

O método dos quatro passos na prática

Passo 1: Reconheço que estou a ter um pensamento obsessivo (dar nome) e/ou um comportamento compulsivo (dar nome).

Passo 2: Este pensamento e/ou comportamento não sou eu, é um desiquilibrio químico no meu cérebro.

Passo 3: Vou agora concentrar-me noutra tarefa pelo menos quinze minutos e depois já volto ao pensamento ou comportamento anterior.

Passo 4: Repetir os três primeiros passos pelo menos uma vez por dia, aumentado cada vez mais o tempo no passo 3, e chegar a um momento em que os pensamentos obsessivos e/ou comportamentos compulsivos já não controlam tanto a nossa vida.

Conclusão

transtorno obsessivo e compulsivo é uma condição médica séria que Schawartz acredita ser causada por um desiquilibrio químico no cérebro. Ao se praticar o método dos quatro passos, baseado no Terapia Cognitiva ComportamentalMindfulness, este desiquilibrio poderá ser reduzido, com o objetivo de chegar a um momento em que já não somos governados por impulsos destruidores.

É importante notar que este método exige uma prática continua e persistente se uma pessoa quer ver resultados, porque é muito fácil voltar à maneira antiga de fazer as coisas.

A Forma Como Definimos Objetivos Poderá estar Errada

Nos últimos tempos tenho pensado porque será que a maioria das pessoas não consegue definir objetivos. Cheguei a uma possível conclusão de que o problema poderá estar na forma como pensamos sobre os mesmos.

Definir objetivos é um processo inconsciente que depende do ambiente e experiências que vivemos, ao contrário de um processo consciente e de “obrigação”.

Isto poderá explicar porque as resoluções de ano novo e a criação de sessões de trabalho para encontrar novas metas não funciona. Isto não quer dizer que os objetivos não sejam importantes, mas que nos chegam através da inspiração em que não escolhemos o melhor altura. São uma espécie de momento Eureka!.

É deste modo mais importante escolher os livros que lemos, os amigos que temos, a educação que prosseguimos, as organizações em que trabalhamos, que os objetivos acabam por surgir naturalmente como uma necessidade clara, que nos impulsiona numa força motivadora.

É por isso que agora penso:

Não definimos objetivos, os objetivos é que nos definem.

Hábitos Saudáveis

O efeito do excesso de trabalho resulta em descurar as rotinas que nos poderão ajudar a recuperar a energia e manter uma mente sã. Sinto a pressão do trabalho e a fadiga a acumular-se, estando com algumas dificuldades em manter hábitos saudáveis.

Neste artigo apresento três hábitos básicos, mas essenciais, que pretendo reforçar nas próximas semanas.

1.º Hábito: manter uma alimentação equilibrada

A expressão de que “somos aquilo que comemos” é bem verdade. Quero reduzir ao essencial o consumo de gorduras e açucares que ando a abusar. Para não ser radical, existe um dia na semana (normalmente ao fim de semana) em que posso comer o que quiser.

2.º Hábito: praticar exercício regular

A minha atividade física de eleição é o yoga, em que pratico habitualmente seis dias por semana. O que está a acontecer é que nuns dias escapo ao yoga, enquanto noutros dias faço apenas algumas posturas e termino a sessão prematuramente. Quero retomar os seis dias e a prática completa.

3.º Hábito: manter contacto com a natureza

Com o verão a chegar não há desculpa para não ir à praia que é uma das minhas atividades ao ar livre favoritas. Quando não está calor, uma volta pelo parque pode ser suficiente. Esta atividade tem como bónus libertar-me dos écrans o que ajudará a uma visão mais saudável.

Estes três hábitos saudáveis não têm nada de especial e são essenciais para uma vida melhor. Porque será que muitos de nós tem tanta dificuldade com o básico?

P.S. Já a fechar e a rever este artigo lembrei-me de outro hábito útil, que é pelo menos descansar um dia por semana, sem estar ligado a qualquer forma de trabalho. Muito importante!

O Fim do Teletrabalho

Depois de cinco meses em casa, recebo a convocatório para regressar ao serviço na próxima semana.

Devo dizer que apreciei o regime de teletrabalho, porque geria o meu próprio tempo e poupei horas em deslocações. Penso que em casa também era mais produtivo no geral, pois não tinha as inevitáveis interrupções do escritório com a visita de colegas e telefonemas inevitáveis.

Somos criaturas de hábitos, e sei que me vai custar de certa forma a adaptação à nova rotina, mas nada dura para sempre e a única certeza é a incerteza das coisas. Há que adaptar e seguir em frente.

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