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The Daily Habit

Diário de produtividade pessoal

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As 48 Leis do Poder de Robert Greene, Resumo do Livro - As minhas notas, Parte 1 de 5

Livro As Leis do Poder, Greene

ATUALIZADO a 09/03/2020: Para uma informação mais completa do trabalho de Robert Greene, consulte o novo blogue 48-leis-do-poder-blogs.sapo.pt, com o resumo alargado do livro.

Esta é a parte 1 das minhas notas do livro As 48 Leis do Poder de Robert Greene, onde irei transcrever os pontos que considero mais relevantes das leis 1 a 10. De referir que em grande parte das leis pode aplicar-se o inverso, e dependendo do contexto.

Este livro contém algumas instruções pouco convencionais, e pode ser suscetível aos mais sensíveis. No entanto revela a verdade nua e crua de como se move o mundo do poder e dos que ambicionam lá chegar.

As 48 Leis do Poder - Parte 1 - Leis 1 a 10
As 48 Leis do Poder - Parte 2 - Leis 11 a 20
As 48 Leis do Poder - Parte 3 - Leis 21 a 30
As 48 Leis do Poder - Parte 4 - Leis 31 a 40
As 48 Leis do Poder - Parte 5 - Leis 41 a 48

#1 - Não ofusque o brilho do mestre

Faça sempre com que as pessoas acima de si se sintam confortavelmente superiores. Querendo agradar ou impressionar, não exagere ao exibir os seus próprios talentos ou poderá conseguir o contrário - inspirar medo e insegurança. Faça com que os seus mestres pareçam mais brilhantes do que o são na realidade e alcançará os píncaros do poder.

O inverso: se o seu superior é uma estrela cadente, não há perigo nenhum em brilhar mais do que ele. Se for fraco, apresse, discretamente a sua queda: supere-o, seja mais encantador, mais inteligente nos momentos chave. Se for muito fraco e estiver prestes a cair, deixe a natureza seguir o sei curso.

Lei #2 - Não confie demais nos amigos, aprenda a usar inimigos

Tenha cuidado com os amigos – estes irão traí-lo rapidamente pois são conduzidos com mais facilidade ao sentimento da inveja. Os amigos também se tornam mimados e tirânicos. Contudo, contrate um ex-inimigo e este será mais fiel que um amigo pois tem mais a provar. Efetivamente, devemos ter mais medo dos nossos amigos do que dos nossos inimigos. Se não tem inimigos encontre uma forma de os fazer.

O inverso: um homem de poder, por exemplo, necessita, frequentemente, de realizar um trabalho tido como sujo, mas para manter as aparências, é melhor deixar que os outros o façam por ele: os amigos são os mais indicados, visto estarem dispostos a arriscar-se pelo afeto que sentem. Além disso, se os seus planos não surtirem o efeito desejado por algum motivo, um amigo é um bode expiatório muito conveniente. É melhor, portanto, reservar o papel de bode expiatório para alguém próximo de si, mas não muito.

Lei #3 - Oculte as suas intenções

Mantenha as pessoas na dúvida, nunca revele o propósito dos seus atos. Se não se sabe o que nós pretendemos não existe a possibilidade de defesa. Conduza-as pelo caminho errado até bem longe, envolva-as em bastante fumo e quando elas perceberem as suas intenções, será tarde demais.

O inverso: Não há cortina de fumo, pista falsa, falta de sinceridade, ou qualquer outra tática divisionista que disfarce as suas intenções se já tiver reputação de impostor. Nestes casos, é melhor assumir, aparentar ser um patife honesto, ou melhor, um patife arrependido. Finalmente, embora seja mais sábio distrair a atenção dos seus propósitos, apresentando um exterior suave e familiar, há momentos em que o gesto colorido, visível, é a tática divisionista correta. Espetáculo   divertimento são, nitidamente, excelentes artifícios para dissimular as suas intenções, mas não podem ser usados indefinidamente.

Lei #4 - Fale sempre menos do que o necessário

Quando se procura impressionar as pessoas com palavras, quanto mais se diz, mais comuns parecemos ser e menos controlo na situação aparentemente temos. Mesmo que se diga algo banal, vai parecer original se o tornarmos vago, amplo e enigmático. Pessoas poderosas impressionam e intimidam por falar pouco. Quanto mais se fala, maior é a probabilidade de se dizer uma tolice.

O inverso: Há momentos em que não é sensato ficar calado. O silêncio pode despertar suspeitas e até insegurança, especialmente nos seus superiores, um comentário vago e ambíguo pode-nos expor a interpretações com as quais não contava. Ocasionalmente, é mais sensato imitar o bobo da corte, que se faz de tolo mas sabe que é mais esperto do que o rei.

Lei #5 - Muito depende da reputação - guarde-a com a própria vida

A reputação é a pedra de toque do poder. Com a reputação apenas pode-se intimidar e vencer, quando a perdemos ficamos vulneráveis e suscetíveis de ataques vindos de todos os lados. Torne a sua reputação inexpugnável. Esteja sempre alerta aos possíveis ataques e aniquile-os antes que aconteçam. Enquanto isso, aprenda a destruir os seus inimigos minando as suas próprias reputações. Depois, afaste-se e deixe a opinião pública acabar com eles.

O inverso: visto que temos de viver em sociedade e depender da opinião alheira, nada se ganha ao negligenciar a própria reputação. Portanto, não existe inverso para esta lei.

Lei #6 - Chame a atenção a qualquer preço

Julga-se tudo pelas aparências; o que não se vê não conta. Logo, não fique perdido no meio da multidão ou mergulhado no esquecimento. Destaque-se. Fique visível, a qualquer preço. Atraia as atenções parecendo ser maior, mais colorido, mais misterioso do que as massas tímidas e amenas.

O inverso: no início da sua subida ao top, deverá chamar a atenção a todo o custo, mas durante esta subida deve constantemente adaptar-se. Um ar de mistério funciona como uma maravilha para aqueles que precisam de desenvolver uma aura de poder e de se fazerem notar, mas deve parecer uma atitude comedida e controlada. A atenção que se chama jamais deve ofender ou desafiar a reputação dos que estão acima de si – não, de maneira alguma, se estes estiverem seguros. Não pareça querer de forma excessiva chamar a atenção, porque tal é sinal de insegurança e esta afasta o poder. Na presença de um rei ou rainha, por exemplo, ou equivalente, incline-se  e fique na sombra; não entre em competição.

Lei #7 - Faça os outros trabalharem por si, mas fique sempre com o crédito

Use a sabedoria, o conhecimento e o esforço físico dos outros para causa própria; Não só essa ajuda economizará tempo e energia, como lhe dará uma aura divina de eficiência e rapidez. No final, os seus ajudantes serão esquecidos e você será lembrado. Não faça você mesmo o que os outros podem fazer por si.

O inverso: Há momentos em que ficar com o crédito pelo trabalho dos outros não é o mais sensato: se o seu poder não está solidamente estabelecido, vai parecer que está a empurrar os outros para longe dos refletores. Tenha certeza quando é interessante para si dividir o crédito com os outros. É muito importante não ser ganancioso quando se tem um mestre me posição superior.

Lei #8 - Faça as pessoas virem até si - use um isco se necessário

Quando forçamos os outros a agir, somos nós próprios que controlamos. É sempre melhor fazer com que o nosso adversário venha até nós, abortando os seus próprios planos no processo. Seduza o adversário com a possibilidade de ganhos fabulosos – depois ataque. É você que dá as cartas.

O inverso: O ataque rápido pode ser uma arma assustadora, pois força a outra pessoa a reagir sem tempo para pensar ou planear. Sem tempo para pensar, as pessoas cometem erros de julgamento, e colocam-se na defensiva. Esta tática é o oposto de espera e colocar o isco, mas tem a mesma função: faz o seu inimigo reagir segundo os seus próprios erros. Se tiver o seu tempo a favor, e souber que está em pé de igualdade com os seus inimigos, então esgote a força dos seus adversários fazendo-os vir até ai. Se o tempo não estiver a seu favor – os seus inimigos são mais fracos e a espera só lhes dará oportunidade de se recuperar – não lhes dê essa oportunidade.

Lei #9 - Vença pelas suas atitudes, não discuta

Qualquer trunfo momentâneo que se tenha alcançado através da discussão é, efetivamente, uma vitória de Pirro: o ressentimento e a má vontade que se desperta são mais fortes e permanentes do que qualquer mudança momentânea de opinião. É muito mais eficaz fazer os outros concordarem connosco através das nossas atitudes, sem dizer uma palavra. Demonstre, não explique.

O inverso: O argumento verbal tem uma utilidade vital na esfera do poder: distrair e ocultar os seus passos quando pratica a dissimulação ou for apanhado a mentir. Nestes casos, ganha mais a argumentar com toda a convicção possível. Leve a outra pessoa a uma discussão para distraí-la dos seus movimentos dissimulados. Quando for apanhado a mentir, quanto mais emocionado e seguro parecer, menor a probabilidade de parecer que está a mentir.

Lei #10 - Contágio: evite o infeliz e o azarado

A miséria alheira pode matar-nos – estados emocionais são tão contagiosos quanto as doenças. Podemos achar ou pensar que estamos a ajudar o homem que se afoga mas sós estamos a precipitar a nosso próprio desastre. Os infelizes às vezes provocam a própria infelicidade; vão provocar a sua também. Associe-se, ao contrário, aos felizes e afortunados.

O inverso: Esta lei não aceita o inverso. A sua aplicação é universal. Nada se lucra por se associar com quem o pode contagiar com a sua miséria; só se obtém poder e sorte ao associar-se aos afortunados.