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The Daily Habit

Diário de produtividade pessoal

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Diário de produtividade pessoal

The Dailies Edição #8: Há que Fazer Escolhas

Máquina de escrever, folha e café

Esta é a edição número oito do The Dailes, o diário da minha produtividade pessoal.

Inicialmente tinha previsto fazer uma edição semanal com a retrospetiva da semana que passou e o planeamento da semana seguinte. Neste momento já não estou assim tão restrito quanto à periodicidade desta rubrica, publicando a mesma quando existam atualizações na minha produtividade pessoal que mereçam referência.

Esta rubrica coincide também com a revisão mensal onde atualizo a minha visão e missão pessoais, e que dão o rumo geral às minhas atividades do meu dia-a-dia.

A missão e visão pessoais dão origem a áreas de foco, sendo que este mês reduzi de cinco para quatro as áreas de foco (pessoal, trabalho, engenharia e finanças). Este blogue estava primeiramente inserido na área de produtividade que foi eliminada, um projeto de coaching de gestão do tempo e produtividade, sendo que inclusive já tinha adquirido um domínio para criar um portal de informação sobre esta temática e oferecer serviços de formação e de coaching.

O projeto da produtividade estava a ser desenvolvido a tempo parcial. Ou seja, não consigo dedicar tempo de qualidade a tantas áreas em simultâneo pelo que a área de produtividade foi eliminada. Esta área foi assim integrada na área pessoal em que continuo a escrever artigos neste blogue mas sem a parte comercial da formação e coaching.

Espero assim conseguir dedicar mais tempo a áreas com maior capacidade de remuneração como a engenharia e finanças.

A engenharia é a minha atividade profissional o qual exerço a tempo inteiro. Paralelamente pretendo prestar serviços de consultoria a tempo parcial a iniciar ainda em 2019.

Nas finanças estou a investir nos mercados financeiros, nomeadamente no mercado bolsista. Na bolsa existem dois tipos de filosofias de investimento: a análise fundamental e a análise técnica. A análise fundamental estuda as atividades das empresas, os seus dados financeiros e as perspetivas de novos produtos e vendas. A filosofia da análise técnica estuda os gráficos das ações fazendo-se previsões do movimento de preços. É esta última filosofia que utilizo nos meus investimentos.

A minha rentabilidade nos mercados financeiros acumulada em 2019 é de 21,6 %. Devo dizer que nada vem de graça nos mercados, sendo preciso trabalhar muito para se obterem resultados. Caso o investidor não queira estudar e trabalhar, está a apostar, e consequentemente perde dinheiro.

Termino assim esta edição do The Dailies, o diário da minha produtividade pessoal.

3 Dilemas dos Pequenos Empresários: Consulta a um Autor

Livros empilhados

Há uns anos atrás li um livro sobre marketing dirigido a trabalhadores por conta própria e pequenas empresas, e que me ensinou muito sobre esta temática. Na altura estava a iniciar um negócio de consultoria de engenharia na minha área profissional. Gostei tanto do livro e dos seus conteúdos, que resolvi contactar diretamente o autor o qual acabou por responder prontamente às minhas questões. Neste artigo irei fazer uma descrição das minhas preocupações bem como das respostas do autor.

Demonstrar a existência de uma necessidade

A minha primeira preocupação é como poderia demonstrar aos clientes a existência duma necessidade de modo a adquirirem os meus serviços. O autor respondeu que teria de mostrar que traria benefícios e que isto poderia ser feito através da apresentação de estudos de caso se os tivesse. Nestes estudos de caso quando mais se quantificarem os benefícios melhor, idealmente revelando-se o dinheiro que se poupou aos clientes.

De seguida teria de vestir o meu “chapéu de vendas” e pesquisar empresas e nomes a contactar selecionando as melhores oportunidades. Teria inevitavelmente de criar um funil de vendas se estava a gerir o meu negócio.

Criar uma vantagem competitiva

A segunda preocupação é como poderia criar uma vantagem competitiva na minha indústria e vencer a concorrência. Neste ponto o autor respondeu que teria de encontrar uma proposta única de venda (do inglês “unique selling proposition” ou USP). Como trabalhador por conta própria esta diferenciação é conseguida fazendo com que as pessoas conheçam, gostem e confiem em mim.

Outra dica para a diferenciação é a especialização num nicho para ser mais fácil ganhar reputação numa determinada área.

Negócios tradicionais vs negócios inovadores

A terceira preocupação é que na minha área profissional existem os serviços tradicionais que têm mais procura mas que não dão satisfação profissional, e os serviços inovadores em que existe uma maior dificuldade em demonstrar os seus benefícios mas em que gosto mais de trabalhar. Como poderia resolver este dilema. O autor respondeu que este facto acontece a muitas pequenas empresas e trabalhadores por conta própria, existindo a necessidade de os mesmos continuarem a trabalhar nos negócios tradicionais que dão dinheiro imediato e pagam as contas, e paralelamente trabalhar nos negócios inovadores que poderão ou não vir a produzir rendimentos.

Se os negócios inovadores forem rentáveis poderá então pensar-se em abandonar os negócios tradicionais.

Estas três preocupações foram respondidas sem o autor esperar receber nada em troca. Aliás, o mesmo ficou bastante satisfeito com o meu contacto, por ver demonstrada a utilidade do seu trabalho junto dos seus leitores. Da próxima vez que ler um livro de que goste, porque não pensar em contactar o autor, nem que seja para elogiar o seu trabalho e dizer o quanto apreciou o livro.

5 Técnicas para Lidar com um Chefe "Picuinhas" sem Perder a Sanidade Mental

Mulher em frente a portatil apoiando a cabeça

Depois de umas semanas ausente aqui no blogue finalmente consigo dedicar tempo à escrita. Neste período houve mudanças de chefia no meu trabalho e fui premiado com um chefe picuinhas,

De acordo com o dicionário priberam, piquinhas é "aquele ou aquela que é exageradamente minucioso; que ou quem dá muita importância a pormenores".

Um chefe picuinhas é deste modo um micro gestor com muitas dificuldades em delegar tarefas aos seus subordinados. Muitas vezes estas pessoas são bons profissionais, mas quando transitam para cargos de chefia têm um grande receio que a sua equipa não esteja ao seu melhor nível, e o resultado é não dar espaço aos seus colaboradores, atentos a todos os detalhes.

De seguida irei partilhar cinco técnicas que poderá utilizar para lidar com um chefe picuinhas no seu trabalho.

1. Preparação mental

A primeira técnica é a preparação mental e entender esta nova situação como mais um desafio profissional. Possivelmente o seu chefe não tem nada contra si, e não deve levar para o campo pessoal, mas sim como um problema no trabalho que carece de resolução.

2. Manter a postura e educação

A segunda técnica é manter a postura e educação perante o seu chefe por mais que isso lhecuste, e de modo ao mesmo não ter nada a apontar em relação a si. As leis do poder são dinâmicas e nunca sabe se irá precisar do seu chefe no futuro, portanto mantenha as portas abertas.

3. Transmitir indiretamente que não aprecia este tipo de comportamento

A terceira técnica é de uma forma subtil transmitir que não tolera este tipo de comportamento, para que o seu chefe o possa respeitar. Isto muitas vezes é conseguido de uma forma indireta falando com outras pessoas que reportam ou trabalham consigo além do seu chefe para terem em consideração o organograma da organização ou projeto, e não passarem por cima de si falando com o seu chefe diretamente.

4. Fazer uma auto-análise

A quarta técnica é fazer uma auto-análise, e verificar se o comportamento do seu chefe não terá uma razão de existir. Por exemplo, tem falta de conhecimentos ou competências nalguma área específica do seu trabalho? Neste caso deve falar com o seu chefe das necessidades específicas de formação ou de pensar na forma como trabalha.

5. Utilizar o trabalho do seu chefe a seu favor

A quinta e última técnica é utilizar a vontade de trabalhar do seu chefe a seu favor, à semelhança do que acontece no judo em que se utiliza a força do oponente como vantagem. Provavelmente a personalidade do seu chefe é mesmo assim. Pode dar-lhe, por exemplo, tarefas que não pretende fazer para o manter ocupado e mante-lo afastado dos seus projetos.

Espero que estas cinco técnicas o tenham ajudado se cruzar-se com um chefe picuinhas no seu trabalho. Este tipo de chefe pode ser desconcertante, podendo no entanto aprender com a experiência e dar a volta.