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The Daily Habit

Diário de produtividade pessoal

The Daily Habit

Diário de produtividade pessoal

Um Mês de Junho Repleto de Atividades

Este mês está a revelar-se especialmente atarefado, com muitos compromissos e atividades assumidos, mas também existem boas notícias.

Regressei esta semana ao escritório depois de mais de dois meses em teletrabalho. Alguns projetos que tinham ficado em "banho maria" acabaram por ser retomados, ficando atualmente em mãos com o acumulado do serviço. Como nota positiva, é que um colega irá “agarrar” e continuar um grande projeto em que estava a trabalhar, libertando a minha energia para outras atividades.

Tenho também uma conferência online agendada com mais de uma dezena de palestrantes que preciso preparar durante o mês. Entre videoconferências para a gestão dos palestrantes e a preparação técnica das salas no Zoom (as reuniões online vieram para ficar e o zoom está na moda!), o trabalho está a ficar intenso. Felizmente as minhas experiência na gestão de projeto permitiu ter mais de metade dos palestrantes confirmados e a conferência está no bom caminho, o que não invalida o trabalho a realizar.

Nas finanças pessoais, e depois de 18 meses a trabalhar afincadamente numa estratégia de trading, começaram finalmente a aparecer resultados consistentes. Esta área é para continuar a desenvolver e otimizar.

Finalmente, e porque a vida não é só trabalho e dinheiro, o verão está à porta, para aproveitar a praia, retemperando energias e vitalidade. Costumo dizer que para viver num pais de sol e praias como Portugal ou outro país com bom clima, tem de se pagar esta regalia sobre a forma de ordenados baixos. É uma espécie de imposto natural sobre o bom tempo coletado na fonte.

Quatro Semanas em Teletrabalho: Novos Hábitos de Produtividade

Parece incrível que já passaram quatro semanas desde que vim para casa em teletrabalho. Os primeiros dias custaram um pouco com a adaptação à nova realidade, mas neste momento já estou “a todo o vapor”.

Felizmente estou numa atividade, que embora afetada pela pandemia do Covid-19, não sofreu reduções drásticas como o turismo e lazer. Durante este tempo em teletrabalho, constatei uma melhoria da produtividade pessoal dos profissionais com que contacto.

Reuniões mais eficazes

Sempre reduzi ao mínimo as reuniões de trabalho, pois considero a maior perda de tempo nas organizações. A generalidade das pessoas agenda reuniões porque não consegue tomar decisões sozinha, ou por ter a sensação de que estar ocupado é o mesmo que ser produtivo.

Devido à necessidade das videoconferências, que são mais cansativas do que as reuniões presenciais, os profissionais tendem a realizar menos reuniões, e quando as realizam são mais objetivos.

Menos tempo ao telefone

O telefone é um meio útil para certos esclarecimentos ou urgências. Devido à desorganização de grande parte dos profissionais, que deixam tudo para a última da hora, estes usam e abusam do telefone, que é um meio intrusivo de interromper o outro.

A pandemia modificou o conceito de urgência do trabalho para a saúde. Afinal já não existe tanta coisa urgente, e consequentemente telefona-se menos.

Maior eficiência com o email

Com menos reuniões e telefonemas, o email é agora o meio predileto de comunicação, sendo o “rei da comunicação”. Os profissionais respondem mais prontamente aos emails enviados, e criam novos emails para verem as suas situações resolvidas.

Em termos pessoais, é o meu meio preferencial de comunicação, porque desligo as notificações e tenho horas determinadas para ler e responder a mensagens, constituindo assim um canal de comunicação não intrusivo.

Conclusão

A pandemia do Covid-19 veio trazer novos hábitos de produtividade aos profissionais, com a obrigatoriedade do teletrabalho para muitas pessoas e organizações. Se em termos gerais foi disruptivo, e condicionou a atividade de muitas organizações, por outro lado, trouxe mais produtividade no trabalho com a utilização dos meios tecnológicos de uma forma mais eficaz.

Bolsa, Brevidade e Bipolaridade

Esta semana tive o dia com o maior prejuízo desde que iniciei os investimentos na bolsa de valores numa conta com dinheiro real. Isto significa que todo os ganhos realizados nas ultimas três semanas foram evaporados num único dia. Estava demasiado confiante, até inebriado, com os resultados obtidos. A ganância tomou conta, baixei a guarda, e fui alvo de uma necessária dose de humildade autoimposta pelos mercados financeiros.

No artigo 200 palavras escrevi sobre como pretendia publicar textos mais curtos e regulares em detrimento de grandes epopeias, como por exemplo o artigo Como Ficar Milionário em Portugal. Pelo contrário, muitas das minhas publicações têm mais de 600 palavras, o que está a ir contra esta filosofia da brevidade. Olho para as estatísticas do blogue e entusiasmo-me com o número de visitas, não me apercebendo que isto é viciante por si só, e à semelhança do que acontece com os likes das redes sociais.

Tinha decidido reduzir a minha atividade na Toastmasters, mas esta semana participei nos concursos de discursos do meu clube que são realizados duas vezes por ano. Existem três categorias: 1) discursos preparados, 2) discursos de improviso e 3) discursos de avaliação. Alistei-me em todas as categorias, estando em palco a falar em público com outros concorrente quase até à meia-noite. Fiquei estasiado com tanta adrenalina, como se tratasse da fase hipomaníaca de um positivismo excessivo característico da bipolaridade. O dia a seguir coincidiu com a maior perda financeira (coincidência ou não?).

Ser humilde na bolsa, breve nas minhas intenções e procurar ambientes estabilizadores.

É Cotovia ou Coruja? A Importância da Gestão da Energia na Produtividade Pessoal

Mulher a praticar meditação e yoga pela manhã ao ar livre

Hoje tentei levantar-me mais cedo que o habitual para fazer yoga logo de manhã, antes de ir para o trabalho.

Devo dizer que falhei redondamente na tentativa. Novamente, porque já por várias vezes no passado tinha tentado esta rotina matinal.

Tenho uma prática regular de yoga de seis dias por semana ao final da tarde, e queria transferir a mesma para o início da manhã. Pretendia libertar mais espaço no calendário para outras tarefas ao final do dia, e lidar com os imprevistos que surgem por vezes durante o dia.

Desde sempre que me lembro de ter dificuldades em acordar cedo de manhã, nunca levantando-me ao primeiro toque do despertador. Provavelmente o meu ciclo ou ritmo cardiano, que regula o relógio biológico, não foi “desenhado” para despertar tão cedo.

Daniel Pink, no seu livro Quando, e baseado em estudos científicos, define dois extremos quanto ao relógio biológico de cada pessoa:

#1 A cotovia, que gosta de despertar cedo, e tem mais energia no início da manhã.

#2 A coruja, que gosta de acordar tarde, e tem mais energia ao final do dia.

Pink menciona que a maior parte das pessoas não são puramente cotovias ou corujas, e situam-se algures no meio.

Como é que este conhecimento o pode ajudar?

Escolhendo o tipo de atividades em função da energia ao longo do dia. As atividades que exigem uma maior atenção, devem ser executadas no período de maior energia, deixando as atividades mais leves ou que exigem menor concentração, para o período em que estamos mais cansados.

A gestão do tempo tem vindo caminhar muito neste sentido, com o foco na gestão da energia para uma maior produtividade pessoal.

Desintoxicação Digital

Esta semana fiz o primeiro dia em meses ou anos de desintoxicação digital, em que não utilizei smartphones, tablets ou computadores (tudo o que envolvesse teclar). Devo confessar que foi estranha esta privação no início, e senti falta de alguma coisa, mas os benefícios retirados da experiência foram muito positivos.

#1 Sair das rotinas habituais

Em primeiro lugar, removi-me das rotinas habituais, que consistiam em ligar os aparelhos digitais, ler publicações online e escrever novos artigos para os meus blogues.

Estas rotinas tiveram de ser substituídas por outras (em teoria mais saudáveis). Aproveitei o modo offline para estar mais presente com a família, ligar a um amigo que já não falava há alguma tempo a dar os parabéns atrasados , e a colocar em dia as leituras dos livros em formato de papel. Já me esquecia como adoro o cheiro do papel ao desfolhar um livro.

#2 Aliviar os pensamentos ruminantes

Em segundo lugar, os meus pensamentos ruminantes tiveram oportunidade de focar a sua atenção em outras atividades, ajudando a mente a aliviar da pressão do dia-a-dia para a necessidade de estar sempre a produzir alguma coisa.

Aliás, este desviar da atenção para atividades “triviais”, é a técnica utilizada pela meditação mindfulness para aliviar sintomas de stress, com vários estudos científicos comprovando a sua eficácia para a redução de situações de ansiedade.

#3 Recuperar a energia

Em terceiro lugar, é uma oportunidade de recuperar a energia. Trabalho muito, e sou muito exigente comigo próprio, andando sempre no limiar do esgotamento.

O reverso desta exigência é que isto consome muita energia, sendo preciso recuperar, sob pena de efeitos nefastos para a saúde, como o colesterol elevado e outras complicações.

Em suma, considerando os benefícios obtidos com o dia de desintoxicação digital e reconexão ao mundo offline, esta experiência é para voltar a repetir, de preferência todas as semanas.

P.S. Na sexta-feira concluí a segunda edição do desafio escrever 30 artigos em 30 dias, conseguindo publicar neste blogue um artigo por dia ao longo de 30 dias seguidos. Este artigo corresponde ao lançamento de uma nova e terceira edição do desafio.

Como gosto de introduzir uma dinãmica diferente em cada edição, as novas condições incluem dedicar menos de uma hora para escrever cada artigo, e não publicar ao sábado (dia de desintoxicação digital).

Energia: O Ingrediente Secreto da Gestão do Tempo

Lâmpada simples acesa e pendurada no teto

Vários autores que escrevem sobre produtividade e gestão do tempo, como Chris Baley e Graham Allcott, referem a gestão da energia como meio fundamental para se atingir a plena produtividade. Confesso que sempre tive dificuldade em compreender este conceito, até porque o conceito de energia pode ser usado de forma muito subjetiva.

No artigo anterir que publiquei sobre os três segredos da produtividade do escritor Robert Greene, este referiu que evitar a fadiga era a sua prioridade número um,  para manter o processo exigente que é escrever e publicar um livro, comparando-o a uma maratona.

Se uma pessoa tiver um trabalho mais exigente e trabalhar longas horas, é natural que se sinta cansado ao final do dia e com pouca energia para outras tarefas.

Se outra pessoa tiver um trabalho menos exigente e trabalhar menos horas, com certeza que ao final do dia conseguirá mais facilmente agarrar outras tarefas.

Mesmo num trabalho mais exigente é possível tomar medidas para tentar conservar a energia, como evitar reuniões pouco produtivas, não entrar em dramas de pessoas complicadas, não estar facilmente acessível, e outras medidas criativas.

Devemos pensar na energia como um recurso limitado, à semelhança do tempo, dedicando os nossos dias a atividades produtivas, e evitando ao máximo atividades que não acrescentem valor ou que diminuam a nossa resistência.

Photo by Burak K from Pexels

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