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The Daily Habit

Diário de produtividade pessoal

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Porquê Aprender sobre o Poder?

Halterofilista a levantar pesos

Depois da injustiça no trabalho da semana passada com a minha avaliação, e da curta viagem neste fim de semana em que tive a oportunidade de ler A Grande Estratégia de John Lewis Gaddis, é tempo de iniciar a semana com uma nota positiva.

Nada melhor do que conhecer e dominar as dinâmicas do poder como parte da estratégia de evolução na carreira, pois como já tinha escrito no artigo anterior, ser bom naquilo que se faz é apenas 1/3 da batalha.

As dinâmicas do poder aplicam-se em todas as áreas

De acordo com Lucio Buffalmano em The Power Moves, as dinâmicas do poder aplicam-se em todas as áreas da vida e socialização, e não têm de ser necessariamente usadas para projetar poder, mas também para se conseguir uma maior justiça, prevenir a manipulação e desenvolver relações saudáveis em que todos ganham.

O domínio das dinâmicas do poder contribui ainda para melhorar a capacidade de influência e persuasão, liderança, relacionamentos, ambiente de trabalho e qualidade de vida.

Valores a cultivar no poder

Para desenvolver o poder deve abraçar os seguintes valores:

- O poder começa pela escolha de nunca ser uma vítima.

- Somos livres e virtuosos até ao momento que o nosso poder pessoal o permite.

- Procurar crescimento, e não ajuda.

- Questionar a autoridade e as fracas lideranças.

- Encontrar o próprio caminho, em vez de seguir o dos outros.

- A verdadeira liberdade só é conseguida através do entendimento do nosso inconsciente.

- Ter em atenção os grupos e adaptar um individualismo saudável (mesmo dentro de um grupo), porque os primeiros são facilmente manipuláveis.

Injustiça no Trabalho e a Grande Estratégia

A Grande Estratégia de John L. Gaddis

No final da semana de trabalho tive uma surpresa desagradável quando o meu superior apresentou a minha avaliação de serviço. No período anterior tive uma pontuação relevante, sendo que agora esperava a mesma pontuação ou superior, pois vi as minhas responsabilidades aumentadas.

Mas não aconteceu nada do que esperava e fiquei indignado com a injustiça praticada. Mas enfim, neste momento da minha carreira já devia ter aprendido que o mundo do trabalho não é justo.

Felizmente este fim de semana tive a oportunidade de fazer uma curta viagem, em que não conduzia, e aproveitei para agarrar o livro A Grande Estratégia de John Lewis Gaddis, que me ofereceram no passado natal, e que parece que estava a aguardar o momento certo para ser lido.

Sempre adorei as viagens, por mais pequenas que sejam, para pensar e colocar a vida em perspectiva, e nada como um bom livro para acompanhar.

Lucio Buffalmano, no seu site The Power Moves, escreve que ser bom no que se faz é 1/3 da batalha. Os restantes 2/3 são para vender o que se faz e chegar às pessoas que importam.

Não poderia estar mais de acordo com esta informação, e daí a necessidade de criar uma nova estratégiana minha carreira que deverá obrigatoriamente incluir o marketing pessoal e comunicação.

Minimalismo Digital de Cal Newport, Resumo do Livro - As Minhas Notas

Minimalismo Digital de Cal Newport

Cal Newport define minimalismo digital, como uma filosofia de uso da tecnologia, em que uma pessoa foca o seu tempo online num número restrito e seleto de tarefas que suportem o que se valoriza, enquanto se esquece graciosamente tudo o resto.

Newport lança a analogia, de que as redes sociais e outras aplicações dos tempos atuais, são o vicio do tabaco de antigamente, provocando uma forte dependência.

Processo de desintoxicação digital

Para combater o “vício”, Newport sugere um processo intenso de desintoxicação digital, consistindo em dedicar 30 dias em que uma pessoa livra-se de toda a tecnologia e das aplicações que não são críticas para a sua vida.

Durante este período devem-se explorar e redescobrir atividades satisfatórias e com significado.

No final dos 30 dias, são reintroduzidas as tecnologias opcionais, começando-se do zero. Para cada nova tecnologia ou aplicação introduzida, é necessário determinar o valor que serve e como se pode utilizar para maximizar a sua utilidade.

Tempo para pensar

Os humanos não estão criados para estar sempre conectados. É essencial dedicar algum tempo para estar sozinho ou sozinha com os próprios pensamentos, livre da influência dos outros.

É importante cada pessoa criar o próprio equilíbrio entre o tempo de isolamento e de conexão.

Reclamar a qualidade produtiva

De acordo com o autor, as seguintes atividades são considerados de grande qualidade produtiva, e é onde se deve investir o tempo.

- Priorizar atividades ativas versus consumo passivo.
- Utilizar as competências para produzir objetos de valor.
- Procurar atividades que requeiram interações sociais no mundo físico.

Práticas a experimentar

Newport recomenda ainda a experimentação de algumas das seguintes práticas para cultivar o minimalismo digital.

- Deixar o telemóvel em casa.
- Fazer caminhadas longas.
- Escrever um diário.
- Remover as redes sócias do telemóvel.
- Não fazer “likes”.
- Dedicar tempo a conversas pessoais.
- Construir ou arranjar um objeto físico.
- Aderir a um grupo.
- Utilizar as redes sociais como um profissional.

Conclusão

O minimalismo digital de Cal Newport vem responder às necessidades atuais de combate à adição e baixa de produtividade conduzidas marioritariamente pela utilização das redes sociais e outras aplicações digitais.

Alguns dos conselhos do livro poderão não ser fáceis de implementar, mas penso que todos ganhamos se reduzirmos o nosso tempo online em atividades supérfluas, e com o tempo ganho, participar noutras atividades do mundo físico que acrescentem mais valor e benefícios.

O Sucesso segundo a Pirâmide de Maslow

Pirâmide de Maslow

Imagem: verywellmind

A Pirâmide de Maslow, é uma teoria desenvolvida pelo psicólogo norte-americano Abraham H. Maslow na década de 50, com o objetivo de determinar as condições necessárias para a realização do indivíduo. Na sua essência, a teoria tenta responder à questão das motivações das pessoas que estão por detrás do significado de sucesso.

De acordo com Maslow, o sucesso é definido como uma satisfação progressiva de necessidades, até se chegar ao último nível de realização pessoal com a independência, quer seja de valores, criatividade, espontaneidade, financeira ou outra.

Para o indivíduo atingir o último nível de realização pessoal, e segundo esta teoria, precisa primeiro de ver os quatro níveis anteriores satisfeitos, cada um construído em cima do nível anterior, e de acordo com a seguinte descrição acompanhada pela analogia de um edifício.

1.º Nível – Necessidades fisiológicas (as fundações do edifício)

Tratam-se das necessidades básicas de qualquer pessoa como ter saúde e garantir a sua sobrevivência.

2.º Nível – Necessidades de segurança (o teto e paredes do edifício)

Após a satisfação das necessidades fisiológicas, o indivíduo volta-se para a sua segurança, como ter um emprego que permita ter um rendimento garantido e conseguir proteger a sua família.

3.º Nível – Necessidades de amor e relacionamentos (as infraestruturas básicas: água, eletricidade, gás, televisão e internet)

Este nível inclui a necessidade de convivência com a família e das relações intimas. Também é considerado neste nível o lado social do indivíduo como os amigos ou a participação em grupos, associações, clubes, etc.

4.º Nível – Necessidades de autoestima (conforto com sistemas de climatização e aquecimento).

A autoestima do indivíduo é conseguida através de dois meios: concretização de objetivos e o reconhecimento dos outros.

5.º Nível – Necessidades de realização pessoal (todas as comodidades de um edifício inteligente moderno)

De acordo com a teoria de Maslow, este é o último nível de satisfação de necessidades do indivíduo, e que corresponde ao sucesso. Como referido no início do artigo, a caraterística mais marcante deste nível é sentir a independência, ou liberdade.

Observações

Na sociedade ocidental, vemos muitas vezes o termo liberdade utilizado, especialmente pela classe politica. Os políticos baseiam-se em estudos, e sabem que no fundo a liberdade é o que as pessoas mais anseiam e desejam. Quem não desejaria ganhar o euromilhões para ser livre e fazer o que quiser, sem ter de dar satisfações a ninguém?

Os Efeitos da Doença Mental no Trabalho

Homem agachado com mãos na cabeça e ar de preocupado

Há uns anos atrás tive sérios problemas de ansiedade que me obrigaram a afastar do trabalho, originados sobretudo por efeitos de stress prolongado na minha organização.

De acordo com um artigo do Diário de Notícias, os dados conhecidos para a população laboral indicam uma média anual de 22.5 dias de baixa psiquiátrica por trabalhador, o que é efetivamente muito e que conduz inevitavelmente a uma baixa significativa da produtividade da sociedade no geral, sem contar com os efeitos não quantificáveis para o próprio e familiares.

Procurar a solução

Como qualquer pessoa que tem um problema, tenta encontrar a melhor solução. Muitas vezes este processo pode ser doloroso, experimentando-se inúmeras soluções, até que com sorte se encontra alguma coisa que resolva, ou na melhor das hipóteses ajude a reduzir os sintomas.

Quando os sintomas são graves, e no caso de distúrbios de saúde mental, o primeiro recurso deve ser sempre o médico, pois pode ser necessário o uso de medicação ou outra medida como primeira intervenção.

Depois dos sintomas estabilizados é que o verdadeiro trabalho começa, com o desenvolvimento de uma nova forma de pensar, sobretudo através da psicologia.

As duas teorias de psicologia

Existem várias teorias na psicologia. Duas das mais conhecidas teorias, advêm da escola de Sigmund Freud, com a psicanálise, e a de Aaron Beck, com a terapia cognitivo-comportamental (TCC).

A psicanálise é conhecida como a psicologia clássica e mais antiga, enquanto a TCC é mais contemporânea. As abordagens de ambas as terapias são completamente distintas.

Uma vez que não sou profissional da saúde ou psicólogo só posso falar por experiência própria, tendo encontrado na TCC uma fonte de alivio. Talvez por ir ao encontro da minha personalidade, com a necessidade de ter um maior controlo que esta terapia permite.

A terapia cognitivo-comportamental como autoterapia

A TCC permite que cada pessoa, com uma formação base específica, seja o seu próprio terapeuta. Aliás, existem alguns bons recursos online para os mais determinados poderem seguir. Um bom terapeuta nesta área seria o ideal, mas infelizmente em Portugal nunca encontrei ninguém verdadeiramente apto, talvez porque não exista procura suficiente o que é uma pena.

Conclusão

Sejam quais forem os métodos que se procurem para o alívio dos distúrbios mentais, é preciso saber de que existe ajuda, estando o médico na primeira linha de intervenção e o psicólogo na segunda linha, sendo o ideal trabalharem em conjunto estes dois profissionais para uma maior eficácia.

Como Lidar com Assuntos Pendentes no Trabalho sem Afetar a Produtividade Pessoal

Duas pessoas sentadas em dois bancos de jardim

Um dos fatores mais desafiantes no trabalho são as relações interpessoais, seja entre colegas, chefias, clientes ou outras partes interessadas.

Todas estas interações profissionais produzem uma miríade de ações ou pendentes, seja a executar da nossa parte ou dos outros.

Criar instrumentos de acompanhamento

A não criação de mecanismos de acompanhamento de pendentes pode originar a que andemos no dia-a-dia em função das prioridades dos outros, e a não desenvolver verdadeiramente as atividades dos quais somos responsáveis.

Por outro, o trabalho em equipa é fundamental para se concretizarem objetivos, pois em última análise todos dependemos uns dos outros.

Desta forma, como é que podemos manter uma boa produtividade pessoal, ao mesmo tempo que gerimos as atividades que temos em comum outras pessoas?

Escolher um dia da semana para lidar com os pendentes

Depois de experimentar várias técnicas para lidar com esta situação, encontrei um método que tem funcionado bastante bem. Consiste em dedicar um dia da semana para lidar com assuntos pendentes, em que atribui a quinta-feira.

Isto quer dizer que todos os dias da semana, com exceção da quinta, estou dedicado às minhas atividades. Somente na quinta-feira consulto a minha lista de assuntos pendentes e que dependem de terceiros.

Desta consulta resulta normalmente um email a recordar a necessidade de resposta por parte de outra pessoa. Se for urgente faço uma chamada.

O conhecido metódo de gestão do tempo GTD refere a utilização de uma lista de pendentes, mas não especifica a utilização de nenhum dia em particular.

A escolha da quinta-feira

Escolhi a quinta-feira, por um lado, porque quem está em falta ainda tem um dia para responder, e por outro lado, arranco a semana com três dias de trabalho sem andar preocupado com o serviço dos outros. Outro dia da semana pode fazer mais sentido para outra pessoa.

É claro que existem imprevistos, ou alguma situação de trabalho em específico pode requerer alguma modificação do método. Mas o princípio permanece, de que devemos ser eficazes no acompanhamento de assuntos pendentes com terceiros, cumprindo os objetivos, e sem prejudicar a nossa produtividade pessoal.

Perfecionismo: Saber Quando Dizer Basta

Jogo de dardos com seta no meio

Tenho um peculiar interesse pelo desenvolvimento de sites, nomeadamente na criação de páginas web utilizando conceitos básicos de programação em HTML e CSS. Estas são as principais linguagens que browsers como o mozila firefox ou o google chrome empregam para render a página da Internet que está a ler agora.

Se algum dos leitores já programou, sabe o quanto moroso pode ser este processo, em especial quando existem erros de programação.

Nestes casos pode-se estar por vezes horas ou mesmo dias até descobrir onde está determinado problema. Muitas vezes o erro de um código pode estar na simples substituição de um ponto por uma vírgula por exemplo.

Isto levanta um sério problema para pessoas com personalidade ou tendência de perfecionismo, que é o meu caso. É importante aperfeiçoar ou aprimorar as técnicas que utilizamos nas nossas tarefas de uma forma geral, mas deve existir um ponto em que é preciso dizer basta, e aceitar o trabalho como está. Por outras palavras, aprender a viver com a imperfeição.

É claro que em determinadas profissões não é expectável ser menos do que perfecionista, como é o caso de um cirurgião. No entanto, na maioria das situações, existe um ponto em que o esforço adicional não compensa os resultados a mais obtidos.

O princípio de Pareto ou regra dos 80/20 apresenta uma teoria interessante neste sentido, enunciando que 80% dos nossos resultados advêm de 20% do nosso esforço. Os restantes 20% dos resultados para atingir os 100% advêm de 80% do esforço.

Para a maioria das situações do dia-a-dia, em que não existe uma necessidade de perfecionismo como o caso um assunto de vida ou de morte, não fará mais sentido trabalhar somente 20% do tempo previsto nas tarefas para obter 80% dos resultados, libertando tempo para outras atividades?

O Homem Mais Rico da Babilónia de George Clason, Resumo do Livro - As Minhas Notas

O homem mais rico da Babilónia de George Clason

Em O Homem Mais Rico da Babilónia, George Clason partilha um conjunto intemporal de princípios com o objetivo de fornecer uma visão para “os que ambicionam ter sucesso financeiro”, retratado através de contos.

As “lições” do livro visam mostrar que os segredos para a construção da riqueza são imutáveis e permanecem aplicáveis ao longo da história. Embora os conceitos abordados sejam do senso comum, estes encapsulam os fundamentos da gestão do dinheiro, que devem ser sempre recordados.

A principal lição vem de Arkad, o homem mais rico da Babilónia. A pedido do rei, Arkad trasmite as suas “curas" para a falta de dinheiro de indivíduos e sociedade, de forma a que possam colher os benefícios de um crescimento financeiro.

Lição 1 - Comece a poupar e a controlar as suas despesas

Todos sabem a importância deste princípio, tratando-se de um clássico das finanças pessoais, mas nem sempre o aplicamos da melhor forma. É recomendado economizar pelo menos 10% de todos os rendimentos obtidos, aplicando-se mesmo no caso da existência de dívidas.

O controlo das despesas é essencialmente aprender a viver dentro dos seus meios, e evitar o que Clason chama de “inflação do estilo de vida”, que significa que as nossas despesas tendem a crescer e a igualar os rendimentos, independentemente do que se ganha.

Se quiser economizar dinheiro para o seu futuro, deve começar a colocar de parte uma porção dos seus ganhos e controlar as suas despesas.

Lição 2 - Invista e faça o seu dinheiro crescer

O seu património deve ir para além dos seus rendimentos. Ponha o dinheiro a trabalhar para si, fazendo investimentos inteligentes e aproveitando os juros compostos que irão capitalizando ao longo do tempo.

Tenha atenção aos maus investimentos, recebendo conselhos apenas de pessoas que conseguiram economizar poupanças e construir riqueza. Assegure-se de que o seu capital está protegido, tem retornos de investimento razoáveis e que os pode recuperar se surgir algum imprevisto.

Clason afirma que deve fazer da sua casa um investimento, sendo preferível fazer o pagamento da hipoteca a um banco em que a casa posteriormente tornar-se-á seu património ônio, em vez de dar esse dinheiro a um senhorio. É também importante planear a reforma, para ter uma vida confortável no futuro.

Lição 3 - Melhore os seus conhecimentos e competências.

Muitas pessoas deixam de aprender cedo, enquanto outras continuam a aprender e a melhorar durante toda a sua vida.

Se está empregado ou é trabalhador por conta própria, é importante trabalhar nas competências que são valorizadas pelo mercado e tornar-se mais “empregável” com possibilidades de uma progressão salarial ou aumentar o valor dos seus serviços. Se tem uma empresa, deve investir na sua formação de modo a conseguir gerir e posicionar o seu negócio obtendo melhores retornos financeiros.

Pode recorrer a formação, ir a aulas, ganhar experiência em novas atividades ou mesmo na Internet. Hoje em dia as possibilidades são ilimitadas e seja qual for a sua escolha, defina as suas metas e comece.

Conclusão

Os conselhos sobre rendimentos e poupança apresentados podem por vezes parecer básicos e do senso comum. Talvez seja esse um dos seus principais segredos, manter a simplicidade. É de notar que trata-se de um livro inicialmente publicado em 1926, num período anterior a como vemos os bancos e mercados organizados. No entanto, os princípios enunciados são as bases de partida para umas finanças pessoais saudáveis e responsáveis em qualquer época.