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The Daily Habit

Diário de produtividade pessoal

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As 48 Leis do Poder de Robert Greene, Resumo do Livro - As minhas notas, Parte 4 de 5

Livro as Leis do Poder Greene

ATUALIZADO a 09/03/2020: Para uma informação mais completa do trabalho de Robert Greene, consulte o novo blogue 48-leis-do-poder-blogs.sapo.pt, com o resumo alargado do livro.

Esta é a parte 4 das minhas notas do livro As 48 Leis do Poder de Robert Greene, onde irei transcrever os pontos que considero mais relevantes das leis 31 a 40. De referir que em grande parte das leis pode aplicar-se o inverso, e dependendo do contexto.

Este livro contém algumas instruções pouco convencionais, e pode ser suscetível aos mais sensíveis. No entanto revela a verdade nua e crua de como se move o mundo do poder e dos que ambicionam lá chegar.

As 48 Leis do Poder - Parte 1 - Leis 1 a 10
As 48 Leis do Poder - Parte 2 - Leis 11 a 20
As 48 Leis do Poder - Parte 3 - Leis 21 a 30
As 48 Leis do Poder - Parte 4 - Leis 31 a 40
As 48 Leis do Poder - Parte 5 - Leis 41 a 48

#31 – Controle as opções: quem dá as cartas é você

As melhores trapaças são as que parecem dar ao outro interveniente uma opção: as suas vítimas pensam que detêm o controlo da situação mas na verdade, são marionetas. Dê às pessoas opções que resultem sempre como favoráveis para si. Force-as a escolher entre o menor de dois males, ambos servem o sei objetivo. Coloque-as num dilema: não terão escapatória.

O inverso: o controlo das opções têm um só propósito: despistá-lo como agente do poder e punição. A tática funcional melhor, portanto, com aqueles cujo poder é frágil, que são incapazes de agir abertamente sem despertar suspeitas, ressentimento e raiva, Até como regra geral, raramente, é sensato ser visto a exercer o poder de forma direta e prepotente, não importa o quanto seja seguro ou importante. Por outro lado, ao limitar as opções dos outros, por vezes, limitamos as nossas. Um banqueiro do século XIX, James Rothschild, gostava deste método: sabia que se tentasse controlar os movimentos dos adversários perderia a oportunidades de observar as suas estratégias e planear uma ação mais eficaz.

#32 – Desperte a fantasia das pessoas

Em geral evita-se a verdade porque ela é feia e desagradável. Não apele para o que é verdadeiro ou real se não estiver preparado para enfrentar a raiva que vem com o desencanto. A vida é tão dura e angustiante que as pessoas capazes de criar romances ou invocar fantasias são como oásis no meio do deserto: todos correm até lá. Há um enorme poder em despertar a fantasia das pessoas.

O inverso: se há poder em despertar as fantasias das massas, também existem riscos. A fantasia, em geral, tem uma componente de jogo – o público percebe mais ou menos que está a ser enganado, mesmo assim alimenta o sonho, diverte-se e aprecia o afastamento temporário da rotina que lhe proporciona. Portanto, não exagere – não se aproxime demais do ponto onde se espera que se produza resultados. Esse lugar pode ser extremamente arriscado. Não cometa, jamais, o erro de pensar que a fantasia é sempre fantástica. Sem dúvida, contrasta com a realidade, mas a própria realidade é as vezes tão teatral e estilizada que a fantasia torna-se um desejo por coisas simples. A imagem que Abraham Lincoln criou para i mesmo, por exemplo como um simples advogado provinciano barbudo, fez dele o presidente do povo. Se jogar com esta fantasia, deve também ter o cuidado de cultivar o distanciamento e não deixar que a sua personagem “plebeia” se torne familiar demais, ou não se projetará como fantasia.

#33 – Descubra o ponto fraco de cada um

Todos nós tempos um ponto fraco, uma fenda no muro do castelo. Esta fraqueza, regra geral, é uma insegurança, uma emoção ou necessidade incontrolável; pode também ser um pequeno prazer secreto. Seja como for, uma vez encontrado esse ponto nevrálgico, é aí que se deve apertar.

O inverso: tirar proveito da fraqueza alheira tem um grande risco: pode desencadear uma ação que não conseguirá controlar. Quanto mais emocional for a fraqueza, maior o potencial de risco. Conheça os limites deste jogo, portanto, e não se deixe entusiasmar pelo controlo que tem sobre as suas vítimas. Quer o poder, e não a emoção do controlo.

#34 – Seja aristocrático na sua própria forma; aja como um rei para ser tratado como tal

A forma como cada um se comporta, em geral, determina a forma como somos tratados: a longo prazo, aparentando ser vulgar ou comum, fará com que as pessoas nos desrespeitem. Um rei respeita-se a si próprio e inspira nos outros o mesmo sentimento. Agindo com realeza e confiança nos seus poderes, revela-se como estando destinado a usar uma coroa.

O inverso: a ideia por detrás da aparência de segurança aristocrática é distinguir-se dos outros, mas o exagero será a sua ruína. Não cometa o erro de pensar que se vai distinguir por humilhar os outros. Também não é uma boa ideia ficar muito acima da multidão – torna-se um alvo fácil. E há momentos em que uma pose aristocrática é, eminentemente, perigosa. Compreenda: irradie autoconfiança, não arrogância ou desdém. Finalmente, é verdade que Às vezes adquirimos um certo poder afetando uma espécie de vulgaridade grosseira, cujo exagero acaba por ser divertido. Mas À medida que sai vitorioso, porque ultrapassa os limites, distinguindo-se dos outros por parecer ainda mais vulgar do que eles, este jogo torna-se perigoso: haverá sempre alguém mais vulgar, e facilmente, irá ser substituído por alguém mais jovem e pior.

#35 – Domine a arte de saber qual o tempo certo

Nunca demonstre estar com pressa – a pressa trai a falta de controlo de si mesmo e do tempo. Mostre-se sempre paciente, como se soubesse que tudo irá ter até si. Torne-se um detetive do momento certo; fareje o espírito dos tempos, as tendências que o levarão ao poder. Aprenda a esperar quando ainda não é a altura indicada e ataca ferozmente quando o momento for propício.

O inverso: não se obtém poder ao afrouxar as rédeas e adaptando-se ao que vier com o tempo. Até certo ponto, deve guiar o tempo, ou será impiedosamente a sai vítima. Por conseguinte, não há inverso para esta lei.

#36 – Despreze o que não puder ter: ignorar é a melhor vingança

Ao reconhecer um problema banal, dá-se-lhe existência e credibilidade. Quanto mais atenção der a um inimigo, mais forte você o torna: e um pequeno erro às vezes torna-se pior e mais visível se o tentarmos emendar. Às vezes, é melhor deixar as coisas como estão. Se existe algo que queremos, mas que não podemos ter, devemos mostrar desprezo. Quanto menos interesse se revelar, mais superior vamos parecer.

O inverso: enquanto mostra publicamente o seu desprezo também ter atenção ao problema, regulando o seu estado e garantindo que desapareça. Desenvolva a habilidade de perceber os problemas pequenos e cuide deles antes que se tornem intratáveis. Aprenda a distinguir entre o potencialmente desastroso e o levemente irritante, o incómodo que vai desaparecer sozinho. Em qualquer dos casos, não desvie a atenção. Enquanto estiver vivo, pode ficar latente e inflamar-se de uma hora para a outra.

#37 – Crie espetáculos atraentes

Imagens surpreendentes e grandes gestos simbólicos criam uma aura de poder – todos reagem a estes eventos. Encene espetáculos para os que o cercam, repletos de elementos visuais interessantes e símbolos radiantes que realcem a sua presença. Deslumbrados com as aparências, ninguém notará o que realmente estamos a fazer.

O inverso: é impossível obter o poder quando se ignoram as imagens e os símbolos. O inverso desta lei não existe.

#38 - Pense como quiser, mas comporte-se como os outros

Se evidenciar demasiado que é contrário às tendências da época, ao ostentar as suas ideias pouco convencionais e modos não ortodoxos, os demais irão julgar que pretende chamar apenas a atenção. Encontrarão uma forma de o castigar por fazê-los sentir inferiores. É muito mais seguro juntar-se aos restantes e desenvolver um toque comum. Compartilhe a sua originalidade só com amigos tolerantes e com aqueles que certamente apreciarão a sua singularidade.

O inverso: Só vale a pena distinguir-se dos outros quando já se distinguiu – quando já alcançou uma posição inabalável de poder, e pode exibir a sua diferença como um sinal de distância entre si e os outros. A verdade é que para quem chega ao auge do poder seria bom afetar pelo menos um traço em comum, pois em algum momento o apoio popular pode ser necessário. Finalmente, há sempre um lugar para o provocador, aquele que desafia com sucesso os costumes e goza de que já está ultrapassado numa cultura.

#39 – Agite as águas para atrair os peixes

Raiva e reações emocionais são contraproducentes do ponto de vida estratégico. É necessário que se mantenha calmo e objetivo. Contudo, se conseguir irritar o inimigo sem perder a calma, adquire uma inegável vantagem. Desequilibre o inimigo: descubra uma brecha na sua vaidade para confundi-lo e ficará no comando.

O inverso: é preciso ter cuidado quando se joga com as emoções das pessoas. Estude o inimigo antes: é melhor deixar alguns peixes no fundo do lago. Escolha bem a quem vai lançar o seu isco, e não excite os tubarões. Finalmente, às vezes explodir de raiva na hora oportuna pode-lhe fazer bem, mas deve ser uma raiva produzida e controlado por si mesmo. Encenadas de propósito ou não, se as suas explosões forem muito frequentes acabam por perder o efeito.

#40 – Despreze o que vier de graça

O que é oferecido de graça é perigoso – em geral, funciona como um ardil ou tem uma obrigação oculta. Se tem valor, vale a pena pagar. Ao pagar, não adquire problemas de gratidão e culpa. Também é prudente pagar o valor integral – com a excelência não se economiza. Seja pródigo com o seu dinheiro e mantenha-o a circular pois a generosidade é um sinal e um íman para o poder.

O inverso: esta lei oferece grandes oportunidades para fraudes e artimanhas, se a aplicar ao inverso. Seduzir com a ideia de ganhar alguma coisa é a arma do trapaceiro. A lição é simples: ao enganar as pessoas, use como isco a possibilidade de dinheiro fácil. As pessoas, são, essencialmente, preguiçosas e preferem que o dinheiro lhes caia no colo a ter de trabalhar. Por uma pequena quantia, venda-lhes conselhos com ficar milionário e essa pequena quantia transformar-se-á numa fortuna depois de multiplicada por milhares de otários. Seduza as pessoas com a perspetiva do dinheiro fácil e terá espaço para continuar a praticar as suas fraudes, visto que a ganância é tão forte que as suas vítimas não se aperceberão de nada.