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The Daily Habit

Diário de produtividade pessoal

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Diário de produtividade pessoal

Incompetência Seletiva

Cara de homem pensativa

Não são os mais competentes que são promovidos ou chegam mais longe, mas sim os mais espertos e que sabem exercer as leis do poder e influência para atingir os seus objetivos.

A competência acaba por ser um obstáculo na subida da escada corporativa. A solução é o que chamo de incompetência seletiva.

As pessoas no geral têm receio da mudança, e os dirigentes das nossas organizações não são imunes a esta característica humana. Se demonstrar muita competência em determinada área técnica, muito dificilmente alguém o irá promover porque em “equipa vencedora não se mexe”.

Ao demonstrar muita competência, os seus superiores também poderão considerar que uma promoção poderá dar-lhe mais visibilidade. Isto pode ser visto como uma ameaça, não possa alguém pensar que algum dia irá substitui-la.

Se for muito bom naquilo que faz, as pessoas continuarão a dar-lhe mais trabalho pois sabem que irá resolver. Isto tem um efeito bola de neve, com cada vez mais serviço.

Ao manter-se ocupado a ser o melhor tecnicamente naquilo que faz, irá perder a visão global sobre a envolvência da sua organização e também fora, não tendo acesso às melhores oportunidades profissionais que advém do contacto direto com os elementos decisores. Não conseguirá desenvolver outras atividades que podem fazer a diferença na sua carreira, como o networking e a promoção pessoal.

A incompetência seletiva não significa que deixemos de ser competentes, até porque incorríamos no risco do despedimento. Aqui, o equilíbrio é essencial, manter as atividades essenciais para a entidade patronal não ter nada a apontar, e ao mesmo tempo não representar uma ameaça às chefias.

Com o tempo que ganha sendo um incompetente seletivo, poderá desenvolver uma estratégia para chegar mais longe, nunca se sabe quando poderá ter sorte. Afinal existe sempre outra pessoa que poderá ocupar o seu antigo lugar fazendo igual ou melhor o seu trabalho.

Aplicar as Leis do Poder: Planear até ao Fim

As 48 Leis do Poder de Robert Greene trazem importantes lições para a vida para os que não tiveram a hipótese de ter uma boa educação num mundo em que vencem os “espertos”, e não necessariamente os mais competentes ou mais capazes.

Neste artigo quero escrever sobre a importância do planeamento na vida profissional, transposto a lei n.º 29 “planeie até ao fim”. Greene refere na sua obra que muitas das leis têm exceções, mas quanto à necessidade de planear, é perentório a dizer que não existem exceções à lei.

Em retrospetiva, penso que um dos grandes impedimentos à minha evolução profissional, e também a de muitas outras pessoas é:

1) Não ter um objetivo claro a atingir e;
2) Planear até ao fim para concretizar o objetivo.

Um objetivo sem um plano é como um sonho. O plano é o que materializa o objetivo, com a descrição da estratégia e táticas a empregar.

Uma das dificuldades em criar um plano no início de qualquer empreendimento, é que se está na posse de todos os dados. Um plano é, pois, algo que está em atualização regular à medida que vamos avançando e ganhando experiência e novos conhecimentos.

O mais difícil é começar, e o primeiro plano será possivelmente diferente, senão totalmente diferente do plano final que nos levará à vitória e concretização dos nossos objetivos.

Devemos acima de tudo fazer um esforço no início para “planear até ao fim”, desenhando um mapa de onde estamos até onde pretendemos chegar. Quem sabe o que nos reserva?

Aplicar as Leis do Poder - Iteração com a Chefia

Na última revisão dos meus objetivos anuais ficou definido que iria escrever e publicar um artigo semanalmente aplicando um caso prático baseado nas 48 leis do poder de Robert Greene.

Pois bem, hoje é o dia em que inicio este hábito semanal, descrevendo uma iteração recente que tive com o meu superior.

A iteração com o superior

Esta manhã o meu chefe ligou-me a questionar um email que tinha enviado no dia anterior. Uma vez que considerava injusta a acusação, respondi nervosamente transmitindo o meu ponto de vista, quebrando a lei n.º 9 “Não discuta. Demonstre”. No meio da conversa comecei a falar que tinha muitas habilitações para a função quebrando a lei n.º 30 “Pareça com seja fácil e não se gabe”.

A perspetiva dos colegas

Mais tarde acabei por conversar com uns colegas próximos sobre este episódio. Um dos colegas transmitiu-me de que o meu superior poderia estar a utilizar um dos meus pontos fracos, com a provocação para me destabilizar, utilizando deste modo ele próprio a lei n.º 33 “Utilize a fraqueza dos outros”.

Outro colega disse-me que como profissionalmente era difícil apontar-me alguma coisa, pelo que o meu chefe poderia estar a arranjar um motivo qualquer para apontar. Talvez com a minha performance e produtividade crie alguma inveja e mau estar superior. Isto quebra a leis n.º 46 “Não provoque a inveja” e n.º 1 “Não se sobreponha ao mestre”.

Nesta iteração estão incluídas 5 leis do poder, 4 das quais quebrei, e outra que o meu superior possivelmente usou contra mim aproveitando-se das minhas fraquezas.

A dificuldade em aplicar as leis no momento

Torna-se muito difícil estar atendo e usar todas estas leis, especialmente no momento em que se quer uma reação rápida. No entanto estar atento a este facto é o primeiro passo. O segundo passo é desenvolver o mindfulness da comunicação que é outro dos meus objetivos, e que está relacionado com o mindfulness da respiração. Ao concentrar-me na respiração quando comunico irei provavelmente ouvir melhor e criar uma maior contenção no que digo, além de evitar reações emocionais desproporcionadas.

Checklist de hábitos diários

É tempo de conectar com a checklist de hábitos diários.

Cheklist hábitos diários

 

 

5 Formas de Aplicar o Mindfulness na Comunicação

Se já ouviu falar ou experimentou alguma forma de meditação mindfulness, está ciente dos inúmeros benefícios que pode trazer ao praticante.

O mindfulness é conhecido como a atenção plena, e tem inúmeros benefícios incluindo uma melhor concentração, maior consciência, maior paciência e estado de tranquilidade entre outros. Estes tipos de benefícios são considerados internos e pessoais, mas alguns aspetos importantes da prática também podem afetar positivamente a nossa experiência externa, como a comunicação.

De seguida descrevo os cinco passos que pode seguir para trazer mais mindfulness ou atenção plena à sua vida comunicativa, combinando as suas palavras com o significado que deseja transmitir.

1. Ter um compromisso claro

Quando comunicamos com os outros é importante manter um compromisso claro para centrar a sua atenção na conversa. Isto é especialmente crítico quando existem diferenças de opinião ou certas vulnerabilidades.

2. Escolher as palavras com cuidado

É fácil ser apanhado no desejo de sermos ouvidos, que perdemos a vista do que realmente queremos dizer. Quando estiver claro da sua mensagem, use um grande cuidado na escolha das palavras. Mahatma Gandhi dizia "Fale apenas se for melhor que o silêncio".

3. Ouça com muita atenção

Por mais eloquentes que sejamos, a capacidade de comunicar é tão boa quanto a capacidade de ouvir. Deixe a sua atenção repousar completamente nas palavras do outro. Sempre que os pensamentos ameacem distrai-lo, volte gentilmente ao ato de ouvir e centre a sua consciência novamente no que o outro diz.

4. A conexão é o seu guia

A comunicação é muito mais do que as palavras trocadas entre duas ou mais pessoas; inclui linguagem corporal, tom vocal, ritmo e outros. Ao envolver-se no ato da comunicação, pratique a sintonia com a outra pessoa. Elimine as distrações e permita conectar-se completamente.

5. Não se esqueça de respirar

Na prática do mindfulness, a respiração é uma das ferramentas mais importantes. Ajuda a libertar os nossos pensamentos e a entrar na experiência da vida, movendo-nos da impulsividade para a intencionalidade. Quando comunica com outras pessoas, lembre-se de se conectar com a respiração e use-a como uma maneira de ajudá-lo a realizar as quatro etapas anteriores.

A comunicação eficaz é uma competência valiosa que exige esforço, intenção e muita prática. Ao expandir o mindfulness ou atenção plena da meditação interna para as conversas diárias com os outros, tornará-se um melhor comunicador e enriquecerá os seus relacionamentos pelo caminho.

Artigo adaptado de Five Simple Ways to Start Communicating More Mindfully, Psychology Today

Transforme-se no Seu Próprio Coach

Esta semana vou dar uma apresentação em videoconferência na Toastmasters. Numa época que abundam todo o tipo de coachs, desde do apoio à carreira, produtividade, vida, liderança, comunicação, entre outros, importa conhecer o maior coach de todos e o mais improvável: nós próprios.

Muitas vezes nos sentimos presos na carreira ou na vida, e na tentativa de melhorar determinada aspeto, torna-se mais fácil transferir a responsabilidade para os outros, muitas vezes até para o mundo, em vez de tomarmos as rédeas do nosso próprio destino.

Isto não invalida que usemos o coaching, mas para determinadas situações específicas. Nada substitui a nossa voz interior, porque as respostas fundamentais já as temos, só precisamos de chegar ao nosso interior e encontrar as respostas.

Há uns anos atrás tive problemas graves de ansiedade e depressão, e dentro das várias terapias que experimentei com sucesso (além de um bom médico nas épocas mais criticas) encontra-se a terapia cognitivo comportamental (TCC). Este tipo de terapia coloca a pessoa como a principal responsável pelo seu próprio tratamento. O terapeuta transmite os conceitos gerais e a teoria da terapia ao paciente, sendo a mesma à volta de exercícios, como o registo de pensamentos, avaliação diária do estado de humor, resolução de problemas, relaxamento e um diário.

Este último exercício, o diário, é o que ainda mantenho até hoje. Está implicitamente espalhado por alguns artigos deste blogue que inicie em 2018. Para outros assuntos mais sensíveis, e que não quero partilhar, uso um diário privado. Muitas vezes, quando estou numa espiral forte de pensamentos e emoções negativas,  escrevo uma folha solta com o que me vem à cabeça, rasgando e jogando depois a folha fora.

Muitas vezes procuramos por todo o lado à procura de respostas e esquecemos que podemos nos transformar nossos próprios coachs.

A Arte da Guerra de Sun Tzu, Resumo do Livro – As Minhas Notas

Sun Tzu nasceu em 544 A.C., e fontes discordam dos detalhes da sua vida e paradeiro. Sabemos que era de origem chinesa, estratega militar, escritor e filósofo.

O nome está ligado ao livro A Arte da Guerra, que influenciou fortemente a estratégia militar oriental e chinesa e a filosofia em geral.

Inicialmente tinha pensado em criar um blogue exclusivo a este livro, escrevendo um artigo por capítulo, num total de 13. Depois de iniciar o trabalho, reparei que embora algumas das lições do livro sejam intemporais, existem diversas traduções com diferentes interpretações, o que acabava por ser mais um trabalho de estudo literário do que as lições práticas que reteria do livro.

Assim, resolvi escrever num artigo único um resumo geral do livro, com a essência de cada capítulo.

Poderá também ler resumos de outros autores nos sites Culturagenial, Familialong ou Docsity. A blogue Artblog descreve o contexto histórico do livro. Os sites PsicanáliseCliníca e ManualdoHomemModerno apresentam as frases mais conhecidas do livro. Já o BlogdeEscala vai por outro caminho, e aplica as lições da Arte da Guerra ao montanhismo, para se ter uma ideia da versatilidade e áreas de aplicação do livro.

Introdução

Para Sun Tzu, a guerra é um grande esforço para empreender e não deve ser iniciada sem consideração detalhada. Para isso deve-se começar sempre por reunir toda a informação disponível.

1. Avaliação e planeamento

A principal mensagem deste capítulo é que uma análise e preparação fracas levarão ao fracasso. Sun Tzu descreve os cinco fatores fundamentais da avaliação e planeamento, tais como:

- Missão.
- Clima.
- Terreno.
- Comando.
- Métodos.

2. Custo da guerra

Este capítulo centra-se nos custos da guerra, sendo um conceito crítico de A Arte da Guerra. Sun Tzu sublinha que o conflito é caro e vencer o oponente sem conflito é sempre a melhor resolução. No entanto, se tiver de travar uma guerra, faça-o com determinação e o mais rápido possível.

3. Ataque Estratégico

Destruir o inimigo não é a maior forma de realização de guerra, mas sim capturá-lo e subjugá-lo sem lutar. Sun Tzu considera as seguintes as melhores estratégias de guerra:

- Perturbar os planos do inimigo
- Impedir o inimigo de unir forças
- Atacar no campo

E a pior estratégia de todas é cercar cidades muradas.

4. Posicionamento

Antes mesmo de se mover, deve pensar em evitar perdas. Um exército deve defender as posições existentes até estar pronto e capaz de avançar em segurança. Não se mexa sem rumo, mas aprenda a ver a abertura que o seu inimigo lhe dá. Quando lhe consegue detetar um erro, pode ganhar com pouco custo e força.

5. Forças

A criatividade é importante para ganhar guerras, mas se for desenfreada pode ser perigosa. A criatividade deve ser ligada à realidade e utilizada em conjunto com métodos de trabalho comprovados.

6. Pontos Fracos e Pontos Fortes

A ideia deste capítulo é atacar quando e onde o seu inimigo está menos preparado e capaz de defender. Faça o inimigo apressar-se a lutar contra si, e ele vai chegar cansado. Aparece onde o inimigo não espera, e vai apanhá-lo de surpresa. Mantenha posições que não podem ser atacadas e ataque posições que não sejam defendidas ou difíceis de defender.

7. Manobras

Este capítulo centra-se na logística da guerra. O conflito direto é perigoso e dispendioso, mas às vezes é necessário, só devendo ser usado no caso de ser inevitável.

8. Adaptação

Cada situação é única, mas pode reconhecer elementos familiares em qualquer situação única. Embora queiramos ser criativos, também queremos aderir a métodos comprovados que funcionem.

9. Movimento

Este capítulo detalha o movimento de um exército. Pode ser mais antiquado dada a guerra moderna, mas alguns elementos ainda são válidos na infantaria. São apresentadas algumas regras gerais, tais como:

- Acampe em terreno alto.
- Não suba terreno alto para lutar.
- Afaste-se do rio se o atravessar.
- Ataque quando o exército está a meio caminho de atravessar um rio

10. Seis posições de campo

Este capítulo analisa os diferentes tipos de terreno e as vantagens e desvantagens de cada um. Estes são os seis tipos de terreno:

- Terreno acessível.
- Terreno pendente.
- Terreno temporário.
- Passes estreitos.
- Alturas precipitadas
- Muito longe.

Por exemplo, o terreno acessível é fácil de deixar e voltar. O terreno pendente é fácil de deixar, mas difícil de voltar e não deve ser usado para lançar um ataque. Porque se o ataque falhar, não é fácil para si recuar para o lugar de onde veio.

11. Nove Campos de Batalha

Sun Tzu lista nove tipos de campos de batalha:

- Dispersivo (território próprio).
- Facilidade.
- Contencioso.
- Aberto.
- Interseção rodoviária.
- Sério.
- Difícil.
- Cercado.
- Desesperado

12. Ataque de fogo

As armas de hoje são bem diferentes, mas a estratégia mantém-se. Há cinco maneiras de usar o fogo na guerra, diz Sun Tzu, podendo queimar:

- Soldados no seu acampamento.
- Armazéns.
- Carruagens de mantimentos.
- Armamento.
- Lançando fogo entre as tropas inimigas.

13. Inteligência

A Arte da Guerra afirma que não existe tal coisa a realidade objetiva, mas sim interpretações diferentes da realidade. Quão perto interpretamos a realidade é um elemento importante de ganhar ou perder uma guerra. De certa forma, todas as guerras são guerras de informação.

Conclusão

A Arte da Guerra é possivelmente o livro de estratégia militar mais antigo e mais conhecido. Se bem que concetualizado num âmbito de guerra com o objetivo de um general planear e conduzir as suas tropas à vitória, hoje é usado, com as devidas adaptações. em áreas como os negócios e a política, ou qualquer função onde existam dinâmicas de poder. Substitua inimigos por concorrentes ou oponentes.

 

Como Ser Promovido: Parte 2

Na parte 1 desta série de artigos escrevi sobre a importância dos objetivos profissionais, as características comportamentais de sucesso e a necessidade de darmos o primeiro passo para obter uma promoção no trabalho.

Neste artigo vou desenvolver as características comportamentais essenciais para progredir numa organização, nomeadamente ao conhecer os temas ou padrões comuns àqueles que já conseguiram uma promoção na organização ou empresa em que trabalhamos.

Utilização de um caso prático

Irei utilizar um caso prático da minha organização identificando as características daqueles que obtiveram sucesso na nomeação para um cargo superior. Muito possivelmente, noutras organizações ou empresas,  todas ou grande parte destas características também se aplicam..

1. Competência

Para obter uma promoção é essencial ser tecnicamente competente naquilo que faz. Não é preciso ser nenhum Einstein, mas é preciso ter algum domínio e conhecimentos profissionais, e dar resposta às solicitações em tempo útil.

2. Comunicação

Saber comunicar e manter uma postura positiva independentemente do que aconteça é fundamental. Quando as coisas não correm como esperado ou pareçe que o mundo está a acabar, é uma boa altura para testar este ponto, respondendo de uma forma ponderada e mantendo uma tranquilidade aparente.

3. Presença

Os elementos decisores têm de saber que “estamos vivos”, sendo extremamente importante encontrar formas criativas de ser notado. O contacto pessoal é fundamental para criar uma relação de confiança.

4. Estratégia

Os lugares de topo têm concorrência. Os colegas querem-nos passar a perna e os chefes fazem de tudo para manter os seus lugares. É aqui que entra uma boa estratégia com a definição de táticas que nos possam levar ao objetivo da promoção.

Ao conhecermos os padrões comuns daqueles que foram promovidos dentro das nossas organizações ou empresas, já sabemos o que temos de fazer para subir na escada corporativa. Entre as características comportamentais mais importantes encontram-se a competência, comunicação, presença e estratégia.

Na parte 3 deste artigo irei desenvolver o atributo da presença, e de como podemos ser notados para termos a hipótese de um elemento decisor nos nomear para um cargo acima na hierarquia.

Como Ser Promovido: Parte 1

Tenho a felicidade de ter um emprego com qualidade de vida: perto de casa, horário decente, na minha área profissional, uma grande organização e com os desafios necessários para me sentir motivado. Tem de existir um senão, que é o salário estagnado à longos anos, sem grandes perspetivas de melhoria.

Em relação aos rendimentos profissionais, decidi dedicar-me arduamente ao investimento ativo nos mercados financeiros, na expetativa de poder obter um o melhor retorno possível das minhas poupanças.

A importância dos objetivos profissionais

Embora sendo extremamente difícil subir na escada corporativa dentro da minha organização, é importante manter objetivos, já que decido manter-me no posto de trabalho atual. Um dos objetivos passa por conseguir um aumento do vencimento, por mais pouco que seja, e isto passar obrigatoriamente por uma evolução na carreira.

De qualquer forma, para uma evolução significativa em qualquer área, seja financeira ou profissional, é preciso um forte desejo de mudança, uma boa estratégia, muita dedicação e um pouco de sorte. Caso contrário, arranjamos mil e uma desculpas e ficamos acomodados, porque o sucesso requer esforço, salvo raras exceções.

Características comportamentais de sucesso

Coloquei-me a pesquisar o que era necessário para ser ser promovido, e dentro das principais recomendações que consultei encontram-se (1) tomar atenção aos colegas que  são promovidos observando os seus padrões e comportamentos e (2) ser noticiado pelos principais elementos decisores (ver os artigos da Forbes e TopResume).

  1. Existem temas ou padrões comuns a todos aqueles que conseguem uma promoção, como traços de personalidade, hábitos ou conquistas, e que nos podem dar pistas do que precisamos fazer.
  2. Quanto a ser noticiado, cada organização tem a sua melhor forma de isto acontecer, sendo mais uma arte do que uma ciência.

Depende de darmos o primeiro passo

No final, é quem decide que aponta os colaboradores a serem promovidos , mas compete a cada um demonstrar primeiro o seu interesse.

Na segunda parte deste artigo irei descrever um caso prático de como descobrir e desenvolver os padrões comuns daqueles que conseguem uma promoção dentro da organização ou empresa.

Continuar a Desenvolver os Objetivos de 2020: Porque o Ano não Parou

Esta é uma semana dedicada ao blogging, escrevendo sobre pensamentos de produtividade pessoal relacionados com os meus objetivos para 2020.

Organizar uma conferência virtual

No próximo mês vou organizar uma conferência virtual da Toastmasters com a presença de muitos membros a nível nacional. Já tinha desistido deste projeto, por causa da tarefa herculana que é preparar um evento desta natureza.O evento estava previsto ser realizado presencialmente, e tratar do espaço era a maior dor de cabeça. Com o Covid-19 uma ameaça transformou-se em oportunidade. Com a conferência a ser realizada virtualmente, a barreira física desapareceu, com a tecnologia de videoconferência a dar uma grande ajuda.

A nova realidade do teletrabalho

Trabalho numa grande organização, estando como muitos outros portugueses em teletrabalho em casa. A vantagem é que existe uma maior conciliação entre a vida pessoal e profissional estando completamente ambientado à nova realidade. A desvantagem é que estou mais isolado, tendo de me defender de “alguns ataques” de superiores. Com o estudo em profundidade das leis do poder e influência tenho conseguido proteger-me e até prosperar neste novo ambiente.

Investir na bolsa de valores

Um dos grandes objetivos de 2020 é continuar a desenvolver a estratégia de investimento na bolsa de valores, que já tinha iniciado em 2019. Todos os dias dedico tempo a esta atividade e estou completamente envolvido nos mercados financeiros, estudando e praticando a negociação nos mercados financeiros. Tenho um estilo de trading muito ativo, abrindo e fechando posições de ações no mesmo dia. É uma atividade de elevado risco com oportunidades ilimitadas, destinada a quem quer levar a rentabilização do seu dinheiro ao extremo.

Criar listas de tarefas

Tenho uma paixão por criar listas de tarefas, sendo que já uso as mesmas à vários anos. A listas de tarefas foi a ferramenta que me permitiu aumentar exponencialmente a minha produtividade tendo inclusive permitido concluir com sucesso uma tese de mestrado e manter todas as outras atividades em equilíbrio. Possivelmente irei criar um blogue prático dedicado exclusivamente à técnica e métodos para a execução destas listas de tarefas, demonstrando como alguém interessado poderá obter a mesma produtividade pessoal que eu.

O ano de 2020 está a ser diferente do habitual, mas nem por isso menos produtivo. Tenho a sorte de manter o meu emprego e estar numa área em que a produção de trabalho continua. Tenho vários objetivos que estou a desenvolver em 2020, sendo que no artigo de amanhã irei abordar os objetivos de carreira, especificando metas realizáveis.

30 Artigos em 30 Dias: Mais um Desafio Literário Concluído

Depois de 30 artigos em 30 dias concluí o desafio “Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas” inspirado no livro de Dale Carnegie. Foram publicados 30 princípios intemporais no domínio das relações humanas e desenvolvimento pessoal.

Devo confessor que senti este desafio mais leve que o anterior das “48 Leis do Poder” baseado na obra de Robert Greene.

São dois grandes livros de liderança com técnicas de influência interpessoais, mas antagonistas na sua abordagem. Enquanto o livro de Carnegie parte da premissa de que as pessoas têm bons valores e que ao ter uma atitude “mais correta” conseguimos as influenciar, já o livro de Greene parte da premissa de que o ser humano é egoísta por natureza, e que para influenciar este é preciso recorrer a tácticas de uso do poder “menos convencionais".

No fundo os dois livros complementam-se. São uma espécie de yin e yang da filosofia chinesa, como forças complementares e opostas que se encontram em todas as coisas.

Carnegie funciona como a face em que devemos nos apresentar ao mundo, e Greene como o lado estratégico e de planeamento em que devemos trabalhar.