Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

The Daily Habit

Diário de produtividade pessoal

The Daily Habit

Diário de produtividade pessoal

Incompetência Seletiva

Cara de homem pensativa

Não são os mais competentes que são promovidos ou chegam mais longe, mas sim os mais espertos e que sabem exercer as leis do poder e influência para atingir os seus objetivos.

A competência acaba por ser um obstáculo na subida da escada corporativa. A solução é o que chamo de incompetência seletiva.

As pessoas no geral têm receio da mudança, e os dirigentes das nossas organizações não são imunes a esta característica humana. Se demonstrar muita competência em determinada área técnica, muito dificilmente alguém o irá promover porque em “equipa vencedora não se mexe”.

Ao demonstrar muita competência, os seus superiores também poderão considerar que uma promoção poderá dar-lhe mais visibilidade. Isto pode ser visto como uma ameaça, não possa alguém pensar que algum dia irá substitui-la.

Se for muito bom naquilo que faz, as pessoas continuarão a dar-lhe mais trabalho pois sabem que irá resolver. Isto tem um efeito bola de neve, com cada vez mais serviço.

Ao manter-se ocupado a ser o melhor tecnicamente naquilo que faz, irá perder a visão global sobre a envolvência da sua organização e também fora, não tendo acesso às melhores oportunidades profissionais que advém do contacto direto com os elementos decisores. Não conseguirá desenvolver outras atividades que podem fazer a diferença na sua carreira, como o networking e a promoção pessoal.

A incompetência seletiva não significa que deixemos de ser competentes, até porque incorríamos no risco do despedimento. Aqui, o equilíbrio é essencial, manter as atividades essenciais para a entidade patronal não ter nada a apontar, e ao mesmo tempo não representar uma ameaça às chefias.

Com o tempo que ganha sendo um incompetente seletivo, poderá desenvolver uma estratégia para chegar mais longe, nunca se sabe quando poderá ter sorte. Afinal existe sempre outra pessoa que poderá ocupar o seu antigo lugar fazendo igual ou melhor o seu trabalho.

Dilemas de uma Carreira Profissional

Pessoas a andar, pernas desfocado

Como muitos portugueses tirei uma licenciatura na expetativa de ter um futuro melhor, tendo trabalhado sempre na mesma área profissional depois de concluir o curso. Recentemente adicionei um mestrado à minha formação, e pelo meio concluí uma pós-graduação.

Tanto a licenciatura como o mestrado são na mesma área, enquanto a pós-graduação é mais genérica na área da gestão. Tecnicamente tenho todas as competências necessárias à execução de um excelente serviço além de ter uma experiência vasta.

O próximo passo na minha carreira passa inevitavelmente por ser reconhecido numa função de direção num cargo perto do topo. No entanto, e sabendo disto, nunca estabeleci verdadeiramente como objetivo concorrer ou procurar ativamente um cargo deste tipo.

Penso que um dos motivos, é o facto do meu trabalho envolver lidar com muitos indivíduos, cada um com a sua própria agenda, o que leva inevitavelmente à gestão de conflitos. Estes conflitos aliados à minha personalidade e natureza ansiosa têm historicamente causado períodos de grande cansaço/esgotamento. Subir na escada corporativa requer uma determinada aptidão e gosto por jogar com as leis do poder.

Outro dos motivos é que sempre preferi desenvolver atividades paralelas, como o yoga ou o investimento na bolsa, que me ocupassem o tempo e a energia em detrimento de evoluir na carreira para o qual estudei. Atividades inerentemente mais para um introvertido do que para um extrovertido.

O que pensamos quando escolhemos um curso e a realidade da vida profissional são bem diferentes, havendo a necessidade de uma adaptação contínua se queremos manter a sanidade mental e evoluir seja em que sentido for. Isto é o dilema de uma carreira profissional.

Aplicar as Leis do Poder: Planear até ao Fim

As 48 Leis do Poder de Robert Greene trazem importantes lições para a vida para os que não tiveram a hipótese de ter uma boa educação num mundo em que vencem os “espertos”, e não necessariamente os mais competentes ou mais capazes.

Neste artigo quero escrever sobre a importância do planeamento na vida profissional, transposto a lei n.º 29 “planeie até ao fim”. Greene refere na sua obra que muitas das leis têm exceções, mas quanto à necessidade de planear, é perentório a dizer que não existem exceções à lei.

Em retrospetiva, penso que um dos grandes impedimentos à minha evolução profissional, e também a de muitas outras pessoas é:

1) Não ter um objetivo claro a atingir e;
2) Planear até ao fim para concretizar o objetivo.

Um objetivo sem um plano é como um sonho. O plano é o que materializa o objetivo, com a descrição da estratégia e táticas a empregar.

Uma das dificuldades em criar um plano no início de qualquer empreendimento, é que se está na posse de todos os dados. Um plano é, pois, algo que está em atualização regular à medida que vamos avançando e ganhando experiência e novos conhecimentos.

O mais difícil é começar, e o primeiro plano será possivelmente diferente, senão totalmente diferente do plano final que nos levará à vitória e concretização dos nossos objetivos.

Devemos acima de tudo fazer um esforço no início para “planear até ao fim”, desenhando um mapa de onde estamos até onde pretendemos chegar. Quem sabe o que nos reserva?

Aplicar as Leis do Poder - Iteração com a Chefia

Na última revisão dos meus objetivos anuais ficou definido que iria escrever e publicar um artigo semanalmente aplicando um caso prático baseado nas 48 leis do poder de Robert Greene.

Pois bem, hoje é o dia em que inicio este hábito semanal, descrevendo uma iteração recente que tive com o meu superior.

A iteração com o superior

Esta manhã o meu chefe ligou-me a questionar um email que tinha enviado no dia anterior. Uma vez que considerava injusta a acusação, respondi nervosamente transmitindo o meu ponto de vista, quebrando a lei n.º 9 “Não discuta. Demonstre”. No meio da conversa comecei a falar que tinha muitas habilitações para a função quebrando a lei n.º 30 “Pareça com seja fácil e não se gabe”.

A perspetiva dos colegas

Mais tarde acabei por conversar com uns colegas próximos sobre este episódio. Um dos colegas transmitiu-me de que o meu superior poderia estar a utilizar um dos meus pontos fracos, com a provocação para me destabilizar, utilizando deste modo ele próprio a lei n.º 33 “Utilize a fraqueza dos outros”.

Outro colega disse-me que como profissionalmente era difícil apontar-me alguma coisa, pelo que o meu chefe poderia estar a arranjar um motivo qualquer para apontar. Talvez com a minha performance e produtividade crie alguma inveja e mau estar superior. Isto quebra a leis n.º 46 “Não provoque a inveja” e n.º 1 “Não se sobreponha ao mestre”.

Nesta iteração estão incluídas 5 leis do poder, 4 das quais quebrei, e outra que o meu superior possivelmente usou contra mim aproveitando-se das minhas fraquezas.

A dificuldade em aplicar as leis no momento

Torna-se muito difícil estar atendo e usar todas estas leis, especialmente no momento em que se quer uma reação rápida. No entanto estar atento a este facto é o primeiro passo. O segundo passo é desenvolver o mindfulness da comunicação que é outro dos meus objetivos, e que está relacionado com o mindfulness da respiração. Ao concentrar-me na respiração quando comunico irei provavelmente ouvir melhor e criar uma maior contenção no que digo, além de evitar reações emocionais desproporcionadas.

Checklist de hábitos diários

É tempo de conectar com a checklist de hábitos diários.

Cheklist hábitos diários

 

 

Como Ser Promovido: Parte 2

Na parte 1 desta série de artigos escrevi sobre a importância dos objetivos profissionais, as características comportamentais de sucesso e a necessidade de darmos o primeiro passo para obter uma promoção no trabalho.

Neste artigo vou desenvolver as características comportamentais essenciais para progredir numa organização, nomeadamente ao conhecer os temas ou padrões comuns àqueles que já conseguiram uma promoção na organização ou empresa em que trabalhamos.

Utilização de um caso prático

Irei utilizar um caso prático da minha organização identificando as características daqueles que obtiveram sucesso na nomeação para um cargo superior. Muito possivelmente, noutras organizações ou empresas,  todas ou grande parte destas características também se aplicam..

1. Competência

Para obter uma promoção é essencial ser tecnicamente competente naquilo que faz. Não é preciso ser nenhum Einstein, mas é preciso ter algum domínio e conhecimentos profissionais, e dar resposta às solicitações em tempo útil.

2. Comunicação

Saber comunicar e manter uma postura positiva independentemente do que aconteça é fundamental. Quando as coisas não correm como esperado ou pareçe que o mundo está a acabar, é uma boa altura para testar este ponto, respondendo de uma forma ponderada e mantendo uma tranquilidade aparente.

3. Presença

Os elementos decisores têm de saber que “estamos vivos”, sendo extremamente importante encontrar formas criativas de ser notado. O contacto pessoal é fundamental para criar uma relação de confiança.

4. Estratégia

Os lugares de topo têm concorrência. Os colegas querem-nos passar a perna e os chefes fazem de tudo para manter os seus lugares. É aqui que entra uma boa estratégia com a definição de táticas que nos possam levar ao objetivo da promoção.

Ao conhecermos os padrões comuns daqueles que foram promovidos dentro das nossas organizações ou empresas, já sabemos o que temos de fazer para subir na escada corporativa. Entre as características comportamentais mais importantes encontram-se a competência, comunicação, presença e estratégia.

Na parte 3 deste artigo irei desenvolver o atributo da presença, e de como podemos ser notados para termos a hipótese de um elemento decisor nos nomear para um cargo acima na hierarquia.

Como Ser Promovido: Parte 1

Tenho a felicidade de ter um emprego com qualidade de vida: perto de casa, horário decente, na minha área profissional, uma grande organização e com os desafios necessários para me sentir motivado. Tem de existir um senão, que é o salário estagnado à longos anos, sem grandes perspetivas de melhoria.

Em relação aos rendimentos profissionais, decidi dedicar-me arduamente ao investimento ativo nos mercados financeiros, na expetativa de poder obter um o melhor retorno possível das minhas poupanças.

A importância dos objetivos profissionais

Embora sendo extremamente difícil subir na escada corporativa dentro da minha organização, é importante manter objetivos, já que decido manter-me no posto de trabalho atual. Um dos objetivos passa por conseguir um aumento do vencimento, por mais pouco que seja, e isto passar obrigatoriamente por uma evolução na carreira.

De qualquer forma, para uma evolução significativa em qualquer área, seja financeira ou profissional, é preciso um forte desejo de mudança, uma boa estratégia, muita dedicação e um pouco de sorte. Caso contrário, arranjamos mil e uma desculpas e ficamos acomodados, porque o sucesso requer esforço, salvo raras exceções.

Características comportamentais de sucesso

Coloquei-me a pesquisar o que era necessário para ser ser promovido, e dentro das principais recomendações que consultei encontram-se (1) tomar atenção aos colegas que  são promovidos observando os seus padrões e comportamentos e (2) ser noticiado pelos principais elementos decisores (ver os artigos da Forbes e TopResume).

  1. Existem temas ou padrões comuns a todos aqueles que conseguem uma promoção, como traços de personalidade, hábitos ou conquistas, e que nos podem dar pistas do que precisamos fazer.
  2. Quanto a ser noticiado, cada organização tem a sua melhor forma de isto acontecer, sendo mais uma arte do que uma ciência.

Depende de darmos o primeiro passo

No final, é quem decide que aponta os colaboradores a serem promovidos , mas compete a cada um demonstrar primeiro o seu interesse.

Na segunda parte deste artigo irei descrever um caso prático de como descobrir e desenvolver os padrões comuns daqueles que conseguem uma promoção dentro da organização ou empresa.

Manter a Calma e Racionalidade num Ambiente Hostil

Uma das leis do poder de Robert Greene é vencer pelas atitudes e não discutir, enquanto um dos princípios de Dale Carnegie é não criticar, não condenar e não se queixar.

Em retrospetiva, penso que fui bastante prejudicado na minha carreira por não obedecer a esta lei e princípio. Em vez de jogar o jogo do poder, deixo que as ações das outras pessoas “fervilharem” na minha cabeça, causando um aumento súbito da ansiedade.

O resultado é uma resposta desadequada, que embora ajude a proteger o meu ego e aliviar o stress no momento, a longo prazo é uma estratégia que se vira contra mim.

Poderei ter razão em relação às ações dos outros, que poderão não ser as mais corretas, mas a minha reação acaba por dar aos meus oponentes factos que poderão utilizar no futuro contra mim.

Aliás, esta é uma das leis do poder, agitar as águas para atrair o peixe, em que descreve que raiva e reações emocionais são contraproducentes do ponto de vista estratégicos, e que se conseguirmos irritar o inimigo sem perder a calma, adquire-se uma enorme vantagem.

Se vou seguir ou não estas leis e princípios no futuro, e se quero progredir na minha carreira profissional, não existe outra alternativa senão seguir as mesmas. Poderei por exemplo, e nos dias em que os outros “agitam as minhas águas”, deixar as decisões para o dia seguinte, onde já consigo olhar mais racionalmente para a situação em questão, evitando reações imediatas.

Mesmo que não pretenda progredir profissionalmente, é uma questão de respeito, e dos outros não abusarem das suas posições.

19 Ideias Para Um Diário Profissional

O blog @Work: a career blog recomenda aos profissionais manterem um diário como forma de anotarem as suas realizações, traçarem objetivos de carreira e medir o progresso.

Manter um diário de carreira irá também ajudá-lo a perceber o que sente acerca do que faz no seu trabalho. Manter um registo dos bons e maus dias por ser útil para tomar decisões de carreira. As entradas no diário podem incluir notas sobre projetos em que está a trabalhar, discórdias entre membros da equipa, aspetos financeiros, ou mesmo a necessidade de mudar de organização.

Ainda não tem a certeza sobre o pode escrever num diário profissional?. Um artigo de Randall S. Hansen no Live Career sugere as seguintes ideias:

  1. Analisar a sua situação atual.
  2. Fazer brainstorming sobre os seus objetivos de carreira de longo prazo; vendo-se daqui a 5 ou 10 anos.
  3. Estabelecer objetivos e metas de curto prazo.
  4. Desenvolver planos de ação para alcançar os seus objetivos e metas.
  5. Acompanhar o seu progresso e realizações diárias.
  6. Criar listas de tarefas para mover os seus projetos em frente.
  7. Descobrir e explorar os valores do seu local de trabalho.
  8. Escrever uma declaração de missão pessoal.
  9. Preparar uma análise SWOT (forças, fraquezas, oportunidades, ameaças)
  10. Anotar informações chave, como contatos de rede, entrevistas informativas, realizações, resultados de entrevistas de emprego, etc.
  11. Expressar reações pessoais ao sucesso e fracasso no trabalho e na carreira
  12. Escrever e melhorar cartas de apresentação, currículos, cartas de agradecimento, etc.
  13. Praticar perguntas e respostas de entrevistas de emprego.
  14. Recolher informações sobre pesquisas salariais.
  15. Desenvolver planos para alcançar uma promoção.
  16. Encontrar estratégias para obter um aumento salarial, um bónus ou outras compensações e benefícios.
  17. Preparar as revisões de desempenho no trabalho
  18. Fazer relações públicas dentro da organização.
  19. Explorar qual a educação ou formação que poderá ajudar a acelerar na sua carreira.

Um diário pode ser um local para explorar ideias para o futuro: artigos que pretenda escrever, planos de carreira, talvez até começar um negócio. Vários estudos apontam para a evidência de que pessoas que escrevem os seus objetivos, conseguem atingir mais do que aqueles que não os escrevem.

Do que está à espera para começar o seu diário profissional?

A Vergonha dos Ordenados em Portugal

De acordo com um estudo da Adecco de 2019 consultado na HR Portugal, o salário médio em Portugal é 110% inferior à média da União Europeia, só estando atrás dos países da Europa Oriental ou de Leste.

O mais preocupante ainda é a distância que separa o ordenado mínimo do ordenado médio.

Aproximação dos ordenados mínimo e médio

Em Portugal o ordenadomínimo é atualmente de 635€ para um ordenado médio de 997€. Na União Europeia, a média do salário mínimo é de 930€ para um ordenado médio de 2091€.

Isto significa que o salário médio em Portugal é 57% superior ao ordenado mínimo enquanto na União Europeia o salário médio é 224% superior ao ordenado mínimo.

No título do artigo disse que considerava este facto uma vergonha, mas ainda é mais do que isso, se pensarmos que há 20 anos atrás a diferença entre o salário mínimo e médio era semelhante ao de hoje na União Europeia, em 224%.

Classe média esquecida 

A classe média foi completamente lapidada nestes últimos anos e politicamente nada tem sido feito para inverter esta situação. Profissionais de valor em todas as áreas tem sido constantemente mal tratados e subvalorizados.

Pessoalmente sinto-me indignado, e a minha atuação individual em pouco ou nada pode mudar alguma coisa deste cenário, a menos que seja candidato a primeiro ministro, o que não irá acontecer.

Também não irei aderir a qualquer sindicato, que só atua no ordenado mínimo. As ordens profissionais e afins nada fazem. No entanto tenho de adaptar-me.

Emigrar para fora cá dentro

A minha atuação profissional em Portugal na engenharia, é como um colega meu que diz: estamos em regime de voluntariado, com as despesas mínimas de sobrevivência garantidas, e com rendimentos extra para ir ao cinema de vez em quando e pouco mais.

Continuo a trabalhar por brilho profissional, e por gostar daquilo que faço, participando em projetos relevantes, mas pouco posso esperar, pelo menos da engenharia.

Os meus rendimentos estão a deixar Portugal. Hoje, com a globalização, já não é preciso emigrar, e para os mais ambiciosos e dedicados, felizmente existem outras formas de ganhar dinheiro em países com economias mais prósperas e vivendo em Portugal ao mesmo tempo.

Vergonha dos ordenados Portugueses? Sim.
Manter os braços cruzados? Não.

 

3 Medidas que o Irão Ajudar a Lidar com um Chefe Micro Gestor

Normalmente olhamos para o lado negativo das coisas em primeiro lugar, e ter um chefe micro gestor pode ser de facto um pesadelo.

Ninguém gosta de um chefe micro gestor. Alguém que acompanha o trabalho dos seus subordinados de perto, sendo picuinhas com tudo e com nada, andando constantemente a fazer pedidos e a solicitar alterações.

Existem certas medidas que podemos tomar para lidar com um chefe micro gestor, de modo a diminuir o impacto negativo das suas ações, e evitar afetar a nossa performance e bem estar.

1. Proteja as suas emoções

A primeira medida é cuidar do nosso ego, e não dar a importância ao chefe. A sua atitude provavelmente tem a ver com a insegurança e o perfecionismo, querendo controlar tudo com medo que falhe alguma coisa. Não leve para o campo pessoal, reconhecendo a situação e protegendo as suas emoções.

2. Delegue o trabalho ao seu chefe

A segunda medida é aproveitar o trabalho do seu chefe. Este tipo de pessoas, com medo que sejam cometidos erros ou que não sejam cumpridos prazos, acabam muitas vezes por fazer o trabalho dos seus subordinados. Isto pode ser desencorajador, mas se tiver muito trabalho a fazer e o seu ego controlado, acaba por conseguir delegar parte do seu trabalho ao seu chefe, libertando o seu tempo para outras tarefas.

A delegação é uma das técnicas essenciais para uma maior produtividade pessoal. O que maioria das pessoas desconhece, é que possível aprender a delegar trabalho mesmo que não tenhamos subordinados, incluindo ao chefe.

3. Distancie-se do seu chefe

A terceira medida é criar um distanciamento saudável do seu chefe. Para isso, terá de aprender a fazer alguns "jogos de poder" sem que ninguém se aperceba da sua estratégia, especialmente o seu chefe. Inclui-se aqui não responder imediatamente a todos os emails ou solicitações, falar o mínimo possível e evitar sentar-se numa mesa de trabalho com o seu chefe, especialmente se estiver sozinho. Se o seu chefe o chamar ao gabinete, mantenha-se de pé, e sai logo que possível, mesmo que o convide para sentar.

Ao aplicar estas três medidas, irá estar no bom caminho para lidar com um chefe micro gestor e manter a sua sanidade mental. Se tentar de tudo, e mesmo assim não conseguir controlar o seu chefe, a melhor medida será solicitar para mudar de departamento, ou mesmo de empresa se a primeira opção não for possível.