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The Daily Habit

Diário de produtividade pessoal

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Antidepressivos e Efeitos Secundários

A saúde é o ativo mais importante que uma pessoa pode ter, englobando o plano físico e mental.

Existe uma descriminação geral na sociedade quanto à necessidade de tratamento psiquiátrico, recorrendo a antidepressivos e afins.

É sabido que os medicamentos têm efeitos secundários, e quando as vantagens superam largamente as desvantagens, é essencial tomá-los, sempre sobre orientação médica.

Neste momento, estou a fazer um tratamento físico que me obrigou a fazer uma pausa nos antidepressivos por algumas semanas, pois existem complicações e efeitos adversos com a continuação dos dois.

O yoga que pratico diariamente ajuda na estabilidade emocional, mas não é tudo quando na base está um desequilíbrio químico a nível cerebral, que ainda não está completamente compreendido pela comunidade científica.

O contacto com a natureza, como passeios junto ao mar ou no campo também contribuem para o bem estar, mas mais uma vez não é tudo.

A vida profissional e a exigência das relações interpessoais, e os inevitáveis conflitos que surgem, contribuem fortemente para a instabilidade emocional. Por outro lado, relações saudáveis são uma dádiva, mas também uma raridade. O ideal é um ponto de equilíbrio, entre desafios profissionais e relações de qualidade.

Enfim, espero brevemente concluir o tratamento médico e retomar logo a minha medicação para estabilizar o humor. Entretanto, pretendo publicar mais regularmente alguns artigos aqui no blogue nos próximo dias. Escrever, para quem gosta, é uma das melhores formas de terapia que existe!

Objetivos 2021: Checkpoint #1

Esta é a revisão trimestral dos meus objetivos para 2021.

Existem dois tipos de objetivos. O primeiro tipo de objetivos são as metas clássicas como por exemplo “Estudar e preparar-me para o exame de inglês TOEFL a realizar em junho”. O segundo tipo de objetivos são as rotinas ou hábitos como por exemplo “Correr 30 minutos três vezes por semana”.

Nesta edição da revisão vou ser sucinto, e concentrar-me apenas em desenvolver três objetivos pessoais que pretendo atingir até ao final do ano.

Objetivo #1: Ter uma rentabilidade média líquida de 1% ao mês na minha conta de trading

Uma das minhas paixões e obsessões é negociar ativamente nos mercados financeiros (ver artigo O Que Aprendi em 1 Ano a Negociar na Bolsa). Já no terceiro ano de trading, espero já em 2021 começar a obter lucros, mesmo que humildes. Os primeiros dois anos foram de perdas com o tempo dividido entre contas reais e de simulação.

Objetivo #2: Promover duas horas diárias de atividades de relaxamento da visão

Tenho elevada miopia, e já na meia idade a miopia continua a progredir. Embora esta condição não tenha cura, importa reduzir o progresso e a deterioração da visão. Atividades como tempo ao ar livre, pausas regulares, e não ler à noite podem contribuir para uma visão mais saudável.

Objetivo #3: Projeto familiar

Este projeto é de carácter particular e prefiro não partilhar o mesmo na blogosfera.

É tudo nesta revisão e checkpoint trimestral de objetivos para 2021.

O que David Allen nos Diz Sobre Objetivos e Metas

Making It All Work de David Allen

David Allen é um guru da gestão do tempo mundialmente conhecido pelo seu sistema Getting Things Done ou GTD.

O autor propõe organizar as listas de tarefas através de uma estrutura hierárquica:

  1. Tarefas – atividades individuais e descompostas para serem executadas (exemplo: criar um memorando no trabalho ou pagar a conta da eletricidade.
  2. Projetos – um conjunto de duas ou mais tarefas relacionadas (exemplo: escrever artigo (projeto), em que a primeira tarefa é pesquisar, a segunda tarefa é escrever e a terceira tarefa é rever e editar).
  3. Contextos – o que preciso para executar determinada tarefa (exemplo: nível de energia baixo, médio ou alto).
  4. Áreas de responsabilidade: agrupar as tarefas e listas de projetos por áreas temáticas (exemplo: pessoal, trabalho, família, hobbies, dinheiro, etc.).
  5. Objetivos ou Metas: o que pretendo alcançar nos próximos um a dois anos.

Cada um destes pontos merece um artigo dedicado, sendo que neste artigo pretendo escrever apenas sobre o último ponto da importância dos objetivos deixando aqui as principais transcrições do livro de Allen Making It All Work: Winning at the Game of Work and the Business of Life.

Sobre a importância dos objetivos

“É um facto bem conhecido de que o atributo comum dos indivíduos e organizações com alta performance é ter um conjunto de objetivos claros e escritos.”

O paradoxo dos objetivos

“Se os objetivos são tão valiosos, porque é que existe tanta resistência no processo? O desafio dos objetivos é o compromisso com qualquer tipo de resultado de longo prazo, de assumir uma vontade de abandonar a familiaridade do dia-a-dia e arriscar um salto para o desconhecido. E se não conseguir atingir o que quero? E se não for a coisa certa a fazer? O que tenho de sacrificar?”

Em determinadas alturas traçar objetivos pode não fazer sentido.

“Existem momentos em que o foco num objetivo ambicioso pode não ser o curso de ação mais apropriado, já que o poderá fazer sentir-se menos no controlo, que é o oposto do pretendido. (…) Se já está a sentir-se um pouco instável a gerir a sua atual realidade, um objetivo muito alto será provavelmente contraprodutivo.”

A importância de começar nas pequenas coisas.

“Grande parte do que desenvolvi nos modelos GTD foi baseado no facto de que as pessoas não conseguem focar-se apropriadamente no quadro geral por causa da sua incapacidade para lidar com o essencial. Existem momentos da vida em que as pequenas coisas sobrecarregam tanto uma pessoa que definir objetivos poderá ser um exercício artificial e penoso.”

Só o indivíduo poderá saber se precisa ou não de ter objetivos

“É uma decisão difícil saber quando se devem traçar metas e objetivos para se atingir o foco, e quando será melhor aceitar e gerir a realidade, para que mais tarde, no devido tempo, e com maior estabilidade e claridade, finalmente caminhar em direção a novas direções e responsabilidades. Somente o próprio sabe a resposta.”

Conclusão

David Allen descreve no seu livro que embora a criação de metas e objetivos seja essencial a uma maior rentabilidade de indivíduos e organizações, quando nos sentimos desorganizados e vivemos no caos, poderá fazer mais sentido focarmo-nos nas pequenas coisas e no essencial. Neste caso, estabilizar o dia-a-dia, deverá ser a prioridade.

À medida que ganhamos controlo e confiança, mais tarde, podemos decidir se no nosso caso em particular justificará traçar objetivos, que só fará sentido se proporcionar um foco adicional.

Até porque existem muitas pessoas bem-sucedidas que nunca traçaram objetivos, embora se acredite que neste último caso estas tenham um propósito maior que serve de guia para aproveitarem as oportunidades que a vida lhes dá

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