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The Daily Habit

Diário de produtividade pessoal

The Daily Habit

Diário de produtividade pessoal

O Sucesso Está nos Pormenores

Nas duas últimas semanas não tenho publicado tanto quanto gostaria no The Daily Habit, porque estou a desenvolver outro blogue dedicado ao livro de Dale Carnegie “Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas”, além de estar intensamente a desenvolver a minha estratégia de investimento nos mercados financeiros.

O projeto do blogue termina esta semana, e se tudo correr bem, irei iniciar um novo projeto relacionado com outro livro clássico de liderança e estratégia (a anunciar em breve), sendo que antes irei fazer uma pausa de pelo menos uma semana nos projetos literários.

Irei aproveitar para publicar um artigo por dia no The Daily Habit, e consolidar o meu diário de produtividade pessoal com os últimos desafios profissionais e pessoais, e dedicando tempo ao corpo e mente para uma maior energia para enfrentar e resolver os inevitáveis problemas.

Para ter sucesso em alguma área da vida, é preciso em primeiro lugar muita dedicação, impulsionada por uma auto motivação ainda maior. A concorrência é feroz em tudo o que vale a pena conquistar, pelo que o “mercado” só premeia os que verdadeiramente estão dispostos a fazer de tudo para atingir os seus objetivos.

No início, quando estamos a aprender algo de novo, só conseguimos ter uma perceção geral da realidade. À medida que vamos avançando no conhecimento e na experiência, a realidade vai ficando mais clara. Depois de muitas centenas e milhares de horas dedicados a uma matéria, conseguimos finalmente avistar toda a dimensão da realidade, e de quanto pequenos somos perante a mesma.

Nesta altura de consciência plena, conseguimos finalmente nos aperceber dos detalhes e pormenores que fazem toda a diferença, e que constituem a nossa vantagem competitiva num mundo sem tempo para desculpas.

Manter a Calma e Racionalidade num Ambiente Hostil

Uma das leis do poder de Robert Greene é vencer pelas atitudes e não discutir, enquanto um dos princípios de Dale Carnegie é não criticar, não condenar e não se queixar.

Em retrospetiva, penso que fui bastante prejudicado na minha carreira por não obedecer a esta lei e princípio. Em vez de jogar o jogo do poder, deixo que as ações das outras pessoas “fervilharem” na minha cabeça, causando um aumento súbito da ansiedade.

O resultado é uma resposta desadequada, que embora ajude a proteger o meu ego e aliviar o stress no momento, a longo prazo é uma estratégia que se vira contra mim.

Poderei ter razão em relação às ações dos outros, que poderão não ser as mais corretas, mas a minha reação acaba por dar aos meus oponentes factos que poderão utilizar no futuro contra mim.

Aliás, esta é uma das leis do poder, agitar as águas para atrair o peixe, em que descreve que raiva e reações emocionais são contraproducentes do ponto de vista estratégicos, e que se conseguirmos irritar o inimigo sem perder a calma, adquire-se uma enorme vantagem.

Se vou seguir ou não estas leis e princípios no futuro, e se quero progredir na minha carreira profissional, não existe outra alternativa senão seguir as mesmas. Poderei por exemplo, e nos dias em que os outros “agitam as minhas águas”, deixar as decisões para o dia seguinte, onde já consigo olhar mais racionalmente para a situação em questão, evitando reações imediatas.

Mesmo que não pretenda progredir profissionalmente, é uma questão de respeito, e dos outros não abusarem das suas posições.

O Estoicismo de Marco Aurélio: Definição e Prática

Marco Aurélio

Há uns anos atrás, quando estudava no secundário, umas das disciplinas que menosprezava era a filosofia. Tive inclusive de ter explicações para conseguir passar com nota positiva. Não entendia no que a filosofia poderia ser útil, e achava uma autêntica perda de tempo.

Recentemente tive contacto com o estoicismo, uma filosofia que ficou em grande medida conhecida pelos diários de Marco Aurélio (r. 121–180) da antiga Grécia Romana, e que contribuiu para melhorar a minha opinião acerca da utilidade desta sabedoria antiga.

O que mais me fascina no estoicismo é a sua componente prática, ajudando os seus praticantes a ultrapassar emoções negativas e a encontrar soluções para os problemas do dia-a-dia. Pode-se afirmar que esta filosofia é construída através da ação evitando-se debates de opinião que não chegam a lado nenhum.

O estoicismo pretende recordar aos seus proponentes como o mundo é imprevisível cheio de incertezas e de como a vida é curta. Pretende também tornar-nos mais estáveis, fortes e no controlo de nós próprios. Esta filosofia diz que a principal fonte da nossa insatisfação reside na dependência impulsiva dos nossos sentidos em vez da lógica.

Destaco de seguida três práticas que os estoicos utilizam.

Lembrar que tudo é efémero

Na filosofia estoica devemos nos recordar de como somos pequenos, de que o mundo é apenas um infinitésimo de um universo desconhecido, e de como estamos aqui numa breve passagem. O que interessa enquanto estamos por cá é ser a melhor pessoa possível e fazer o que achamos correto.

Não sofrer sobre o que não se controla

Um dos aspetos mais importantes desta filosofia é distinguir o que podemos mudar do que não podemos mudar. Exercer qualquer tipo de influência sobre o que não controlamos, será meramente uma perda de tempo, e terá um efeito de frustração e instabilidade emocional.

Escrever um diário

Escrever regularmente sobre nós próprios, as outras pessoas e como vemos o mundo é uma prática do estoicismo. Inclui-se aqui a reflecção sobre o dia que passou, preparar o dia que se segue, meditar nas lições apreendidas, e outras pontos sobre o que se queira escrever. Marco Aurélio era um praticante desta filosofia, e hoje podemos ler o diário com a publicação das suas meditações.

Fonte

What Is Stoicism? A Definition & 9 Stoic Exercises To Get You Started

5 Técnicas para Lidar com um Chefe "Picuinhas" sem Perder a Sanidade Mental

Mulher em frente a portatil apoiando a cabeça

Depois de umas semanas ausente aqui no blogue finalmente consigo dedicar tempo à escrita. Neste período houve mudanças de chefia no meu trabalho e fui premiado com um chefe picuinhas,

De acordo com o dicionário priberam, piquinhas é "aquele ou aquela que é exageradamente minucioso; que ou quem dá muita importância a pormenores".

Um chefe picuinhas é deste modo um micro gestor com muitas dificuldades em delegar tarefas aos seus subordinados. Muitas vezes estas pessoas são bons profissionais, mas quando transitam para cargos de chefia têm um grande receio que a sua equipa não esteja ao seu melhor nível, e o resultado é não dar espaço aos seus colaboradores, atentos a todos os detalhes.

De seguida irei partilhar cinco técnicas que poderá utilizar para lidar com um chefe picuinhas no seu trabalho.

1. Preparação mental

A primeira técnica é a preparação mental e entender esta nova situação como mais um desafio profissional. Possivelmente o seu chefe não tem nada contra si, e não deve levar para o campo pessoal, mas sim como um problema no trabalho que carece de resolução.

2. Manter a postura e educação

A segunda técnica é manter a postura e educação perante o seu chefe por mais que isso lhecuste, e de modo ao mesmo não ter nada a apontar em relação a si. As leis do poder são dinâmicas e nunca sabe se irá precisar do seu chefe no futuro, portanto mantenha as portas abertas.

3. Transmitir indiretamente que não aprecia este tipo de comportamento

A terceira técnica é de uma forma subtil transmitir que não tolera este tipo de comportamento, para que o seu chefe o possa respeitar. Isto muitas vezes é conseguido de uma forma indireta falando com outras pessoas que reportam ou trabalham consigo além do seu chefe para terem em consideração o organograma da organização ou projeto, e não passarem por cima de si falando com o seu chefe diretamente.

4. Fazer uma auto-análise

A quarta técnica é fazer uma auto-análise, e verificar se o comportamento do seu chefe não terá uma razão de existir. Por exemplo, tem falta de conhecimentos ou competências nalguma área específica do seu trabalho? Neste caso deve falar com o seu chefe das necessidades específicas de formação ou de pensar na forma como trabalha.

5. Utilizar o trabalho do seu chefe a seu favor

A quinta e última técnica é utilizar a vontade de trabalhar do seu chefe a seu favor, à semelhança do que acontece no judo em que se utiliza a força do oponente como vantagem. Provavelmente a personalidade do seu chefe é mesmo assim. Pode dar-lhe, por exemplo, tarefas que não pretende fazer para o manter ocupado e mante-lo afastado dos seus projetos.

Espero que estas cinco técnicas o tenham ajudado se cruzar-se com um chefe picuinhas no seu trabalho. Este tipo de chefe pode ser desconcertante, podendo no entanto aprender com a experiência e dar a volta.

Como Deixar de se Preocupar e Começar a Viver de Dale Carnegie, Resumo do Livro - As Minhas Notas

Como Deixar de se Preocupar e Comecar a Viver

Dale Carnegie ficou mundialmente famoso quando publicou o bestseller "Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas". Em Como Deixar de se Preocupar e Começar a Viver, o autor volta a escrever sobre um problema que afeta grande parte das pessoas, que é o excesso de preocupação.

Este livro foi desenvolvido ao longo de seis de anos de pesquisa, descrevendo técnicas práticas para conhecer e aprender a lidar com a preocupação que incluem a redução dos pensamentos negativos, resolução de problemas, lidar com as críticas e aprender a cultivar uma atitude positiva.

O livro foi publicado originalmente em 1944, continuando sempre disponível nas livrarias e com muitos exemplares vendidos, demonstrando a intemporalidade da mensagem.

De seguida faço um breve resumo do livro com as minhas notas e descrevendo os principais tópicos.

Parte I - Entender o que é a preocupação

  1. Tentar viver um dia de cada vez, compartimentando cada momento.
  2. Quanto tiver um problema sério seguir os seguintes passos: Em primeiro lugar pergunte a si próprio: "O que de pior pode acontecer se não conseguir resolver o meu problema?" Em segundo lugar mentalize-se para aceitar o pior se necessário e em terceiro lugar tente tranquilamente melhorar a pior situação possível para o qual já se mentalizou.
  3. Existe um preço alto a pagar pela preocupação, que é a sua saúde.

Parte II - Como analisar uma preocupação

  1. Reunir os factos.
  2. Tomar uma decisão.
  3. Colocar em prática a decisão agindo.
  4. Resolver problemas através das seguintes questões: Qual é o problema? Qual é a causa do problema? Quais são as soluções possíveis? Qual é a melhor solução?

Parte III - Como acabar com o hábito da preocupação

  1. Manter-se ocupado.
  2. Não fazer uma tempestade num copo de água por causa de coisas pequenas e sem significado.
  3. Perguntar a si próprio: Quais são as probabilidades do pior acontecer?
  4. Aceitar o inevitável sobre o que não pode mudar.
  5. Depois do pior acontecer esqueça e continue com a sua vida.

Parte IV - Sete formas de cultivar uma atitude positiva

  1. Encher a mente de pensamentos de paz, coragem, saúde e esperança.
  2. Não pensar nem dar importância aos nossos inimigos ou a pessoas de que não gostamos.
  3. Não esperar a gratidão dos outros.
  4. Apreciar as nossas bênçãos.
  5. Não imitar os outros porque somos únicos.
  6. Fazer limonada com o limões que nos dão.
  7. Trazer felicidade aos outros.

Parte V - Como evitar a preocupação com as critícas

  1. As críticas injustas são muitas vezes uma forma disfarçada de elogio.
  2. Dê o seu melhor e depois ignore as críticas.
  3. Devemos ser críticos de nós mesmos em primeiro lugar, e depois solicitar aos outros critícas imparciais e construtivas.

Parte VI - Seis maneiras de evitar a fadiga e ter mais energia

  1. Descanse antes de estar cansado.
  2. Aprenda a relaxar no trabalho.
  3. Aprenda a relaxar em casa.
  4. Colocar em prática os seguintes hábitos: manter a secretária arrumada, fazer as tarefas por ordem de importância, resolver os problemas imediatamente sempre que possível, aprender a organizar, delegar e supervisionar.
  5. Crie entusiasmo no seu trabalho.
  6. Se tiver problemas em dormir lembre-se que a preocupação com a insónia é que é prejudicial, e não a insónia propriamente dita.

A Arte Subtil de Saber Dizer que se F*da de Mark Manson, Resumo do Livro - As Minhas Notas

A Arte Subtil de Saber Dizer que se F*da de Mark Manson

As pessoas cada vez mais desfrutam das suas riquezas materiais e dos seus confortos, e no entanto sentem-se mais pobres emocionalmente e psicologicamente. Em "A Arte Subtil de Saber Dizer que se F*da", Mark Manson descreve as suas ideias e perceções para nos ajudar a lidar com o sofrimento e fracasso, para que consigamos viver uma vida mais completa e encontrar a verdadeira felicidade.

As ideias de Manson são proferidas num estilo único, e em alguns momentos através de linguagem irreverente para passar a sua mensagem.

O livro em três frases

  • A vida é inevitavelmente preenchida por sofrimento e uma necessidade contínua de resolução de problemas, por isso devemos escolher aqueles que gostamos de resolver.
  • Os problemas que escolhemos devem estar alinhados com os nossos valores, sabendo distinguir os bons dos maus valores.
  • A cultura de excecionalidade generalizada transmitida pelos meios de comunicação social e redes sociais é uma ilusão, não havendo atalhos e sendo necessário trabalhar e aperfeiçoar continuamente até se atingir o sucesso.

Resumo do livro "A Arte Subtil de Saber Dizer que se F*da"

  • Tudo o que vale a pena na vida é conquistado pela superação da experiência negativa associada. Qualquer tentativa de escapar ao negativo, de o evitar, rejeitar ou silenciar, tem um efeito de ricochete. A negação do sofrimento é uma forma de sofrimento. A negação da luta é uma luta. A negação do fracasso é um fracasso. Esconder o que é vergonhoso é , em si mesmo, uma forma de vergonha.
  • A questão não é fugir do desagradável. A questão é descobrir o desagradável com que gostamos de lidar.
  • Grande parte das pessoas considera certos "problemas da vida" por não terem mais nada com que se preocuparem. Daí que encontrarem algo mais importante e significativo seja provavelmente a forma mais produtiva de usarem o seu tempo e energia. Porque, se não encontrarem algo significativo, dedicarão a sua preocupação a coisas frívolas e mesquinhas.
  • A maturidade é o que acontece quando uma pessoa aprende a só se preocupar com o que merece a pena.
  • Sofremos pela simples razão de que sofrer é biologicamente útil. É o agente preferido pela natureza para inspirar mudança. Estamos programados para nos tornarmos insatisfeitos com o que quer que tenhamos e satisfeitos para aquilo que não temos.
  • Tal como dar uma pancada com o dedo numa mesa nos ensina a esbarrar menos em mesas, a dor emocional da rejeição e do fracasso ensina-nos a evitar os mesmos erros no futuro.
  • A solução para um problema é apenas a criação do próximo. A felicidade resulta de resolver problemas e apenas ocorre quando descobrimos problemas que gostamos de ter e resolver.
  • O sonho é uma montanha, e é longa a caminhada para lá chegar. Quem nós somos é definido por aquilo que desejamos lutar.
  • Quanto mais profunda é a dor, mais impotentes nos sentimos perante os nosso problemas e mais adotamos a atitude de "tenho o direito" para compensar esses problemas.
  • O facto de compreendermos que nós e os nossos problemas não somos privilegiados em termos de severidade ou dor, é o primeiro e mais importante passo para os resolvermos.
  • A vaga de informação extrema em que vivemos condicionou-nos para acreditar que a excecionalidade é o novo normal, e leva-nos a sentir inseguros e desesperados porque claramente, não somos bastante bons. O facto é que somos todos bastante médios a maior maior do tempo, porque se fôssemos todos extraordinários, por definição, ninguém seria extraordinário.
  • As raras pessoas que se tornam verdadeiramente excecionais em alguma coisa não o fazem por acreditar que são excecionais. Pelo contrário, tornam-se fantásticas porque estão obcecadas pelo aperfeiçoamento, derivada de uma crença de que na verdade, não são assim tão fantásticas. Estas pessoas tornam-se grandes porque compreendem que ainda não são grandes - são medíocres, são médias - e podem ser muito melhores.
  • Os humanos escolhem muitas vezes dedicar grandes porções da sua vida a causas aparentemente inúteis ou destrutivas.
  • O auto conhecimento é como uma cebola. A primeira camada é o simples reconhecimento das nossas emoções. A segunda camada é a capacidade para perguntar por que razão sentimos determinadas emoções. A terceira e última camada são os nossos valores pessoais: Porque considero isto um fracasso/sucesso? Como estou a escolher medir-me? Por que padrão estou a julgar-me e a todos os que me rodeiam?
  • Os nossos valores determinam os critérios pelos quais nos avaliamos e todos os outros. Se quisermos mudar a forma como vemos os nosso problemas, temos de mudar aquilo que valorizamos e/ou a forma como medimos o sucesso e o fracasso.
  • Os bons valores são baseados na realidade, socialmente construtivos e controláveis. Os maus valores são supersticiosos, socialmente destrutivos e não controláveis.
  • Se está infeliz na sua situação atual é porque, provavelmente sente que em parte ela está fora do seu controlo, que há um problema que não tem capacidade para resolver, um problema que, de alguma forma, lhe foi imposto sem que o tenha escolhido.
  • Ninguém é responsável pela nossa situação, a não ser nós. Muitas pessoas podem ter culpa da nossa infelicidade, mas a única pessoa responsável somos nós.
  • As pessoas más nunca acreditam que elas são más; pelo contrário, acreditam que os outro todos é que são maus.
  • Manson conta a história do seu professor da escola primária, que dizia que se estivesse bloqueado com um problema, para não ficar a pensar nele; simplesmente deveria começar a trabalhar nele, porque mesmo que não saiba o que está a fazer, o simples ato de trabalhar no problema fará com que as ideias certas acabem por surgir.
  • Se faltar motivação para fazer uma mudança importante, deve-se fazer qualquer coisa, e usar a reação a essa ação como forma de começar a motivar.
  • Compreendemos que a maioria dos excessos na vida, não nos fazem felizes, ao afogarmo-nos neles.
  • Viajar é uma excelente ferramenta de desenvolvimento, porque nos arranca dos valores da nossa cultura e nos mostra que outras sociedades podem viver com valores completamente diferentes e, ainda assim, funcionar e não se odiar a si mesmos.
  • Quando estamos sobrecarregados de oportunidades e opções, sofremos daquilo a que os psicólogos chamam o paradoxo da escolha. Basicamente, quanto mais opções tempos disponíveis, menos satisfeitos ficamos com o que quer que escolhamos, porque temos consciência de todas as outras opções de que estamos, potencialmente, a privar-nos.
  • Paradoxalmente, o compromisso dá-nos liberdade, porque já não nos distraímos com o que não é importante e é frívolo. A rejeição de alternativas liberta-nos - rejeição do que não está alinhado com os nossos valores mais importantes, com os padrões que escolhemos, a rejeição da procura constante da vastidão sem profundidade.

Referências

Book Summary – The Subtle Art of Not Giving a F*ck: A Counterintuitive Approach to Living a Good Life

The Subtle Art of Not Giving a F*ck by Mark Manson

Como Lidar com um Chefe Tóxico

Duas pessoas zangadas

Quem tem ou teve de trabalhar para um chefe tóxico compreende como é difícil por vezes aguentar emocionalmente e fisicamente as condições e pressão no escritório. Quem ainda não teve, a probabilidade de encontrar um no futuro é grande.

De acordo com um estudo do Workplace Bullying Institute nos Estados Unidos, 19 por cento dos trabalhadores Americanos são vítimas de bullying no local de trabalho, 40 por cento das vítimas têm problemas adversos de saúde e outras 65 por cento acabam por deixar os seus trabalhos como forma de lidar com a situação. De notar ainda que 61 por cento dos bullies são chefes.

Embora não conheça estudos organizacionais realizados em Portugal, assumo que as estatísticas não devam ser muito diferentes por cá, traduzindo-se num grande sofrimento para os afetados.

O chefe tóxico que pratica bullying

Dentro dos tipos de comportamento dos chefes tóxicos, o pior tipo de chefe é aquele que pratica bullying sobre os seus subordinados. Este fenómeno não está apenas reservado aos mais novos na idade escolar, e infelizmente prolonga-se pela vida adulta para muitas pessoas no seio das organizações.

No entanto não vale a pena desesperar. O importante é compreender o mecanismo do bullying e encontrar formas de lidar com o problema.

O chefe bully opera na premissa de causar medo aos seus subordinados na tentativa de ganhar o seu respeito e cooperação, segundo a Educba. Este tipo de chefe mina a confiança e desvaloriza as competências dos seus colaboradores.

Se estive exposto ao bullying, é importante acalmar-se, pensar objetivamente e perguntar a si próprio:

  • Qual é a pior coisa que me pode acontecer?
  • Se o pior acontecer, como irei lidar com a situação?
  • Senão conseguir lidar com a situação, qual a ação que irei tomar?

Táticas Maquiavélicas

Os chefes tóxicos ou bullies operam muitas vezes recorrendo a táticas Maquiavélicas. A sua principal preocupação é manter o ego e o poder, de forma a poderem coagir e intimidar os outros.

Este tipo de chefes classifica as pessoas e age de acordo. Os profissionais competentes que o desafiam são uma ameaça. Os profissionais com menores competências acabam por ser encostados, pois não servem para nada. Os restantes profissionais, os medianos, se os apoiam nos seus jogos acabam por cair na sua graça.

Uma estratégia pouco confortável, mas que pode ser eficaz, é apresentar as suas ideias numa forma que o mesmo permita ter crédito. Desta forma permite ao seu chefe manter o seu ego.

Escolher as batalhas

As batalhas devem ser escolhidas inteligentemente com este tipo de chefes, e com o intuito de se proteger emocionalmente, segundo a Talent Smart. Muitas vezes existem situações de pouca importância, que independentemente do seu desfecho não criam grande transtorno. Guarde a sua energia para as batalhas que considera importantes, e deixe o resto seguir o seu caminho.

Estabelecer limites

Segundo a Entrepreneur, a linguagem corporal é uma forma efetiva de lidar com um chefe bully. É recomendado manter a distância da peça sempre que possível, e na presença da mesma virar as costas ou os lados do corpo.

Quando tiver de encarar diretamente o seu chefe bully, foque-se em levantar o seu peito e queixo de uma forma confiante mas não desafiadora. Este postura indica que está disposto a comunicar mas não se sente intimidado.

A linguagem corporal é um meio de comunicação mais forte do que as palavras, porque o bully pode utilizar o que disse contra si, mas mais dificilmente utiliza a sua expressão corporal.

A importância da objetividade

Quando falar com o seu superior prepare uma lista de factos, e evite divagar, pois um chefe tóxico ou bully é perito em gerar o caos e confusão emocionais. A importância da objetividade é fundamental nestes casos.

Se a situação se complicar muito, e como último recurso, deverá comunicar à hierarquia superior do comportamento irracional do seu chefe e das dificuldades em comunicar com o mesmo. Deverá passar uma mensagem clara ao seu chefe de que não tolera este tipo de comportamento e de como o faz sentir-se mal.

Conectar-se com outras pessoas

De acordo com a Management Matters é importante conectarmos com outras pessoas do trabalho, pois certamente existem mais indivíduos que estão sentir os efeitos indesejados de um chefe tóxico. As pessoas quando se unem numa causa são mais fortes. Aliás, o isolamento é uma das técnicas utilizadas pelos bullies para diminuir as suas vítimas. Deverá portanto nos bons e maus momentos conviver mais com os seus colegas.

O último passo (se necessário)

Por fim, senão conseguir encontrar uma solução para lidar com um chefe tóxico ou bully, deverá contactar alguém mais acima na hierarquia ou os recursos humanos e tentar mudar de departamento, ou mesmo procurar outra empresa para trabalhar se necessário.

O Poder das Imagens na Produtividade Pessoal

Paisagem natural de rio, árvores e montanha

Todas as manhãs de segunda-feira quanto chego ao trabalho a primeira coisa que faço é colocar uma nova imagem no ambiente de trabalho do computador. Esta imagem é habitualmente retirada do bing wallpaper, uma magnífica coleção de fotografias da Microsoft com alusão à natureza, arquitetura ou pontos singulares de interesse no mundo.

Outros imagens que costumo utilizar provêm de blogues e sites de arte contemporânea pela originalidade e inspiração que proporcionam (ver alguns exemplos no final deste artigo).

A minha área de formação base é a engenharia, e naturalmente o meu lado analítico tende a ser mais utilizado, quer no trabalho, quer às vezes em situações pessoais. A teoria da ciência é baseada na análise de circunstâncias e na tentativa contínua de resolução de problemas, sendo esta caraterística muito positiva.

No entanto, existem muitas situações em que o lado racional ou analítico pode não ser suficiente para progredir em determinados aspetos, e aqui a intuição e outras forma de pensar são desejadas.

A alguns dos leitores já deve ter acontecido quererem resolver um problema, debaterem as várias soluções possíveis, e não conseguirem chegar a uma solução, pela complexidade da situação ou outro aspeto qualquer. Possivelmente, e em algumas ocasiões, resolveram distanciar-se do problema, quer seja através de uma noite de sono, ou uns dias sem pensar no assunto.

Um dia, parecendo surgir do nada, surge uma nova ideia, e que parece resolver a situação. Este é caso típico da intuição a funcionar, ou o lado criativo que acaba por encontrar um caminho, e sem conseguirmos dar uma explicação plausível.

O poder das imagens, principalmente imagens inspiradoras e criativas, pode desencadear um processo de inovação, de olhar para as situações com outros olhos, fugindo do nosso lado racional que não conseguiu analisar e resolver o problema em primeiro lugar.

É fantástico pensar como algo tão simples como escolher uma nova imagem para o ambiente de trabalho do computador, que não leva mais de cinco minutos, retira-nos por momentos do nosso foco analítico ou racional, e permite ajudar a estabelecer o equilíbrio perante as dificuldades diárias.

Alguns blogues e sites para servir de inspiração:

Bing Wallpaper

This is tomorrow

The jealous curator

Colossal

Doodlers anonymous

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