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The Daily Habit

Diário de produtividade pessoal

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Objetivos 2021: Checkpoint #1

Esta é a revisão trimestral dos meus objetivos para 2021.

Existem dois tipos de objetivos. O primeiro tipo de objetivos são as metas clássicas como por exemplo “Estudar e preparar-me para o exame de inglês TOEFL a realizar em junho”. O segundo tipo de objetivos são as rotinas ou hábitos como por exemplo “Correr 30 minutos três vezes por semana”.

Nesta edição da revisão vou ser sucinto, e concentrar-me apenas em desenvolver três objetivos pessoais que pretendo atingir até ao final do ano.

Objetivo #1: Ter uma rentabilidade média líquida de 1% ao mês na minha conta de trading

Uma das minhas paixões e obsessões é negociar ativamente nos mercados financeiros (ver artigo O Que Aprendi em 1 Ano a Negociar na Bolsa). Já no terceiro ano de trading, espero já em 2021 começar a obter lucros, mesmo que humildes. Os primeiros dois anos foram de perdas com o tempo dividido entre contas reais e de simulação.

Objetivo #2: Promover duas horas diárias de atividades de relaxamento da visão

Tenho elevada miopia, e já na meia idade a miopia continua a progredir. Embora esta condição não tenha cura, importa reduzir o progresso e a deterioração da visão. Atividades como tempo ao ar livre, pausas regulares, e não ler à noite podem contribuir para uma visão mais saudável.

Objetivo #3: Projeto familiar

Este projeto é de carácter particular e prefiro não partilhar o mesmo na blogosfera.

É tudo nesta revisão e checkpoint trimestral de objetivos para 2021.

O que David Allen nos Diz Sobre Objetivos e Metas

Making It All Work de David Allen

David Allen é um guru da gestão do tempo mundialmente conhecido pelo seu sistema Getting Things Done ou GTD.

O autor propõe organizar as listas de tarefas através de uma estrutura hierárquica:

  1. Tarefas – atividades individuais e descompostas para serem executadas (exemplo: criar um memorando no trabalho ou pagar a conta da eletricidade.
  2. Projetos – um conjunto de duas ou mais tarefas relacionadas (exemplo: escrever artigo (projeto), em que a primeira tarefa é pesquisar, a segunda tarefa é escrever e a terceira tarefa é rever e editar).
  3. Contextos – o que preciso para executar determinada tarefa (exemplo: nível de energia baixo, médio ou alto).
  4. Áreas de responsabilidade: agrupar as tarefas e listas de projetos por áreas temáticas (exemplo: pessoal, trabalho, família, hobbies, dinheiro, etc.).
  5. Objetivos ou Metas: o que pretendo alcançar nos próximos um a dois anos.

Cada um destes pontos merece um artigo dedicado, sendo que neste artigo pretendo escrever apenas sobre o último ponto da importância dos objetivos deixando aqui as principais transcrições do livro de Allen Making It All Work: Winning at the Game of Work and the Business of Life.

Sobre a importância dos objetivos

“É um facto bem conhecido de que o atributo comum dos indivíduos e organizações com alta performance é ter um conjunto de objetivos claros e escritos.”

O paradoxo dos objetivos

“Se os objetivos são tão valiosos, porque é que existe tanta resistência no processo? O desafio dos objetivos é o compromisso com qualquer tipo de resultado de longo prazo, de assumir uma vontade de abandonar a familiaridade do dia-a-dia e arriscar um salto para o desconhecido. E se não conseguir atingir o que quero? E se não for a coisa certa a fazer? O que tenho de sacrificar?”

Em determinadas alturas traçar objetivos pode não fazer sentido.

“Existem momentos em que o foco num objetivo ambicioso pode não ser o curso de ação mais apropriado, já que o poderá fazer sentir-se menos no controlo, que é o oposto do pretendido. (…) Se já está a sentir-se um pouco instável a gerir a sua atual realidade, um objetivo muito alto será provavelmente contraprodutivo.”

A importância de começar nas pequenas coisas.

“Grande parte do que desenvolvi nos modelos GTD foi baseado no facto de que as pessoas não conseguem focar-se apropriadamente no quadro geral por causa da sua incapacidade para lidar com o essencial. Existem momentos da vida em que as pequenas coisas sobrecarregam tanto uma pessoa que definir objetivos poderá ser um exercício artificial e penoso.”

Só o indivíduo poderá saber se precisa ou não de ter objetivos

“É uma decisão difícil saber quando se devem traçar metas e objetivos para se atingir o foco, e quando será melhor aceitar e gerir a realidade, para que mais tarde, no devido tempo, e com maior estabilidade e claridade, finalmente caminhar em direção a novas direções e responsabilidades. Somente o próprio sabe a resposta.”

Conclusão

David Allen descreve no seu livro que embora a criação de metas e objetivos seja essencial a uma maior rentabilidade de indivíduos e organizações, quando nos sentimos desorganizados e vivemos no caos, poderá fazer mais sentido focarmo-nos nas pequenas coisas e no essencial. Neste caso, estabilizar o dia-a-dia, deverá ser a prioridade.

À medida que ganhamos controlo e confiança, mais tarde, podemos decidir se no nosso caso em particular justificará traçar objetivos, que só fará sentido se proporcionar um foco adicional.

Até porque existem muitas pessoas bem-sucedidas que nunca traçaram objetivos, embora se acredite que neste último caso estas tenham um propósito maior que serve de guia para aproveitarem as oportunidades que a vida lhes dá

Os Meus Objetivos para 2021

Mapa mental com objetivos 2021

Estamos no final de dezembro, sendo o tempo ideal de reflexão para traçar os objetivos do ano novo em 2021.

À semelhança do ano passado, irei usar um mapa mental para apoio neste processo. A partir do centro do mapa, nascem as áreas que pretendo desenvolver: trabalho a vermelho, dinheiro a verde e pessoal a azul.

No trabalho, pretendo continuar a aplicar os princípios das leis do poder baseado nas obras de Robert GreeneDale Carnegie, com especial incidência na arte de ouvir, falando menos.

No dinheiro, quero continuar a poupar uma percentagem dos meus rendimentos e desenvolver uma estratégia de trading na bolsa de valores. Se terminar o ano sem perder rendimentos na bolsa já será positivo.

Dividi a área pessoal em casa e saúde. Na casa quero cozinhar refeições vegetarianas e levantar-me cedo logo ao primeiro toque do despertador. Na saúde pretendo criar hábitos que promovam o relaxamento ocular para prevenção da degradação da visão devido à minha miopia.

É interessante notar que todos os objetivos de 2021 se traduzem em hábitos (não mostrado na imagem), com a repetição de atividades, e que têm de ser geridos de forma diferente das tarefas, mas esta explicação fica para outro artigo.

Mapa mental criado com a aplicação xMind.

 

Objetivos 2020: Reta Final à Vista

Objetivos 2020: Revisão Trimestral n.º 4

Está na altura da revisão trimestral dos objetivos para 2020. É a última revisão do ano, e também a última oportunidade para atingir os objetivos.

Assim como a vitória de um ciclista é muitas vezes decidida na reta final, os três últimos meses do ano proporcionam o foco necessário para “pedalar” na velocidade máxima com a meta à vista.

Desenvolvo os objetivos em seis áreas: social, trabalho, dinheiro, saúde, casa e espiritual. Para uma maior eficácia, no último trimestre do ano vou tentar juntar várias áreas.

Por exemplo, como trabalho numa grande organização, posso socializar mais com os colegas e dirigentes, juntando deste modo as áreas social e trabalho. O ideal seria juntar o trabalho com o dinheiro, encontrando um emprego que providenciasse maior rendimentos. O meu emprego é mal remunerado como a maioria dos empregos em Portugal, mas tem outros benefícios indiretos, pelo que irei continuar no mesmo trabalho apostando na educação ativa na bolsa de valores.

Assim sendo, os meus objetivos para o último trimestre de 2020 são:

Trabalho: fazer uma comunicação 80/20, escutando 80% e falando 20% do tempo (H).

Dinheiro: 1) poupar 30% dos rendimentos (H) e 2) desenvolver uma estratégia lucrativa na bolsa de valores (P).

Saúde: 1) cozinhar duas refeições vegetarianas por semana (H), 2) aplicar o mindfulness na visão e yoga (H) e 2) controlar o colesterol (P).

Casa: Arrumar e reduzir o número de “coisas” para uma casa mais minimalista (H).

Natureza. Dar um passeio junto ao mar aos fins de semana (H).

O símbolo H ou P à frente de cada objetivo refere-se a hábito ou projeto. Um hábito é uma rotina executada periodicamente e um projeto é um conjunto de tarefas.

Uma Casa Minimalista

Sofá cor de laranja simples

Nas sociedades do capitalismo atuais, a generalidade das pessoas tem acesso a todo o tipo de bens e materiais. O resultado é colectarem “coisas” que não precisam e juntar tudo em casa.

Para contrariar esta tendência de excessos, a que também não estou imune, este ano estabeleci como objetivo ter uma casa mais minimalista. É um projeto para ser desenvolvido aos fins de semana juntamente com as tarefas habituais de arrumação e limpeza.

Este fim de semana comecei por algo simples, como arrumar o móvel da televisão. É incrível o que tinha neste pequeno móvel: livros, aparelhos electrónicos, velas, chocolates, DVDs, canetas, etc. Até uma mola de roupa encontrei no móvel, incrível!

Os aparelhos electrónicos que já não uso vão para a reciclagem nos pontos eletrão que existe nos principais shoppings, grande parte do livros vão para dar, as canetas de plástico para a reciclagem, as velas para a minha prática de yoga em casa. Bem os chocolates, infelizmente já não estão bons e têm de ir para o lixo, que desperdício!

No próximo fim de semana, a tarefa é avançar para o escritório, onde a pilha de bens é enorme. O objetivo é caminhar em direção a uma casa mais minimalista, um fim de semana de cada vez!

 

Aplicar as Leis do Poder: Planear até ao Fim

As 48 Leis do Poder de Robert Greene trazem importantes lições para a vida para os que não tiveram a hipótese de ter uma boa educação num mundo em que vencem os “espertos”, e não necessariamente os mais competentes ou mais capazes.

Neste artigo quero escrever sobre a importância do planeamento na vida profissional, transposto a lei n.º 29 “planeie até ao fim”. Greene refere na sua obra que muitas das leis têm exceções, mas quanto à necessidade de planear, é perentório a dizer que não existem exceções à lei.

Em retrospetiva, penso que um dos grandes impedimentos à minha evolução profissional, e também a de muitas outras pessoas é:

1) Não ter um objetivo claro a atingir e;
2) Planear até ao fim para concretizar o objetivo.

Um objetivo sem um plano é como um sonho. O plano é o que materializa o objetivo, com a descrição da estratégia e táticas a empregar.

Uma das dificuldades em criar um plano no início de qualquer empreendimento, é que se está na posse de todos os dados. Um plano é, pois, algo que está em atualização regular à medida que vamos avançando e ganhando experiência e novos conhecimentos.

O mais difícil é começar, e o primeiro plano será possivelmente diferente, senão totalmente diferente do plano final que nos levará à vitória e concretização dos nossos objetivos.

Devemos acima de tudo fazer um esforço no início para “planear até ao fim”, desenhando um mapa de onde estamos até onde pretendemos chegar. Quem sabe o que nos reserva?

Oh Não! Objetivos 2020 Outra Vez (Parte 3)

Não basta traçar os objetivos anuais no início do ano e depois esperar pelo melhor. Possivelmente o que irá acontecer será a desistência ou esquecimento dos mesmos pelo caminho. É importante manter os objetivos relevantes e atuais através de uma revisão periódica.

Esta é a terceira e última parte da revisão trimestral dos meus objetivos para 2020, dando um exemplo pessoal, e demonstrando que é um trabalho que exige reflexão e tempo. Não seria de esperar outra coisa para almejar uma performance acima da média.

Um processo de três passos

Recomendo executar esta tarefa no final de cada trimestre, consistindo em três passos:

  1. Criação de um mapa mental ou lista com as ideias ou tópicos a desenvolver para o ano divido por áreas. Ler artigo Oh Não! Objetivos 2020 Outra Vez (Parte 1).
  2. Validação dos objetivos perguntando qual a razão por detrás de cada um (porquê) e escrever os mesmos de acordo com a fórmula SMART. Ler artigo Oh Não! Objetivos 2020 Outra Vez (Parte 2).
  3. Criar um plano de ação através de projetos, tarefas e hábitos de suporte aos objetivos. Este ponto é fundamental e o único que tem utilidade prática, fazendo a ligação entre a estratégia e a realidade. Neste artigo vou desenvolver este último ponto.

Um projeto é um conjunto de tarefas relacionadas com o mesmo tema, Um hábito é a mesma tarefa repetida periodicamente (diariamente, semanalmente, mensalmente, trimestralmente, etc).

De seguida é apresentado o exemplo para as áreas da saúde e trabalho dos meus objetivos pessoais. Deverá ler os artigos anteriores para ficar com o contexto geral.

Área da saúde

Ideias: relaxamento, visão, mindfulness

Hábitos:

  • Não usar aparelhos eletrónicos de leitura e fazer relaxamento da face e olhos a partir das 22h (diário).
  • Usar a técnica Pomodoro de gestão do tempo (diário).
  • Aplicar mindfulness na caminhada (diário).
  • Aplicar mindfulness na comida (diário).
  • Aplicar mindfulness na comunicação (diário).
  • Aplicar mindfulness na respiração (diário).

Ideias: alimentação, vegetariano

Hábitos

  • Cozinhar duas receitas vegetarianas à terça-feira e sábado (semanal)

Área do trabalho

Ideias: Leis do Poder, Greene

Hábitos

  • Escrever um artigo com a aplicação de um caso prático no meu trabalho inspirado da obra de Robert Greene As 48 Leis do Poder (semanal).

As áreas casa, social, pessoal, espiritual e dinheiro não precisam de um desenvolvimento como o realizado para as restantes áreas, e de modo a evitar complicar o processo de revisão dos objetivos. Os mesmos já estão engrenados nos meus hábitos, bastando recordar as ideias principais de vez em quando.

Deverá constar que neste exemplo os objetivos produziram hábitos, o que não é obrigatório. O resultado poderia ser também projetos e tarefas. No entanto os hábitos têm a vantagem de criar rotinas, que poderão tornar as coisas mais fáceis para muitas pessoas.

Usar uma checklist para os hábitos diários

Para não sobrecarregar as listas de tarefas com hábitos, vou apenas criar tarefas repetitivas na minha aplicação de apoio à gestão do tempo para os hábitos semanais. Os hábitos diários serão incluídos numa checklist para o efeito.

Termina assim esta série de três artigos dedicados à revisão trimestral dos objetivos anuais. Trata-se de uma atividade que não é fácil, mas que traz grandes recompensas àqueles que querem ter um ano mais produtivo e de sucesso. A alternativa seria mais um ano em que não se definem objetivos nem se atingem metas relevantes.

Quero também deixar claro que o processo de definição de objetivos não tem de iniciar no início do ano. Se ainda não traçou as suas metas para 2020, do que está à espera?

Oh Não! Objetivos 2020 Outra Vez (Parte 2)

Mão a escrever em caderno

No último artigo escrevi sobre a revisão dos objetivos anuais que executo trimestralmente. Para acomodar alterações das circunstâncias invitáveis da vida, alguns dos objetivos têm de ser adaptados, outros eliminados, e eventualmente alguns novos acrescentados.

Depois da execução do mapa mental com a revisão das ideias principais para os objetivos de 2020 é altura de validar os mesmos com a fórmula SMART e a razão por detrás de cada um (saber o porquê).

Os objetivos estão divididos em sete áreas: pessoal, social, trabalho, dinheiro, saúde, casa e espiritual. Algumas destas áreas estão em plena execução, pelo que que não precisam de ser validados. Por exemplo, as áreas pessoal, social, dinheiro, casa e espiritual estão em andamento, precisando apenas de continuar o bom trabalho.

Os objetivos que precisam de validação são nas áreas do trabalho e a saúde.

Área do trabalho

Ideias: Leis do Poder, Greene

Porquê: Ser respeitado no trabalho, evitar manipulações prejudiciais, e zelar pela tranquilidade laboral entre chefias e colegas.

Objetivo SMART: Ler e escrever sobre o trabalho de Robert Greene e Dale Carnegie nas temáticas do poder e influência, publicando um artigo por semana no The Daily Habit com a apresentação de um caso prático no meu trabalho.

Área da saúde

Ideias: relaxamento, visão

Porquê: Tenho uma miopia elevada e passo muitas horas a trabalhar e a ler em aparelhos eletrónicos, inclusive à noite antes de me deitar.

Objetivo SMART: Não utilizar aparelhos eletrónicos de leitura e trabalho aos sábados e à noite a partir das 22h.

Ideias: relaxamento, mindfulness

Porquê: Tenho o mau hábito de comer depressa, não ouvir os outros antes de falar e viver numa ansiedade permanente.

Objetivo SMART: Observar os sentidos corporais quando como. Observar a respiração quando comunico. Observar a rua, o movimento e o tempo quando caminho de e para o trabalho.

Ideias: alimentação, vegetariano

Porquê: Além de adorar comida vegetariana, sinto-me mais leve e mais confortável para trabalhar e na atividade física.

Objetivo SMART: Cozinhar duas receitas vegetarianas por semana à terça-feira e á quinta-feira ou sábado.

Conclusão

Neste exemplo todos os objetivos foram validados pelo porquê e fórmula SMART, com a descrição do motivo por detrás de cada objetivo ou escrevendo cada objetivo de acordo com a fórmula SMART. No caso de não ser possível validar, teriam de ser adaptados ou eliminados. Este processo é entendido como a revisão de objetivos.

Oh Não! Objetivos 2020 Outra Vez

Mapa mental revisão objetivos 2020

Será que alguém ainda pensa nos objetivos de 2020? Será que devido ao Covid-19 as pessoas ainda traçam metas para 2020?

Menos de 1% das pessoas ainda mantêm os objetivos de 2020

Pois bem, a dura realidade, é que possivelmente 1% ou menos das pessoas ainda têm objetivos por esta altura. Muitas delas nunca os definiram e as que os definiram foram desistindo pelo caminho.

O que a maioria desconhece é que não tem de esperar pelo novo ano para definir novos objetivos. Pode retomar agora mesmo o processo, acrescentando novos objetivos, eliminando os que já não são úteis e modificando ou adaptando outros.

Uso de mapas mentais para a definição de objetivos

Partilhei em artigo anterior o uso de mapas mentais para apoio na definição e revisão de objetivos. Esta ferramenta foi desenvolvida originalmente por Tony Buzan e é muito simples. Inicia-se com uma ideia central, que pode ser uma palavra, um número ou símbolo. Depois traçam-se linhas a partir desta ideia que vão ligar a outras ideias secundárias e assim por diante.

Para facilitar o processo criativo deve-se utilizar sempre que possível, apenas uma palavra nos subtópicos, que segundo Buzan facilita a ligação entre novas ideias no cérebro.

Na imagem encontra-se um exemplo de um mapa mental com os meus objetivos para 2020 revistos. Faço este processo quatro vezes por ano no final de cada trimestre. Começo em dezembro do ano anterior, e depois em março, junho e setembro revejo os meus objetivos para os manter relevantes e atuais.

Aplicar a fórmula SMART e saber o "porquê"

O trabalho não acaba por aqui, e o que vem de seguida é muito importante. Depois do primeiro rascunho do mapa mental, é preciso escrever numa folha em separado cada objetivo de acordo com a fórmula SMART e perguntar o porquê por detrás de cada um.

Senão for possível escrever um objetivo que seja específico, mensurável, atingível, relevante e temporal bem como ter uma razão para a sua existência, o objetivo terá de ser eliminado ou adaptado. É uma espécie de prova dos nove da realidade.

Espero ter conseguido inspirar de alguma forma o leitor a leitora a retomar o processo de criação de objetivos. Se ainda não traçou quaisquer objetivos para 2020, ainda está a tempo de o fazer. Deve-se entender a definição de objetivos sempre como um processo inacabado e de melhoria contínua à medida que o futuro nos vai dando novas pistas sobre qual o próximo passo.

A Síndrome do Professor

Normalmente no que me envolvo gosto de aprofundar ao máximo, estudando e analisando a matéria de uma forma intensiva.

Foi assim com o método de yoga que pratico há mais de cinco anos, com as técnicas de terapia cognitivo comportamental (TCC) para a depressão e ansiedade, com o sistema de gestão do tempo e criação de listas de tarefas para elevar a produtividade, e mais recentemente com o desenvolvimento de uma estratégia de trading para obter a independência financeira no mercado de acões.

Ao mesmo tempo que estudava e investigava estas temáticas, com a exceção da terapia TCC por não estar apto profissionalmente nem ser psicólogo, criei um forte desejo por ensinar estas matérias a outros. Chamo a isto a síndrome do professor.

Esta síndrome não é prejudicial na sua essência, até porque é conhecido que a melhor forma de aprendermos algo é ensinando aos outros (ler os artigos O melhor jeito de aprender é ensinar e Você devia ensinar o que sabe (mesmo não sendo um especialista). Só se torna problemático quando reduz a produtividade pessoal, que defini no artigo anterior como a "Execução de todas as atividades inerentes, incluindo a gestão do tempo, que levam o indivíduo a trabalhar ou fazer para alcançar os seus objetivos."

De acordo com esta definição, se as minhas atividades não estiverem ligadas aos objetivos, existe uma desconexão com a realidade, e, portanto, uma quebra da produtividade pessoal.

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