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The Daily Habit

Diário de produtividade pessoal

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A Vergonha dos Ordenados em Portugal

De acordo com um estudo da Adecco de 2019 consultado na HR Portugal, o salário médio em Portugal é 110% inferior à média da União Europeia, só estando atrás dos países da Europa Oriental ou de Leste.

O mais preocupante ainda é a distância que separa o ordenado mínimo do ordenado médio.

Aproximação dos ordenados mínimo e médio

Em Portugal o ordenadomínimo é atualmente de 635€ para um ordenado médio de 997€. Na União Europeia, a média do salário mínimo é de 930€ para um ordenado médio de 2091€.

Isto significa que o salário médio em Portugal é 57% superior ao ordenado mínimo enquanto na União Europeia o salário médio é 224% superior ao ordenado mínimo.

No título do artigo disse que considerava este facto uma vergonha, mas ainda é mais do que isso, se pensarmos que há 20 anos atrás a diferença entre o salário mínimo e médio era semelhante ao de hoje na União Europeia, em 224%.

Classe média esquecida 

A classe média foi completamente lapidada nestes últimos anos e politicamente nada tem sido feito para inverter esta situação. Profissionais de valor em todas as áreas tem sido constantemente mal tratados e subvalorizados.

Pessoalmente sinto-me indignado, e a minha atuação individual em pouco ou nada pode mudar alguma coisa deste cenário, a menos que seja candidato a primeiro ministro, o que não irá acontecer.

Também não irei aderir a qualquer sindicato, que só atua no ordenado mínimo. As ordens profissionais e afins nada fazem. No entanto tenho de adaptar-me.

Emigrar para fora cá dentro

A minha atuação profissional em Portugal na engenharia, é como um colega meu que diz: estamos em regime de voluntariado, com as despesas mínimas de sobrevivência garantidas, e com rendimentos extra para ir ao cinema de vez em quando e pouco mais.

Continuo a trabalhar por brilho profissional, e por gostar daquilo que faço, participando em projetos relevantes, mas pouco posso esperar, pelo menos da engenharia.

Os meus rendimentos estão a deixar Portugal. Hoje, com a globalização, já não é preciso emigrar, e para os mais ambiciosos e dedicados, felizmente existem outras formas de ganhar dinheiro em países com economias mais prósperas e vivendo em Portugal ao mesmo tempo.

Vergonha dos ordenados Portugueses? Sim.
Manter os braços cruzados? Não.

 

200 Palavras

Nos próximos artigos vou lançar o desafio pessoal de publicar textos com 200 palavras com os conteúdos habituais de produtividade pessoal, abrangendo temáticas de gestão do tempo, hábitos, finanças pessoais e sucesso.

Normalmente escrevo artigos mais longos. Como pretendo continuar com o hábito diário da escrita, é preferível manter a consistência diária de publicação, mesmo com artigos mais pequenos, do que falhar um dia ou outro.

Depois de vários meses em ambiente de simulação na bolsa de valores (isto é, a fazer trading de ações a "feijões”), e com os primeiros resultados positivos consistentes, esta semana dei início às negociações com dinheiro vivo em ações.

Isto aumentou a minha ansiedade (já sou uma pessoa nervosa por natureza), estando a ambientar-me à nova condição de investidor mais ativo. Estou no que é conhecida como a fórmula 1 do investimento na bolsa de valores, que é o day trading, comprando e vendendo ações no próprio dia.

Trata-se de um mercado muito especulativo, exigindo muita disciplina, uma boa estratégia e a psicologia apropriada. O trader que investe a curto prazo, como o day trading, é uma espécie de guerreiro “combatendo” com todos os outros traders institucionais e individuais espalhados um pouco por todo o globo.

O blogue The Daily Habit funciona como um bálsamo no meio da loucura diária a tentar descodificar e lucrar com a volatilidade dos mercados financeiros.

Celebrar o Sucesso!

Tenho o hábito de cultivar a humildade, e não gosto de falar gratuitamente sobre as minhas conquistas, nem aprecio que os outros o façam. No entanto também existe o outro lado, o de reconhecer o trabalho e celebrar o sucesso sempre que se justificar. Isto servirá como motivação para renovar forças e continuar a ultrapassar as inevitáveis dificuldades da vida.

O ponto de partida para qualquer empreendimento de sucesso, e de acordo com Napoleon Hill, é um "desejo ardente" em atingir determinado fim ou objetivo. Sempre achei esta afirmação algo esotérica, mas a realidade é que nada de significativo acontece sem uma grande persistência e vontade de ultrapassar todos os obstáculos, dia após dia.

Não é novidade para o leitor ou leitora que acompanha o blogue The Daily Habit, que um dos meus grandes focos é o investimento na bolsa de valores. Já escrevi a minha experiência no artigo O que Aprendi em 1 ano a Negociar na Bolsa.

Após mais de um ano de prejuízos na bolsa aprendendo numa conta de simulação (isto é, sem dinheiro real, uma das regras básicas da gestão do risco), nunca desisti, negociando ações diariamente e desenvolvendo uma estratégia. O objetivo seria logo que tivesse resultados positivos confirmados e consistentes (com o desenvolvimento de uma estratégia), passaria para uma conta real (com dinheiro vivo), e esse momento chegou.

Pelo caminho li mais de 50 livros de trading, outros tantos blogues, fiz mais de 500 negócios na bolsa (compra e venda de ações) e desenvolvi uma estratégia baseada no que é conhecida como a análise técnica dos mercados financeiros.

Nos últimos dois meses começaram a aparecer os primeiros resultados positivos e consistentes. Avalio os resultados diariamente e semanalmente. As ultimas cinco semanas foram de ganhos consecutivos, e esta última semana estou a terminar com o maior resultado de sempre, com um lucro de +11.84%.

Se me dissessem que isto era possível à um ano atrás, provavelmente não acreditaria, até porque já tinha tentado noutros tempos a "sorte na bolsa". Na altura faltava o "desejo ardente", fazer o que fosse necessário para levar um objetivo desafiante até ao fim.

Celebrar o sucesso!

Nota: Toda e qualquer informação neste artigo é apresentada com fins educacionais e informativos e não deve ser considerada como aconselhamento financeiro, legal ou de investimento.

Ganhar Poupar Investir

Filme Comer Orar Amar com Júlia Roberts

Pode-se afirmar que de um modo geral, a vida divide-se em duas arenas: 1) a arena pessoal e 2) a arena profissional e financeira.

O sucesso na arena pessoal é conseguido se tivermos as necessidades básicas preenchidas. O filme Comer Orar Amar com Julia Roberts, é uma obra inspiradora para encontrar o sentido da vida mais profundo a este nível.

Sentimo-nos satisfeitos se comermos uma comida reconfortante em boa companhia, acreditamos em algo que nos transcenda, e temos relacionamentos saudáveis dando e recebendo afetos.

O sucesso na arena profissional e financeira é mais vasto e diverso, mas pode ser simplificado com o axioma Ganhar Poupar Investir.

Ganhar: obter rendimentos com o emprego, negócios, part-time, etc.

Poupar: colocar de parte percentagem de todos os ganhos.

Investir: pôr o dinheiro que poupou a trabalhar para si, com investimentos financeiros, imobiliários, etc.

A vida profissional e financeira estão intimamente ligadas, e o sucesso de uma, irá influenciar positivamente a outra e vice-versa. Não vale a pena complicar o que é simples.

Se no entanto, compreender a filosofia é simples para o sucesso profissional e financeiro, a dedicação na implementação da estratégia certa, acompanhada de um pouco de sorte, é que distingue as pessoas bem sucedidas das outras.

Os 5 Níveis da Independência Financeira

Quando pensamos na independência financeira, à primeira vista podemos ficar confusos, porque o seu significado pode ter conotações diferentes para cada tipo de pessoa.

Por exemplo, todos reconhecemos que tanto Bill Gates com Warren Buffet atingiram a sua independência financeira. Mas quando ao resto do comum dos mortais?

Para ajudar a clarificar esta questão, irei dividir a independência financeira de um indivíduo em cinco níveis.

Nível 1 - Sobrevivente

O sobrevivente é a pessoa que infelizmente teve pouca sorte na vida, e que possivelmente depende do estado para providenciar a sua subsistência como casa ou alimento.

Nível 2 - Remediado

O remediado tem o ordenado mínimo ou perto disso, vive numa casa arrendada modesta, anda cheio de dívidas de consumo, e sempre a contar o dinheiro até ao último tostão não chegando ao final do mês.

Nível 3 - Confortável

O confortável provém da classe média (em vias de extinção), e possui um emprego mediano. Possivelmente comprou a sua própria casa, mas como não abunda em rendimentos, o seu ordenado mal dá para cobrir as despesas, poupando pouco ou nada.

Nível 4 - Muito confortável

O muito confortável teve a sorte de conseguir um bom cargo numa organização, ou é dono de um negócio de sucesso. Tem a sua casa própria com todos os confortos modernos, e possivelmente já investiu em uma ou mais casas para passar férias ou obter rendimentos. Consegue poupar parte do seu vencimento e está preparado para as incertezas do futuro.

Nível 5 - Livre

O livre é o último nível da independência financeira. Encontram-se aqui os Bill Gates, Warren Buffets e muitos outros. Estes já não precisam de trabalhar, podendo viver exclusivamente dos rendimentos dos seus negócios e investimentos. Vemos muitas vezes estas pessoas em atividades de filantropia, escolhendo os projetos em que querem participar e em que acreditam.

Conclusão

O nível 1 (sobrevivente) é o mais duro, seguido logo de seguida pelo nível 2 (remediado). O nível 3 (conforto) está em vias de extinção, à medida que o poder de compra da classe média continua a cair, ano após ano. Restam os níveis 4 e 5 (muito confortável e livre).

O nível 5 (livre) é extremamente improvável ou difícil de atingir-se, exceto ganhando o Euromilhões ou inventando a nova fórmula da Coca-Cola.

O nível 4 (muito confortável) é praticamente o único que ainda dá alguma possibilidade (por mais pequena que seja) de concretização. É no entanto um nível extremamente competitivo.

Como o célebre slogan de reflexão da RFM diz: JÁ AGORA, VALE A PENA PENSAR NISTO.

O Homem Mais Rico da Babilónia de George Clason, Resumo do Livro - As Minhas Notas

O homem mais rico da Babilónia de George Clason

Em O Homem Mais Rico da Babilónia, George Clason partilha um conjunto intemporal de princípios com o objetivo de fornecer uma visão para “os que ambicionam ter sucesso financeiro”, retratado através de contos.

As “lições” do livro visam mostrar que os segredos para a construção da riqueza são imutáveis e permanecem aplicáveis ao longo da história. Embora os conceitos abordados sejam do senso comum, estes encapsulam os fundamentos da gestão do dinheiro, que devem ser sempre recordados.

A principal lição vem de Arkad, o homem mais rico da Babilónia. A pedido do rei, Arkad trasmite as suas “curas" para a falta de dinheiro de indivíduos e sociedade, de forma a que possam colher os benefícios de um crescimento financeiro.

Lição 1 - Comece a poupar e a controlar as suas despesas

Todos sabem a importância deste princípio, tratando-se de um clássico das finanças pessoais, mas nem sempre o aplicamos da melhor forma. É recomendado economizar pelo menos 10% de todos os rendimentos obtidos, aplicando-se mesmo no caso da existência de dívidas.

O controlo das despesas é essencialmente aprender a viver dentro dos seus meios, e evitar o que Clason chama de “inflação do estilo de vida”, que significa que as nossas despesas tendem a crescer e a igualar os rendimentos, independentemente do que se ganha.

Se quiser economizar dinheiro para o seu futuro, deve começar a colocar de parte uma porção dos seus ganhos e controlar as suas despesas.

Lição 2 - Invista e faça o seu dinheiro crescer

O seu património deve ir para além dos seus rendimentos. Ponha o dinheiro a trabalhar para si, fazendo investimentos inteligentes e aproveitando os juros compostos que irão capitalizando ao longo do tempo.

Tenha atenção aos maus investimentos, recebendo conselhos apenas de pessoas que conseguiram economizar poupanças e construir riqueza. Assegure-se de que o seu capital está protegido, tem retornos de investimento razoáveis e que os pode recuperar se surgir algum imprevisto.

Clason afirma que deve fazer da sua casa um investimento, sendo preferível fazer o pagamento da hipoteca a um banco em que a casa posteriormente tornar-se-á seu património ônio, em vez de dar esse dinheiro a um senhorio. É também importante planear a reforma, para ter uma vida confortável no futuro.

Lição 3 - Melhore os seus conhecimentos e competências.

Muitas pessoas deixam de aprender cedo, enquanto outras continuam a aprender e a melhorar durante toda a sua vida.

Se está empregado ou é trabalhador por conta própria, é importante trabalhar nas competências que são valorizadas pelo mercado e tornar-se mais “empregável” com possibilidades de uma progressão salarial ou aumentar o valor dos seus serviços. Se tem uma empresa, deve investir na sua formação de modo a conseguir gerir e posicionar o seu negócio obtendo melhores retornos financeiros.

Pode recorrer a formação, ir a aulas, ganhar experiência em novas atividades ou mesmo na Internet. Hoje em dia as possibilidades são ilimitadas e seja qual for a sua escolha, defina as suas metas e comece.

Conclusão

Os conselhos sobre rendimentos e poupança apresentados podem por vezes parecer básicos e do senso comum. Talvez seja esse um dos seus principais segredos, manter a simplicidade. É de notar que trata-se de um livro inicialmente publicado em 1926, num período anterior a como vemos os bancos e mercados organizados. No entanto, os princípios enunciados são as bases de partida para umas finanças pessoais saudáveis e responsáveis em qualquer época.

Introdução aos Mercados Financeiros

Mão com caneta junto a gráficos e calculadora

Em setembro o Banco Central Europeu (BCE) voltou a descer as taxas de juro de depósito de -0,4% para -0,5%. A taxa de juro de depósito é a taxa que os bancos comerciais na zona euro recebem do BCE para depositarem o seu dinheiro. Neste caso, como a taxa é negativa, os bancos têm de pagar dinheiro nos seus depósitos.

Consequência dos juros negativos

A consequência direta dos juros negativos são os depósitos a prazo dos consumidores com juros perto do 0% de rendimento. Só não estão negativos porque que caso contrário as pessoas levantariam todo o seu dinheiro dos bancos. Por este motivo as comissões das operações bancárias continuam a aumentar, como forma de compensação por parte das entidades financeiras.

Lupa com gráfico

Alternativas de investimento

Como não compensa ter o dinheiro parado no banco, os investidores deslocaram os seus investimentos para investimentos alternativos como o imobiliário e os mercados financeiros. O resultado tem sido o aumento galopante dos preços das casas, e do período de crescimento mais longo de sempre do maior índice de ações do mundo, o índice norte-americano s&p 500, que engloba as 500 empresas mais relevantes da economia americana (análogo ao PSI20 em Portugal mas com um dimensão completamente diferente).

Os mercados financeiros são atualmente muito complexos. Nomes como opções, futuros, valores imobiliários, exchanged traded funds (ETF’s) e produtos derivados (CFD’s) fazem parte do vocabulário das praças financeiras, que pode levar a pessoa comum a desistir logo à partida de obter um maior conhecimento.

A boa notícia é que basta apenas conhecer e investir num tipo de produto para se conseguir obter um bom rendimento, pelo que no resto deste artigo, e para efeitos de simplificação, irei apenas falar sobre o mercado de ações.

Prédios com vários andares

O investimento em ações

O aumento da volatilidade de preços no mercado acionista traduz-se em novas oportunidades, mas também em novos riscos. Como pode o investidor médio aproveitar esta volatilidade a seu favor sem ficar na bancarrota?

Existem duas medidas que podem ser tomadas para colocar as probabilidades a favor do investidor. Nos mercados financeiros não existem certezas, apenas probabilidades de lucros e perdas.

Calendário

Prazo da aplicação financeira

Quando se fala no investimento em ações o prazo de aplicação é o primeiro fator a considerar. Vai-se negociar numa ação mantendo a mesma 1) dias a semanas, 2) semanas a meses ou 3) meses a anos?

A resposta a esta pergunta depende da disponibilidade que o investidor tem para acompanhar os mercados, sendo que quanto mais curto for o prazo da aplicação, maior é a necessidade de tempo para seguir as ações.

Os investidores de curto prazo também são conhecidos como traders.

Globo mundial com várias localizações

Como selecionar as melhores ações

Existem duas principais escolas de pensamento no que toca à análise das ações: a análise fundamental e a análise técnica.

Análise fundamental

A análise fundamental foca-se na informação dos relatórios de atividades das empresa e nos indicadores económicos no geral. Está análise pretende determinar o valor das empresas e comparar com o valor de mercado de forma a descobrir oportunidades de negócio. Um dos investidores mais famosos do mundo, Warren Buffet, utiliza este tipo de análise.

Análise técnica

A análise técnica foca-se no movimento dos preços, ou no estudo dos gráficos, com o objetivo de prever movimentos futuros. Está análise utiliza os preços históricos das ações desenhando padrões gráficos com o objetivo de detetar novas oportunidades de negócio. George Soros é um dos investidores mais conhecidos do mundo utilizando esta análise.

Megafone

Gestão do risco

Pela natureza incerta do mercado de ações não se pode esperar que se ganhe sempre em todos os negócios, e à semelhança do que acontece com as empresas. O sucesso dos investimentos é medido pela soma de todos os lucros e prejuízos.

A gestão do risco surge para auxiliar o investidor, com a finalidade de identificar e analisar os riscos, e criar medidas para os eliminar ou mitigar. Por exemplo, a execução de um stop loss após a compra de uma ação é uma das medidas de redução do risco, fazendo com que o investidor não perca mais do que uma quantia predeterminada.

Outra forma de redução do risco é testar a estratégia de investimento em ações numa conta simulada (isto é, sem dinheiro real), até se ganhar alguma consistência nos resultados.

Conclusão

As taxas de juro negativas do BCE conduziu a que particulares e investidores procurassem outras formas de rendimento em alternativa aos tradicionais depósitos a prazo e produtos mais conservadores. Isto conduz a um novo desafio, que é a necessidade de conhecimento deste tipo de produtos financeiros. O mercado de ações constitui para os interessados que querem dedicar tempo ao seu conhecimento, uma opção de aplicação das suas poupanças.

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Como enriquecer? Os quatro quadrantes da independência financeira de Rich Dad

Cashflow Quadrant, Rich Dad, de Robert Kiyosaki

Os ricos sempre fascinaram as pessoas. De acordo com um relatório da Oxfam consultado num artigo do Observador, 1% da população detêm 80% da riqueza mundial.

Infelizmente a maioria das pessoas nunca irá desfrutar da riqueza monetária, por mais que trabalhe ou se esforçe. Os Quatro Quadrantes de Cashflow: Guia para a Independência Financeira*, Robert Kiyosaki tenta responder à questão de porque é que alguns indivíduos são mais ricos que outros, dividindo a sociedade do trabalho em quatro tipos de pessoas:

Os quatro quadrantes da independência financeira

Empregado (E) – As pessoas que têm um emprego e trabalham por conta de outrem.

Autónomo (A) – As pessoas que trabalham por conta própria ou criaram o seu próprio emprego.

Dono (D) – As pessoas que têm uma empresa ou negócio e colocam os outros a trabalhar através de um sistema.

Investidor (I) – As pessoas que põe o dinheiro a trabalhar para elas.

Cada quadrante tem as suas vantagens e desvantagens. Além disso, a sociedade precisa de todo o tipo de indivíduos para trabalhar com eficiência.

Open Space Escritório

Quadrante 1: Empregado (E)

Lema: “Preciso de um emprego seguro e com benefícios”

Valor central: Segurança

A maioria das pessoas trabalha neste quadrante, que é provavelmente o mais difícil de enriquecer.

A razão pela qual a maioria das pessoas trabalha por conta de outrem é que são programadas desde logo cedo para fazê-lo. Certamente já ouviu o concelho tipo “Tirar boas notas e um bom curso para conseguir um bom emprego".

As escolas e universidades são concebidas para criar funcionários que vivem do seu ordenado. Para este grupo de pessoas, a segurança no emprego é mais importante que a liberdade financeira.

Homem a trabalhar sozinho em escritório

Quadrante 2: Autónomo (A)

Lema: "Para sair bem feito tem de ser eu a fazer o trabalho"

Valor central: Perfecionismo

Este grupo de pessoas criou o seu próprio emprego e fazem praticamente tudo sozinhas, pois acreditam que ninguém pode fazer o trabalho tão bem feito como elas. Trocam o tempo por dinheiro. Aqui inclui-se os trabalhadores independentes como médicos, advogados, pequenos empresários, etc.

Em comparação com os empregados, que desfrutam dos benefícios do trabalho como subsídios em caso de doença ou férias pagas, os trabalhadores independentes dependem diretamente das horas que conseguem trabalhar.

Para os trabalhadores independentes, a liberdade é mais importante que o sucesso financeiro.

Reunião de executivos

Quatrante 3: Dono (D)

Lema: “Procuro os melhores trabalhadores para a minha empresa ou negócio”

Valor central: Colocar os outros a trabalhar para si

Este é um dos melhores quadrantes para enriquecer, mas também um dos mais difíceis. Este grupo de pessoas possui um sistema para aproveitar o trabalho dos outros a seu favor.

Em comparação com os trabalhadores independentes, que não podem deixar de trabalhar para ter um vencimento regular, os empresários não precisam de trocar o seu tempo por dinheiro, pois são os proprietários do seu negócio. O negócio funciona com uma intervenção mínima do empresário.

No caso português, à exceção das empresas cotadas na bolsa e outras grandes empresas, são poucas as que conseguem sobreviver sem uma intervenção direta do dono ou donos. Este quadrante acaba por seu uma utopia para a generalidade dos portugueses, mas não menos importante que os outros quadrantes, por servir de inspiração a quem quer criar uma empresa ou negócio. Afinal muitas empresas que tiveram sucesso começaram do nada.

Apontar gráficos em folha sobre mesa

Quadrante 4: Investidor

Lema: "Procuro um bom investimento"

Valor central: Por o dinheiro a trabalhar para si

Os investidores são o quarto e o mais alto nível do quadrante da independência financeira. Para ter sucesso neste quadrante ajuda ter experiência em pelo menos um dos restantes quadrantes.

Aqui inclui-se o investimento em imobiliário, mercados financeiros, negócios, etc.

Os investidores são um dos grupos com mais liberdade, e o que os distingue é que não precisam de se envolver diretamente ou dedicam pouco tempo ao funcionamento dos seus ativos e, portanto, têm tempo disponível para outras atividades.

Termina assim a avaliação do quadrante de independência financeira segundo Robert Kiyosaki com quatro tipos de pessoas segundo a sua relação com o dinheiros.

De que lado se encontra no quadrante da independência financeira?

Se tem um emprego, é um empregado (E).

Se tem um trabalho por conta própria, é autónomo (A).

Se possui algum sistema em que outras pessoas trabalham para si, é empresário ou dono de um negócio (D).

Se põe o dinheiro a trabalhar para si, é investidor (I).

É possível ficar rico em todos os quadrantes como não ter sucesso em nenhum. Kiyosaki acredita que é mais fácil enriquecer como dono ou investidor nos quadrantes do lado direito.

A boa notícia é que não é necessário mudar inteiramente para os quadrantes do lado direito para enriquecer, podendo utilizar as combinações abaixo descritas se for empregado ou trabalhador por conta própria.

Empregado + Investidor

Autónomo + Investidor

Empregado + Dono

Tudo depende dos objetivos e personalidade de cada pessoa, pois cada quadrante tem competências e mentalidade diferentes.

Pode partilhar a sua opinião, comentando neste artigo em que quadrante ou quadrantes se encontra atualmente e nos quais gostaria de se ver no futuro.

*Tradução do título original do livro Rich Dad's Cashflow Quadrant: Guide to Financial Freedom

Texto adaptado de How to get RICH? Rich Dad’s Cashflow Quadrant Summary

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