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The Daily Habit

Diário de produtividade pessoal

The Daily Habit

Diário de produtividade pessoal

O Blogue The Daily Habit é Referenciado no Jornal Expresso

Esta semana o blogue The Daily Habit foi referenciado no jornal expresso na newsletter matinal com o resumo do livro A Grande Estratégia de John Lewis Gaddis.

Trata-se de um livro que aborda a estratégia geral dos grandes líderes da história, desde a antiga Grécia e China até tempos mais recentes com a construção dos Estados Unidos da América.

Selecionei as passagens de Gaddis que considerava de maior relevo, e reconstrui o livro com os tópicos que conduziam o leitor na narrativa do autor.

É uma grande satisfação ver o meu trabalho mencionado num jornal de referência nacional como o Expresso, principalmente depois de dedicar longas horas a escrever neste blogue sem a espectativa de qualquer retorno financeiro ou outro, apenas partilhando na escrita a minha paixão pela expressão individual.

A Arte da Guerra de Sun Tzu, Resumo do Livro – As Minhas Notas

Sun Tzu nasceu em 544 A.C., e fontes discordam dos detalhes da sua vida e paradeiro. Sabemos que era de origem chinesa, estratega militar, escritor e filósofo.

O nome está ligado ao livro A Arte da Guerra, que influenciou fortemente a estratégia militar oriental e chinesa e a filosofia em geral.

Inicialmente tinha pensado em criar um blogue exclusivo a este livro, escrevendo um artigo por capítulo, num total de 13. Depois de iniciar o trabalho, reparei que embora algumas das lições do livro sejam intemporais, existem diversas traduções com diferentes interpretações, o que acabava por ser mais um trabalho de estudo literário do que as lições práticas que reteria do livro.

Assim, resolvi escrever num artigo único um resumo geral do livro, com a essência de cada capítulo.

Poderá também ler resumos de outros autores nos sites Culturagenial, Familialong ou Docsity. A blogue Artblog descreve o contexto histórico do livro. Os sites PsicanáliseCliníca e ManualdoHomemModerno apresentam as frases mais conhecidas do livro. Já o BlogdeEscala vai por outro caminho, e aplica as lições da Arte da Guerra ao montanhismo, para se ter uma ideia da versatilidade e áreas de aplicação do livro.

Introdução

Para Sun Tzu, a guerra é um grande esforço para empreender e não deve ser iniciada sem consideração detalhada. Para isso deve-se começar sempre por reunir toda a informação disponível.

1. Avaliação e planeamento

A principal mensagem deste capítulo é que uma análise e preparação fracas levarão ao fracasso. Sun Tzu descreve os cinco fatores fundamentais da avaliação e planeamento, tais como:

- Missão.
- Clima.
- Terreno.
- Comando.
- Métodos.

2. Custo da guerra

Este capítulo centra-se nos custos da guerra, sendo um conceito crítico de A Arte da Guerra. Sun Tzu sublinha que o conflito é caro e vencer o oponente sem conflito é sempre a melhor resolução. No entanto, se tiver de travar uma guerra, faça-o com determinação e o mais rápido possível.

3. Ataque Estratégico

Destruir o inimigo não é a maior forma de realização de guerra, mas sim capturá-lo e subjugá-lo sem lutar. Sun Tzu considera as seguintes as melhores estratégias de guerra:

- Perturbar os planos do inimigo
- Impedir o inimigo de unir forças
- Atacar no campo

E a pior estratégia de todas é cercar cidades muradas.

4. Posicionamento

Antes mesmo de se mover, deve pensar em evitar perdas. Um exército deve defender as posições existentes até estar pronto e capaz de avançar em segurança. Não se mexa sem rumo, mas aprenda a ver a abertura que o seu inimigo lhe dá. Quando lhe consegue detetar um erro, pode ganhar com pouco custo e força.

5. Forças

A criatividade é importante para ganhar guerras, mas se for desenfreada pode ser perigosa. A criatividade deve ser ligada à realidade e utilizada em conjunto com métodos de trabalho comprovados.

6. Pontos Fracos e Pontos Fortes

A ideia deste capítulo é atacar quando e onde o seu inimigo está menos preparado e capaz de defender. Faça o inimigo apressar-se a lutar contra si, e ele vai chegar cansado. Aparece onde o inimigo não espera, e vai apanhá-lo de surpresa. Mantenha posições que não podem ser atacadas e ataque posições que não sejam defendidas ou difíceis de defender.

7. Manobras

Este capítulo centra-se na logística da guerra. O conflito direto é perigoso e dispendioso, mas às vezes é necessário, só devendo ser usado no caso de ser inevitável.

8. Adaptação

Cada situação é única, mas pode reconhecer elementos familiares em qualquer situação única. Embora queiramos ser criativos, também queremos aderir a métodos comprovados que funcionem.

9. Movimento

Este capítulo detalha o movimento de um exército. Pode ser mais antiquado dada a guerra moderna, mas alguns elementos ainda são válidos na infantaria. São apresentadas algumas regras gerais, tais como:

- Acampe em terreno alto.
- Não suba terreno alto para lutar.
- Afaste-se do rio se o atravessar.
- Ataque quando o exército está a meio caminho de atravessar um rio

10. Seis posições de campo

Este capítulo analisa os diferentes tipos de terreno e as vantagens e desvantagens de cada um. Estes são os seis tipos de terreno:

- Terreno acessível.
- Terreno pendente.
- Terreno temporário.
- Passes estreitos.
- Alturas precipitadas
- Muito longe.

Por exemplo, o terreno acessível é fácil de deixar e voltar. O terreno pendente é fácil de deixar, mas difícil de voltar e não deve ser usado para lançar um ataque. Porque se o ataque falhar, não é fácil para si recuar para o lugar de onde veio.

11. Nove Campos de Batalha

Sun Tzu lista nove tipos de campos de batalha:

- Dispersivo (território próprio).
- Facilidade.
- Contencioso.
- Aberto.
- Interseção rodoviária.
- Sério.
- Difícil.
- Cercado.
- Desesperado

12. Ataque de fogo

As armas de hoje são bem diferentes, mas a estratégia mantém-se. Há cinco maneiras de usar o fogo na guerra, diz Sun Tzu, podendo queimar:

- Soldados no seu acampamento.
- Armazéns.
- Carruagens de mantimentos.
- Armamento.
- Lançando fogo entre as tropas inimigas.

13. Inteligência

A Arte da Guerra afirma que não existe tal coisa a realidade objetiva, mas sim interpretações diferentes da realidade. Quão perto interpretamos a realidade é um elemento importante de ganhar ou perder uma guerra. De certa forma, todas as guerras são guerras de informação.

Conclusão

A Arte da Guerra é possivelmente o livro de estratégia militar mais antigo e mais conhecido. Se bem que concetualizado num âmbito de guerra com o objetivo de um general planear e conduzir as suas tropas à vitória, hoje é usado, com as devidas adaptações. em áreas como os negócios e a política, ou qualquer função onde existam dinâmicas de poder. Substitua inimigos por concorrentes ou oponentes.

 

30 Artigos em 30 Dias: Mais um Desafio Literário Concluído

Depois de 30 artigos em 30 dias concluí o desafio “Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas” inspirado no livro de Dale Carnegie. Foram publicados 30 princípios intemporais no domínio das relações humanas e desenvolvimento pessoal.

Devo confessor que senti este desafio mais leve que o anterior das “48 Leis do Poder” baseado na obra de Robert Greene.

São dois grandes livros de liderança com técnicas de influência interpessoais, mas antagonistas na sua abordagem. Enquanto o livro de Carnegie parte da premissa de que as pessoas têm bons valores e que ao ter uma atitude “mais correta” conseguimos as influenciar, já o livro de Greene parte da premissa de que o ser humano é egoísta por natureza, e que para influenciar este é preciso recorrer a tácticas de uso do poder “menos convencionais".

No fundo os dois livros complementam-se. São uma espécie de yin e yang da filosofia chinesa, como forças complementares e opostas que se encontram em todas as coisas.

Carnegie funciona como a face em que devemos nos apresentar ao mundo, e Greene como o lado estratégico e de planeamento em que devemos trabalhar.

Desafio 48 Leis do Poder Concluído!

Esta semana conclui o desafio 48 Leis do Poder, escrevendo um artigo por dia correspondente a cada lei. Esta autêntica “maratona” foi baseada no livro de Robert Greene com o mesmo nome.

É escusado de dizer que sou fã do trabalhado deste autor, que me abriu os olhos para os bastidores do poder: como as manobras de manipulação funcionam, e como as pessoas pensam e agem para atingirem os seus objetivos pessoais, usando táticas, digamos, menos convencionais.

A principal premissa do livro é a de que cada pessoa age no seu próprio interesse, não vendo meios para atingir os fins. Aliás, esta premissa está relacionada com uma das assunções da teoria económica moderna, em que os indivíduos pensam em primeiro lugar nos seus interesses, antes de pensarem nos outros.

Enganem-se aqueles que consideram que os conhecimentos das 48 leis do poder é apenas reservada aos que querem o poder, como progredir profissionalmente numa organização ou conseguir um cargo político.

Mesmo que a ambição não seja o que mais nos move, temos de aprender a viver em sociedade, e encornar formas de nos defendermos daqueles que nos querem usar para atingir os seus fins.

A única pena que tenho é não ter tido acesso a este livro de Greene mais cedo. A primeira publicação do livro 48 Leis do Poder foi em 1998. Mas como dizem: mais vale tarde que nunca!

A Grande Estratégia de John Lewis Gaddis, Resumo do Livro - As Minhas Notas

 

A Grande Estratégia de John Lewis Gaddis

A Grande Estratégia de John Lewis Gaddis é um livro especial, de base académica, pelas origens do autor como professor na Universidade de Yale nos Estados Unidos, que venceu um prémio Pulitzer e é um dos historiadores mais reputados da atualidade.

Esta obra aborda a temática da grande estratégia recorrendo a textos clássicos e a estudos de caso históricos. Este resumo pretende transmitir as minhas notas com as citações que considero ter uma maior componente prática aos líderes atuais.

Os seres humanos, em termos da estratégia que empregam, são divididos por dois tipos, os porcos-espinhos e as raposas (Isaiah Berlin) (pág. 18):

“Os porcos-espinhos, explicava Berlim, relacionam tudo com uma única visão central através da qual tudo o que dizem fazem ganha significado. As raposas, pelo contrário, prosseguem muitos fins, muitas vezes não relacionados entre ti e até contraditórios, ligadas apenas, se de todo ligados, de algum modo de facto.”

Ligação entre a formulação de uma teoria e o passado (pág. 24):

“A prova de uma boa teoria reside na sua capacidade para explicar o passado, pois só se o fizer podemos confiar no que pode dizer-nos sobre o futuro.”

Reconhecer a relação entre os fins e os meios (pág. 26):

“Visto que só existem na imaginação, os fins podem ser infinitos: um trono na lua, talvez, com uma grande vista. Os meios, porém, são teimosamente finitos são botas no terreno, navios no mar e os corpos necessários para o encher. Fins e meios tem de ter relação para alguma coisa acontecer. Nunca são, contudo, intercambiáveis.”

Porcos-espinhos e raposas não precisam de ser mutuamente exclusivos (págs. 29 e 34):

“Berlin admitiu, pouco antes da sua morte, que (…) algumas pessoas não são raposas nem porcos-espinhos, algumas pessoas são ambas as coisas. Tinha estado apenas a jogar um jogo intelectual. Outros tomaram-no demasiadamente a sério. A explicação faz sentido dentro do quadro mais amplo do pensamento de Berlin, pois que escolhas teríamos se estivéssemos presos dentro de categorias, imitando animais, que tornassem a previsibilidade obrigatória? (…) Precisaríamos de combinar numa só cabeça (a nossa), o sentido de orientação do porco-espinho e a suscetibilidade da raposa ao meio ambiente. Conservando ao mesmo tempo a capacidade de funcionar.”

“Talvez devamos a nossa existência, portanto, à destreza com o qual mudamos entre pensamento rápido e pensamento lento - entre o comportamento de raposas e de porcos-espinhos.”

Sobre o senso-comum (pág. 35):

“O senso comum (…) é como oxigénio: quanto mais alto se sobe mais escasso se torna. “Com grande poder vem grande responsabilidade”, lembrava ao homem-aranha, memoravelmente, o seu tio Ben - mas também o risco de fazer coisas estúpidas.”

Definição de grande estratégia e sobre o êxito (págs. 35 e 36):

“Definirei esta expressão (grande estratégia), para efeitos deste livro, como o alinhamento de aspirações potencialmente ilimitadas com capacidades necessariamente limitadas.”

“Especificar o êxito nunca foi fácil, mas a natureza infinita dos meios ajudou a fazê-lo. Pois embora a satisfação seja, em última análise, um estado de espírito, atingi-la requerer despesas verdadeiras.”

Sun Tzu e A Arte da Guerra (págs. 79 e 80):

“Sun Tzu (…) apresenta princípios, escolhidos pela sua validez ao longo do tempo e do espaço, e depois relaciona-os com práticas, limitadas no tempo e no espaço. A Arte da Guerra, por conseguinte, não é história nem biografia. É uma compilação de preceitos, de procedimentos - e afirmações categóricas: general que dá ouvidos a minha estratégia, é certa a sua vitória. Conservai-o! Quando for um que se recusa a dar ouvidos a minha estratégia, a sua derrota e certa. Demitiu -o!”

“Ninguém pode prever tudo o que pode acontecer. Ter uma ideia das possibilidades, no entanto, é melhor do que não ter qualquer noção do que esperar. Sun Tzu procura sentido - mesmo sentido comum - amarrando os princípios, que são poucos, às práticas, que são muitas. A liderança em a Arte da Guerra é, então, ver simplicidades na complexidade.”

A ironia sobre a natureza do comportamento humano segundo Santo Agostinho (pág. 112):

“Agostinho dizia se os bebés são inocentes não é por falta de vontade de fazer mal mas por falta de força.”

Importância das listas (pág. 118):

 “Agostinho formulou os seus critérios sob a forma de uma lista, não de mandamentos. Isso foi porque as listas se adaptam melhor a mudança do que os mandamentos. Os marinheiros recorrem a elas antes de se fazerem ao mar. Os soldados empregam-nas para planear missões. Os cirurgiões exigem-nas para segurarem de que terão os instrumentos de que precisam e não deixaram nenhum para trás. Os pilotos percorrem-nas para garantir descolagens seguras e aterragens suaves - de preferência no aeroporto pretendido. Os pais desdobram-nas para prevenir tudo o que pode correr mal quando se transportam crianças pequenas. As listas fazem perguntas comuns em situações que podem surpreender: a ideia é abordá-las tanto quanto possível a probabilidade de que o façam

As crenças de Santo Agostinho (págs. 120 e 121):

“Agostinho nunca foi o monoteísta de todo o coração. Adorava a razão tanto quanto adorava Deus.”

“Alinhamento, por sua vez, implica interdependência. A justiça é inalcançável na ausência da ordem, a paz pode requerer que se travem guerras.”

Nicolau Maquiavel responde qual o uso da história (pág. 124):

“As competências necessárias são as da imitação, da adaptação e da aproximação. Maquiavel recomenda o estudo da história, pois visto que os homens caminham sempre por sendeiros já batidos por outros e procedem nos seus atos por imitação, um homem prudente deve seguir sempre os caminhos batidos por grandes homens e imitar aqueles que foram os mais excelentes, de modo que se a sua virtude não chega tão longe está pelo menos no seu olor.”

O que distingue Agostinho de Maquiavel (pág. 130):

“Penso que a visão que Agostinho tem da justiça, que tem que ser precedida pela ordem. Só um Estado pode providenciar estabilidade, mas Agostinho só presta contas ao seu Deus. Maquiavel não é nenhum ateu, mas o seu Deus não governa Estados.”

A transgressão de Maquiavel (pág. 133):

“A grande transgressão de Maquiavel, conclui Berlim, foi confirmar o que toda a gente sabe mas ninguém quer admitir: que os ideais não podem ser alcançados. a política, por conseguinte, nunca pode equilibrar o realismo com o idealismo: só há realismos concorrentes. Não há competição na governação entre política e moralidade: só há política.”

Voltando á racionalidade da teoria (págs. 225 e 226):

 “A teoria existe para que uma pessoa não precise de começar do zero de cada vez, selecionando o material e trabalhando nele, mas sim o encontre à mão e em boa ordem. Destina-se a educar o espírito do futuro comandante ou, mais exatamente, guiá-lo na sua autoeducação, não a acompanhá-lo ao campo de batalha; tal como um professor sábio guia e estimula o desenvolvimento de um jovem mas tem o cuidado de não o levar pela mão durante o resto da sua vida.”

Carl von Clausewitz vê a teoria, portanto como treino. é o que endurece o corpo para grandes esforços, fortalece o coração perante os grandes perigos e fortalece o julgamento contra as primeiras impressões.”

Ernst von Pfuel era um daqueles teóricos que amam tanto a sua teoria que se esquecem do propósito da teoria - a sua aplicação na prática; no seu amor pela teoria, odiava tudo o que era prático e não queria saber disso. Até ficava contente com o fracasso, porque o fracasso, procedendo de desvios da teoria na prática só provavam a seu ver a correção da teoria.”

Proporção e contradições (pág, 232):

 “Sobre a guerra e Guerra e Paz balanceiam opostos incessantemente e numa extensão épica. É daí que a proporcionalidade - a simultânea compreensão de contradições - vem.”

Teoria versus prática. Preparação versus improvisação. Planeamento versus fricção. Força versus política. Situações versus esboços. Especialização versus generalização. Ação versus inação. Vitória versus derrota. Amor versus ódio. Vida versus morte. Comandar de dentro das nuvens versus manter o chão à vista.  Mas nenhum versus arte e ciência. Não é exagero dizer, por conseguinte, que Clausewitz e Liev Tolstói juntos são, na amplitude, imaginação e honestidade com que abordaram estas grandes questões os maiores dos estrategas.

Os presidentes norte-americanos (págs. 309 e 326):

Tanto numa coisa como noutra foi um autodidata (Abraham Lincoln). Lia vorazmente, lembrava-se pragmaticamente e aplicava engenhosamente as lições que aprendia.

“Pois mostrava (Franklin D. Roosevelt) que o poder e a ordem não são uma camisa de forças da doutrina, que é possível conciliar a liberdade individual - uma textura larga da sociedade - e um mínimo indispensável de organização e autoridade.”

Intelecto e temperamento no sucesso (pág. 326):

“Qualquer atividade complexa, escreve Clausewitz, se é para ser levada a cabo com o mínimo de grau de virtuosidade requer dotes apropriados de intelecto e de temperamento. Se forem extraordinários e se revelarem me feitos excecionais, quem os possuía é declarado um génio. Pois como nenhuma política pode ser pura também a grande estratégia não pode deixar de ser afetada pelo imprevisto.”

Desafios de um Autor

No artigo anterior escrevi sobre os primeiros passos na publicação de um livro, e de como contava iniciar o processo de pesquisa bibliográfica e posicionamento de um texto sobre produtividade pessoal.

Analisei a evidência que suportava a publicação do livro na temática da gestão do tempo. Neste artigo vou analisar o contrário, procurando evidência contra a sua publicação.

Para o leitor ou leitora que acompanha este blogue, poderá parecer um pouco confusa esta proposta. Temos a tendência natural de apenas observar os factos que suportam as nossas decisões ou escolhas emocionais. É necessário ir mais além, ver outras perspetivas sobre as decisões mais importantes das nossas vidas.

Deve-se também evitar a armadilha do excesso de informação que atrapalha a tomada de decisão, ou pior ainda, leva à procrastinação.

Na investigação para a publicação de um livro na temática da produtividade pessoal, deparei com vários desafios:

  1. Não existem bloggers portugueses a escrever consistentemente sobre produtividade pessoal ou gestão do tempo, o que indica que possivelmente não existe mercado em Portugal.
  2. Tinha previsto escrever apenas um livro de gestão do tempo, sendo que em 2021 iria escrever outro de finanças pessoais. Não existiria continuidade do trabalho de autor, conhecido como spin-off, com a futura publicação de outros livros relacionados, e que as editoras tanto gostam.
  3. Escrever o livro é só o início. O mesmo tem ainda de ser promovido antes, durante e depois de estar escrito no canais de comunicação mais adequados. Escrever só por escrever é o mesmo que deixar o trabalho na gaveta.
  4. Os artigos mais lidos no blogue The Daily Habit continuam a ser os de finanças pessoais, embora escreva mais sobre produtividade pessoal e gestão do tempo (ver 27 Blogues e Sites de Finanças Pessoais PortuguesesFundo de Investimento da Caixagest Ações Líderes Globais: Será que Vale a Pena?).

Possivelmente terei mais impacto (e mais leitores) se escrever um livro sobre finanças pessoais, especialmente se conseguir demonstrar que conseguir obter a independência financeira através do investimento nos mercados financeiros, que é o meu nicho nesta área.

Por outro lado, não é necessário desistir completamente da ideia do livro de produtividade, porque saber como gerir melhor o tempo e o investimento nos mercados financeiros estão relacionados. A negociação ativa na bolsa de valores exige tempo, e para quem trabalha numa organização ou gere o seu próprio negócio, pode ser difícil encontrar a disponibilidade necessária.

É aqui que uma boa gestão do tempo entra, libertando as horas do dia de outras atividades menos importantes para o investimento.

Estas horas a mais que se conseguem através da excelência na produtividade pessoal não se limitam apenas a obter maiores rendimentos financeiros, podendo-se estender a outras áreas tais como: criação de um negócio em part-time, desenvolvimento de uma estratégia para progredir na carreira, desenvolvimento de um blogue ou site, hobbies, ou outra paixão qualquer no qual não conseguiu arranjar tempo.

Se vou continuar escrever sobre produtividade pessoal? Claro que sim, até porque é a temática central no blogue The Daily Habit, mas o livro de gestão do tempo terá de aguardar.

Os Primeiros Passos na Publicação de Um LIvro

Após a conclusão da tese de mestrado em 2018 iniciei este blogue como forma de continuar o momento da criação de conteúdos. Ainda considerei avançar com o doutoramento, mas avaliando o custo/benefício não fazia sentido nesta altura da minha vida.

Abordei anteriormente na rúbrica The Dailies o meu desejo em ser um autor publicado, já tendo algumas ideias para livros sobre: 1) produtividade pessoal e 2) investimento nos mercados financeiros.

O ponto de partida para se escrever um livro é a paixão sobre o tema. Logo a seguir é descobrir se existe mercado ou leitores que justifiquem toda a dedicação exigida. Em terceiro lugar é preciso criar o posicionamento certo que distinga o autor de todos os outros trabalhos publicados.

Além destes três pontos, seja através de publicação independente ou editora é necessária a criação do que é entendida como a plataforma do autor para promoção do trabalho.

Pretendo que estes livros tenham forte componente prática, com a base teórica essencial de apoio aos conteúdos. Os métodos descritos, tanto de produtividade pessoal como de investimento, terão de ser validados através de casos práticos.

O livro sobre o investimento na bolsa de valores só poderá ser publicado após obter resultados consistentes e os meus objetivos de rentabilização serem atingidos, que nunca será antes de 2021. Não existe tal coisa como apressar os resultados nos mercados, que só podem dar em mau resultado

Muitos autores que escrevem sobre este tipo de investimentos, não têm sucesso comprovado ou o mesmo é muito ténue, o que mina logo à partida a sua credibilidade. Não quero que aconteça o mesmo comigo.

Em 2020, tenho o caminho preparado para delinear a estratégia de viabilização do projeto literário de produtividade pessoal. A primeira fase inclui a pesquisa bibliográfica e a seleção da audiência.

Maestria de Robert Greene: Resumo do Livro – As Minhas Notas

Maestria de Robet Greene

ATUALIZADO a 09/03/2020: Para uma informação mais completa do trabalho de Robert Greene, consulte o novo blogue 48-leis-do-poder-blogs.sapo.pt, com o resumo alargado do livro com o mesmo nome.

Robert Greene é um autor best-seller, tendo escrito livros sobre poder e estratégia como as “As 48 Leis do Poder”, “As Leis da Natureza Humana", “A Arte da Sedução“ e “33 Estratégias de Guerra”.

A maestria é um caminho simples

Em Maestria, Greene diz que o caminho que conduz à maestria é um processo simples e acessível a todos, mas nem por isso fácil.

O autor dá o exemplo de Charles Darwin como um exemplo comum dos que alcançam a maestria: uma paixão e inclinação para um tema, um encontro ou momento que lhes permita aplicar a sua paixão, e um aprendizado.

Os mestres são movidos por uma paixão, sendo principalmente as qualidades emocionais que levam as pessoas para à frente. Desejo, persistência e confiança desempenham um papel muito maior do que o raciocínio lógico.

1 - Seguir a inclinação natural

Greene diz que qualquer pessoa tem uma força interior como guia para um propósito de vida, e que o primeiro passo para a maestria é conectar com esta inclinação inata.

Contudo, muitas pessoas acabam por nunca descobrir quem são verdadeiramente. Param de confiar em si próprias, e vivem em conformidade com a expectativa dos outros usando uma máscara.

Tente evitar o pensamento dos grandes planos, e foque-se nos seus pontos fortes que já tem dentro de si. Isto dará uma grande confiança e uma base sólida para construir o futuro.

O propósito de vida nem sempre será óbvio. Continue a trabalhar e eventualmente irá encontra-lo.

2 - Passar pelo aprendizado

Após a educação formal, a maioria das pessoas entra num segundo tipo de educação prática conhecida como aprendizado. Isto é válido para cada nova disciplina que aprendemos.

Nesta fase não nos devemos concentrar no dinheiro, aproveitando a mesma para ultrapassar desafios e sair da zona de conforto.

Greene diz que há três passos essenciais para uma aprendizagem bem-sucedida:

Observação profunda: Aprender a dinâmica social e do poder, as regras não escritas. Não tente impressionar as pessoas mostrando que quer chegar ao topo nesta fase, concentre-se na aprendizagem.

Aquisição de competências: Evite andar em modo de multi-tarefa. É preferível estar totalmente presente em 2-3h de foco intenso do que 8h de trabalho distraído.

Experimentação: Colocar em prática os esforços criativos para construir as competências de que necessita pode causar medo. Avance antes de sentir-se que está totalmente pronto, cometa erros, receba feedback e desenvolva novas competências.

Wolfgang Amadeus Mozart e Albert Einstein são dois exemplos muitas vezes conotados como talentos naturais, mas que levaram pelo menos 10 anos antes de sair qualquer trabalho significativo. A única diferença é que eles começaram cedo e com imersão total.

3 – Obter um Mentor

Greene diz que vivemos numa cultura iconoclasta, em que gostamos de atacar e desmantelar todas as formas de autoridade.

Devemos reconhecer que existem pessoas muito mais à frente do que nós, e que as suas posições podem não ser devido a amigos ou sorte, mas sim baseadas em competências e conhecimentos.

Os livros são genéricos e não adaptados a situações particulares, mas também podem servir como mentores. Pode idealizar, por exemplo, uma pessoa que admire e perguntar o que ela faria se estivesse na sua situação.

Um bom mentor vai contribuir para a sua independência e deixá-lo livre assim que estiver pronto para voar, mantendo-se seu amigo.

Por outro lado, um mau mentor vai querer mantê-lo subjugado entendendo os seus movimentos para a independência como uma afronta à sua autoridade. Este último pode mesmo vir a invejar o seu crescimento ou as suas capacidades.

A sua posição de aprendiz não é permanente. O seu objetivo é absorver o máximo possível e depois seguir em frente. Por último deverá superar o seu mentor.

4 – Dominar a inteligência social

Greene afirma que a Inteligência social é a chave para qualquer tipo de maestria porque o sucesso sem este tipo de inteligência não consegue ser duradouro.

A inteligência social é ver as pessoas como eles realmente são, o que as motiva e quais as suas tendências de manipulação. Somos todos diferentes, mas todos temos um lado menos bom e uma tendência para manipular.

A melhor abordagem é a aceitação. É referido um pensamento do filósofo alemão Arthur Schopenauer em que o nosso objetivo não é julgar ou mudar as pessoas, mas levá-las a ser quem realmente são.

5 – Libertar a energia criativa

Quando se sai da fase do aprendizado a tendência poderá ser relaxar ou procurar a segurança.

Deve resistir a este impulso ampliando o seu conhecimento em diferentes campos, experimentando e desafiando as mesmas regras que aprendeu.

Muitas vezes ouvimos sobre como as crianças são criativas e de mente aberta. Greene diz que as crianças não inventam ou descobrem qualquer coisa que possa mudar as nossas vidas.

Os mestres mantêm o espírito da criança, e adicionam anos de aprendizado, conhecimento e um foco intenso nas suas ideias, aliado a uma mente aberta.

Qualquer trabalho de mestria exige disciplina, estabilidade emocional e auto-controlo, ultrapassando todas as dúvidas e obstáculos.

6 – Fundir o intuitivo com o racional

Greene diz que a maestria não é totalmente racional, mas uma combinação de conhecimentos, competências e intuição.

A intuição precisa de ambos os conhecimentos, competências e experiência que pode levar até 20 anos a atingir.

Nunca deverá existir um ponto em que se auto-intitula como um mestre, porque a maestria é um processo. Nunca termina, enfrentando-se problemas e situações contínuas que nos desafiam, sendo as mesmas uma bênção disfarçada que nos mantêm no caminho para o aperfeiçoamento.

Fonte:

Mastery by Robert Greene - The Power Moves

Primeiro Pergunte Porquê de Simon Sinek, Resumo do Livro – As Minhas Notas

Primeiro Pergunte Porquê de Simon Sinek

Em Primeiro Pergunte Porquê, Simon Sinek apresenta a ideia de que os grandes líderes inspiram os outros a colocar o Porquê (propósito) antes do Como (processo) e do Quê (produto).

Ideias principais:

  1. Exemplos de Porquê:
    - Porque é que a nossa empresa existe? (não por causa de lucros; lucros são o resultado).
    - Porque é que as pessoas se deveriam importar?
  2. Para motivar alguém à ação, tem duas opções: pode manipular ou pode inspirar.
  3. A manipulação inclui preço, promoções, medo, aspirações, novidades, pressão dos pares, etc.
  4. A manipulação é utilizada para transações que possivelmente só acontecem uma vez, não para criar fidelidade.
  5. Inspirar pessoas requer um propósito real, um Porquê.
  6. Um Porquê bem expresso ajuda-o a diferenciar da concorrência.
  7. Os humanos querem pertencer a uma comunidade ou cultura, com um claro Porquê.
  8. Os clientes identificam-se com marcas que articulam um claro Porquê.
  9. Os clientes não se conseguem identificar com o Quê sem o Porquê.

Aplicação:

  1. O comportamento precisa de reforçar o Porquê.
  2. Seja autêntico. Conheça o seu Porquê e alinhe todas as suas decisões, ações e comunicações com o mesmo.
  3. Os seus princípios precisam de focar-se á volta de sentenças orientadas para a ação, e não apenas nomes.
    - Dizer encontrar formas criativas de resolver problemas, em vez de inovação.
  4. Ignore a competição, e foque-se no Porquê.

Citações selecionadas:

"Não são a lógica ou factos, mas o desejo e sonhos, o coração e instinto, que conduzem as pessoas a tentarem novas coisas."

"A confiança emerge quando sentimos que outra pessoa ou organização é conduzida por outras coisas que não apenas os seus interesses."

“Eu consigo tomar uma decisão com 30% da informação, Mais do que 80% é muito” - citação de Colin Powel mencionada no livro, anterior secretário da defesa norte-americano.

Fonte:

Start with Why: How Great Leaders Inspire Everyone to Take Action (book summary)

As 48 Leis do Poder de Robert Greene (Organizadas e Categorizadas)

ATUALIZADO a 08/05/2020

As 48 Leis do Poder de Robert Greene é uma obra indispensável para quem quer conhecer as ferramentas necessárias para 1) subir no poder e 2) defender-se de manipuladores.

O original deste artigo tinha as leis organizadas por categoria, mas depois verifiquei que estava a ir contra a filosofia de Greene, pelo que atualizei o artigo mantendo a ordem das leis. Muito importante, é saber que quase todas as leis têm exceções, em que se deve aplicar o inverso dependendo do contexto. As exceções são descritas a seguir a cada lei.

Como a célebre citação do tio do Homem Aranha (Peter Parker) dizia no filme: “Com grandes poderes, vêm grandes responsabilidades”. Portanto, utilize estas leis com precaução e contenção, evitando radicalismos.

Lei 1 – Não se sobreponha ao mestre. (Exceção à lei: quando o mestre é fraco e pode cair a qualquer momento).
Lei 2 – Tenha cuidado com os amigos. Use os inimigos (Exceção à lei: para fazer um trabalho sujo use os amigos porque estes confiam em si, mas tenha em atenção para não serem amigos "próximos" porque pode incorrer no risco de os perder).
Lei 3 – Não revele os seus objetivos (Exceção à lei: revele aos outros informação errada no sentido de os afastar do caminho).
Lei 4 – Diga o menos possível (Exceção à lei: nas situações em que pretende criar uma manobra de diversão para ocultar as suas verdadeiras intenções).
Lei 5 – Guarde a sua reputação (Exceção à lei: não existe).
Lei 6 – Atraia a atenção (Exceção à lei: quando está na presença dum superior forte evitando competir com o mesmo).
Lei 7 – Obtenha o crédito pelo trabalho dos outros (Exceção à lei: se ainda não tem uma grande reputação ou trata-se de um superior forte).
Lei 8 – Lance o isco para virem até si (Exceção à lei: no caso de um inimigo fraco, pode reagir imediatamente e resolver a situação).
Lei 9 – Não discuta. Demonstre (Exceção à lei: quando é apanhado numa mentira e quer criar uma manobra de diversão).
Lei 10 – A miséria é contagiosa. Evite-a como uma praga (Exceção à lei: não existe).
Lei 11 – Faça com que precisem de si (Exceção à lei: não existe, a menos que seja um J. P. Morgan ou John D. Rockefeller).
Lei 12 – Desarme os outros sendo simpático (Exceção à lei: no caso de já ser conhecido como um artista da deceção, esta lei não surte efeito. É preferível continuar com as suas artimanhas pois é o que esperam de sim).
Lei 13 – Mostre aos outros como podem beneficiar (Exceção à lei: quando encontra pessoas que se sentem superiores em ajudar os outros).
Lei 14 – Pareça um amigo. Aja como um espião (Exceção à lei: também poderá ser espiado. Neste caso, dê informações falsas aos seus espiões para os despistar).
Lei 15 – Aniquile o seu inimigo (Exceção à lei: quando o inimigo é demasiado fraco e cai por ele próprio. Assim escusa de ser visto como impiedoso).
Lei 16 – Cultive a ausência para ganhar influência (Exceção à lei: quando ainda não é reconhecido dentro de um grupo).
Lei 17 – Seja imprevisível (Exceção à lei: ser imprevisível com um superior forte pode o deixar desconfortável).
Lei 18 – Não se isole (Exceção à lei: quando precisa de tempo para pensar. Neste caso o isolamento deverá ser temporário).
Lei 19 – Conheça as suas vítimas (Exceção à lei: não existe).
Lei 20 – Não tire partidos (Exceção à lei: em algum ponto da sua vida terá de comprometer-se com alguém, mas não se deixe envolver emocionalmente).
Lei 21 – Faça os outros sentirem-se inteligentes (Exceção à lei: quando quer sobressair em relação aos seus concorrentes, mas não abuse ao tornar-se uma ameaça).
Lei 22 – Renda-se para ganhar (Exceção à lei: quando está perto de ganhar, não pare e continue até ao fim).
Lei 23 – Concentre os seus esforços (Exceção à lei: quando é mais fraco que o seu oponente, precisa de proteção ou de diversificar o seu risco).
Lei 24 – Siga as regras do jogo (Exceção à lei: não existe).
Lei 25 – Reinvente-se (Exceção à lei: não existe).
Lei 26 – Não suje as mãos (Exceção à lei: quando precisa de mostrar um erro para gerar simpatia, ou pretende intimidar os seus subordinados).
Lei 27 – Crie um culto de seguidores (Exceção à lei: quando existe a possibilidade das suas artimanhas serem descobertas).
Lei 28 – Seja audaz (Exceção à lei: não abusar desta leis para não ofender demasiadas pessoas).
Lei 29 – Planeie até ao fim (Exceção à lei: não existe).
Lei 30 – Pareça com seja fácil e não se gabe (Exceção à lei: ocasionalmente deverá revelar as suas técnicas, para não parecer paranoico).
Lei 31 – Controle as opções dos outros (Exceção à lei: por vezes pode ser mais vantajoso deixar os outros à vontade para conhecer as suas táticas).
Lei 32 – Cultive a fantasia nos outros (Exceção à lei: quando existe a possibilidade de ser desmascarado, pelo que é importante manter as promessas vagas e ambíguas).
Lei 33 – Utilize a fraqueza dos outros (Exceção à lei: quando sentir que está a ir longe demais, virando os outros contra si).
Lei 34 – Aja como a realeza (Exceção à lei: nunca faça isto à conta da humilhação dos outros, fazendo com que se virem contra si, ou sobrepondo-se demais constituindo neste caso um alvo a abater),
Lei 35 – Saiba qual o tempo certo (Exceção à lei: não existe).
Lei 36 – Ignore os pequenos problemas (Exceção à lei: quando existe a possibilidade de ferir a suscetibilidade de alguém, podendo virar-se contra si).
Lei 37 – Crie um espetáculo atraente (Exceção à lei: não existe).
Lei 38 – Misture-se com o rebanho (Exceção à lei: quando já tem poder pode isolar-se mais, mas não abuse do isolamento para dar-lhe um traço comum).
Lei 39 – Agite os seus inimigos (Exceção à lei: no caso de criar um monstro que não consiga controlar).
Lei 40 – Utilize o dinheiro a seu favor (Exceção à lei: em certas circunstâncias pode ser mais eficaz usar a técnica do “almoço grátis” para ter a atenção dos outros).
Lei 41 – Siga o seu próprio caminho (Exceção à lei: por vezes é benéfico emular o que se fez de bem no passado, mas tenha em atenção para não ficar agarrado ao mesmo).
Lei 42 – Elimine o desordeiro (Exceção à lei: por vezes pode ser mais útil manter um oponente por perto, enquanto remove as suas bases de suporte, especialmente se existe possibilidade de vingança).
Lei 43 – Conquiste corações e mentes jogando com as emoções e fraquezas dos outros (Exceção à lei: não existe).
Lei 44 – Espelhe as emoções dos outros (Exceção à lei: quando as pessoas esperam que se comporte de um certo modo. Não abuse desta lei ou as pessoas poderão sentir-se usadas).
Lei 45 – Introduza a mudança aos poucos (Exceção à lei: durante tempos de estagnação as pessoas estão sedentas de mudança, mas esteja atento ao humor do público desacelerando as reformas a qualquer momento).
Lei 46 – Não provoque a inveja (Exceção à lei: quando está no poder e não pode fazer nada contra a inveja. Neste caso mostre desdenho pelos que o invejam. Os seus oponentes irão contorcer-se).
Lei 47 – Saiba quando parar (Exceção à lei: assegure-se que não para às portas da vitória para esmagar o seu oponente, mas neste caso não exagere criando novos inimigos).
Lei 48 – Seja elusivo (Exceção à lei: existem alguns momentos em que é preciso concentrar toda a sua força e atacar).

Para uma informação mais completa do trabalho de Robert Greene, consulte o novo blogue 48-leis-do-poder-blogs.sapo.pt, com o resumo alargado do livro.