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The Daily Habit

Diário de produtividade pessoal

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Reconectar com a Amabilidade de Dale Carnegie

Pessoas contentes

Desde de que li pela primeira vez as Leis do Poder de Robert Greene, a minha perspetiva sobre o mundo mudou. Trata-se sem dúvida de uma obra influente que apresenta a verdade nua e crua sobre a verdadeira natureza humana, nomeadamente os artifícios que os poderosos e não só usam para influenciar e atingir os seus objetivos.

No entanto, é um livro pesado, em que a sua utilidade prática está mais na forma como pensamos do que agimos. Isto quer dizer que devemos manter para nós próprios os conhecimentos de persuasão transmitidos nas leis do poder e nunca agir de forma prepotente.

Para equilibrar a “dureza” da mensagem de Greene, é importante seguir outros ensinamentos mais dóceis, como o que Dale Carnegie apresenta no seu trabalho intemporal de Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas. Se Greene é sobre como pensar, Carnegie é sobre como agir.

A obra de Carnegie é toda ela baseada na arte de ser amável, um dos cinco grandes traços da personalidade. Dicas essenciais do que podemos fazer para que os outros se sintam importantes, e desde modo conseguir influenciar mais pessoas e criar deste modo novas amizades, ou pelo menos simpatias.

O mote deverá ser: pense como Greene como um guerreiro, mas aja como Carnegie de forma amável.

15 Livros Não Convencionais Sobre Poder, Persuasão e Manipulação

Marionetes

Depois de ler estes livros a sua visão sobre a sociedade e o mundo provavelmente mudará. Para ser consumido com moderação.

1. As 48 Leis do Poder de Robert Greene

Uma verdadeira Bíblia de como funcionam as dinâmicas do poder no dia-a-dia.

2. As 33 Estratégias de Guerra de Robert Greene

Um manual para as guerras sem violência da sociedade moderna com técnicas passivo-agressivas, de micro-agressão e de pressão psicológica. Obra essencial a qualquer político.

3. Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas de Dale Carnegie

Um clássico sobre a arte do charme pessoal que dispensa qualquer apresentação.

4. Influência - A Filosofia da Persuasão de Robert B. Cialdini

Um  livro com os seis princípios universais de influência e persuasão, e que inspirou muitos outros autores.

5. A Arte da Sedução de Robert Greene

Focado no charme social e sensual como uma ferramenta para a sedução e manipulação, tanto a nível individual como das massas.

6. Meditações de Marco Aurélio

Um diário inquisitivo e introspectivo de um imperador romano agarrado à filosofia estóica.

7. The Art of Deception de Kevin D. Mitnick

Engenharia social com muitos exemplos práticos de aplicação da deceção.

8. In Sheep's Clothing de George Simon

Psicologia dos manipuladores sociais, pessoas sedentas de poder e a agressão encoberta ou o que se chama de "lobo em pele de cordeiro".

9. Propaganda de Edward Berneys

Manipulação de topo para dirigir as massas.

10. No More Mr Nice Guy de Robert A. Glover

Se é uma pessoa naturalmente boazinha, provavelmente este livro irá transformar a sua vida e deixar de ser pisado tão facilmente.

11. The Dictators Handbook de Alaistair Smith

Um manual dirigido a narcisistas e sociopatas que pretendam adquirir poder e riqueza de nível presidencial.

12. How to Lie with Statistics de Darrell Duff

Como os números são manipulados na ciência e marketing para persuadir e influenciar.

13. The Wisdom of Psycophaths de Kevin Dutton

Como a amoralidade, o desejo sedento de poder e a crueldade podem providenciar uma vantagem na vida.

14. The Art of Wordly Wisdom by Baltasar Gracian

Um livro com incríveis observações sociais da natureza humana ardilosa da mente de um filosofo renascentista espanhol do século XVII.

15. Ricordi de Francesco Guicciardini

Máximas de um cortesão do século XV sobre psicologia e maquiavelismo com algum do material imoral jamais escrito.

A Arte da Sedução de Robert Greene: Resumo do Livro - As Minhas Notas

A arte da sedução de Robert Greene

Depois do grande êxito As 48 Leis do Poder, Robert Greene surge com mais uma obra fenomenal em A Arte da Sedução. Desenganem-se aqueles que pensam que este livro é apenas destinado aos que pretendem atrair o sexo oposto (ou o mesmo sexo!). A sua essência vai muito mais longe, abrangendo os domínios da influência, persuasão, manipulação, psicologia e política.

A formação do autor tem origem em estudos clássicos, pelo que é de esperar inúmeros exemplos históricos de grandes sedutores como Marlyn Monroe, Giocomo Casanova, John F. Kennedy e muito outros.

Greene divide o livro em três partes. A primeira parte apresenta os nove tipos de sedutores, pois cada um de nós possui características únicas e pessoais que podemos usar para conseguir os nossos objetivos de atração, além de desenvolver características mais apelativas.

Na segunda parte, Greene afirma que a sedução só é eficaz nas pessoas certas, a que chama de vítimas, apresentando os 18 tipos mais suscetíveis do processo de sedução.

Finalmente, na terceira e última parte, o autor apresenta 24 técnicas de sedução, divididas por quatro fases: suscitar interesse e desejo, criar prazer e confusão, aprofundar o efeito através de medidas extremas e por último o golpe final.

Deixo a nível de exibição desta grande obra, um resumo das técnicas de sedução.

As 4 fases do processo de sedução

Primeira fase: suscitar interesse e desejo

  1. Elejamos a vítima apropriada.
  2. Criemos um falso sentimento de segurança. Aproximemmo-nos indiretamente.
  3. Emitamos sinais variados.
  4. Aparentemos ser um objeto de desejo. Criemos triângulos.
  5. Criemos uma necessidade: suscitemos ansiedade e descontentamento.
  6. Dominemos a arte da insinuação.
  7. Participemos no seu estado de espírito.
  8. Criemos a tentação.

Segunda fase: criar prazer e confusão

  1. Mantenhamos o suspense: o que virá a seguir?
  2. Utilizemos o poder diabólico das palavras para semear confusão.
  3. Preste atenção aos pormenores.
  4. Poetizemos a nossa presença.
  5. Utilizemos a fraqueza e vulnerabilidade como estratégias para desarmar.
  6. Confudamos desejo e realidade: a ilusão perfeita.
  7. Isolemos a vítima.

Terceira fase: aprofundar o efeito através de medidas extremas

  1. Demonstremos quanto somos importantes.
  2. Efetuemos uma regressão.
  3. Estimulemos a transgressão dos tabus.
  4. Utilizemos motivações espirituais.
  5. Associemos prazer e dor.

Quarta fase: o golpe final

  1. Demos-lhes espaço para cair: o perseguidor é perseguido.
  2. Utilizemos atrativos físicos.
  3. Dominemos a arte da iniciativa audaz.
  4. Cuidado com os efeitos secundários.

As Leis do Poder Essenciais

Homem com lâmpada mão

O desenvolvimento de uma carreira de sucesso exige que se dominem e apliquem as leis de poder. Robert Greene, na sua obra seminal as 48 leis do poder, apresenta as soluções para sobreviver e prosperar numa organização competitiva.

Neste artigo descrevo as leis que considero essenciais para a manutenção do poder, enquanto se aguarda uma oportunidade profissional maior.

Lei 1 – Não se sobreponha ao mestre

Importa não melindrar o chefe, e levar o mesmo a pensar que detém o controlo, mesmo que na prática não o tenha.

Lei 3 – Não revele os seus objetivos

Ao revelar os seus objetivos, os seus oponentes poderão preparar armadilhas para o impedir de avançar.

Lei 4 – Diga o menos possível

Ao falar demais, está a ser um comum mortal, não podendo criar mistério e suspense necessários a uma liderança mais eficaz.

Lei 5 – Guarde a sua reputação

Importa ser um bom profissional, em qualquer situação, pois quando surgir a oportunidade não irão ter nada a apontar.

Lei 9 – Não discuta. Demonstre.

Esta lei é evidente, pois ninguém quer estar rodeado de um cretino. Pode conseguir o que quer, a fazer, em vez de discutir e apresentar desculpas.

Lei 10 – A miséria é contagiosa. Evite-a como uma praga.

Livre-se de influências negativas, pois negatividade gera negatividade.

Lei 18 – Não se isole

Uma pessoa isolada é mais fácil de atacar.

Lei 35 – Saiba qual o tempo certo

Talvez o cargo de direção ou outro que almeja não seja no tempo certo, fazendo com que as suas ações neste sentido sejam infrutíferas.

Lei 36 – Ignore os pequenos problemas

Os pequenos problemas são distrações e perda de energia, quando deveria concentrar os seus esforços em problemas maiores, que o levam mais longe.

Lei 46 – Não provoque a inveja

Ao criar inveja, irá criar mais inimigos e contorcer os seus oponentes, fazendo com que os mesmos o queiram prejudicar ainda mais.

 

Aplicar as Leis do Poder - Iteração com a Chefia

Na última revisão dos meus objetivos anuais ficou definido que iria escrever e publicar um artigo semanalmente aplicando um caso prático baseado nas 48 leis do poder de Robert Greene.

Pois bem, hoje é o dia em que inicio este hábito semanal, descrevendo uma iteração recente que tive com o meu superior.

A iteração com o superior

Esta manhã o meu chefe ligou-me a questionar um email que tinha enviado no dia anterior. Uma vez que considerava injusta a acusação, respondi nervosamente transmitindo o meu ponto de vista, quebrando a lei n.º 9 “Não discuta. Demonstre”. No meio da conversa comecei a falar que tinha muitas habilitações para a função quebrando a lei n.º 30 “Pareça com seja fácil e não se gabe”.

A perspetiva dos colegas

Mais tarde acabei por conversar com uns colegas próximos sobre este episódio. Um dos colegas transmitiu-me de que o meu superior poderia estar a utilizar um dos meus pontos fracos, com a provocação para me destabilizar, utilizando deste modo ele próprio a lei n.º 33 “Utilize a fraqueza dos outros”.

Outro colega disse-me que como profissionalmente era difícil apontar-me alguma coisa, pelo que o meu chefe poderia estar a arranjar um motivo qualquer para apontar. Talvez com a minha performance e produtividade crie alguma inveja e mau estar superior. Isto quebra a leis n.º 46 “Não provoque a inveja” e n.º 1 “Não se sobreponha ao mestre”.

Nesta iteração estão incluídas 5 leis do poder, 4 das quais quebrei, e outra que o meu superior possivelmente usou contra mim aproveitando-se das minhas fraquezas.

A dificuldade em aplicar as leis no momento

Torna-se muito difícil estar atendo e usar todas estas leis, especialmente no momento em que se quer uma reação rápida. No entanto estar atento a este facto é o primeiro passo. O segundo passo é desenvolver o mindfulness da comunicação que é outro dos meus objetivos, e que está relacionado com o mindfulness da respiração. Ao concentrar-me na respiração quando comunico irei provavelmente ouvir melhor e criar uma maior contenção no que digo, além de evitar reações emocionais desproporcionadas.

Checklist de hábitos diários

É tempo de conectar com a checklist de hábitos diários.

Cheklist hábitos diários

 

 

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