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The Daily Habit

Diário de produtividade pessoal

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O Fim das Coisas

Embrulos e papel antigo

A nossa vida está tão cheia de coisas, que para dar espaço ao novo, tem de se dar fim ao velho.

A melhor forma de saber o que é “descartável”, é perguntar se cumpre para a concretização dos nossos objetivos ou melhora a nossa qualidade de vida.

Neste seguimento, tomei duas decisões maiores nas últimas semanas: encerrar definitivamente a conta no Facebook e fazer uma pausa na Toastmasters.

Encerrar o Facebook

Já tinha tomado a decisão de fechar a conta no Facebook à cerca de um ano. Desde então, tenho vindo a apagar toda a minha atividade e fotografias (uma tarefa que a rede social torna muito morosa), até ser removida a maior parte da informação, pois nunca é possível retirar tudo a 100%.

Finalmente cliquei no botão de encerramento de conta, sendo que o Facebook ainda diz que tenho 30 dias para recuperar a mesma. Este passo poderá ser útil para os mais indecisos, se mudarem de ideias!

Fazer uma pausa na Toastmasters

A Toastmasters é uma organização internacional com clubes organizados por todo o país e com origem nos Estados Unidos. O objetivo é praticar a arte de falar em público, num ambiente de apoio mútuo em que não existem formadores. Os membros aprendem uns com os outros.

Fazia parte desta organização há vários anos, pelo que já retirei todos os benefícios necessários, principalmente sentir-me confortável perante uma plateia.

Considerações finais

Atualmente, o Facebook e a Toastmasters não estavam a contribuir para os meus objetivos nem para melhorar a minha qualidade de vida, pelo que a decisão foi refletida. Encerrei toda a minha atividade nestes dois meios para dar espaço a novas coisas.

Termino o artigo com o poema “O Fim das Coisas” do poeta brasileiro Augusto dos Anjos (1884 – 1914).

Pode o homem bruto, adstrito à ciência grave,

Arrancar, num triunfo surpreendente,

Das profundezas do Subconsciente

O milagre estupendo da aeronave!

 

Rasgue os broncos basaltos negros, cave,

Sôfrego, o solo sáxeo; e, na ânsia ardente

De perscrutar o íntimo do orbe, invente

A lâmpada aflogística de Davi!

 

Em vão! Contra o poder criador do Sonho

O Fim das Coisas mostra-se medonho,

Como o desaguadouro atro de um rio...

 

E quando, ao cabo do último milênio,

A humanidade vai pesar seu gênio

Encontra o mundo, que ela encheu, vazio!

Publicado no livro Eu: poesias completas (1920). Poema integrante da série Outras Poesias.