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The Daily Habit

Diário de produtividade pessoal

The Daily Habit

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A Importância das Férias e Descanso Mental para Fazer Refresh

Carro em asfalto junto a praia

Esta semana regressei de férias, sentindo logo a diferença em termos de abordagem ao trabalho, com uma mente mais fresca e sensata.

Nos últimos meses tenho trabalho muito, estando envolvido em projetos de grande responsabilidade, o que por si só causa uma grande pressão, e mesmo que não queira os picos de stress acumulam-se.

As férias são necessárias para um distanciamento do dia-a-dia. Mesmo que o corpo não descanse, como por muitas vezes acontece nestas alturas, o pensamento afasta-se do foco habitual e acaba por ser alvo de estímulos diferentes, dando caminho ao descanso mental que tanto é necessário para uma boa recuperação.

Em relação a este blogue, é meu desejo publicar mais frequentemente, mesmo que isso implique escrever menos em cada artigo. Por vezes parece que existe uma pressão na blogosfera para se escrever conteúdo épico com textos longos.

Os artigos longos têm o seu lugar na internet, principalmente se forem de qualidade e transmitirem informação relevante e necessária aos leitores. No entanto, e dependendo dos objetivos do blogger, pode ser mais interessante fazer publicações regulares com artigos mais curtos do que fazer publicações irregulares com artigos mais longos.

Nada invalidade que de vez em quando introduza-se um artigo mais desenvolvido assente numa pesquisa também mais aprofundada, em adição às publicações regulares.

Ontem acabei por fazer a minha revisão semanal de tarefas que coincidiu com a revisão mensal por estarmos no final do mês. As revisões são essenciais para medir o progresso e atualizar os objetivos, bem como delinear os projetos a

trabalhar na semana seguinte. Num próximo artigo irei descrever como faço estas revisões essenciais a uma maior produtividade, para o que o leitor possa ter uma ideia do processo.

Photo by Simon Matzinger from Pexels

A Arte Subtil de Saber Dizer que se F*da de Mark Manson, Resumo do Livro - As Minhas Notas

A Arte Subtil de Saber Dizer que se F*da de Mark Manson

As pessoas cada vez mais desfrutam das suas riquezas materiais e dos seus confortos, e no entanto sentem-se mais pobres emocionalmente e psicologicamente. Em "A Arte Subtil de Saber Dizer que se F*da", Mark Manson descreve as suas ideias e perceções para nos ajudar a lidar com o sofrimento e fracasso, para que consigamos viver uma vida mais completa e encontrar a verdadeira felicidade.

As ideias de Manson são proferidas num estilo único, e em alguns momentos através de linguagem irreverente para passar a sua mensagem.

O livro em três frases

  • A vida é inevitavelmente preenchida por sofrimento e uma necessidade contínua de resolução de problemas, por isso devemos escolher aqueles que gostamos de resolver.
  • Os problemas que escolhemos devem estar alinhados com os nossos valores, sabendo distinguir os bons dos maus valores.
  • A cultura de excecionalidade generalizada transmitida pelos meios de comunicação social e redes sociais é uma ilusão, não havendo atalhos e sendo necessário trabalhar e aperfeiçoar continuamente até se atingir o sucesso.

Resumo do livro "A Arte Subtil de Saber Dizer que se F*da"

  • Tudo o que vale a pena na vida é conquistado pela superação da experiência negativa associada. Qualquer tentativa de escapar ao negativo, de o evitar, rejeitar ou silenciar, tem um efeito de ricochete. A negação do sofrimento é uma forma de sofrimento. A negação da luta é uma luta. A negação do fracasso é um fracasso. Esconder o que é vergonhoso é , em si mesmo, uma forma de vergonha.
  • A questão não é fugir do desagradável. A questão é descobrir o desagradável com que gostamos de lidar.
  • Grande parte das pessoas considera certos "problemas da vida" por não terem mais nada com que se preocuparem. Daí que encontrarem algo mais importante e significativo seja provavelmente a forma mais produtiva de usarem o seu tempo e energia. Porque, se não encontrarem algo significativo, dedicarão a sua preocupação a coisas frívolas e mesquinhas.
  • A maturidade é o que acontece quando uma pessoa aprende a só se preocupar com o que merece a pena.
  • Sofremos pela simples razão de que sofrer é biologicamente útil. É o agente preferido pela natureza para inspirar mudança. Estamos programados para nos tornarmos insatisfeitos com o que quer que tenhamos e satisfeitos para aquilo que não temos.
  • Tal como dar uma pancada com o dedo numa mesa nos ensina a esbarrar menos em mesas, a dor emocional da rejeição e do fracasso ensina-nos a evitar os mesmos erros no futuro.
  • A solução para um problema é apenas a criação do próximo. A felicidade resulta de resolver problemas e apenas ocorre quando descobrimos problemas que gostamos de ter e resolver.
  • O sonho é uma montanha, e é longa a caminhada para lá chegar. Quem nós somos é definido por aquilo que desejamos lutar.
  • Quanto mais profunda é a dor, mais impotentes nos sentimos perante os nosso problemas e mais adotamos a atitude de "tenho o direito" para compensar esses problemas.
  • O facto de compreendermos que nós e os nossos problemas não somos privilegiados em termos de severidade ou dor, é o primeiro e mais importante passo para os resolvermos.
  • A vaga de informação extrema em que vivemos condicionou-nos para acreditar que a excecionalidade é o novo normal, e leva-nos a sentir inseguros e desesperados porque claramente, não somos bastante bons. O facto é que somos todos bastante médios a maior maior do tempo, porque se fôssemos todos extraordinários, por definição, ninguém seria extraordinário.
  • As raras pessoas que se tornam verdadeiramente excecionais em alguma coisa não o fazem por acreditar que são excecionais. Pelo contrário, tornam-se fantásticas porque estão obcecadas pelo aperfeiçoamento, derivada de uma crença de que na verdade, não são assim tão fantásticas. Estas pessoas tornam-se grandes porque compreendem que ainda não são grandes - são medíocres, são médias - e podem ser muito melhores.
  • Os humanos escolhem muitas vezes dedicar grandes porções da sua vida a causas aparentemente inúteis ou destrutivas.
  • O auto conhecimento é como uma cebola. A primeira camada é o simples reconhecimento das nossas emoções. A segunda camada é a capacidade para perguntar por que razão sentimos determinadas emoções. A terceira e última camada são os nossos valores pessoais: Porque considero isto um fracasso/sucesso? Como estou a escolher medir-me? Por que padrão estou a julgar-me e a todos os que me rodeiam?
  • Os nossos valores determinam os critérios pelos quais nos avaliamos e todos os outros. Se quisermos mudar a forma como vemos os nosso problemas, temos de mudar aquilo que valorizamos e/ou a forma como medimos o sucesso e o fracasso.
  • Os bons valores são baseados na realidade, socialmente construtivos e controláveis. Os maus valores são supersticiosos, socialmente destrutivos e não controláveis.
  • Se está infeliz na sua situação atual é porque, provavelmente sente que em parte ela está fora do seu controlo, que há um problema que não tem capacidade para resolver, um problema que, de alguma forma, lhe foi imposto sem que o tenha escolhido.
  • Ninguém é responsável pela nossa situação, a não ser nós. Muitas pessoas podem ter culpa da nossa infelicidade, mas a única pessoa responsável somos nós.
  • As pessoas más nunca acreditam que elas são más; pelo contrário, acreditam que os outro todos é que são maus.
  • Manson conta a história do seu professor da escola primária, que dizia que se estivesse bloqueado com um problema, para não ficar a pensar nele; simplesmente deveria começar a trabalhar nele, porque mesmo que não saiba o que está a fazer, o simples ato de trabalhar no problema fará com que as ideias certas acabem por surgir.
  • Se faltar motivação para fazer uma mudança importante, deve-se fazer qualquer coisa, e usar a reação a essa ação como forma de começar a motivar.
  • Compreendemos que a maioria dos excessos na vida, não nos fazem felizes, ao afogarmo-nos neles.
  • Viajar é uma excelente ferramenta de desenvolvimento, porque nos arranca dos valores da nossa cultura e nos mostra que outras sociedades podem viver com valores completamente diferentes e, ainda assim, funcionar e não se odiar a si mesmos.
  • Quando estamos sobrecarregados de oportunidades e opções, sofremos daquilo a que os psicólogos chamam o paradoxo da escolha. Basicamente, quanto mais opções tempos disponíveis, menos satisfeitos ficamos com o que quer que escolhamos, porque temos consciência de todas as outras opções de que estamos, potencialmente, a privar-nos.
  • Paradoxalmente, o compromisso dá-nos liberdade, porque já não nos distraímos com o que não é importante e é frívolo. A rejeição de alternativas liberta-nos - rejeição do que não está alinhado com os nossos valores mais importantes, com os padrões que escolhemos, a rejeição da procura constante da vastidão sem profundidade.

Referências

Book Summary – The Subtle Art of Not Giving a F*ck: A Counterintuitive Approach to Living a Good Life

The Subtle Art of Not Giving a F*ck by Mark Manson

A Distância da Realidade Poderá Providenciar a Inspiração que Procuramos

Homem em estação de comboio com mapa

Esta semana encontro-me de férias na cidade de Braga. Braga conhece o seu apogeu cultural na semana santa da Páscoa com muitos turistas a afluir à cidade.

Este fim de semana a temperatura atingiu os 28 graus centígrados, uma temperatura fora do vulgar para a época, e muito longe dos 21 graus que se fizeram sentir no Algarve por exemplo.

Estar afastado da zona habitual de residência permite ter uma visão diferente da realidade, uma observação mais clara dos acontecimentos. É como se a distância mental acompanhasse a distância física, o que facto acontece.

Talvez por este motivo muitos escritores famosos escreveram as suas obras fora dos seus locais habituais de vivência. Não quero com isto pretender que sou ou pretendo ser como Hemingway ou Saramago, mas consigo compreender as suas motivações em procurar novos locais para encontrar inspiração.

A produtividade pessoal é dividida em duas fases. A primeira fase consiste na gestão das tarefas diárias propriamente dita e a segunda fase numa análise global dos nossos objetivos e aspirações. A primeira e segunda fases deverão estar alinhadas.

Se a execução das tarefas é mais direta e linear, já as aspirações e objetivos podem assumir várias formas, sendo necessário algum distanciamento para providenciar a direção necessária.

Viajar providência este distanciamento e é o ideal para conectar com o que é mais importante. Porque a vida não é só trabalho, os objectivos devem incluir a vida pessoal. Momentos com as pessoas que de gostamos e tempo para recarregar as energias são essenciais para uma vida equilibrada.

Não existe uma metodologia certa para descobrir as nossas aspirações e estabelecer objetivos, constituindo este processo tanto uma ciência como uma arte, racional e emocional.

O que sei por experiência é que a nossa vocação advém do coração e emoções, encontrando-se no nosso interior. Se algo nos inspira é natural que consigamos estar mais perto de descobrir o nosso caminho.

Viajar e afastar-nos do nosso dia-a-dia , nem que seja por um instante, poderá ser o suficiente para encontrar a inspiração que procuramos.

Uma Páscoa feliz!

 

De Regresso às Origens

Montanhista a ver nascer do sol

Há oito meses atrás que iniciei este blogue com um subdomínio da sapo blogs. Há um mês atrás que registei domínio próprio e o direcionei para este blogue.

Por vezes penso se fiz bem em fazer esta mudança. Em primeiro lugar porque o subdominio antigo thedailyhabit.blogs.sapo.pt continua a existir em paralelo com produtivitymethod.net. Trata-se de uma política do sapo blogs, significando que cada cada artigo que escrevo é publicado em duplicado nos dois domínios. Penso que esta situação poderá penalizar o ranking do novo domínio.

Em segundo lugar não pretendo retorno monetário direto com o blogue, pelo que a ideia de estar a gastar todos os anos algum dinheiro, por pouco que seja com a manutenção do registo do domínio, acaba por não compensar.

Em terceiro lugar, e pelo que já me apercebi, a comunidade no sapo blogs é significativamente ativa, o que pode gerar uma interatividade interessante entre os vários bloguers, proporciando também uma maior relevância nos motores de busca.

Em quarto lugar, trata-se um blogue pessoal, uma espécie de diário da minha caminhada a relatar a experiência em ser uma pessoa melhor e as minhas dificuldades em fazer sentido do mundo do trabalho, as regras escritas e não escritas das organizações.

Em quinto lugar, todas as razões atrás referidas, pretendem suportar a minha escolha em voltar ao domínio antigo thedailyhabit.blogs.sapo.pt. As razões apontadas para voltar atrás prendem-se com um raciocínio lógico. Se decidisse manter o novo domínio que registei, com certeza que conseguiria arranjar outros pontos para o suportar racionalmente.

É assim que os humanas habitualmente funcionam nas suas escolhas. Decidimos emocionalmente e depois justificamos com as razões que soam bem.

Por fim atualizei o slogan do blogue: The Daily Habit - Diário de Produtividade Pessoal. Venham daí mais artigos, ou como aqui se diz, mais posts!

Photo by Abhiram Prakash from Pexels

A Força do Hábito de Charles Duhigg, As Minhas Notas - Resumo do Livro

A força do hábito de Duhigg

A Força do Hábito - Perceber e Corrigir os Hábitos na Vida e no Emprego, de Charles Duhigg, vencedor de um prémio Pulitzer, apresenta a ciência de como os hábitos são formados e de como os podemos modificar.

O livro em três frases

  • Os hábitos representam cerca de 40% da nossa vida e são divididos em três partes: o sinal, a rotina e a recompensa.
  • Os hábitos não são exclusivos aos indivíduos e estão presentes nas organizações e nos movimentos sociais.
  • Os hábitos podem ser modificados se entendermos como funcionam.

Hábitos do indivíduo

Como é que operam os nossos hábitos? De acordo com Duhigg, um hábito é composto por três componentes: o sinal, a rotina e a recompensa, aquilo a que o autor chama de "Habit Loop".

Sinal

O sinal pode ser um anúncio comercial, ver um chocolate ou doce, uma emoção ou um pensamento, transmitindo ao nosso cérebro para entrar em piloto automático e executando determinado hábito.

Rotina

A resposta ao sinal, ou rotina, pode ser mental, emocional ou fisíca, como por exemplo pensar sobre um problema, sentir-nos irritados ou comer um chocolate. Esta componente corresponde ao hábito propriamente dito.

Recompensa

A rotina pode produzir sensações físicas ou sentimentos positivos, determinando se vamos ou não lembrar do "Habit Loop" no futuro.

Em suma:

  • Quando um sinal produz uma recompensa cria um "Habit Loop".
  • À medida que os componentes sinal/rotina/recompensa vão-se transformando em piloto automático, começamos a desejar e a antecipar a recompensa, que leva à rotina e hábito.
  • Os hábitos quando formados, correm de forma inconscientemente, mesmo que a recompensa seja alterada ou removida.

Transformando os hábitos

Os hábitos não podem ser eliminados, apenas substituidos ou reconstituidos. Isto é conseguido modificando a rotina, ao mesmo tempo que se mantem o sinal e a recompensa.

Esta transformação é mais eficaz se tivermos a confiança em nós próprios, que somos capazes de melhorar e de mudar os nossos hábitos. A escolha dos hábitos produz resultados mais duradouros se selecionarmos aqueles que têm um maior impacto, evitando a armadilha de perder tempo em modificar hábitos que são pouco importantes.

Hábitos das organizações

Os conceitos de criação e transformação de hábitos também se aplicam às organizações.

Hábitos-chave

As rotinas nas organizações capturam as regras não escritas de como as coisas funcionam, também conhecido por vezes como a cultura de uma organização. Estas rotinas formam os hábitos inconscientes e automáticos das empresas.

Força de vontade

Temos uma quantidade limitada de força de vontade. Lidar constantemente com situações difíceis como clientes insatisfeitos ou disputas internas pode remover complementamente a nossa energia. Por isso algumas organizações utilizam processos automáticos para lidar com as rotinas criando hábitos mais consistentes.

Tirar partido das crises

Os hábitos estão tão enraízados nas organizações que são difíceis de isolar e quebrar. Muitas vezes é preciso uma crise para criar um momento de mudança profunda. Os grandes líderes sabem tirar partido das crises, e chegam mesmo a incentivar as mesmas para incutir a mudança.

Modelar os hábitos dos consumidores

Geralmente os hábitos dos consumidores são melhores indicadores das suas preferências de compra do que os seus dados demográficos. A chave para criar novos hábitos de consumo é portanto incluir os mesmos no sior das rotinas já familiares. Duhigg dá o exemplo de uma estação de rádio, em que as novas músicas que se pretendem popularizar, são introduzidas no meio de outras já conhecidas ou populares.

Hábitos da sociedade

Os hábitos são uma parte importante dos movimentos sociais. O autor exemplifica com três exemplos do tipo de hábitos na sociedade com o hábito da amizade, o hábito das comunidades e os hábitos sociais.

Hábitos de amizade

Somos naturalmente inclinados para ajudar as pessoas de que gostamos ou respeitamos.

Hábitos das comunidades

Fazemos parte de grupos sociais ou comunidades. Isto cria pressão entre os pares e modela certas espectativas sociais, o que por sua vez influencia-nos a participar em certos movimentos, mesmo que por vezes não queiramos.

Hábitos sociais

Os hábitos sociais são necessários para suster um movimento a longo prazo. Deste modo os líderes podem incutir a mudança para as pessoas executarem novos hábitos sociais.

Referências

Book Summary – The Power of Habit: Why We Do What we Do in Life and Business

The Power of Habit: Summary & Review

The Power of Habit by Charles Duhigg

The Power of Habit: Why We Do What We Do in Life & Business

Como Lidar com um Chefe Tóxico

Duas pessoas zangadas

Quem tem ou teve de trabalhar para um chefe tóxico compreende como é difícil por vezes aguentar emocionalmente e fisicamente as condições e pressão no escritório. Quem ainda não teve, a probabilidade de encontrar um no futuro é grande.

De acordo com um estudo do Workplace Bullying Institute nos Estados Unidos, 19 por cento dos trabalhadores Americanos são vítimas de bullying no local de trabalho, 40 por cento das vítimas têm problemas adversos de saúde e outras 65 por cento acabam por deixar os seus trabalhos como forma de lidar com a situação. De notar ainda que 61 por cento dos bullies são chefes.

Embora não conheça estudos organizacionais realizados em Portugal, assumo que as estatísticas não devam ser muito diferentes por cá, traduzindo-se num grande sofrimento para os afetados.

O chefe tóxico que pratica bullying

Dentro dos tipos de comportamento dos chefes tóxicos, o pior tipo de chefe é aquele que pratica bullying sobre os seus subordinados. Este fenómeno não está apenas reservado aos mais novos na idade escolar, e infelizmente prolonga-se pela vida adulta para muitas pessoas no seio das organizações.

No entanto não vale a pena desesperar. O importante é compreender o mecanismo do bullying e encontrar formas de lidar com o problema.

O chefe bully opera na premissa de causar medo aos seus subordinados na tentativa de ganhar o seu respeito e cooperação, segundo a Educba. Este tipo de chefe mina a confiança e desvaloriza as competências dos seus colaboradores.

Se estive exposto ao bullying, é importante acalmar-se, pensar objetivamente e perguntar a si próprio:

  • Qual é a pior coisa que me pode acontecer?
  • Se o pior acontecer, como irei lidar com a situação?
  • Senão conseguir lidar com a situação, qual a ação que irei tomar?

Táticas Maquiavélicas

Os chefes tóxicos ou bullies operam muitas vezes recorrendo a táticas Maquiavélicas. A sua principal preocupação é manter o ego e o poder, de forma a poderem coagir e intimidar os outros.

Este tipo de chefes classifica as pessoas e age de acordo. Os profissionais competentes que o desafiam são uma ameaça. Os profissionais com menores competências acabam por ser encostados, pois não servem para nada. Os restantes profissionais, os medianos, se os apoiam nos seus jogos acabam por cair na sua graça.

Uma estratégia pouco confortável, mas que pode ser eficaz, é apresentar as suas ideias numa forma que o mesmo permita ter crédito. Desta forma permite ao seu chefe manter o seu ego.

Escolher as batalhas

As batalhas devem ser escolhidas inteligentemente com este tipo de chefes, e com o intuito de se proteger emocionalmente, segundo a Talent Smart. Muitas vezes existem situações de pouca importância, que independentemente do seu desfecho não criam grande transtorno. Guarde a sua energia para as batalhas que considera importantes, e deixe o resto seguir o seu caminho.

Estabelecer limites

Segundo a Entrepreneur, a linguagem corporal é uma forma efetiva de lidar com um chefe bully. É recomendado manter a distância da peça sempre que possível, e na presença da mesma virar as costas ou os lados do corpo.

Quando tiver de encarar diretamente o seu chefe bully, foque-se em levantar o seu peito e queixo de uma forma confiante mas não desafiadora. Este postura indica que está disposto a comunicar mas não se sente intimidado.

A linguagem corporal é um meio de comunicação mais forte do que as palavras, porque o bully pode utilizar o que disse contra si, mas mais dificilmente utiliza a sua expressão corporal.

A importância da objetividade

Quando falar com o seu superior prepare uma lista de factos, e evite divagar, pois um chefe tóxico ou bully é perito em gerar o caos e confusão emocionais. A importância da objetividade é fundamental nestes casos.

Se a situação se complicar muito, e como último recurso, deverá comunicar à hierarquia superior do comportamento irracional do seu chefe e das dificuldades em comunicar com o mesmo. Deverá passar uma mensagem clara ao seu chefe de que não tolera este tipo de comportamento e de como o faz sentir-se mal.

Conectar-se com outras pessoas

De acordo com a Management Matters é importante conectarmos com outras pessoas do trabalho, pois certamente existem mais indivíduos que estão sentir os efeitos indesejados de um chefe tóxico. As pessoas quando se unem numa causa são mais fortes. Aliás, o isolamento é uma das técnicas utilizadas pelos bullies para diminuir as suas vítimas. Deverá portanto nos bons e maus momentos conviver mais com os seus colegas.

O último passo (se necessário)

Por fim, senão conseguir encontrar uma solução para lidar com um chefe tóxico ou bully, deverá contactar alguém mais acima na hierarquia ou os recursos humanos e tentar mudar de departamento, ou mesmo procurar outra empresa para trabalhar se necessário.

Autoquestionário de Influência segundo Dale Carnegie

Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas de Dale Carnegie, Edição de 1961

O livro de Dale Carnegie Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas é um verdadeiro clássico na literatura de desenvolvimento pessoal. As lições incluídas neste texto são intemporais, porque a natureza humana, e ao contrário da tecnologia, permanece a mesma.

A imagem do livro presente neste artigo, é de uma edição do meu pai de 1961, que já tinha sido traduzido para o português nesta época. O livro continua ainda hoje na lista dos mais vendidos, demonstrando a força da sua mensagem.

Neste blogue tinha anteriormente feito um resumo de Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas, divido em quatro artigos. Aconselho vivamente a ler o livro, a tomar as suas notas, e a fazer o seu próprio resumo para facilitar a revisão regular dos seus conteúdos.

Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas de Dale Carnegie, Resumo do Livro - As minhas Notas:

Devido à importância da mensagem de Dale Carnegie nesta obra, criei um autoquestionário no google sheets para avaliação da influência de acordo com as 29 características. Cada característica é avaliada com uma pontuação de 1 a 10, sendo que no final é feita uma média da pontuação geral no nível de influência segundo Dale Carnegie.

Este autoquestionário pode ser respondido regularmente para ver a evolução e detetar as áreas de influência que necessitam de melhoria, e está divido em quatro partes.

ACEDER AO AUTOQUESTIONÁRIO NA GOOGLE SHEETS

PARTE I – TÉCNICAS FUNDAMENTAIS PARA LIDAR COM PESSOAS

1 Não critique, não condene, não se queixe.

2 Dê uma apreciação honesta e sincera.

3 Desperte na outra pessoa um desejo ardente.

PARTE II - SEIS FORMAS DE FAZER COM QUE AS PESSOAS GOSTEM DE SI

4 Torne-se genuinamente interessado nos outros.

5 Sorria.

6 O nome de uma pessoa é para a própria o som mais doce e importante.

7 Seja um bom ouvinte. Encoraje os outros a falarem de si próprios.

8 Fale sobre assuntos do interesse da outra pessoa.

9 Faça a outra pessoa sentir-se importante − e faça-o com sinceridade.

PARTE III - DOZE FORMAS DE ATRAIR PESSOAS À SUA FORMA DE PENSAR

10 A única forma de vencer numa discussão é evita-la.

11 Mostre respeito pelas opiniões da outra pessoa. Nunca diga "Está errado."

12 Se está incorreto, admita-o rapidamente e com empatia.

13 Comece de uma forma amigável.

14 Inicie com perguntas a que a outra pessoa irá responder sim.

15 Deixe a outra pessoa fazer uma grande parte da conversa.

16 Faça com que a outra pessoa sinta que a ideia é dela.

17 Procure honestamente ver as coisas do ponto de vista da outra pessoa.

18 Mostre empatia com as ideias e desejos da outra pessoa.

19 Apele aos motivos mais nobres.

20 Dramatize as suas ideias.

21 Lance um desafio.

PARTE IV - SEJA UM LÍDER: COMO MUDAR AS PESSOAS SEM AS OFENDER NEM DESPERTAR RESSENTIMENTOS

22 Inicie com elogios e uma apreciação honesta.

23 Chame a atenção para os erros dos outros indiretamente.

24 Fale dos seus próprios erros antes de criticar a outra pessoa.

25 Faça perguntas em vez de dar ordens diretas.

26 Deixe a outra pessoa salvar a face.

27 Elogie o progresso e a melhoria.

28 Crie uma reputação superior que o outro terá de respeitar.

29 Use incentivos. Faça com que os erros pareçam fáceis de corrigir.

A Única Coisa de Gary Keller e Jay Papasan, Resumo do Livro - As Minhas Notas

Livro A Única Coisa de Papasan e Keller

A Única Coisa de Gary Keller e Jay Papasan é um livro de produtividade baseado na premissa de que se queremos ser mais produtivos, ter maiores rendimentos, ter maior satisfação e ter mais tempo, então precisamos de nos concentrar em fazer pouco de cada vez em vez de espalhar as nossas energias por várias tarefas ao mesmo tempo.

As três principais ideias do livro:

  • Não é possível fazer muita coisa bem ao mesmo tempo, tem de se priorizar.
  • Um dos grandes segredos da produtividade é agendar tempo no calendário para três tipos de tarefas: importantes, planeamento e descanso.
  • O livro gira à volta da seguinte premissa e questão: Qual é a única coisa que poderei fazer que torne tudo o restante mais fácil ou desnecessário?

Focar numa coisa de cada vez

Keller e Papasan recomendam que nos concentremos em pouco de cada vez, focando-nos numa única coisa, em vez de muita coisa ao mesmo tempo sem concluir nenhuma nem dar a devida importância.

O dia só tem 24 horas e a nossa energia é limitada, pelo que se queremos atingir algo com significado devemos aprender a priorizar.

Os resultados extraordinários resultam de fazer uma coisa de cada vez. O sucesso é construído sequencialmente, como se tratasse de um dominó, em que uma peça derruba a seguinte e assim consecutivamente até grandes coisas acontecerem.

Priorização e o princípio 80/20

Nem todas as atividades são iguais, e existe uma certa confusão entre os significados de manter-se ocupado versus ser produtivo. O princípio de Pareto diz que obtemos 80% dos resultados de 20% das nossas ações. A priorização é focar-nos no que é importante, nos 20% ou menos das tarefas que têm um maior impacto para os nossos objetivos.

Estar envolvido em várias tarefas ao mesmo tempo é pouco produtivo. Na generalidade cada vez que muda de uma tarefa para outra, tem de adaptar-se a um novo contexto perdendo tempo. Quanto mais vezes mudar de tarefas maior o tempo desperdiçado.

A questão principal

A questão central deste livro, e que está presente na teoria de produtividade do livro, resume-se a perguntar o seguinte:

Qual é a única coisa que poderei fazer que torne tudo o restante mais fácil ou desnecessário?

Esta questão força a priorização e pode ser utilizada em vários contextos como criar uma visão e estabelecer objetivos para a nossa vida pessoal e profissional.

Exemplos de utilização das questões principais

A título de exemplo os autores recomendam algumas questões que podem ser utilizadas para ajudar a encontrar a sua única coisa.

PARA A MINHA VIDA ESPIRITUAL ...

  • Qual é a única coisa que posso fazer para ajudar os outros?
  • Qual é a única coisa que posso fazer para fortalecer a minha relação com algo superior ou causa em que acredito?

PARA A MINHA SAÚDE FÍSICA ...

  • Qual é a única coisa que posso fazer para alcançar os objetivos de dieta?
  • Qual é a única coisa que posso fazer para garantir que faça exercício físico?
  • Qual é a única coisa que posso fazer para aliviar o stresse ?

PARA MINHA VIDA PESSOAL ...

  • Qual é a única coisa que posso fazer para melhorar as minhas capacidades de ________?
  • Qual é a única coisa que posso fazer para encontrar tempo para mim?

PARA AS MINHAS PRINCIPAIS RELAÇÕES ...

  • Qual é a única coisa que posso fazer para melhorar a minha relação com o meu cônjuge / companheiro ?
  • Qual é a única coisa que posso fazer para melhorar o desempenho escolar dos meus filhos?
  • Qual é a única coisa que posso fazer para mostrar o apreço aos meus pais?
  • Qual é a única coisa que posso fazer para que minha família se fortaleça?

PARA O MEU TRABALHO ...

  • Qual é a única coisa que posso fazer para garantir que atingo os meus objetivos ?
  • Qual é a única coisa que posso fazer para melhorar as minhas competências?
  • Qual é a única coisa que posso fazer para ajudar a minha equipa a ter sucesso?
  • Qual é a única coisa que posso fazer para ajudar na progressão da minha carreira?

PARA O MEU NEGÓCIO ...

  • Qual é a única coisa que posso fazer para ficar mais competitivos?
  • Qual é a única coisa que posso fazer para tornar o produto o melhor?
  • Qual é a única coisa que posso fazer para ser mais rentável?
  • Qual é a única coisa que posso fazer para melhorar a experiência do cliente?

PARA AS MINHAS FINANÇAS ...

  • Qual é a única coisa que posso fazer para aumentar o meu patrimônio?
  • Qual é a única coisa que posso fazer para aumentar os meus rendimentos?
  • Qual é a única coisa que posso fazer para eliminar a minha dívida do cartão de crédito?

A ferramenta de produtividade mais importante

Os blocos de tempo reservam tempo de calendário e nada pode meter-se no caminho assim que os mesmos forem criados.

Papasan e Keller sugerem três tipos de blocos de tempo:

Tempo livre

A produtividade não significa trabalhar longas horas. Trata-se de fazer tarefas de valor acrescentado no menor tempo possível. Trabalhar longas horas até pode ser contraproducente aumentando o cansaço e diminuindo o nosso rendimento.

Os autores aconselham bloquar tempo de lazer e descanso para os fins de semana e férias, contribuindo deste modo para a redução de stress e mais produtividade quando se regressar ao trabalho.

Tempo para a única coisa

O próximo tipo de bloco de tempo é a única coisa. Senão reservarmos tempo no nosso calendário para as tarefas mais importantes, então iremos estar à merce dos outros, desperdiçando tempo no email, redes sociais, reuniões e outras atividades de baixo valor.

Tempo para planear

O último dos três blocos de tempo é reservado ao planeamento para rever os objetivos e implementar medidas de correção ou melhoria no sistema. Os autores recomendam uma hora por semana para o planeamento.

Conclusão

Os autores referem que: “Se tentar fazer tudo ao mesmo tempo, poderá acabar com nada. Se tentar fazer uma única coisa de cada vez, poderá acabar com tudo o que queria.”

É tempo de perguntar a si mesmo?

Qual é a única coisa que poderei fazer que torne tudo o restante mais fácil ou desnecessário?

Referências

https://www.meaningfulhq.com/the-one-thing.html
http://www.booksofsuccess.com/the-one-thing-summary/

 

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