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The Daily Habit

Diário de produtividade pessoal

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Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas de Dale Carnegie, Resumo do Livro - As minhas Notas, Parte Um

Carnegie, Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas

Última edição em 05/04/2019

Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas de Dale Carnegie é um dos livros clássicos e mais influentes de sempre no desenvolvimento pessoal. A primeira edição foi publicada em 1936, continuando ainda hoje no topo de vendas.

Trata-se de um excelente livro para aprender a lidar com as pessoas, perceber os seus comportamentos e atuar com base na psicologia de cada um. Talvez este seja um dos segredos do livro continuar a ser um best seller, porque o desenvolvimento tecnológico tem sido vertiginoso nas últimas décadas, mas a base social e comportamental das pessoas mudou pouco ou nada.

É um livro extenso, com muita informação útil, com as minhas notas e o resumo do livro desenvolvido em quatro partes.

Como Fazer Amigos e Inluenciar Pessoas - Parte 1
Como Fazer Amigos e Inluenciar Pessoas - Parte 2
Como Fazer Amigos e Inluenciar Pessoas - Parte 3
Como Fazer Amigos e Inluenciar Pessoas - Parte 4

Porque foi escrito este livro?

Através de um estudo realizado sobre a alçada da Carnegie Foundation for the Advancement of Teaching, demonstrou-se que lidar com as pessoas é a maior dificuldade no mundo empresarial. Mesmo num trabalho técnico, cerca de 15 por cento do sucesso financeiro das pessoas se deve aos conhecimentos técnicos, e 85 por cento a competências de engenharia humana – a personalidade e a capacidade para liderar pessoas.

É possível, por exemplo, contratar apenas capacidades técnicas em engenharia, contabilidade, arquitetura ou qualquer outra profissão com salários nominais. Mas a pessoa que possui os conhecimentos técnicos e a capacidade de expressar ideias, assumir a liderança e provocar entusiasmo nas pessoas irá ter uma vantagem para poder obter melhores compensações financeiras.

PARTE I – TÉCNICAS FUNDAMENTAIS PARA LIDAR COM PESSOAS

1 Não critique, não condene, não se queixe.

A crítica é fútil porque coloca as pessoas na defensiva e faz com que lutem para se justificar. A crítica é perigosa, porque fere o orgulho das pessoas, atinge o seu autoestima e desperta ressentimentos.

A pessoa que vamos repreender e condenar vai provavelmente condenar e justificar-se por sua vez. Se gostaria de mudar, melhorar ou disciplinar alguma pessoa comece por si mesmo, que é muito mais eficaz e provoca menos danos.

Se quiser provocar ressentimentos futuros que possam perdurar, bastará lançar críticas mordazes, mesmo que nos pareçam totalmente justificadas. Quando lidamos com as pessoas, não podemos esquecer que não estamos a lidar com criaturas lógicas. Estamos a lidar com criaturas emocionais eriçadas de preconceitos e motivadas pelo orgulho e pela vaidade.

Em vez de condenar as pessoas devemos tentar percebe-las.

2 Dê uma apreciação honesta e sincera.

A forma de fazer com que alguém faça alguma coisa é fazer com que a pessoa queira fazê-lo e dando-lhe aquilo que deseja.

A maior parte dos desejos das pessoas incluem: saúde e preservação da vida, alimentos, descanso, dinheiro e aquilo que pode comprar, vida no além, gratificação sexual, o bem-estar dos filhos e uma sensação de importância.

Quase todos estes desejos são geralmente preenchidos numa maior ou menor escala. Um deles, quase tão primário como o desejo de descanso ou alimentos, é raramente alcançado que é o desejo da grandeza ou de ser importante.

Existe um milagre que podemos oferecer às pessoas sobre a forma de reconhecimento. Charles Schwab, um dos grandes líderes contratado pelo milionário do aço Andrew Carnegie para a gestão do seu império, disse que a capacidade para despertar o entusiasmo na sua equipa era o ativo mais importante ao seu dispor. Fazia-o através do reconhecimento e encorajamento de forma a fomentar o melhor em cada indivíduo.

Por exemplo, consideramos tantas vezes os nossos cônjuges como dados adquiridos que nunca lhes dizemos como os apreciamos.

Existe no entanto uma diferença entre o apreço e adulação, cuja diferença é que a primeira é sincera, e a última não.

Quando não estamos concentrados num problema específico, acabamos por passar 95 por cento do nosso tempo a pensar em nós mesmos. Mas se pararmos de pensar sobre nós durante uns momentos, e começarmos a pensar nos pontos positivos da outra pessoa, não teremos de recorrer a uma bajulação tão reles e falsa que se possa identificar antes mesmo de sair da nossa boca.

Tente deixar um rasto amigável de faíscas de gratidão por onde passa. Tente descobrir os pontos positivos nos outros. E depois esqueçamos a lisonja: Mostre um apreço honesto e sincero. Seja genuíno na sua aprovação e generoso nos seus elogios.

3 Desperte na outra pessoa um desejo ardente.

A única forma de possível de influenciar outras pessoas é falar daquilo que elas querem e mostrar-lhes como o podem obter.

Henry Ford disse que um dos segredos do sucesso é a capacidade de perceber o ponto de vista do outro e ver as coisas tanto nessa perspetiva como da nossa.

O mundo está cheio de pessoas que procuram o seu bem-estar e oportunidades pessoais. O indivíduo raro que tenta altruisticamente ajudar os outros, tem vantagens enormes. Numa negociação ambas as partes devem sair vencedoras.

O autor William Winter disse uma vez que a autoexpressão é uma necessidade dominante da natureza humana. Quando temos uma ideia brilhante, em vez de afirmar que é nossa, devemos deixar os outros cozinhar e apurar as ideias sozinhas. Pensarão então que as ideias foram deles estando mais aptos a aceitá-las.

Termina assim a parte um das minhas notas e resumo do livro Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas de Dale Carnegie.