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The Daily Habit

Diário de produtividade pessoal

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Designing Your Life de Bill Burnet & Dave Evans, Resumo do Livro – As Minhas Notas, Parte 3

Designing Your Life Burnett

Em Designing Your Life – Construir a Carreira Perfeita Passo a Passo, Bill Burnet e Dave Evans, escrevem sobre como podemos escolher e desenhar a nossa vida e carreira. Esta é a parte 3 e última do artigo com o resumo do livro e as minhas notas.

Designing Your Life - Parte 1
Designing Your Life - Parte 2
Designing Your Life - Parte 3

Burnet e Evans defendem que podemos aplicar os mesmos princípios que as empresas na criação de tecnologia e produtos, para a criação de uma vida com significado e preenchida.

Os autores são responsáveis pela produção de um popular curso com origem na Universidade de Stanford com o mesmo nome, e com o objetivo de ajudar alunos e pessoas de todas as idades a encontrarem as suas paixões e a gerirem a suas carreiras.

Como utilizar um protótipo experimental

Os protótipos isolam um aspeto de um problema e desenham uma experiência que proporciona a tentativa de uma potencial versão de um melhor futuro.

A forma mais simples e fácil de criar um protótipo é uma conversa a que Burnett e Evans chamam de Life Design Interview.

Esta conversa ou entrevista pretende saber a história de outra pessoa, e pode por exemplo envolver passar um dia com um profissional que gostava de seguir os passos, ou uma semana num projeto experimental ou mesmo um estágio numa empresa em que gostaria de trabalhar. Este último caso requere um maior investimento e compromisso.

O mercado de emprego escondido

O mercado de emprego escondido é aberto às pessoas que já possuem uma ligação numa rede profissional onde o emprego reside. Life Design Interview, é talvez a melhor forma de entrar neste mercado no seu campo de interesse.

Mais de metade das vezes, esta abordagem resulta numa oferta iniciada pelo entrevistado. Senão lhe fizerem uma oferta, poderá fazer uma questão que possa converter a história do entrevistado numa oferta.

“Quanto mais aprendo e conheço pessoas da empresa XYZ, mas interessante se torna. Quais seriam os passos envolvidos para alguém como eu poder fazer parte da organização?”

A Internet deve ser utilizada não para candidatar-se a empregos anunciados, mas para procurar pessoas cujas histórias gostaria de ouvir.

Candidatar-se a anúncios de emprego

Burnett e Evans não recomendam candidatar-te diretamente a anúncios de emprego, mas se o tiver de fazer deve ter em conta os seguintes pontos:

  • Escrever o seu currículo utilizando as mesmas palavras-chave do anúncio.
  • Se tiver uma competência especifica requerida, deve-a referir ni currículo exatamente como está escrita no anúncio.
  • Focar-se na descrição do currículo que corresponda ao anúncio.
  • Trazer sempre uma cópia do currículo para a entrevista.

Como escolher entre várias opções

Existem várias formas de gerar opções como as já referidas reflexões de vida e de trabalho, criação de mindmaps, três alternativas de vida (a que os autores chamam de Odissey Plan) e os protótipos de conversa ou entrevista.

Primeiro é preciso ter a melhor informação, fazer o trabalho de casa, tomar notas, fazer cálculos, falar com peritos, etc. Segundo, e após o trabalho analítico de codificar, listar e categorizar, precisamos de aceder à sabedoria e intuição interior do nosso ser emocional para ajudar a escolher as nossas melhores opções.

Gere uma série de opções, depois reduza a lista a cinco opções no máximo,  e depois faça a melhor escolha que conseguir com tempo e recursos disponíveis, e siga em frente.

Termina assim a parte 3 e última do resumo do livro com as minhas notas de Designing Your Life – Construir a Carreira Perfeita Passo a Passo, Bill Burnet e Dave Evans.

Designing Your Life de Bill Burnet & Dave Evans, Resumo do Livro – As Minhas Notas, Parte 2

Designig Your Lige Burnett

Em Designing Your Life – Construir a Carreira Perfeita Passo a Passo, Bill Burnet e Dave Evans, escrevem sobre como podemos escolher e desenhar a nossa vida e carreira. Esta é a parte 2 do artigo com o resumo do livro e as minhas notas.

Designing Your Life - Parte 1
Designing Your Life - Parte 2
Designing Your Life - Parte 3

Burnet e Evans defendem que podemos aplicar os mesmos princípios que as empresas na criação de tecnologia e produtos, para a criação de uma vida com significado e preenchida.

Os autores são responsáveis pela produção de um popular curso com origem na Universidade de Stanford com o mesmo nome, e com o objetivo de ajudar alunos e pessoas de todas as idades a encontrarem as suas paixões e a gerirem a suas carreiras.

Analisar e refletir sobre as atividades diárias

Quando estamos no estado de flow, sentimo-nos completamente presentes no que estamos a fazer, que não temos a noção do tempo.

Envolvemo-nos em atividades físicas e mentais ao longo do dia. Algumas atividades carregam a nossa energia enquanto outras descarregam.

A maior parte de life design work é dirigido a aperfeiçoar e melhorar a vida em que está, sem ter de fazer grandes mudanças, como mudar de emprego ou ter de voltar a estudar.

O trabalho é divertido quando está a utilizar os seus pontos fortes e está profundamente envolvido e energizado pelo que está a fazer.

Para identificar estes momentos Burnett e Evans propõe criar um Good Time Journal:

  1. Registando as atividades diárias medindo o envolvimento e energia.
  2. Refletindo sobre o que se está aprendendo.

No ponto 2 de reflexão pode-se utilizar o método AEIOU:

Atividades. O que estava a fazer.

Ambiente. (Environments). Onde estava e o que estava a sentir.

Iterações. Com quem estava a interagir, incluindo pessoas ou máquinas.

Objetos. Se estava a interagir com objetos, como tecnologia ou outros objetos fisícos.

Utilizadores. Quem mais estava consigo.

O seu passado também está à espera de perceções, em especial os momentos mais significativos.

A técnica do mind mapping

Como life designer, precisa de abraçar duas filosofias:

  1. Faz as melhores escolhas quando tem várias ideias à sua disposição.
  2. Nunca escolhe a primeira solução para um problema.

O técnica de mind mapping é extremamente útil para encontrar novas ideias, que pode ser utilizada como brainstorming, porque permite aceder dois ou três passos fora do seu pensamento consciente.

Existem três passos para a criação de um mindmap:

  1. Escolher um tópico.
  2. Escrever as primeiras ideias que lhe vierem à cabeça correspondendo ao primeiro anel, e repetir para os anéis seguintes, devendo-se continuar até ter pelo menos três ou quatro anéis.
  3. Associar aleatoriamente as palavras e criar um novos conceitos.

O passo dois não deve levar mais de três ou cinco minutos para que ultrapasse o seu censor interno.

A diferença entre um problema âncora e um problema de gravidade

Um problema âncora difere de um problema gravidade, em que o primeiro tem solução (embora possa ser difícil) ao contrário do último que é acionável. Um problema gravidade é uma circunstância em que não pode fazer nada, não existindo solução podendo apenas aceitar e redirecionar.

Um dos princípios de design thinking é que deve falhar depressa para mover-se depressa. Quando está preso num problema âncora, tente restruturar o desafio como uma exploração de possibilidades. De seguida tente uma serie de pequenos protótipos de mudança que gostaria que acontecessem, de forma a encontrar uma maneira mais criativa de resolver o seu problema.

Ao imaginar como combinar elementos criativamente em novos papéis ou posições, está a mover-se com sucesso da resolução de problemas (o que fazer a seguir?) para design thinking (o que posso imaginar?)

As três vidas de um indivíduo

Burnett e Evans aconselham a imaginar e a escrever até três versões dos próximos cinco anos da sua vida.

A primeira vida. O que está a fazer e as suas ambições.

A segunda vida. O que faria se de repente não pudesse ter a primeira vida.

A terceira vida. O que faria ou a vida que teria se o dinheiro ou a imagem não fossem importantes.

Depois de fazer o exercício das três vidas, pode criar um vídeo com a apresentação das mesmas, e ver-se a si mesmo para auditar o que tem a dizer de si próprio e registar algumas ideias.

Termina assim a parte 2 do resumo do livro com as minhas notas de Designing Your Life – Construir a Carreira Perfeita Passo a Passo, Bill Burnet e Dave Evans.

Designing Your Life de Bill Burnet & Dave Evans, Resumo do Livro – As Minhas Notas, Parte 1

Designing Your Life de Bill Evans & Dave Burnett

Em Designing Your Life – Construir a Carreira Perfeita Passo a Passo, Bill Burnet e Dave Evans, escrevem sobre como podemos escolher e desenhar a nossa vida e carreira. Esta é a parte 1 do artigo com o resumo do livro e as minhas notas.

Designing Your Life - Parte 1
Designing Your Life - Parte 2
Designing Your Life - Parte 3

Burnet e Evans defendem que podemos aplicar os mesmos princípios que as empresas na criação de tecnologia e produtos, para a criação de uma vida com significado e preenchida.

Os autores são responsáveis pela produção de um popular curso com origem na Universidade de Stanford com o mesmo nome, e com o objetivo de ajudar alunos e pessoas de todas as idades a encontrarem as suas paixões e a gerirem a suas carreiras.

Começar onde está

Identificação de problemas + Resolução de problemas = Vida bem desenhada

A chave é livrar-se de ficar preso em alguma coisa que não é acionável, a que os autores chamam de problemas de gravidade. Quando fica preso num problema de gravidade, é uma situação permanente porque não existe nada que possa fazer, e os designers são acima de tudo pessoas de ação. A única resposta para problemas de gravidade é a aceitação.

A chave é não ficar preso em alguma coisa em que efetivamente não tem hipóteses de ser bem-sucedido. Se mantivera-se aberto o suficiente para a aceitar a realidade, ficará livre para reestruturar um problema acionável e desenhar uma forma de participar no mundo em coisas que lhe interessam e possam resultar.

Saber onde está

Para começar onde está deve avaliar a sua vida em quatro áreas: saúde, trabalho, lazer e amor.

A saúde significa bem-estar na mente, corpo e espirito. Saúde emocional, física e mental.

O trabalho significa a sua participação na grande aventura humana neste planeta, podendo estar ou não a ser pago para isso.

O lazer é tudo o que faz com alegria.

Todos sabemos o que é o amor e quando está presente nas nossas vidas.

A ideia é pegar no que desenhar primeiro, e ser curioso sobre como desenhar esta área particular na sua vida. Primeiro assegure-se que não está perante uma problemas de gravidade perguntando a si próprio se o problema é acionável?

É impossível prever o futuro, mas ao pensar como um designer e desenhar alguma coisa pode alterar o futuro que é possível de mudança.

Contruir um compasso

São necessárias duas coisas para construir um compasso: uma visão do trabalho e uma visão da vida.

Se conseguir ver as conceções entre o que é, o que acredita, e o que está a fazer, então saberá quando está no rumo certo, quando existe tensão, quando pode precisar de estabelecer alguns compromissos, e quando necessita de uma correção maior de rumo.

Todos querem geralmente o mesmo: uma vida longa e saudável, um trabalho que gostamos e que faça a diferença, amor e relacionamentos com significado, e uma vida divertida. A forma como que cada um pensa que chega lá é que é diferente.

Reflexão do trabalho

Esta reflexão deve levar cerca de 30 minutos e conter 250 palavras.

Aqui não se está interessado em que tipo de trabalho está interessado, mas porque trabalha. Não tem de incluir o serviço aos outros ou alguma ligação a assuntos sociais. Contudo, o psicólogo Martin Seligman descobriu que as pessoas que fazem uma ligação explícita entre o seu trabalho e um serviço social com significado para elas, podem encontrar uma maior satisfação, e estão mais aptas a adaptarem-se aos inevitáveis stresses e compromissos inerentes ao trabalho.

Uma reflexão da vida de trabalho pode incluir as seguintes questões:

  • Porquê trabalhar?
  • Para o que trabalhar?
  • O que o trabalho significa?
  • Como se relaciona com o indivíduo, os outros ou a sociedade?
  • O que define um bom ou digno trabalho?
  • O que o dinheiro tem a ver com o trabalho?
  • O que a experiência, crescimento, e satisfação tem a ver com o trabalho?

Reflexão da vida

Assim como a reflexão do trabalho, a reflexão da vida deve levar cerca de 30 minutos e conter 250 palavras.

Esta reflexão inclui as seguintes questões, que de certa forma são filosóficas e incluem a palavra Deus que pode ou não significar algo para o leitor.

  • Porque estamos aqui neste mundo?
  • Qual o significado ou propósito da vida?
  • Qual a relação ente o indivíduo e os outros?
  • Onde a família, país e o resto do mundo encaixam?
  • O que é o bem, e o que é o mal?
  • Existe algum poder superior, como Deus ou algo transcendental? E se sim, qual o impacto que tem na sua vida?
  • Qual o papel da alegria, tristeza, justiça, injustiça, amor, paz e conflito na vida?

Saber qual o nosso norte

A reflexão do trabalho e da vida deve estar articulada para nos dar o nosso norte, e deve ser feita pela menos uma vez por ano.

Cada vez que começar a sentir-se que a sua vida não está a funcionar, ou que está a atravessar uma grande transição, deve fazer uma recalibração no seu compasso.

Termina assim a parte 1 do resumo do livro com as minhas notas de Designing Your Life – Construir a Carreira Perfeita Passo a Passo, Bill Burnet e Dave Evans.

Como Criar uma Visão para a sua Organização ou Projeto

Docas ao por do sol

Há uns dias atrás tive a oportunidade de fazer uma apresentação perante uma plateia de 170 pessoas num evento de liderança da Toastmasters. Foi incrível a energia do grupo, tendo participado na workshop “The Visionary Leader”.

O objetivo desta workshop era mostrar aos líderes a importância do desenvolvimento de uma visão e descrever as principais etapas na criação da mesma.

Logo no início contei uma história para prender o interesse da audiência e introduzir o tema sobre a conhecida expressão “todos os caminhos vão dar a Roma” e qual a sua origem.

O império romano (27 a.C. - 330 d.C.) dominava o mundo chegando a ocupar o que atualmente são hoje 40 países. A origem da expressão tem a ver com a necessidade de comunicação dos romanos pelo seu extenso império, tendo construído 80 mil quilómetros de estradas.

Estas estradas, chamadas de cursos publicus, eram diferentes das que conhecemos atualmente, e serviam para os mensageiros levarem ordens por todo o império.

Se na altura do império romano sabia-se que estas estradas conduziam sempre a Roma, e todos os objetivos passavam por levar a informação para o centro do império, pelo contrário, nos dias de hoje as estradas e destinos são quase ilimitados, e as possibilidades são infinitas.

Senão tivermos uma visão clara para onde queremos ir, então nunca chegaremos ao nosso destino, ou pior, trabalharemos eternamente na visão dos outros.

De seguida irei escrever uma definição de visão, dar quatro exemplos de visão de empresas conhecidas, as suas características e como criar e comunicar a visão à equipa.

A parte seguinte do artigo é adaptada dos dispositivos que utilizei na apresentação.

Definição de visão

Visão é a imagem mental das aspirações futuras de uma organização, equipa ou indivíduo. (Nota: a criação de uma visão não tem de ser obrigatoriamente dedicada a uma organização, pode ser adaptada a uma equipa, pessoa ou projeto)

Exemplos de visão empresariais

Transcrevo de seguida quatro bons exemplos de visão de empresas conhecidas que considero serem um bom ponto de partida para se ter uma ideia do que se pretende de uma visão.

DISNEY: Fazer as pessoas felizes

HARLEY-DAVIDSON: Realizar sonhos através de experiências de motociclismo

TESLA: Acelerar a transição mundial para a energia sustentável

MICROSOFT: Ajudar pessoas em todo o mundo a realizar o seu potencial

Características da visão

As principais características de uma visão bem-sucedida, como exemplificado anteriormente, são:

  • Clara
  • Desafiadora
  • Geral
  • Orientada para as pessoas
  • Inspiradora

Objetivos da visão

São três as finalidades de uma visão:

  1. Providenciar uma direção geral
  2. Providenciar um contexto para a tomada de decisões
  3. Determinar a estrutura da organização

Criar uma visão em cinco passos

Deve-se ter em conta as etapas seguintes na criação de uma visão:

  1. O que a organização/equipa/indivíduo faz bem?
  2. O que a organização/equipa/indivíduo pretende fazer?
  3. O que torna a organização/equipa/indivíduo única ou especial?
  4. O que a equipa espera da organização/equipa/indivíduo?
  5. O que inspira a equipa?

Existem vários benefícios em envolver a equipa desde o início, como:

  • Vontade de atingir a visão
  • Controlar o seu futuro
  • Fomentar a cooperação e colaboração
  • Comunicar a visão

Os líderes devem ajudar a equipa a aceitar e adotar a visão através de várias ações:

  • Relacionar a visão com as atividades diárias
  • Determinar o papel de cada um na visão
  • Apoiar a concretização da visão
  • Mostrar pelas próprias ações

Em termos pessoais, a apresentação da worskshop “The Visionary Leader” teve um grande impacto, até porque nunca tinha estado perante uma audiência tão grande.

Para mim, a visão é o ponto de partida para qualquer desafio, o qual dá seguimento à missão, definição de objetivos e planeamento. Senão tivermos uma visão clara, é caso para dizer que “todos os caminhos vão dar a Roma”.

Como Encontrar um Emprego com a Ajuda de um Blogue

Homem e mulher em mesa com portatil

Quando procuramos um emprego geralmente a primeira ideia que vem à cabeça é localizar oportunidades de carreira, utilizando o curriculum vitae e a carta de candidatura como principais recursos de promoção pessoal.

Muitos vão mais longe e utilizam as redes socais, nomeadamente o Linkedin, para uma maior alcance e exposição a potenciais cargos.

Estes meios têm o seu peso na procura de emprego, mas acabam por já estar normalizados e são de uso corrente, fazendo com que o candidato se diferencie pouco ou nada ao utilizar os mesmos.

Uma das ferramentas que poderá diferenciar e ser utilizada na procura de oportunidades de emprego é a criação de um blogue pessoal. Os blogues já são amplamente utilizados pelas empresas para a promoção de conteúdos e reconhecimento de autoridade, mas ainda pouco utilizados na gestão de carreiras por indivíduos.

As vantagens de criar um blogue para encontrar emprego

De acordo com um artigo da MichaelPage, um blogue pessoal destinado à procura de emprego é uma excelente oportunidade de realçar as competências de um candidato, mostrando que é:

  • Inteligente, criativo e capaz de escrever sobre tópicos relevantes.
  • Motivado e interessado
  • Perito numa determinada área
  • Dedicado à sua profissão
  • Interessado no diálogo e envolvimento com os seus pares
  • Capaz de se encaixar numa determinada cultura empresarial

Como criar um blogue

Hoje em dia existem plataformas de simples utilização como o Wordpress ou Blogger para a criação de um blogue. Existem inúmeros tutoriais para o efeito tais como em ResultadosDigitais e TudoSobreHospedagemdeSites.

Independentemente da plataforma que utilizar, a MichaelPage deixa as seguintes dicas para construir um blogue profissional e relevante:

  • Escrever sobre a sua especialidade unicamente em relação ao tipo de emprego que procura.
  • Assegurar que os textos que disponibiliza são confiáveis e bem escritos.
  • Comentar sobre a atualidade e tendências de mercado na sua indústria ou profissão.
  • Evitar desabafos ou conteúdos negativos.
  • Utilizar uma foto profissional.
  • Ligar-se a outros bloggers ou influenciadores do setor..
  • Utilizar as redes sociais para promover o blogue.
  • Manter o blogue com um tom profissional em vez de social.

Algumas estratégias importantes

De acordo com Allison Cheston na Forbes, e para que o blogue possa funcionar, é importante ter um objetivo claro e determinar os tópicos e palavras-chave a utilizar nos artigos.

Dever ser também identificada a audiência e as suas questões para se ter as respostas certas, contribuindo para uma boa consistência e uma forte mensagem do blogue

A regularidade na publicação é outro dos fatores de sucesso, para que os artigos tenham a possibilidade de passar por mais pessoas e ser indexados nos motores de busca

Independentemente do assunto, deve-se recorrer a entrevistas com peritos ou especialistas o mais cedo possível, publicando conteúdos interessantes acerca do setor. Aqui poderá ser utilizado o Linkedin para ajuda no contacto aos peritos.

Ajudar os leitores do blogue

Ainda segundo Allison Cheston na Forbes, os leitores devem receber um serviço na forma de informação e resolução de problemas. Esta questão deve guiar todos os esforços na identificação de soluções para o setor, demonstrando o benefício e utilidade dos conteúdos para os leitores e as suas organizações.

Como um candidato encontrou um emprego com o seu blogue

Victoria Michelson escreve na Idealistcareers, que fez uma experiência, em cada vez que se candidatava a uma vaga de emprego juntava um convite para visitarem o seu blogue. A resposta que teve foi fenomenal, com algumas das pessoas a darem os parabéns pelo blogue e a comentarem nos seus artigos. Conseguiu desta forma o emprego que pretendia numa organização sem fins lucrativos.

Michelson refere na Idealistcareers que os principais benefícios na criação de um blogue para encontrar emprego são as oportunidades de networking, mostrar as competências e assinalar uma marca pessoal.

A criação de um blogue para encontrar e conseguir um emprego exige disponibilidade de tempo e a estratégia certa para se conseguirem os melhores resultados. No entanto, para os que têm disponibilidade e motivação para seguir esta via, está-se perante um sistema que possibilita aos candidatos mostrarem as suas competências e credibilidade, e assim obterem mais facilmente a proposta de trabalho porque tanto ambicionam.

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Os 4 Dilemas de um Blogger

Mãos de mulher a trabalhar em portátil

Existem cada vez mais pessoas a iniciarem os seus blogues, sendo que as opções e decisões a tomar, quando alguém decide seguir por este caminho, são muitas.

Eu diria que existe um dilema na criação e gestão de um blogue. De acordo com o dicionário Online Priberam, dilema significa uma alterativa em que não há opção satisfatória ou o argumento formado por duas proposições que se contradizem mutuamente.

Domínio próprio vs domínio gratuito

A criação de um blogue inicia pela decisão de adquirir um domínio próprio através de uma empresa de registos como a Dominios.Pt e Namecheap, ou recorrer a uma plataforma gratuita como o Sapoblogs e Blogger.

Nome de domínio generalista vs nome de domínio específico

Depois de escolher o tipo de domínio, é altura de decidir o nome do domínio que deverá estar em consonância com o nome do blogue. Aqui as coisas tornam-se realmente difíceis porque um nome deverá transmitir a mensagem e tom do blogue. Um nome generalista permite ao blogger adaptar-se ao longo do tempo enquanto um nome específico é mais focado num nicho e pode ter um branding mais forte.

Artigos longos vs artigos curtos

Uma das dificuldades de um iniciado na criação de um blogue é encontrar a sua voz e articular a sua mensagem num artigo. Artigos mais longos e bem escritos permitem em teoria uma melhor indexação pelos motores de busca, enquanto artigos curtos são geralmente mais fáceis de escrever e permitem publicar mais frequentemente.

Escrever em português vs escrever em inglês

A língua oficial da internet é o inglês. Escrever em inglês permite chegar a um público mundial, e as possibilidades são ínfimas, sendo no entanto a concorrência enorme. Por outros lado, escrever na língua portuguesa pode ser mais fácil se o blogger estive mais confortável para se expressar na língua materna.

Em última análise, não existem escolhas fáceis para estes quatro dilemas. Talvez numa determinar altura do percurso de um blogger uma opção tenha mais sentido do que noutra.

O importante é começar a escrever, independentemente do percurso a seguir, esperando-se que as decisões sejam cada vez mais fáceis À medida que a experiência vai acumulando.

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Discursar perante uma Audiência de 150 Pessoas: A Minha Experiência

Auditório

Tive o prazer de participar como orador convidado este fim de semana numa formação de liderança na Toastmasters, organização internacional conhecida pelo desenvolvimento de competências de comunicação dos seus membros.

Após a conclusão da minha apresentação tive a oportunidade de falar com alguns dos meus colegas pera saber o que tinha corrido bem e o que podia melhorar. Aliás, esta é uma das melhores formas de melhorar o discurso público ou mesmo outra área qualquer, através da avaliação construtiva.

Como pontos fortes tive a presença em público, em que fiz questão de vestir a rigor para a ocasião, não demasiado formal, mas o suficiente para causar um bom impacto junto da audiência, demonstrando preocupação em fazer uma boa apresentação.

Outro ponto forte foi a coragem demonstrada perante um público de 150 pessoas, em que consegui manter sob controlo o meu nervosismo, que é normal e até desejável na dose certa perante uma audiência, de forma a melhorar a performance.

Infelizmente os dispositivos de apresentação que utilizei para apoio no discurso não me ajudaram. Na primeira parte do discurso não utilizei dispositivos e a apresentação correu naturalmente com uma boa atenção da audiência. Quando foram mostrados os primeiros slides houve uma quebra na apresentação.

Esta quebra na apresentação deveu-se fundamentalmente ao facto dos slides conterem muita informação, um erro clássico na preparação de dispositivos visuais. Foi-me recomendado fazer a experiência de não utilizar quaisquer dispositivos numa próxima apresentação.

Outros dos fatores que poderia melhorar é a gestão do tempo. Nos 30 minutos que tinha disponíveis não consegui mostrar todos os conteúdos que preparei para o efeito. Perdi muito tempo nos pontos iniciais da palestra e a parte final foi muito acelerada deixando inevitavelmente pouco tempo para a conclusão.

Em suma, o objetivo de me expor perante uma grande plateia foi conseguido, sendo no entanto necessário melhorar alguns aspetos da minha apresentação, nomeadamente utilizar nenhuns ou o mínimo de dispositivos, gerir melhor o tempo, e por fim treinar e melhorar a apresentação antes de chegar ao público.

O Líder Visionário: Apresentação de Workshop

Formador e Formando em Workshop

Pertenço a um clube internacional de origem norte americana para o desenvolvimento de competências de comunicação e liderança, a Toastmasters International.

Esta organização está presente em Portugal desde 2016, e entrei fundamentalmente para puder praticar o discurso em público. Existem vários clubes no país, sendo que a gestão de cada um é feita pelos designados officers que têm funções voluntárias.

Todos os anos existem algumas formações específicas, enquadradas na Toastmasters Leadership Institute (TLI), em que officers de todo o país se juntam para puder partilhar e transmitir experiências dos seus clubes. Os officers são as pessoas que estão por detrás de cada clube e são responsáveis pela organização e promoção das suas sessões e atividades.

Este ano fio convidado para dar uma workshop de liderança num destes eventos, sendo que foram disponibilizados vários temas que poderia apresentar, enquadrados na estratégia do evento.

Os temas disponíveis no conjunto The Leadership Excelente Series são:

- The Visionary Leader
- Developing a Mission
- Values and Leadership
- Goal Setting And Planning
- Delegate To Empower
- Building A Team
- Giving Effective Feedback
- The Leader as a Coach
- Motivating People
- Service And Leadership
- Resolving Conflict

Todas estas apresentações contêm recursos de apoio e modelos, podendo cada orador adaptar a apresentação ao seu estilo. Existe ainda a necessidade de traduzir os conteúdos do inglês para o português, e como alguém que já fez este tipo de trabalho, não se deve traduzir à letra o inglês. É sempre preferível adaptar os termos para o uso corrente da audiência e do português neste caso.

Dentro das temáticas disponíveis, que abarcam o papel da liderança no seu geral, optei pela  apresentação The Visionary Leader. É interessante notar que este tema aparece em primeiro lugar.

De facto, sem uma visão clara para onde se pretende ir, torna-se difícil ou mesmo impossível para o líder desempenhar os restantes papéis, incluindo o desenvolvimento da missão, estabelecimento de objetivos e planeamento, construção de uma equipa, etc.

Nos próximos dias irei estar a preparar o meu discurso, esperando-se uma plateia de 300 pessoas, o que aumenta a responsabilidade e a necessidade de uma apresentação de qualidade.

Como Estabelecer Prioridades em 2019

Seta iluminada

O ano 2019 está a iniciar na sua plenitude e muitos de nós têm novos desejos e objetivos para concretizar nos próximos 12 meses. Por vezes a vontade de fazer é muita, com inúmeros objetivos que se acabam por atropelar uns aos outros, o que acaba por conduzir normalmente a duas situações.

A primeira situação, a mais habitual, é desistir completamente dos objetivos, com o sentimento de sobrecarga. Para a pessoa que está sobrecarregada, o sentimento de incapacidade e frustração torna-se gritante, produzindo uma enorme situação de desconforto.

Para fugir a este desconforto, o mais fácil é desistir. Aliás, esta é uma situação muito familiar, que perante as adversidades, o imediato é virar a cara ao problema no sentido de não pensar no mesmo.

A segunda situação, menos habitual, é encarar as dificuldades na concretização dos objetivos, e priorizar os mesmos. Perante o dilema de que não é possível fazer tudo, cabe ao indivíduo aceitar que tem um limite de horas por dia, tendo de decidir o que é mais importante e prioritário.

Isto envolve uma grande disciplina e enfrentar o desconforto de deixar partir alguns dos objetivos no momento. Mas não precisa de ser um adeus definitivo, alguns dos objetivos poderão ser revisitados mais à frente no ano ou noutra época mais propícia.

Tem sido propostos vários métodos para priorizar os objetivos. A matriz de prioridades é um método bastante simples que cada um pode utilizar para se focar no que importa.

A construção desta matriz envolve na primeira fase atribuir uma pontuação de 1 a 5 para os seguintes critérios relativo a cada objetivo: esforço, impacto e gozo.

O esforço mede a estimativa da quantidade de horas e o trabalho envolvidos para a concretização do objetivo. O valor de 1 corresponde ao menor esforço e 5 ao maior esforço.

O impacto é a eficácia do objetivo, respondendo à questão de qual a magnitude dos resultados obtidos com a realização das metas. O valor de 1 corresponde ao menor impacto e 5 ao maior impacto.

O gozo é um critério muito especial e tenta priorizar também aqueles objetivos que dão prazer e satisfação pessoal na sua execução. O valor de 1 corresponde ao menor gozo e 5 ao maior gozo.

Por final multiplicam-se os três critérios chegando à importância relativa de cada objetivo. Por exemplo um objetivo com os valores de 3, 4 e 2 para os critérios esforço, impacto e gozo tem uma importância relativa de 3x4x2=24. Quanto maior é o valor, maior é a importância relativa de cada objetivo.

A priorização de objetivos não precisa de ser um “bicho de sete cabeças”, o principal é não desistir das nossas metas, aceitar que não é possível executar tudo, pelo menos no imediato, e começar a trabalhar no que é mais importante no momento.

 

New Habit Experience – Ouvir Mais, Falar Menos

Duas pessoas a conversar e tomar café

Na criação de bons hábitos, tenho tido uma especial dificuldade na capacidade de ouvir mais e encorajar os outros a falarem de si próprios.

Este hábito é extremamente importante para o crescimento pessoal, estando inclusive referido em dois grandes livros: Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas de Dale Carnegie (Ponto #7 - Seja um bom ouvinte. Encoraje os outros a falarem de si próprios). e as 48 Leis do Poder de Robert Greene (Lei #4 – Fale sempre menos do que o necessário).

Cheguei a lançar um desafio pessoal através de uma aplicação no sistema android para a criação de novos hábitos, em que tinha vários lembres diários a recordar-me para ter consciência de falar menos. Devo dizer que falhei redondamente nesta tentativa.

Agora quero ir mais longe e continuar a lutar contra esta tendência de falar por excesso e a revelar informação não solicitada aos outros.

A nova estratégia passa por registar num bloco de notas em papel ou digital, as principais iterações com as outras pessoas, e fazer um registo da hora de iteração, com quem interagi e o rácio escutar/falar.

Por exemplo, no dia 5 de janeiro às 14h interagi com o meu chefe com o rácio 30/70 escutar/falar. Este rácio significa que durante a conversa escutei 30% e falei 70% do tempo, o que depreende que falei mais do que o meu chefe, e que não é o ideal como objetivo. Pretendo falar menos do que a outra pessoa, e no caso do exemplo do meu chefe um bom rácio seria a partir de 60/40, significando que pelo menos escutaria 60% e falaria 40% do tempo da conversa.

Saber escutar é sem dúvida uma grande virtude, mas que muitos de nós têm dificuldade em manter. A mudança de um novo hábito, como a capacidade de saber ouvir mais, requer um esforço consciente, maior quanto o hábito já estiver impregnado nos nossos comportamentos.

Contudo, com persistência e determinação, acredito que é possível alterar hábitos ou pelo menos diminuir a sua intensidade ou persistência.

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