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The Daily Habit

Diário de produtividade pessoal

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As 48 Leis do Poder de Robert Greene, Resumo do Livro - As minhas notas, Parte 4 de 5

Livro as Leis do Poder Greene

ATUALIZADO a 09/03/2020: Para uma informação mais completa do trabalho de Robert Greene, consulte o novo blogue 48-leis-do-poder-blogs.sapo.pt, com o resumo alargado do livro.

Esta é a parte 4 das minhas notas do livro As 48 Leis do Poder de Robert Greene, onde irei transcrever os pontos que considero mais relevantes das leis 31 a 40. De referir que em grande parte das leis pode aplicar-se o inverso, e dependendo do contexto.

Este livro contém algumas instruções pouco convencionais, e pode ser suscetível aos mais sensíveis. No entanto revela a verdade nua e crua de como se move o mundo do poder e dos que ambicionam lá chegar.

As 48 Leis do Poder - Parte 1 - Leis 1 a 10
As 48 Leis do Poder - Parte 2 - Leis 11 a 20
As 48 Leis do Poder - Parte 3 - Leis 21 a 30
As 48 Leis do Poder - Parte 4 - Leis 31 a 40
As 48 Leis do Poder - Parte 5 - Leis 41 a 48

#31 – Controle as opções: quem dá as cartas é você

As melhores trapaças são as que parecem dar ao outro interveniente uma opção: as suas vítimas pensam que detêm o controlo da situação mas na verdade, são marionetas. Dê às pessoas opções que resultem sempre como favoráveis para si. Force-as a escolher entre o menor de dois males, ambos servem o sei objetivo. Coloque-as num dilema: não terão escapatória.

O inverso: o controlo das opções têm um só propósito: despistá-lo como agente do poder e punição. A tática funcional melhor, portanto, com aqueles cujo poder é frágil, que são incapazes de agir abertamente sem despertar suspeitas, ressentimento e raiva, Até como regra geral, raramente, é sensato ser visto a exercer o poder de forma direta e prepotente, não importa o quanto seja seguro ou importante. Por outro lado, ao limitar as opções dos outros, por vezes, limitamos as nossas. Um banqueiro do século XIX, James Rothschild, gostava deste método: sabia que se tentasse controlar os movimentos dos adversários perderia a oportunidades de observar as suas estratégias e planear uma ação mais eficaz.

#32 – Desperte a fantasia das pessoas

Em geral evita-se a verdade porque ela é feia e desagradável. Não apele para o que é verdadeiro ou real se não estiver preparado para enfrentar a raiva que vem com o desencanto. A vida é tão dura e angustiante que as pessoas capazes de criar romances ou invocar fantasias são como oásis no meio do deserto: todos correm até lá. Há um enorme poder em despertar a fantasia das pessoas.

O inverso: se há poder em despertar as fantasias das massas, também existem riscos. A fantasia, em geral, tem uma componente de jogo – o público percebe mais ou menos que está a ser enganado, mesmo assim alimenta o sonho, diverte-se e aprecia o afastamento temporário da rotina que lhe proporciona. Portanto, não exagere – não se aproxime demais do ponto onde se espera que se produza resultados. Esse lugar pode ser extremamente arriscado. Não cometa, jamais, o erro de pensar que a fantasia é sempre fantástica. Sem dúvida, contrasta com a realidade, mas a própria realidade é as vezes tão teatral e estilizada que a fantasia torna-se um desejo por coisas simples. A imagem que Abraham Lincoln criou para i mesmo, por exemplo como um simples advogado provinciano barbudo, fez dele o presidente do povo. Se jogar com esta fantasia, deve também ter o cuidado de cultivar o distanciamento e não deixar que a sua personagem “plebeia” se torne familiar demais, ou não se projetará como fantasia.

#33 – Descubra o ponto fraco de cada um

Todos nós tempos um ponto fraco, uma fenda no muro do castelo. Esta fraqueza, regra geral, é uma insegurança, uma emoção ou necessidade incontrolável; pode também ser um pequeno prazer secreto. Seja como for, uma vez encontrado esse ponto nevrálgico, é aí que se deve apertar.

O inverso: tirar proveito da fraqueza alheira tem um grande risco: pode desencadear uma ação que não conseguirá controlar. Quanto mais emocional for a fraqueza, maior o potencial de risco. Conheça os limites deste jogo, portanto, e não se deixe entusiasmar pelo controlo que tem sobre as suas vítimas. Quer o poder, e não a emoção do controlo.

#34 – Seja aristocrático na sua própria forma; aja como um rei para ser tratado como tal

A forma como cada um se comporta, em geral, determina a forma como somos tratados: a longo prazo, aparentando ser vulgar ou comum, fará com que as pessoas nos desrespeitem. Um rei respeita-se a si próprio e inspira nos outros o mesmo sentimento. Agindo com realeza e confiança nos seus poderes, revela-se como estando destinado a usar uma coroa.

O inverso: a ideia por detrás da aparência de segurança aristocrática é distinguir-se dos outros, mas o exagero será a sua ruína. Não cometa o erro de pensar que se vai distinguir por humilhar os outros. Também não é uma boa ideia ficar muito acima da multidão – torna-se um alvo fácil. E há momentos em que uma pose aristocrática é, eminentemente, perigosa. Compreenda: irradie autoconfiança, não arrogância ou desdém. Finalmente, é verdade que Às vezes adquirimos um certo poder afetando uma espécie de vulgaridade grosseira, cujo exagero acaba por ser divertido. Mas À medida que sai vitorioso, porque ultrapassa os limites, distinguindo-se dos outros por parecer ainda mais vulgar do que eles, este jogo torna-se perigoso: haverá sempre alguém mais vulgar, e facilmente, irá ser substituído por alguém mais jovem e pior.

#35 – Domine a arte de saber qual o tempo certo

Nunca demonstre estar com pressa – a pressa trai a falta de controlo de si mesmo e do tempo. Mostre-se sempre paciente, como se soubesse que tudo irá ter até si. Torne-se um detetive do momento certo; fareje o espírito dos tempos, as tendências que o levarão ao poder. Aprenda a esperar quando ainda não é a altura indicada e ataca ferozmente quando o momento for propício.

O inverso: não se obtém poder ao afrouxar as rédeas e adaptando-se ao que vier com o tempo. Até certo ponto, deve guiar o tempo, ou será impiedosamente a sai vítima. Por conseguinte, não há inverso para esta lei.

#36 – Despreze o que não puder ter: ignorar é a melhor vingança

Ao reconhecer um problema banal, dá-se-lhe existência e credibilidade. Quanto mais atenção der a um inimigo, mais forte você o torna: e um pequeno erro às vezes torna-se pior e mais visível se o tentarmos emendar. Às vezes, é melhor deixar as coisas como estão. Se existe algo que queremos, mas que não podemos ter, devemos mostrar desprezo. Quanto menos interesse se revelar, mais superior vamos parecer.

O inverso: enquanto mostra publicamente o seu desprezo também ter atenção ao problema, regulando o seu estado e garantindo que desapareça. Desenvolva a habilidade de perceber os problemas pequenos e cuide deles antes que se tornem intratáveis. Aprenda a distinguir entre o potencialmente desastroso e o levemente irritante, o incómodo que vai desaparecer sozinho. Em qualquer dos casos, não desvie a atenção. Enquanto estiver vivo, pode ficar latente e inflamar-se de uma hora para a outra.

#37 – Crie espetáculos atraentes

Imagens surpreendentes e grandes gestos simbólicos criam uma aura de poder – todos reagem a estes eventos. Encene espetáculos para os que o cercam, repletos de elementos visuais interessantes e símbolos radiantes que realcem a sua presença. Deslumbrados com as aparências, ninguém notará o que realmente estamos a fazer.

O inverso: é impossível obter o poder quando se ignoram as imagens e os símbolos. O inverso desta lei não existe.

#38 - Pense como quiser, mas comporte-se como os outros

Se evidenciar demasiado que é contrário às tendências da época, ao ostentar as suas ideias pouco convencionais e modos não ortodoxos, os demais irão julgar que pretende chamar apenas a atenção. Encontrarão uma forma de o castigar por fazê-los sentir inferiores. É muito mais seguro juntar-se aos restantes e desenvolver um toque comum. Compartilhe a sua originalidade só com amigos tolerantes e com aqueles que certamente apreciarão a sua singularidade.

O inverso: Só vale a pena distinguir-se dos outros quando já se distinguiu – quando já alcançou uma posição inabalável de poder, e pode exibir a sua diferença como um sinal de distância entre si e os outros. A verdade é que para quem chega ao auge do poder seria bom afetar pelo menos um traço em comum, pois em algum momento o apoio popular pode ser necessário. Finalmente, há sempre um lugar para o provocador, aquele que desafia com sucesso os costumes e goza de que já está ultrapassado numa cultura.

#39 – Agite as águas para atrair os peixes

Raiva e reações emocionais são contraproducentes do ponto de vida estratégico. É necessário que se mantenha calmo e objetivo. Contudo, se conseguir irritar o inimigo sem perder a calma, adquire uma inegável vantagem. Desequilibre o inimigo: descubra uma brecha na sua vaidade para confundi-lo e ficará no comando.

O inverso: é preciso ter cuidado quando se joga com as emoções das pessoas. Estude o inimigo antes: é melhor deixar alguns peixes no fundo do lago. Escolha bem a quem vai lançar o seu isco, e não excite os tubarões. Finalmente, às vezes explodir de raiva na hora oportuna pode-lhe fazer bem, mas deve ser uma raiva produzida e controlado por si mesmo. Encenadas de propósito ou não, se as suas explosões forem muito frequentes acabam por perder o efeito.

#40 – Despreze o que vier de graça

O que é oferecido de graça é perigoso – em geral, funciona como um ardil ou tem uma obrigação oculta. Se tem valor, vale a pena pagar. Ao pagar, não adquire problemas de gratidão e culpa. Também é prudente pagar o valor integral – com a excelência não se economiza. Seja pródigo com o seu dinheiro e mantenha-o a circular pois a generosidade é um sinal e um íman para o poder.

O inverso: esta lei oferece grandes oportunidades para fraudes e artimanhas, se a aplicar ao inverso. Seduzir com a ideia de ganhar alguma coisa é a arma do trapaceiro. A lição é simples: ao enganar as pessoas, use como isco a possibilidade de dinheiro fácil. As pessoas, são, essencialmente, preguiçosas e preferem que o dinheiro lhes caia no colo a ter de trabalhar. Por uma pequena quantia, venda-lhes conselhos com ficar milionário e essa pequena quantia transformar-se-á numa fortuna depois de multiplicada por milhares de otários. Seduza as pessoas com a perspetiva do dinheiro fácil e terá espaço para continuar a praticar as suas fraudes, visto que a ganância é tão forte que as suas vítimas não se aperceberão de nada.

As 48 Leis do Poder de Robert Greene, Resumo do Livro - As minhas notas, Parte 3 de 5

As 48 leis do poder de Robet Greene

ATUALIZADO a 09/03/2020: Para uma informação mais completa do trabalho de Robert Greene, consulte o novo blogue 48-leis-do-poder-blogs.sapo.pt, com o resumo alargado do livro.

Esta é a parte 3 das minhas notas do livro As 48 Leis do Poder de Robert Greene, onde irei transcrever os pontos que considero mais relevantes das leis 21 a 30. De referir que em grande parte das leis pode aplicar-se o inverso, e dependendo do contexto.

Este livro contém algumas instruções pouco convencionais, e pode ser suscetível aos mais sensíveis. No entanto revela a verdade nua e crua de como se move o mundo do poder e dos que ambicionam lá chegar.

As 48 Leis do Poder - Parte 1 - Leis 1 a 10
As 48 Leis do Poder - Parte 2 - Leis 11 a 20
As 48 Leis do Poder - Parte 3 - Leis 21 a 30
As 48 Leis do Poder - Parte 4 - Leis 31 a 40
As 48 Leis do Poder - Parte 5 - Leis 41 a 48

#21 – Aparente ser otário para enganar os otários

Ninguém gosta de se sentir mais idiota do que o outro. O truque, portanto, é fazer com que as suas vítimas se sintam espertas – e não só espertas, mas mais espertas do que você. Uma vez convencidas de tal, jamais desconfiarão que possa ter segundas intenções.

O inverso: No início da sua ascensão, é claro, não pode fingir que é idiota; é bom deixar que os seus chefes saibam, subtilmente, que é mais esperto do que os seus concorrentes, À medida que for subindo, entretanto, tente brilhar menos. Existe, no entanto, uma situação em que vale a pena fazer o contrário – quando pode encobrir uma deceção mostrando inteligência. Se Se aparentar ter autoridade e conhecimento, as pessoas acreditarão no que diz. Isto pode servi-lo para livrá-lo de uma enrascada.

#22 – Use a tática da rendição: Transforme a fraqueza em poder

Se você é o mais fraco, não lute só por uma questão de honra; é preferível a rendição. Com a rendição obtém tempo para a recuperação, tempo para atormentar e irritar o seu conquistador, tempo para esperar que este perca o seu poder. Não lhe dê a satisfação de lutar e de o derrotar – antecipe-se e renda-se. Ao oferecer a outra face, provoca raiva e desequilíbrio no adversário. Faça da rendição um instrumento de poder.

O inverso: O objetivo da rendição é salvar a sua pele para quando se puder afirmar novamente. Quando o poder o abandona, é melhor ignorar esta inversão da Lei. Esqueça o martírio: o pêndulo acaba por oscilar para o seu lado, novamente, e precisa de estar vivo para o ver.

#23 – Concentre as suas forças

Preserve as suas forças e energias ao concentrá-las no seu ponto mais forte. Ganha-se mais em descobrir uma mina rica e em explorá-la fundo, do que estar a saltar de uma mina rasa para outra – a intensidade derrota a extensibilidade, sempre. Ao procurar fontes de poder para se promover a si próprio, descubra a fonte-chave, a vaca gorda que o alimentará durante muito tempo.

O inverso: ao lutar com um exército superior, concentrar as suas forças pode torna-lo num alvo mais fácil – é melhor dispersar-se no cenário e frustrar o seu inimigo com a intangibilidade da sua presença. Nos casos em que pode precisar de proteção, portanto, é quase sempre melhor ligar-se a várias fontes de poder. A descentralização foi a fonte de poder de Leonardo da Vinci, mas génios assim são raros: quanto aos restantes de nós, é melhor tender para o lado da profundidade.

#24 – Represente o perfeito cortesão

O perfeito cortesão prospera num mundo onde tudo gira em torno no poder e da habilidade política. Este domina a arte da dissimulação; adula, cede aos superiores e assegura o seu poder sobre os outros da forma mais gentil e dissimulada. Aprenda e aplique as leis da corte e não haverá limites para a sua escalada na corte.

O inverso: a arte cortejar tem as suas subtilezas, e descuidar das armadilhas e possíveis erros pode arruinar os seus melhores truques. É um jogo muito delicado; tenha o máximo de cuidado para não deixar pistas, e não deixe que o seu senhor o desmascare.

25# - Recrie-se

Não aceite os papéis que a sociedade lhe impinge. Recrie-se forjando uma nova identidade, uma que chame a atenção e não canse a plateia. Seja senhor da sua própria imagem, não permita que o definam por si. Incorpore artifícios dramáticos aos gestos e ações públicas – o seu poder fortalecer-se-á e a sua personagem permanecerá maior do que na realidade é.

O inverso: Não pode haver inverso para esta lei tão importante: mau teatro é mau teatro. Até para parecer natural é preciso ter arte – noutras palavras, representar. É claro que não deve ser dramático demais – evite os gestos histriónicos. Mas tal. É simplesmente mau teatro, já que desrespeita as normas teatrais centenárias contra o exagero na representação. Em essência, o inverso, não existe para esta lei-

#26 – Mantenha as mãos limpas

Deve parecer um modelo de civilidade e eficiência: as suas mãos não se sujam com erros e atos desagradáveis. Mantenha uma aparência impecável, use os demais como bode expiatório para disfarçar a sua participação.

O inverso: a pata do gato e o bode expiatório devem ser usados com extrema cautela e delicadeza. Se tiver de usar estas técnicas numa ação de sérias consequências, cuidado: exagerar pode parecer prejudicial. É sempre mais sensato usar estes tolos em tarefas mas inocentes, onde um erro não causará danos graves. Se tem poder e está seguro dele, deve por vezes representar o penitente: com o olhar pesaroso, pede perdão aos mais fracos. Ocasionalmente também bom mostrar-se como o agente castigador, para inspirar medo e terror nos seus subordinados.

#27 – Jogue com a necessidade que as pessoas têm de acreditar em algo para criar um séquito de devotos

As pessoas têm um desejo enorme de acreditar em qualquer coisa. Torne-se o foco desse desejo oferecendo-lhes uma causa, uma nova fé para seguir. Utilize palavras vazias de sentido, mas cheias de promessas; enfatize o entusiasmo em preferência da racionalidade e clareza e raciocínio. Dê aos seus novos discípulos rituais a serem cumpridos, peça-lhes que se sacrifiquem por si. Na ausência de uma religião organizada e de grandes causas, os eu novo sistema de crença dar-lhe-á um imensurável poder.

O inverso: umas as razões para criar um séquito é que, em geral, é mais fácil enganar um grupo do que um indivíduo, e adquire-se muito mais poder. Isso, entretanto, é mais perigosos: se num determinado momento o grupo perceber o que está a fazer, não se verá diante de uma ama iludida, mas de uma multidão irá que o desfará aos bocados tão avidamente quanto o seguiu antes. Por isso, talvez prefira lidar com as pessoas, individualmente. Isolando-as do seu ambiente normal, pode conseguir o mesmo efeito de quando as coloca num grupo – ficam mais suscetíveis a sugestões e intimidações.

#28 – Seja ousado

Quando se sente inseguro em relação ao que fazer, não tente. As suas dúvidas e hesitações contaminarão os seus atos. A timidez é perigosa: será melhor agir com coragem. Qualquer erro cometido com audácia é facilmente corrigido ainda com mais audácia. Todos admiram o corajoso; ninguém louva o tímido.

O inverso: a ousadia não deve ser uma estratégia por detrás e todas as suas ações. È um instrumento tático, para ser usado no momento certo. Planeie e pense com antecedência, e que o elemento final seja o movimento ousado que lhe dará o sucesso.

#29 – Planeie até ao fim

O desfecho é tudo: Planeie até ao fim, considerando todas as possíveis consequências, obstáculos e contratempos que anular o seu esforço e deixar que os outros fiquem com os louros. Planeando tudo até ao fim, não será apanhado de surpresa e saberá quando parar. Guie gentilmente a sorte e ajude a determinar o futuro pensando com antecedência.

O inverso: se você se prende a um plano com muita rigidez, não será capaz de lidar com as súbitas mudanças na sorte. Depois de analisar as possibilidades futuras e decidir qual é a sua meta, deve aumentar as alternativas e estar aberto a novos caminhos para chegar até lá. A maioria das pessoas, no entanto, perde menos com o excesso de planeamento e rigidez do que com a indefinição e a tendência para improvisar constantemente diante das circunstâncias. Portanto, não há motivo para ase cogitar no inverso desta lei, pois nada se ganha recusando-se a pensar no futuro e planear tudo até ao fim.

#30 – Faça as suas conquistas parecerem fáceis

As suas ações devem parecer naturais e executadas com facilidade. Toda a técnica e esforço necessário para a sua execução e também os engenhos utilizados, deverão estar dissimulados. Quando agir, faça-o sem esforço, como se fosse capaz de muito mais. Não caia na tentação de revela o trabalho que teve – tal só levantará questões. Não ensine a ninguém os seus truques ou eles serão usados contra si.

O inverso: o sigilo que envolve as suas ações deve aparentar despreocupação. O zelo em esconder o seu trabalho cria uma impressão desagradável, quase paranoica: leva o jogo muito a sério. Há momentos em que vale a pena revelar o esforço dos seus projetos. Desde que a revelação dos truques e técnicas seja cuidadosamente planeada e não resulte de uma necessidade incontrolável de fazer alarido é o máximo da esperteza. Dá à plateia a ilusão de ser superior e de participar, mesmo que grande parte do que faz não o veja.

As 48 Leis do Poder de Robert Greene, Resumo do Livro - As minhas notas, Parte 2 de 5

As 48 Leis do Poder de Robert Greene

ATUALIZADO a 09/03/2020: Para uma informação mais completa do trabalho de Robert Greene, consulte o novo blogue 48-leis-do-poder-blogs.sapo.pt, com o resumo alargado do livro.

Esta é a parte 2 das minhas notas do livro As 48 Leis do Poder de Robert Greene, onde irei transcrever os pontos que considero mais relevantes das leis 11 a 20. De referir que em grande parte das leis pode aplicar-se o inverso, e dependendo do contexto.

Este livro contém algumas instruções pouco convencionais, e pode ser suscetível aos mais sensíveis. No entanto revela a verdade nua e crua de como se move o mundo do poder e dos que ambicionam lá chegar.

As 48 Leis do Poder - Parte 1 - Leis 1 a 10
As 48 Leis do Poder - Parte 2 - Leis 11 a 20
As 48 Leis do Poder - Parte 3 - Leis 21 a 30
As 48 Leis do Poder - Parte 4 - Leis 31 a 40
As 48 Leis do Poder - Parte 5 - Leis 41 a 48

#11 - Aprenda a manter as pessoas dependentes de si

Para manter a nossa independência devemos ser sempre necessários e queridos. Quanto mais dependerem de nós, mais liberdade teremos. Faça com que as pessoas dependam de si para serem felizes e prósperas, e não terá nada a temer. Não lhes ensine o bastante a ponto de não precisarem de si.

O inverso: é preferível colocar-se numa posição de dependência mútua, portanto, e seguir esta regra do que procurar o inverso. Não sofrerá a insuportável pressão de estar no topo, e o senhor acima de si é que será o escravo, pois é ele quem vai depender de si.

#12 - Use a honestidade e a generosidade seletivas para desarmar a sua vítima

Um gesto sincero e honesto encobrirá dezenas de outros desonestos. Até as pessoas mais desconfiadas baixam a guarda diante de gestos honestos e generosos. Uma vez que a sua honestidade seletiva as desarma, pode enganá-las e manipulá-las livremente. Um presente oportuno – um cavalo de Troia – servirá mesmo propósito.

O inverso: quando já tem um historial de dissimulações, não há honestidade, generosidade ou gentileza que consiga enganar as pessoas. Nestes casos, é melhor atuar como um patife. Nada da esfera do poder está escrito em pedra. A falsidade declarada Às vezes encobre as suas pegadas, e até o faz ser admirado pela honestidade da sua desonestidade.

#13 - Ao pedir ajuda, apele para o egoísmo das pessoas, jamais para a sua misericórdia ou gratidão

Se precisar de pedir ajuda a um aliado, não se preocupe em recordar-lhe a sua assistência e boas ações no passado. Ele encontrará uma forma de o ignorar. Em vez disso, revela algo na sua solicitação, ou na sua aliança, que o vá beneficiar, e exagere na ênfase. A reação será entusiasta se se aperceber que pode lucrar alguma coisa com isso.

O inverso: Há pessoas que consideram o apelo ao seu egoísmo como uma atitude feira e ignóbil. Estas, na verdade, preferem exercitar a caridade, a misericórdia e a justiça, que é a forma de se sentirem superiores aos outros quando lhes implora ajuda, enfatiza o poder e a sua posição. Os outros são suficiente fortes para não precisarem de nada de si, exceto a oportunidade de se sentirem superiores. Deve saber diferenciar as pessoas poderosas e descobrir quais são os seus motivos e necessidades básicas. Se transpiram ganância, não apele à sua caridade. Se parecerem nobres e caridosas, não apele à sua ganância.

#14 - Finja ser amigo, aja como espião

Conhecer o seu rival é importantíssimo. Use espiões para reunir informações preciosas que o colocarão um passo à frente. Melhor ainda: represente você mesmo o papel de espião. Em encontros sociais, aprenda a sondar. Faça perguntas indiretas para conseguir com que as pessoas revelem os seus pontos fracos e intenções. Todas as ocasiões são oportunidades para uma ardilosa espionagem.

O inverso: a informação é essencial para o poder, mas, assim como espiamos os outros, devemos nos preparar para também ser espiados. Uma das armas mais eficazes na luta pelas informações, portanto, é divulgar informações falsas.

#15 - Aniquile totalmente o inimigo

Todos os grandes líderes, desde Moisés, sabem que o inimigo perigoso deve ser esmagado totalmente. (Às vezes aprendem-no da maneira mais difícil). Se restar uma só brasa, por menor que seja, esta acabará por se transformar numa fogueira. Perde-se mais, fazendo concessões do que pela aniquilação total: o inimigo recuperar-se-á e vai querer vingança. Esmague-o, física e espiritualmente.

O inverso: raramente se deve ignorar esta lei, mas acontece que às vezes é preferível deixar que os seus inimigos se destruam, se isso for possível, do que fazê-los sofrer nas suas mãos.

#16 - Use a ausência para aumentar o respeito e a honra.

Circulação em excesso faz com que os preços desçam. Se já se estabeleceu num grupo, ao optar por se afastar temporariamente torna-se uma figura mais comentada, mais admirada até. Deve saber quando se afastar. Crie valor com a escassez.

O inverso: esta lei só se aplica depois de ter alcançado um certo nível de poder. Quando começar a atuar no palco do mundo, crie uma imagem que possa ser reconhecida, reproduzida  e visto por toda a parte. Enquanto não alcançar este status, a ausência é perigosa – em vez de atiçar as chamas, irá extingui-las.

#17 - Mantenha os outros num estado latente de terror: Cultive uma atmosfera de imprevisibilidade

Os homens são criaturas de hábitos com uma necessidade insaciável de encontrar familiaridade nos atos alheios. A sua previsibilidade dá-lhes um sentido de controlo. Vire a mesa: seja deliberadamente imprevisível. O comportamento que parece incoerente ou absurdo irá mantê-los desorientados e ficarão exaustos ao tentarem explicar os seus movimentos. Levada ao extremo, esta estratégia pode intimidar e aterrorizar.

O inverso: às vezes a imprevisibilidade funciona a seu favor: criando um padrão com o qual as pessoas se sintam à vontade, deixa-as anestesiadas. Segundo, permite que em raras ocasiões faça algo totalmente contrário ao padrão, perturbando de tal forma o adversário que este desfaz a artimanha. Aviso: a imprevisibilidade às vezes é um tiro que sai pela culatra, especialmente se estiver numa posição inferior. Há ocasiões em que é melhor deixar as pessoas ao seu redor sentirem-se à vontade e tranquilas.

#18 - Não construa fortalezas para se proteger – o isolamento é perigoso

O mundo é perigoso e os inimigos estão por toda a parte – todos nós precisamos de nos proteger. Uma fortaleza parece mais segura. Mas o isolamento expõe-nos a mais perigos do que aquilo que nos protege – ficamos isolados de preciosas informações, transformando-nos num alvo fácil e evidente. Será melhor circular entre as pessoas, descobrir aliados, misturar-nos. A multidão serve de escuda contra os nossos inimigos.

O inverso: como um recurso temporário, portanto, o isolamento ajuda-o a ver melhor as coisas. Mas se precisar de tempo para pensar, escolha o isolamento como o seu último recurso, e apenas em pequenas doses. Tome atenção para deixar o caminho aberto de volta à sociedade.

# 19 - Saiba com quem lida – não ofenda a pessoa errada

No mundo existem muitos tipos de pessoas diferentes e não s e pode esperar que todos reajam da mesma forma ás nossas estratégias. Se enganar ou manipular certas pessoas estas irão passar o resto das suas vidas à procura de vingança. São lobos em pele de cordeiro. Cuidado ao escolher as suas vítimas e adversários – jamais ofenda ou engane a pessoas errada.

O inverso: que benefício pode haver em não conhecer os outros? Aprenda a diferenciar leões de cordeiros, ou arque com as consequências. Obedeça totalmente a esta lei, ela não tem inverso.

#20 - Não se comprometa com ninguém

Tolo é quem e apressa a tomar um partido. Não se comprometa com partidos ou causas, só consigo mesmo. Mantendo-se independente, domina os demais - se conseguir que as restantes pessoas fiquem umas contra as outras, todos os irão seguir.

O inverso: O jogo proposto aqui, é delicado e difícil. Se colocar muitos partidos em disputa, estes acabarão por perceber a manobra e conspirarão contra si. Se deixar um número cada vez maior de pretendentes à espera, não vai despertar o desejo mas, sim,a desconfiança. As pessoas vão começar a perder o interesse. Vai acabar por pensar que vale mais a pena comprometer-se com uma das partes - nem que seja só pelas aparência, para provar que é capaz de ser solidário. Mesmo neste caso, entretanto, a chave será manter a sua independência interior, - não permitir que se envolva emocionalmente. Os amigos que fez, enquanto estava ser cortejado, irão oferecer-lhe um lugar para ir depois de abandonar o navio.

As 48 Leis do Poder de Robert Greene, Resumo do Livro - As minhas notas, Parte 1 de 5

Livro As Leis do Poder, Greene

ATUALIZADO a 09/03/2020: Para uma informação mais completa do trabalho de Robert Greene, consulte o novo blogue 48-leis-do-poder-blogs.sapo.pt, com o resumo alargado do livro.

Esta é a parte 1 das minhas notas do livro As 48 Leis do Poder de Robert Greene, onde irei transcrever os pontos que considero mais relevantes das leis 1 a 10. De referir que em grande parte das leis pode aplicar-se o inverso, e dependendo do contexto.

Este livro contém algumas instruções pouco convencionais, e pode ser suscetível aos mais sensíveis. No entanto revela a verdade nua e crua de como se move o mundo do poder e dos que ambicionam lá chegar.

As 48 Leis do Poder - Parte 1 - Leis 1 a 10
As 48 Leis do Poder - Parte 2 - Leis 11 a 20
As 48 Leis do Poder - Parte 3 - Leis 21 a 30
As 48 Leis do Poder - Parte 4 - Leis 31 a 40
As 48 Leis do Poder - Parte 5 - Leis 41 a 48

#1 - Não ofusque o brilho do mestre

Faça sempre com que as pessoas acima de si se sintam confortavelmente superiores. Querendo agradar ou impressionar, não exagere ao exibir os seus próprios talentos ou poderá conseguir o contrário - inspirar medo e insegurança. Faça com que os seus mestres pareçam mais brilhantes do que o são na realidade e alcançará os píncaros do poder.

O inverso: se o seu superior é uma estrela cadente, não há perigo nenhum em brilhar mais do que ele. Se for fraco, apresse, discretamente a sua queda: supere-o, seja mais encantador, mais inteligente nos momentos chave. Se for muito fraco e estiver prestes a cair, deixe a natureza seguir o sei curso.

Lei #2 - Não confie demais nos amigos, aprenda a usar inimigos

Tenha cuidado com os amigos – estes irão traí-lo rapidamente pois são conduzidos com mais facilidade ao sentimento da inveja. Os amigos também se tornam mimados e tirânicos. Contudo, contrate um ex-inimigo e este será mais fiel que um amigo pois tem mais a provar. Efetivamente, devemos ter mais medo dos nossos amigos do que dos nossos inimigos. Se não tem inimigos encontre uma forma de os fazer.

O inverso: um homem de poder, por exemplo, necessita, frequentemente, de realizar um trabalho tido como sujo, mas para manter as aparências, é melhor deixar que os outros o façam por ele: os amigos são os mais indicados, visto estarem dispostos a arriscar-se pelo afeto que sentem. Além disso, se os seus planos não surtirem o efeito desejado por algum motivo, um amigo é um bode expiatório muito conveniente. É melhor, portanto, reservar o papel de bode expiatório para alguém próximo de si, mas não muito.

Lei #3 - Oculte as suas intenções

Mantenha as pessoas na dúvida, nunca revele o propósito dos seus atos. Se não se sabe o que nós pretendemos não existe a possibilidade de defesa. Conduza-as pelo caminho errado até bem longe, envolva-as em bastante fumo e quando elas perceberem as suas intenções, será tarde demais.

O inverso: Não há cortina de fumo, pista falsa, falta de sinceridade, ou qualquer outra tática divisionista que disfarce as suas intenções se já tiver reputação de impostor. Nestes casos, é melhor assumir, aparentar ser um patife honesto, ou melhor, um patife arrependido. Finalmente, embora seja mais sábio distrair a atenção dos seus propósitos, apresentando um exterior suave e familiar, há momentos em que o gesto colorido, visível, é a tática divisionista correta. Espetáculo   divertimento são, nitidamente, excelentes artifícios para dissimular as suas intenções, mas não podem ser usados indefinidamente.

Lei #4 - Fale sempre menos do que o necessário

Quando se procura impressionar as pessoas com palavras, quanto mais se diz, mais comuns parecemos ser e menos controlo na situação aparentemente temos. Mesmo que se diga algo banal, vai parecer original se o tornarmos vago, amplo e enigmático. Pessoas poderosas impressionam e intimidam por falar pouco. Quanto mais se fala, maior é a probabilidade de se dizer uma tolice.

O inverso: Há momentos em que não é sensato ficar calado. O silêncio pode despertar suspeitas e até insegurança, especialmente nos seus superiores, um comentário vago e ambíguo pode-nos expor a interpretações com as quais não contava. Ocasionalmente, é mais sensato imitar o bobo da corte, que se faz de tolo mas sabe que é mais esperto do que o rei.

Lei #5 - Muito depende da reputação - guarde-a com a própria vida

A reputação é a pedra de toque do poder. Com a reputação apenas pode-se intimidar e vencer, quando a perdemos ficamos vulneráveis e suscetíveis de ataques vindos de todos os lados. Torne a sua reputação inexpugnável. Esteja sempre alerta aos possíveis ataques e aniquile-os antes que aconteçam. Enquanto isso, aprenda a destruir os seus inimigos minando as suas próprias reputações. Depois, afaste-se e deixe a opinião pública acabar com eles.

O inverso: visto que temos de viver em sociedade e depender da opinião alheira, nada se ganha ao negligenciar a própria reputação. Portanto, não existe inverso para esta lei.

Lei #6 - Chame a atenção a qualquer preço

Julga-se tudo pelas aparências; o que não se vê não conta. Logo, não fique perdido no meio da multidão ou mergulhado no esquecimento. Destaque-se. Fique visível, a qualquer preço. Atraia as atenções parecendo ser maior, mais colorido, mais misterioso do que as massas tímidas e amenas.

O inverso: no início da sua subida ao top, deverá chamar a atenção a todo o custo, mas durante esta subida deve constantemente adaptar-se. Um ar de mistério funciona como uma maravilha para aqueles que precisam de desenvolver uma aura de poder e de se fazerem notar, mas deve parecer uma atitude comedida e controlada. A atenção que se chama jamais deve ofender ou desafiar a reputação dos que estão acima de si – não, de maneira alguma, se estes estiverem seguros. Não pareça querer de forma excessiva chamar a atenção, porque tal é sinal de insegurança e esta afasta o poder. Na presença de um rei ou rainha, por exemplo, ou equivalente, incline-se  e fique na sombra; não entre em competição.

Lei #7 - Faça os outros trabalharem por si, mas fique sempre com o crédito

Use a sabedoria, o conhecimento e o esforço físico dos outros para causa própria; Não só essa ajuda economizará tempo e energia, como lhe dará uma aura divina de eficiência e rapidez. No final, os seus ajudantes serão esquecidos e você será lembrado. Não faça você mesmo o que os outros podem fazer por si.

O inverso: Há momentos em que ficar com o crédito pelo trabalho dos outros não é o mais sensato: se o seu poder não está solidamente estabelecido, vai parecer que está a empurrar os outros para longe dos refletores. Tenha certeza quando é interessante para si dividir o crédito com os outros. É muito importante não ser ganancioso quando se tem um mestre me posição superior.

Lei #8 - Faça as pessoas virem até si - use um isco se necessário

Quando forçamos os outros a agir, somos nós próprios que controlamos. É sempre melhor fazer com que o nosso adversário venha até nós, abortando os seus próprios planos no processo. Seduza o adversário com a possibilidade de ganhos fabulosos – depois ataque. É você que dá as cartas.

O inverso: O ataque rápido pode ser uma arma assustadora, pois força a outra pessoa a reagir sem tempo para pensar ou planear. Sem tempo para pensar, as pessoas cometem erros de julgamento, e colocam-se na defensiva. Esta tática é o oposto de espera e colocar o isco, mas tem a mesma função: faz o seu inimigo reagir segundo os seus próprios erros. Se tiver o seu tempo a favor, e souber que está em pé de igualdade com os seus inimigos, então esgote a força dos seus adversários fazendo-os vir até ai. Se o tempo não estiver a seu favor – os seus inimigos são mais fracos e a espera só lhes dará oportunidade de se recuperar – não lhes dê essa oportunidade.

Lei #9 - Vença pelas suas atitudes, não discuta

Qualquer trunfo momentâneo que se tenha alcançado através da discussão é, efetivamente, uma vitória de Pirro: o ressentimento e a má vontade que se desperta são mais fortes e permanentes do que qualquer mudança momentânea de opinião. É muito mais eficaz fazer os outros concordarem connosco através das nossas atitudes, sem dizer uma palavra. Demonstre, não explique.

O inverso: O argumento verbal tem uma utilidade vital na esfera do poder: distrair e ocultar os seus passos quando pratica a dissimulação ou for apanhado a mentir. Nestes casos, ganha mais a argumentar com toda a convicção possível. Leve a outra pessoa a uma discussão para distraí-la dos seus movimentos dissimulados. Quando for apanhado a mentir, quanto mais emocionado e seguro parecer, menor a probabilidade de parecer que está a mentir.

Lei #10 - Contágio: evite o infeliz e o azarado

A miséria alheira pode matar-nos – estados emocionais são tão contagiosos quanto as doenças. Podemos achar ou pensar que estamos a ajudar o homem que se afoga mas sós estamos a precipitar a nosso próprio desastre. Os infelizes às vezes provocam a própria infelicidade; vão provocar a sua também. Associe-se, ao contrário, aos felizes e afortunados.

O inverso: Esta lei não aceita o inverso. A sua aplicação é universal. Nada se lucra por se associar com quem o pode contagiar com a sua miséria; só se obtém poder e sorte ao associar-se aos afortunados.

As 48 Leis do Poder de Robert Greene, Resumo do Livro - As minhas notas

ATUALIZADO a 09/03/2020: Para uma informação mais completa do trabalho de Robert Greene, consulte o novo blogue 48-leis-do-poder-blogs.sapo.pt, com o resumo alargado do livro.

Na subida ao poder não existe fator mais importante do que as relações interpessoais. A eficácia desta relação é tanto uma ciência como uma arte. Robert Greene, na sua obra As 48 Leis do Poder, descreve através de fatos históricos como as leis do poder nos dias de hoje permanecem as mesmas que nos últimos três mil anos.

A essência da natureza humana, com as suas ambições e fragilidades, e ao contrário da tecnologia e ciência não mudou assim tanto. Este livro em especial é um dos meus favoritos, porque explica o comportamento das pessoas num ambiente empresarial ou político.

Trata-se de uma narrativa que assemelha à Arte da Guerra de Sun Tzu, mas muito mais desenvolvido nas suas quase 500 páginas de leitura.

Algumas pessoas associam este livro ao pensamento maquiavélico, mas mesmo que não tenha ambições de ascender ao poder, trata-se de um livro bastante útil para entender como pensam os que detêm posições de destaque na sociedade.

As 48 Leis do Poder - Parte 1 - Leis 1 a 10
As 48 Leis do Poder - Parte 2 - Leis 11 a 20
As 48 Leis do Poder - Parte 3 - Leis 21 a 30
As 48 Leis do Poder - Parte 4 - Leis 31 a 40
As 48 Leis do Poder - Parte 5 - Leis 41 a 48

O livro é dividido por 48 capítulos correspondendo às 48 leis do poder:

1. Não ofusce o brilho do mestre

2. Não confie demais nos amigos, aprenda a usar inimigos

3. Oculte as suas intenções

4. Diga sempre menos do que o necessário

5. Muito depende da reputação - guarde-a com a própria vida

6. Chame a atenção a qualquer preço

7. Faça os outros trabalharem por si, mas fique sempre com o crédito

8. Faça as pessoas virem até si - use um isco se necessário

9. Vença pelas suas atitudes, não discuta

10. Contágio: evite o infeliz e o azarado

11. Aprenda  a manter as pessoas dependentes de si

12. Use a honestidade e a generosidade selectivas para desarmar a sua vitíma

13. Ao pedir ajuda, apele para o egoísmo das pessoas, jamais para a sua mesericórdia ou gratidão

14. Finja ser amigo, aja como espião

15. Aniquile totalmente o inimigo

16. Use a ausência para aumentar o respeito e a honra

17. Mantenha os outros num estado latente de terror: cultive uma atmosfera de imprevisibilidade

18. Não construa fortalezas para se proteger - o isolamento é perigoso

19. Saiba com quem lida - não ofenda a pessoa errada

20. Não se comprometa com ninguém

21. Aparente ser otário para enganar os otários - aparente ser mais burro do que o normal

22. Use a tática da rendição: transforme a fraqueza em poder

23. Concentre as suas forças

24. Represente o perfeito cortesão

25. Recrie-se

26. Mantenha as mãos limpas

27. Jogue com a necessidade que as pessoas têm de acreditar em algo para criar um séquito de devotos

28. Seja ousado

29. Planeie até ao fim

30. Faça as suas conquistas parecerem fáceis

31. Controle as opções: quem dá as cartas é você

32. Desperte a fantasia das pessoas

33. Descubra o ponto fraco de cada um

34. Seja aristocrático na sua própria forma: aja como um rei para ser tratado como tal

35. Domine a arte de saber qual o tempo certo

36. Despreze o que não puder ter: ignorar é a melhor vingança

37. Crie espetáculos atraentes

38. Pense como quiser, mas comporte-se como os outros

39. Agite as águas para atrair os peixes

40. Despreze o que vier de graça

41. Evite seguir os passos de um grande homem

42. Ataque o pastor e as ovelhas dispersar-se-ão

43. Conquiste o coração e as mentes dos outros

44. Desarme e enfureça com o efeito espelho

45. Pregue a necessidade da mudança, mas não mude muita coisa ao mesmo tempo

46. Não pareça perfeito demais

47. Não ultrapasse a meta estabelecida; na vitória aprenda a parar

48. Evite ter uma forma definida