Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

The Daily Habit

Diário de produtividade pessoal

The Daily Habit

Diário de produtividade pessoal

O Homem Mais Rico da Babilónia de George Clason, Resumo do Livro - As Minhas Notas

O homem mais rico da Babilónia de George Clason

Em O Homem Mais Rico da Babilónia, George Clason partilha um conjunto intemporal de princípios com o objetivo de fornecer uma visão para “os que ambicionam ter sucesso financeiro”, retratado através de contos.

As “lições” do livro visam mostrar que os segredos para a construção da riqueza são imutáveis e permanecem aplicáveis ao longo da história. Embora os conceitos abordados sejam do senso comum, estes encapsulam os fundamentos da gestão do dinheiro, que devem ser sempre recordados.

A principal lição vem de Arkad, o homem mais rico da Babilónia. A pedido do rei, Arkad trasmite as suas “curas" para a falta de dinheiro de indivíduos e sociedade, de forma a que possam colher os benefícios de um crescimento financeiro.

Lição 1 - Comece a poupar e a controlar as suas despesas

Todos sabem a importância deste princípio, tratando-se de um clássico das finanças pessoais, mas nem sempre o aplicamos da melhor forma. É recomendado economizar pelo menos 10% de todos os rendimentos obtidos, aplicando-se mesmo no caso da existência de dívidas.

O controlo das despesas é essencialmente aprender a viver dentro dos seus meios, e evitar o que Clason chama de “inflação do estilo de vida”, que significa que as nossas despesas tendem a crescer e a igualar os rendimentos, independentemente do que se ganha.

Se quiser economizar dinheiro para o seu futuro, deve começar a colocar de parte uma porção dos seus ganhos e controlar as suas despesas.

Lição 2 - Invista e faça o seu dinheiro crescer

O seu património deve ir para além dos seus rendimentos. Ponha o dinheiro a trabalhar para si, fazendo investimentos inteligentes e aproveitando os juros compostos que irão capitalizando ao longo do tempo.

Tenha atenção aos maus investimentos, recebendo conselhos apenas de pessoas que conseguiram economizar poupanças e construir riqueza. Assegure-se de que o seu capital está protegido, tem retornos de investimento razoáveis e que os pode recuperar se surgir algum imprevisto.

Clason afirma que deve fazer da sua casa um investimento, sendo preferível fazer o pagamento da hipoteca a um banco em que a casa posteriormente tornar-se-á seu património ônio, em vez de dar esse dinheiro a um senhorio. É também importante planear a reforma, para ter uma vida confortável no futuro.

Lição 3 - Melhore os seus conhecimentos e competências.

Muitas pessoas deixam de aprender cedo, enquanto outras continuam a aprender e a melhorar durante toda a sua vida.

Se está empregado ou é trabalhador por conta própria, é importante trabalhar nas competências que são valorizadas pelo mercado e tornar-se mais “empregável” com possibilidades de uma progressão salarial ou aumentar o valor dos seus serviços. Se tem uma empresa, deve investir na sua formação de modo a conseguir gerir e posicionar o seu negócio obtendo melhores retornos financeiros.

Pode recorrer a formação, ir a aulas, ganhar experiência em novas atividades ou mesmo na Internet. Hoje em dia as possibilidades são ilimitadas e seja qual for a sua escolha, defina as suas metas e comece.

Conclusão

Os conselhos sobre rendimentos e poupança apresentados podem por vezes parecer básicos e do senso comum. Talvez seja esse um dos seus principais segredos, manter a simplicidade. É de notar que trata-se de um livro inicialmente publicado em 1926, num período anterior a como vemos os bancos e mercados organizados. No entanto, os princípios enunciados são as bases de partida para umas finanças pessoais saudáveis e responsáveis em qualquer época.

Introdução aos Mercados Financeiros

Mão com caneta junto a gráficos e calculadora

Em setembro o Banco Central Europeu (BCE) voltou a descer as taxas de juro de depósito de -0,4% para -0,5%. A taxa de juro de depósito é a taxa que os bancos comerciais na zona euro recebem do BCE para depositarem o seu dinheiro. Neste caso, como a taxa é negativa, os bancos têm de pagar dinheiro nos seus depósitos.

Consequência dos juros negativos

A consequência direta dos juros negativos são os depósitos a prazo dos consumidores com juros perto do 0% de rendimento. Só não estão negativos porque que caso contrário as pessoas levantariam todo o seu dinheiro dos bancos. Por este motivo as comissões das operações bancárias continuam a aumentar, como forma de compensação por parte das entidades financeiras.

Lupa com gráfico

Alternativas de investimento

Como não compensa ter o dinheiro parado no banco, os investidores deslocaram os seus investimentos para investimentos alternativos como o imobiliário e os mercados financeiros. O resultado tem sido o aumento galopante dos preços das casas, e do período de crescimento mais longo de sempre do maior índice de ações do mundo, o índice norte-americano s&p 500, que engloba as 500 empresas mais relevantes da economia americana (análogo ao PSI20 em Portugal mas com um dimensão completamente diferente).

Os mercados financeiros são atualmente muito complexos. Nomes como opções, futuros, valores imobiliários, exchanged traded funds (ETF’s) e produtos derivados (CFD’s) fazem parte do vocabulário das praças financeiras, que pode levar a pessoa comum a desistir logo à partida de obter um maior conhecimento.

A boa notícia é que basta apenas conhecer e investir num tipo de produto para se conseguir obter um bom rendimento, pelo que no resto deste artigo, e para efeitos de simplificação, irei apenas falar sobre o mercado de ações.

Prédios com vários andares

O investimento em ações

O aumento da volatilidade de preços no mercado acionista traduz-se em novas oportunidades, mas também em novos riscos. Como pode o investidor médio aproveitar esta volatilidade a seu favor sem ficar na bancarrota?

Existem duas medidas que podem ser tomadas para colocar as probabilidades a favor do investidor. Nos mercados financeiros não existem certezas, apenas probabilidades de lucros e perdas.

Calendário

Prazo da aplicação financeira

Quando se fala no investimento em ações o prazo de aplicação é o primeiro fator a considerar. Vai-se negociar numa ação mantendo a mesma 1) dias a semanas, 2) semanas a meses ou 3) meses a anos?

A resposta a esta pergunta depende da disponibilidade que o investidor tem para acompanhar os mercados, sendo que quanto mais curto for o prazo da aplicação, maior é a necessidade de tempo para seguir as ações.

Os investidores de curto prazo também são conhecidos como traders.

Globo mundial com várias localizações

Como selecionar as melhores ações

Existem duas principais escolas de pensamento no que toca à análise das ações: a análise fundamental e a análise técnica.

Análise fundamental

A análise fundamental foca-se na informação dos relatórios de atividades das empresa e nos indicadores económicos no geral. Está análise pretende determinar o valor das empresas e comparar com o valor de mercado de forma a descobrir oportunidades de negócio. Um dos investidores mais famosos do mundo, Warren Buffet, utiliza este tipo de análise.

Análise técnica

A análise técnica foca-se no movimento dos preços, ou no estudo dos gráficos, com o objetivo de prever movimentos futuros. Está análise utiliza os preços históricos das ações desenhando padrões gráficos com o objetivo de detetar novas oportunidades de negócio. George Soros é um dos investidores mais conhecidos do mundo utilizando esta análise.

Megafone

Gestão do risco

Pela natureza incerta do mercado de ações não se pode esperar que se ganhe sempre em todos os negócios, e à semelhança do que acontece com as empresas. O sucesso dos investimentos é medido pela soma de todos os lucros e prejuízos.

A gestão do risco surge para auxiliar o investidor, com a finalidade de identificar e analisar os riscos, e criar medidas para os eliminar ou mitigar. Por exemplo, a execução de um stop loss após a compra de uma ação é uma das medidas de redução do risco, fazendo com que o investidor não perca mais do que uma quantia predeterminada.

Outra forma de redução do risco é testar a estratégia de investimento em ações numa conta simulada (isto é, sem dinheiro real), até se ganhar alguma consistência nos resultados.

Conclusão

As taxas de juro negativas do BCE conduziu a que particulares e investidores procurassem outras formas de rendimento em alternativa aos tradicionais depósitos a prazo e produtos mais conservadores. Isto conduz a um novo desafio, que é a necessidade de conhecimento deste tipo de produtos financeiros. O mercado de ações constitui para os interessados que querem dedicar tempo ao seu conhecimento, uma opção de aplicação das suas poupanças.

Icons made by Freepik from www.flaticon.com

Como enriquecer? Os quatro quadrantes da independência financeira de Rich Dad

Cashflow Quadrant, Rich Dad, de Robert Kiyosaki

Os ricos sempre fascinaram as pessoas. De acordo com um relatório da Oxfam consultado num artigo do Observador, 1% da população detêm 80% da riqueza mundial.

Infelizmente a maioria das pessoas nunca irá desfrutar da riqueza monetária, por mais que trabalhe ou se esforçe. Os Quatro Quadrantes de Cashflow: Guia para a Independência Financeira*, Robert Kiyosaki tenta responder à questão de porque é que alguns indivíduos são mais ricos que outros, dividindo a sociedade do trabalho em quatro tipos de pessoas:

Os quatro quadrantes da independência financeira

Empregado (E) – As pessoas que têm um emprego e trabalham por conta de outrem.

Autónomo (A) – As pessoas que trabalham por conta própria ou criaram o seu próprio emprego.

Dono (D) – As pessoas que têm uma empresa ou negócio e colocam os outros a trabalhar através de um sistema.

Investidor (I) – As pessoas que põe o dinheiro a trabalhar para elas.

Cada quadrante tem as suas vantagens e desvantagens. Além disso, a sociedade precisa de todo o tipo de indivíduos para trabalhar com eficiência.

Open Space Escritório

Quadrante 1: Empregado (E)

Lema: “Preciso de um emprego seguro e com benefícios”

Valor central: Segurança

A maioria das pessoas trabalha neste quadrante, que é provavelmente o mais difícil de enriquecer.

A razão pela qual a maioria das pessoas trabalha por conta de outrem é que são programadas desde logo cedo para fazê-lo. Certamente já ouviu o concelho tipo “Tirar boas notas e um bom curso para conseguir um bom emprego".

As escolas e universidades são concebidas para criar funcionários que vivem do seu ordenado. Para este grupo de pessoas, a segurança no emprego é mais importante que a liberdade financeira.

Homem a trabalhar sozinho em escritório

Quadrante 2: Autónomo (A)

Lema: "Para sair bem feito tem de ser eu a fazer o trabalho"

Valor central: Perfecionismo

Este grupo de pessoas criou o seu próprio emprego e fazem praticamente tudo sozinhas, pois acreditam que ninguém pode fazer o trabalho tão bem feito como elas. Trocam o tempo por dinheiro. Aqui inclui-se os trabalhadores independentes como médicos, advogados, pequenos empresários, etc.

Em comparação com os empregados, que desfrutam dos benefícios do trabalho como subsídios em caso de doença ou férias pagas, os trabalhadores independentes dependem diretamente das horas que conseguem trabalhar.

Para os trabalhadores independentes, a liberdade é mais importante que o sucesso financeiro.

Reunião de executivos

Quatrante 3: Dono (D)

Lema: “Procuro os melhores trabalhadores para a minha empresa ou negócio”

Valor central: Colocar os outros a trabalhar para si

Este é um dos melhores quadrantes para enriquecer, mas também um dos mais difíceis. Este grupo de pessoas possui um sistema para aproveitar o trabalho dos outros a seu favor.

Em comparação com os trabalhadores independentes, que não podem deixar de trabalhar para ter um vencimento regular, os empresários não precisam de trocar o seu tempo por dinheiro, pois são os proprietários do seu negócio. O negócio funciona com uma intervenção mínima do empresário.

No caso português, à exceção das empresas cotadas na bolsa e outras grandes empresas, são poucas as que conseguem sobreviver sem uma intervenção direta do dono ou donos. Este quadrante acaba por seu uma utopia para a generalidade dos portugueses, mas não menos importante que os outros quadrantes, por servir de inspiração a quem quer criar uma empresa ou negócio. Afinal muitas empresas que tiveram sucesso começaram do nada.

Apontar gráficos em folha sobre mesa

Quadrante 4: Investidor

Lema: "Procuro um bom investimento"

Valor central: Por o dinheiro a trabalhar para si

Os investidores são o quarto e o mais alto nível do quadrante da independência financeira. Para ter sucesso neste quadrante ajuda ter experiência em pelo menos um dos restantes quadrantes.

Aqui inclui-se o investimento em imobiliário, mercados financeiros, negócios, etc.

Os investidores são um dos grupos com mais liberdade, e o que os distingue é que não precisam de se envolver diretamente ou dedicam pouco tempo ao funcionamento dos seus ativos e, portanto, têm tempo disponível para outras atividades.

Termina assim a avaliação do quadrante de independência financeira segundo Robert Kiyosaki com quatro tipos de pessoas segundo a sua relação com o dinheiros.

De que lado se encontra no quadrante da independência financeira?

Se tem um emprego, é um empregado (E).

Se tem um trabalho por conta própria, é autónomo (A).

Se possui algum sistema em que outras pessoas trabalham para si, é empresário ou dono de um negócio (D).

Se põe o dinheiro a trabalhar para si, é investidor (I).

É possível ficar rico em todos os quadrantes como não ter sucesso em nenhum. Kiyosaki acredita que é mais fácil enriquecer como dono ou investidor nos quadrantes do lado direito.

A boa notícia é que não é necessário mudar inteiramente para os quadrantes do lado direito para enriquecer, podendo utilizar as combinações abaixo descritas se for empregado ou trabalhador por conta própria.

Empregado + Investidor

Autónomo + Investidor

Empregado + Dono

Tudo depende dos objetivos e personalidade de cada pessoa, pois cada quadrante tem competências e mentalidade diferentes.

Pode partilhar a sua opinião, comentando neste artigo em que quadrante ou quadrantes se encontra atualmente e nos quais gostaria de se ver no futuro.

*Tradução do título original do livro Rich Dad's Cashflow Quadrant: Guide to Financial Freedom

Texto adaptado de How to get RICH? Rich Dad’s Cashflow Quadrant Summary

O que Aprendi em 1 ano a Negociar na Bolsa

Telemóvel e portátil com gráficos de bolsa

Já alguma vez pensou em investir na bolsa e sente curiosidade em saber como serão os primeiros passos nos mercados financeiros? Neste artigo irei descrever a minha experiência na bolsa ao longo do último ano e os desafios que encontrei, para que possa ter uma ideia das armadilhas e oportunidades que os mercados proporcionam.

Tabela de contéudos

As quatro classes de aplicações financeiras
Procurar por soluções alternativas aos depósitos a prazo
O despertar da curiosidade pela bolsa de valores
A primeira negociação na bolsa de valores
A rentabilidade de um fundo de investimento ETF
O aumento do montante de investimento e as comissões da bolsa
Os lucros começam a aparecer
E de seguida os prejuízos
A descoberta de uma nova estratégia com o swing trading
Investir com dinheiro só com provas dadas numa conta de simulação
O regresso aos mercados (devagar)

Tudo começou à um ano quando estava a consultar as novidades na seção de livros de gestão e economia da FNAC. Reparei numa nova publicação do autor português Pedro Barata Como Fazer Crescer o Seu Dinheiro ao Longo da Vida. Trata-se de um livro simples e sucinto sobre as bases das finanças pessoais, em que Barata descreve como podemos cuidar do nosso futuro financeiro através do investimento nas seguintes classes de aplicações: imobiliário, ações, obrigações ou trading.

Banco em edifício de arquitetura antiga

As quatro classes de aplicações financeiras

A diferença entre as primeiras três classes de investimento (imobiliário, ações ou obrigações) e o trading é a duração do próprio investimento. Enquanto as primeiras classes são geralmente consideradas aplicações de longo prazo ao longo de meses ou anos, o trading aproveita as flutuações de curto prazo nos mercados financeiros para realizar lucros, podendo ter uma duração do investimento de dias ou semanas.

Procurar por soluções alternativas aos depósitos a prazo

Com as taxas de juro baixas para os depósitos a prazo (e ainda mais baixas nos dias de hoje com as políticas do Banco Central Europeu), desloquei-me o ano passado ao banco onde tenho o crédito habitação, a Caixa Geral de Depósitos, para informações sobre produtos financeiros alternativos. Foi-me recomendado o fundo de investimento Caixagest Ações Líderes Globais, que basicamente tem na sua composição ações de grandes empresas multinacionais como a Microsoft, Apple, Coca-Cola e Nike.

Não subscrevi este produto financeiro na altura porque considero um fundo de investimento desta natureza demasiado passivo para a minha personalidade. Tinha de sentir que exercia um maior controlo sobre os meus investimentos. Consultei ainda os Certificados de Aforro e do Tesouro disponíveis nos CTT, e embora as taxas fossem ligeiramente melhores que os depósitos a prazo, ainda eram demasiado baixos para os meus objetivos.

Gráfico de preço de ativo financeiro

O despertar da curiosidade pela bolsa de valores

Sabia que as classes de investimento atrás referidas tinham juros muito baixos, e tinha de encontrar outra forma de rentabilizar o meu dinheiro. A bolsa de valores foi uma escolha lógica, com a possibilidade de maiores rendimentos, mas também maiores perdas.

Devido ao meu grande desconhecimento na época limitava-me a observar a evolução diária do índice S&P 500 da bolsa de valores dos estados unidos no Yahoo Finance (ver gráfica abaixo), considerado como o grande indicador do estado da economia americana, e com uma influência direta nas bolsas de todo o mundo, incluindo a portuguesa.

Gráfico S&P 500 Yahoo Finance

A primeira negociação na bolsa de valores

Algum tempo depois, e no início de 2019, resolvi fazer a primeira negociação num fundo de investimento ETF que replica o índice S&P 500 numa conta adormecida do Banco Best. Os ETF’s, ou Exchange Trade Funds, são atualmente produtos muito populares por terem comissões mais baixas que os fundos de investimento tradicionais. Esta é aliás uma estratégia recomendada pelo lendário Warren Buffet, considerado por muitos como o maior investidor de todos os tempos.

O principal motivo por detrás da escolha do Banco Best foi as comissões mais baixas em relação à Caixa Geral de Depósitos, mas mesmo assim altas comparadas com outras alternativas como se vai ver mais à frente. As comissões para os investidores na bolsa são uma grande preocupação pois podem anular os lucros obtidos.

A rentabilidade de um fundo de investimento ETF

De acordo com a Deco Proteste, a rentabilidade média anual a cinco anos de um fundo que replica o índice S&P 500, como por exemplo o ETF Vanguard S&P 500, é de 13,71%. É conhecido que rentabilidades passadas não garantem resultados futuros, mas se a economia norte americana continuar a crescer é de esperar que este tipo de ETF’s acompanhe este crescimento.

Com a primeira aplicação do ETF S&P 500 no Banco Best tive um retorno positivo nos primeiros meses do ano, em parte porque tive a sorte do mercado estar a crescer.

Blocos de moedas empilhadas em sentido crescente

O aumento do montante de investimento e as comissões da bolsa

Vendo o lucro realizado, resolvi adquirir mais unidades de participação do fundo ETF. No entanto deparei-me com o problema das comissões. Se as comissões na CGD para pequenos investidores mais ativos são proibitivas, no Banco Best embora mais baixas que na CGD, continuam a ser altas. Após alguma pesquisa descobri uma alternativa na corretora Degiro, conhecida pelas suas comissões baixas, onde abri conta.

Os lucros começam a aparecer

Logo após as primeiras semanas após ter criado conta na Degiro, vi o meu dinheiro a crescer na conta de ETF’s. O mercado continuava com tendência de subida e a sorte soprava para o meu lado. Com a ilusão de que estava a “dominar os mercados” resolvi mudar de estratégia, vendendo os ETF’s e investindo diretamente em ações, pois as possibilidades de lucro eram maiores.

E de seguida os prejuízos

Negociava no curto prazo, fazendo operações de compra e venda diárias conhecido como day trading. O resultado foram prejuízos, tomando a bolsa como um casino. Perdi tudo o que tinha ganho até então, e parei de negociar na bolsa nas semanas seguintes.

Homem de blazer a jogar xadrez

A descoberta de uma nova estratégia com o swing trading

De seguida aprendi sobre o swing trading, que é a compra e venda de títulos mantendo-se a posição de vários dias a semanas, a contrário do day trading que tem de se fechar a posição até ao final do dia. Como tive a sorte do mercado continuar em tendência de subida, comecei a acumular lucros até ter uma posição confortável.

Depois as condições de mercado mudaram entretanto com o aumento da volatilidade. A estratégia que funcionou até então deixou de funcionar. Querendo continuar a lucrar na bolsa regressei ao day trading, perdi todo o dinheiro que tinha ganho até então mais algum.

Fiquei desanimado e deixei de negociar na bolsa. O que andei a fazer na bolsa desde o início foi jogar, ficando à maré da sorte, e os mercados são imperdoáveis nesta situação.

Investir com dinheiro só com provas dadas numa conta de simulação

A grande lição que aprendi foi a nunca investir com dinheiro real sem antes ter provas dadas com uma conta de simulação. Muitos afirmam que uma conta de simulação não é a mesma coisa que investir com dinheiro vivo por causa da psicologia envolvida que é diferente. Até certa medida isto é verdadeiro, mas se um trader não realizar lucros nos seus negócios com uma conta de simulação, é quase impossível ter lucros quando investir com o seu dinheiro.

Os pilotos de avião fazem horas de voo simulado antes de pilotar um avião, por causa dos riscos envolvidos com a segurança. Assim devem ser considerados os investimentos nos mercados financeiros com utilização de uma conta simulada. É o melhor seguro que se pode fazer contra os riscos e perdas financeiras.

Moedas empilhadas com relógio de parede ao fundo

O regresso aos mercados (devagar)

Neste momento já começo a ver alguns resultados na minha conta simulada, e sinto que já tenho alguma compreensão dos mercados, embora esta compreensão seja sempre relativa devido à imprevisibilidade da “besta” como alguns traders carinhosamente apelidam os mercados. Embora os mercados sejam difíceis de prever, é possível colocar as probabilidades a favor do trader com a estratégia certa e uma excelente gestão do dinheiro. Isto não surge de um dia para o outro, e como qualquer arte é preciso talento e dedicação, mais a última que a primeira.

Foram centenas de horas que dediquei ao estudo da bolsa e outras centenas de horas de prática ao longo do último ano. Se vou ter lucros, ou não, só vou saber quando regressar a uma conta com o meu dinheiro, mas tenho a certeza que passei no teste do simulador e coloquei-me na melhor posição para criar o sucesso nos mercados financeiros.

3 Dicas para a Desmaterialização e Organização de Fotos, Livros e Despesas

Inteligência artificial

A desmaterialização é um conceito com início há vários anos, e cada vez mais empresas e particulares estão a digitalizar a sua informação, passando do papel para o digital. As velhas fotocopiadoras e impressoras já quase não existem, e a informação está praticamente toda na nuvem à distância de um clique.

Este processo de desmaterialização trás inúmeras vantagens se for organizado, caso contrário, poderá ter o resultado oposto do pretendido, em que é difícil localizar a informação, ou pior ainda, perder a informação.

Neste artigo quero partilhar como utilizo a digitalização para organizar fotos, livros e despesas correntes, deixando alguma dicas.

Fotos

Já há mais de uma década que tenho as minhas fotografias organizadas na nuvem e num disco rígido. Este último por questões de segurança e de backup. Deixo a dica: cada álbum tem uma pasta com a designação tipo “2019 03 Viagem a Londres”. Neste exemplo as fotos do álbum são da viagem a Londres no mês de março em 2019. Ter em atenção para a ordenação das pastas por ordem alfabética para facilitar uma melhor visualização e classificação por datas. Isto permite que em qualquer sistema operativo os álbuns estejam organizadas por ano e mês.

Livros

Sempre li muitos livros, e por isso criei ao longo dos anos uma verdadeira biblioteca em casa. Para libertar espaço, no ano passado resolvi doar uma grande parte dos mesmos, ajudando ao mesmo tempo outras pessoas a terem acesso à leitura. Atualmente utilizo o Tablet para a grande parte das minhas leituras, sendo que a maioria são livros de não ficção. Os livros de não ficção prefiro ainda ler em formato papel. Deixo a dica: organizar digitalmente os livros em pastas por temas, divididos entre a ler e lidos (por exemplo, pasta “finanças pessoais a ler” e pasta “finanças pessoais lido”).

Despesas correntes

A correspondência regular como as faturas da luz, água, eletricidade, cabo, etc. foi alvo da minha atenção recentemente, porque à semelhança dos livros estava a ocupar espaço em arquivos nas estantes. Deixo a dica: criar um email familiar em exclusivo para este tipo de correspondência, em que cada membro da família possa aceder às despesas da casa sempre que necessite. Este email funcionará assim à semelhança da caixa de correio, só que na versão digital.

Espero que estas três dicas de como desmaterializar alguns aspetos do seu quotidiano possam ser úteis, sendo que poderá alargar este processo a outras áreas caminhando para o 100% digital que irá ser o futuro.

Os 10 Artigos Mais Lidos do The Daily Habit – Edição Especial 100 Posts

Zen formação de quatro pedras

Esta semana completei 100 artigos no blogue The Daily Habit ao longo de mais de um ano a escrever sobre produtividade pessoal. Neste artigo quero comemorar este marco assinalando os 10 posts mais lidos, e de acordo com as estatísticas do Google Analytics.

Os artigos mais populares estão agrupados em desenvolvimento pessoal, finanças pessoais, gestão do tempo e produtividade, saúde e bem-estar. De destacar que entre os artigos mais lidos estão vários resumos de livros.

Desenvolvimento pessoal

Como Deixar de se Preocupar e Começar a Viver de Dale Carnegie, Resumo do Livro - As Minhas Notas

Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas de Dale Carnegie, Resumo do Livro - As minhas Notas, Parte Um

A Arte Subtil de Saber Dizer que se F*da de Mark Manson, Resumo do Livro - As Minhas Notas

Finanças pessoais

27 Blogues e Sites de Finanças Pessoais Portugueses

Fundo de Investimento da Caixagest Ações Líderes Globais: Será que Vale a Pena?

Como Fazer Crescer o Seu Dinheiro ao Longo da Vida de Pedro Barata, Resumo do Livro - As minhas notas, Parte 2 (Trading)

Gestão do tempo e produtividade

A Única Coisa de Gary Keller e Jay Papasan, Resumo do Livro - As Minhas Notas

Getting Things Done de David Allen. Resumo do Livro – As Minhas Notas

O Poder das Imagens na Produtividade Pessoal

Saúde e bem-estar

O Colesterol Elevado que Teima em não Baixar

The Dailies Edição #9: O Foco nas Finanças Pessoais e a Técnica de Gestão do Tempo “Próxima Tarefa”

Máquina de escrever, folha e café

Esta é a edição do The Dailies, o diário da minha produtividade pessoal, onde partilho o que mais de importante ando a fazer e as minhas reflexões sobre como gerir melhor o tempo.

Mês de agosto focado nas finanças pessoais

O mês de agosto foi dedicado às finanças pessoais. O dinheiro, por pouco que seja, tem de ser gerido da melhor forma e há que criar bons hábitos de poupança e investimento. Como adoro desafios, tenho dedicado grande parte do meu tempo livre à compreensão e prática do investimento a curto prazo nos mercados financeiros, conhecido como trading.

Existem três tipos de investimentos mais conhecidos: imobiliário, obrigacionista e acionista. Estes podem ser escolhidos em função do capital, personalidade e aversão ao risco de cada um. Não considero os depósitos a prazo como investimento, considerando as taxas de juro praticadas pelos bancos.

A forma mais básica de investimento imobiliário é a compra de habitação própria, como alternativa ao pagamento de uma renda a um terceiro. Os investimentos obrigacionistas e acionistas são mais sofisticados exigindo uma maior compreensão dos produtos financeiros.

O trading como mecanismo de investimento

O investimento a curto prazo nos mercados financeiros, ou trading, é talvez o que produz maiores retornos, mas com um maior risco associado. Para mitigar este risco é preciso muita educação e avançar passo-a-passo à medida que os resultados vão aparecendo. Este tipo de investimento não é para qualquer um, devendo ser encarado como um segundo emprego, considerando a volatilidade e atenção permanente que os mercados exigem.

Por este último fator, da necessidade de atenção permanente aos mercados, tive de colocar a minha atividade de consultoria de engenharia em segundo plano. A conjugação do meu trabalho com o trading e a minha vida pessoal torna difícil desenvolver a consultoria na sua plenitude.

O poder da técnica “próxima tarefa” na gestão de tempo

No entanto, este projeto não irá ficar totalmente parado, graças a uma técnica de gestão do tempo que tenho utilizado nos últimos anos com bons resultados. O nome desta técnica é a utilização da “próxima tarefa” baseada no método Getting Things Done de David Allen.

De acordo com esta técnica, quando olhamos para um projeto, podem existir dezenas de tarefas, o que nos pode desmotivar. No entanto, se pensarmos somente na próxima tarefa que tem de ser executada para avançar com o projeto, torna-se mais fácil. Quando se concluir uma tarefa, avança-se para a seguinte, e assim por diante até à conclusão do projeto.

A técnica da “próxima ação” tem sido uma dos aspetos que mais tem contribuído para o aumento da minha produtividade pessoal.

É tudo por esta edição do The Dailies, regressando novamente a esta rubrica logo que exista uma atualização de relevo na minha produtividade pessoal.

The Dailies Edição #6: Humildade e foco

Secretária com máquina de escrever, agenda, caneta e café

Esta é a edição semanal da rubrica The Dailies, uma retrospetiva da semana que passou a nível da minha produtividade pessoal e o planeamento para a semana seguinte.

A importância da humildade na gestão das finanças pessoais

Depois da "euforia" da semana anterior com os ganhos nos mercados financeiros, esta última semana acumulou prejuízos na minha carteira de investimento. Ainda estou a tomar o "pulso" a este novo tipo de rentabilização das minhas poupanças, e é natural que cometa alguns ou mesmo muitos erros.

Os erros geralmente são os nossos melhores professores, e o meu sucesso inicial na bolsa deu origem a um excesso de confiança levando-me a correr maiores riscos. Maiores riscos dão a possibilidade de maiores ganhos, mas também de maiores perdas. A lição que aprendi foi a manter a humildade, e a caminhar um passo de cada vez não expondo-me a riscos desnecessários que incorram em grandes perdas, e aprendendo o máximo que conseguir pelo caminho.

A educação contínua como mecanismo de valorização profissional

Esta semana recebi também o meu certificado de conclusão de mestrado, depois de ter concluído uma tese no ano anterior. Tinha a licenciatura pré-bolonha dos cinco anos, e sempre senti uma grande injustiça de não ser equiparado aos mestrados pós-bolonha. Com a indecisão dos sucessivos governos em resolver esta situação, resolvi "arregaçar as mangas", e trabalhar na tese numa universidade de referência nacional.

Utilizei um caso profissional na tese para de alguma forma ter uma aplicação prática e obtive uma nota de relevo. Foi um ano de muita dedicação interligando os estudos com o meu trabalho, mas graças às minhas novas técnicas e prática na utilização da gestão do tempo, consegui vencer este desafio.

É preciso resistência para correr uma maratona

Todo o trabalho que tive deu-me uma confiança renovada, e acima de tudo estâmina. De acordo com o dicionário Priberam, estâmina significa energia duradoura ou capacidade de resistência.

Esta nova energia conduziu-me a estabelecer e a trabalhar em novos projetos. Se por um lado isto é bom, por outro lado leva a uma dispersão e à possibilidade de cansaço, com o limite de um esgotamento nervoso. Se algum dos leitores teve ou conhece alguém que passou por um esgotamento, sabe o prejudicial que é para a saúde e as consequências nefastas que pode ter na vida de uma pessoa.

Acredito portanto que o sucesso não pode acontecer à custa da saúde ou de descuidar outras áreas importantes como a família ou o lazer.

O planeamento da próxima semana

Quanto ao planeamento da próxima semana não vou desta vez utilizar os blocos de tempo ou áreas temáticas que utilizei anteriormente. Vou continuar a utilizar o método GTD de gestão do tempo, que já pratico com sucesso à cerca de três anos, e acrescentar um objetivo SMART à semana.

O GTD inclui as listas de tarefas em que estou a trabalhar ao nível do trabalho, pessoal, finanças pessoais e consultoria, e permite escolher a atividade a executar e que parece mais relevante no momento. Inicialmente não é uma técnica fácil requerendo prática, mas depois de alguma habituação pode ser uma grande ajuda na melhoria da produtividade pessoal.

O objetivo SMART que escolhi é a consultoria, com a pesquisa e escrita de cinco artigos na área que pretendo desenvolver profissionalmente extra-trabalho, um artigo por cada dia da semana útil.

Termina assim esta edição da rubrica semanal do The Dailies, o diário da minha produtividade pessoal, regressando para a semana escrevendo sobre um tópico que nunca tinha aqui falado no blogue, que é a prática regular do yoga e como pode contribuir para melhorar o equilíbrio emocional e a produtividade.