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The Daily Habit

Diário de produtividade pessoal

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Mindfulness

Mindfulness é um conceito com origem na tradição budista, mas que tem sido aplicado num ambiente secular. A sua tradução para o português é referida em muitas publicações como atenção plena.

Sbcoaching define mindfulness como o focar no presente e ficar atento às manifestações do seu corpo e da sua mente perante a situações apresentadas.

As situações apresentadas podem ser positivas ou negativas. Por exemplo, uma ida à praia produz sensações agradáveis e de relaxamento. O calor do sol, o contacto com a areia, o cheiro da brisa marítima, um banho refrescante são tudo sensações que produzem bem estar.

Por outro lado, um projeto desafiante no trabalho com colegas muitos competitivos pode conduzir a dores de cabeça, músculos tensos, preocupações crónicas e outras males de uma vida stressante.

Se estivermos atentos às nossas sensações físicas e mentais nos dois exemplos que dei já estamos a praticar mindfulness ou atenção plena.

Mas o mindfulness também pode ser praticado de uma forma mais dedicada. Exemplo disso é a meditação sentada e o yoga. Ao estarmos atentos ao que sentimos e pensamos quando estamos sentados no chão ou fazemos uma postura de yoga, podemos verificar que cada momento é uma experiência única.

Esta experiência é um conceito lato, mas que pode ser entendida como um espectador a visualizar um filme. Durante a sessão o espectador é sujeito ao drama e emoções que o filme produz, mas que sabe que assim o filme termina a sua vida regressa ao normal sem qualquer trauma.

Muito tem sido escrito sobre mindfulness, e talvez por uma boa razão, com todos os benefícios que traz à saúde física e mental.

Burnout

Esta semana atingi o pico de trabalho, que aliado às altas temperaturas do verão me levou perto do burnout.

De acordo com a clínica da mente, o chamado síndrome de burnout é uma perturbação psicológica causada pelo stress excessivo devido a uma sobrecarga ou excesso de trabalho. A palavra Burnout vem do inglês e significa “queimar até ao fim”.

Primeiro, no meu trabalho acompanho projetos de grande dimensão com a gestão de equipas multidisciplinares dentro e fora da minha organização. Embora considere que tenha uma vasta experiência, faço a gestão de projetos sem ter um título de direção, o que nos momentos mais difíceis causa um maior esforço para estabelecer a autoridade, e consequentemente cansaço.

Segundo, organizei recentemente uma conferência online com dezenas de participantes fora do âmbito do meu trabalho principal, o que levou meses a preparar. Tive a meu cargo o comité da organização com toda a logística do evento incluindo a criação do programa e a seleção e contacto dos oradores convidados. As últimas semanas que antecederam o evento foram intensas com todos os preparativos inerentes.

Terceiro, à mais de um ano que dedico o meu tempo livre aoinvestimento nos mercados financeiros. Tudo começou com a procura por alternativas aos depósitos a prazo com taxas de juro insignificantes, em que o dinheiro no banco é inferior à taxa de inflação. O investimento evoluiu para a negociação de ações a curto prazo e depois para day trading, comprando e vendendo títulos no mesmo dia. Isto é uma atividade muito aliciante para aqueles que estão inclinados pata tal, mas também desgastante.

Estes três pontos conduziram-me a uma grande exaustão, e deixaram-me as portas do burnout. Como já tenho uma personalidade predisposta para este tipo de problemas é preciso ter cuidado. Ser produtivo também é saber quando parar, dizer não e reduzir de velocidade.

5 Formas de Aplicar o Mindfulness na Comunicação

Se já ouviu falar ou experimentou alguma forma de meditação mindfulness, está ciente dos inúmeros benefícios que pode trazer ao praticante.

O mindfulness é conhecido como a atenção plena, e tem inúmeros benefícios incluindo uma melhor concentração, maior consciência, maior paciência e estado de tranquilidade entre outros. Estes tipos de benefícios são considerados internos e pessoais, mas alguns aspetos importantes da prática também podem afetar positivamente a nossa experiência externa, como a comunicação.

De seguida descrevo os cinco passos que pode seguir para trazer mais mindfulness ou atenção plena à sua vida comunicativa, combinando as suas palavras com o significado que deseja transmitir.

1. Ter um compromisso claro

Quando comunicamos com os outros é importante manter um compromisso claro para centrar a sua atenção na conversa. Isto é especialmente crítico quando existem diferenças de opinião ou certas vulnerabilidades.

2. Escolher as palavras com cuidado

É fácil ser apanhado no desejo de sermos ouvidos, que perdemos a vista do que realmente queremos dizer. Quando estiver claro da sua mensagem, use um grande cuidado na escolha das palavras. Mahatma Gandhi dizia "Fale apenas se for melhor que o silêncio".

3. Ouça com muita atenção

Por mais eloquentes que sejamos, a capacidade de comunicar é tão boa quanto a capacidade de ouvir. Deixe a sua atenção repousar completamente nas palavras do outro. Sempre que os pensamentos ameacem distrai-lo, volte gentilmente ao ato de ouvir e centre a sua consciência novamente no que o outro diz.

4. A conexão é o seu guia

A comunicação é muito mais do que as palavras trocadas entre duas ou mais pessoas; inclui linguagem corporal, tom vocal, ritmo e outros. Ao envolver-se no ato da comunicação, pratique a sintonia com a outra pessoa. Elimine as distrações e permita conectar-se completamente.

5. Não se esqueça de respirar

Na prática do mindfulness, a respiração é uma das ferramentas mais importantes. Ajuda a libertar os nossos pensamentos e a entrar na experiência da vida, movendo-nos da impulsividade para a intencionalidade. Quando comunica com outras pessoas, lembre-se de se conectar com a respiração e use-a como uma maneira de ajudá-lo a realizar as quatro etapas anteriores.

A comunicação eficaz é uma competência valiosa que exige esforço, intenção e muita prática. Ao expandir o mindfulness ou atenção plena da meditação interna para as conversas diárias com os outros, tornará-se um melhor comunicador e enriquecerá os seus relacionamentos pelo caminho.

Artigo adaptado de Five Simple Ways to Start Communicating More Mindfully, Psychology Today

O Que o Ashtanga Yoga e o Day Trading Têm em Comum?

Praticante de yoga | Trader com computadores

Esta pergunta poderá intrigar o leitor, porque à partida nunca pensaria relacionar a prática do yoga com o investimento nos mercados financeiros ou trading.

Nas disciplinas do yoga e trading existem vários sistemas e filosofias, pelo que neste artigo desenvolvo os principais pontos quem unem o ashtanga yoga ao day trading, ambos métodos que prático.

1. O ashtanga yoga e o day trading são conhecidos como as formas mais difíceis dentro de cada especialidade

O ashtanga yoga é constituído por uma sequência de 72 posturas existentes fisicamente, ligadas entre si por movimento e coordenação da respiração, o o que requer uma grande estamina do praticante.

No day trading negoceiam-se títulos financeiros, aproveitando as flutuações diárias de preço, entrado e saído de várias posições no mesmo dia, o que implica a tomada de decisão rápida, com a gestão de emoções complexas como o medo e a ganância.

2. Praticados diariamente

O ashtanga yoga e o day trading são praticados diariamente. A única exceção é um dia de descanso semanal no caso do ashtanga (habitualmente ao sábado ou domingo) e ao fim de semana no caso do trading em que os mercados estão fechados.

3. Foco numa única sequência de posturas ou titulo

No ashtanga yoga é praticado sempre a mesma sequência de posturas todos os dias. Só quando o praticante dominar a primeira sequência de posturas passa para a seguinte. Isto poderá levar anos a acontecer ou mesmo nunca ocorrer.

Na estratégia de day trading que utilizo só negoceio uma unica ação. Isto permite conhecer o "temperamento" de cada título em profundidade, só acrescentando outro título se conseguir retirar o máximo de rentabilidade do primeiro. Como no ashtanga, isto pode lavar anos ou mesmo nunca acontecer.

O praticante só precisa de uma sequência de yoga, como o trader só precisa de uma ação para ter sucesso. O que importa é a viagem, e não o destino.

4. 1% teoria e 99% prática

O criador do método do ashtanga yoga, Shri K. Pattabhi Jois (1915-2009), dizia que o ashtanga é 1% teoria e 99% prática. Isto quer dizer por mais que tentemos ler e aprender sobre o método, nada substitui o trabalho, dedicação e experiência.

O day trading é idêntico. Existem dezenas, ou mesmo centenas de teorias e filosofias de investimento. Só quando o investidor persistir concentrando-se no desenvolvimento de uma estratégia sua e única, poderá ter sucesso.

5. Cada dia traz uma experiência diferente

O dilema do ashtanga yoga e day trading é que mesmo com uma prática fixa (a mesma sequência de posturas no ashtanga e o mesmo título no trading), nenhum dia é igual.

No ashtanga existem dias em que o praticante está mais cansado ou mais energético, não consegue focar-se por causa de um problema profissional ou pessoal, simplesmente teve um almoço em que comeu muito o que o dificulta a prática, etc.

No trading o comportamento dos mercados é errático, não existem certezas absolutas, e tudo pode ter um impacto no comportamento de um título (notícias, políticas económicas, falências, etc).

Um, dois, três, ...

Um

A vida é feita de momentos, uns felizes, outros nem tanto.

Dois

Os momentos felizes devem ser vividos com plenitude e serenidade.

Três

Os momentos menos felizes precisam de descernimento para distingir o que tem solução do que não tem.

Quatro

O que tem solução é dissecado tanto pela lógica como intuição.

Cinco

A intuição só pode ser usada se estivermos bem emocionalmente.

Seis

Emoções e sentimentos negativos devem ser colocados em perspectiva, como se tratasse de um vizinho distante.

Sete

O que não tem solução, solucionado está.

Oito

Comportamentos saudáveis e relações interpessoais de qualidade são um excelente tónico para a mente.

Nove

Naqueles que nos desequilibram é preciso cultivar uma distância emocional. Não é possível ser tudo para todos.

Dez

A meditação na vida, aceitando igualmente o bem e o mal é o último patamar da independência intelectual.

(In)decisões e Ansiedade

A ansiedade é conhecida como o síndrome do pensamento acelerado por um bom motivo. Para alguém que tem uma perturbação ansiosa ou já sofreu desta condição, sabe que a atenção dispersa-se por assuntos sem fim, como a assistir a um filme cheio de ação sem fim.

Se os pensamentos forem negativos, como preocupações, problemas, conflitos e outros, a mente do ansioso entra num espiral descendente e de sofrimento.

Por outro lado, se os pensamento forem positivos, como concretizações pessoais, um bom negócio que se realizou e outros, a mente do ansioso entra num espiral ascendente de excitação consumindo muita energia.

A pessoa ansiosa tem dificuldades em estar num estado neutro de atenção, e portanto, é difícil descontrair. Este estado revela-se também na dificuldade em tomar decisões, e se for um estado prolongado e persistente pode levar à exaustão ou mesmo esgotamento.

Por incrível que pareça, existem pontos fortes no ansioso, que são as capacidades criativas e analistas e a dedicação perante uma causa. O pensamento acelerado permite explorar mais ideias e desenvolver uma maior intensidade no trabalho. Uma desvantagem é compensada numa vantagem.

O ansioso vê o mundo numa lente de incerteza e de (in)decisões, mas que pode ser canalizado de uma forma positiva para mais atividades produtivas.

Manter a Calma e Racionalidade num Ambiente Hostil

Uma das leis do poder de Robert Greene é vencer pelas atitudes e não discutir, enquanto um dos princípios de Dale Carnegie é não criticar, não condenar e não se queixar.

Em retrospetiva, penso que fui bastante prejudicado na minha carreira por não obedecer a esta lei e princípio. Em vez de jogar o jogo do poder, deixo que as ações das outras pessoas “fervilharem” na minha cabeça, causando um aumento súbito da ansiedade.

O resultado é uma resposta desadequada, que embora ajude a proteger o meu ego e aliviar o stress no momento, a longo prazo é uma estratégia que se vira contra mim.

Poderei ter razão em relação às ações dos outros, que poderão não ser as mais corretas, mas a minha reação acaba por dar aos meus oponentes factos que poderão utilizar no futuro contra mim.

Aliás, esta é uma das leis do poder, agitar as águas para atrair o peixe, em que descreve que raiva e reações emocionais são contraproducentes do ponto de vista estratégicos, e que se conseguirmos irritar o inimigo sem perder a calma, adquire-se uma enorme vantagem.

Se vou seguir ou não estas leis e princípios no futuro, e se quero progredir na minha carreira profissional, não existe outra alternativa senão seguir as mesmas. Poderei por exemplo, e nos dias em que os outros “agitam as minhas águas”, deixar as decisões para o dia seguinte, onde já consigo olhar mais racionalmente para a situação em questão, evitando reações imediatas.

Mesmo que não pretenda progredir profissionalmente, é uma questão de respeito, e dos outros não abusarem das suas posições.

Estado de Emergência Dia 1: Todos Em Casa

Depois de decretado o estado de emergência nacional, os serviços não essenciais da minha organização foram todos para casa em teletrabalho. Eu já estava a trabalhar a partir de casa no regime de rotatividade, mas agora é oficial: todos estão em casa com exceção daqueles cujas funções no terreno são fundamentais, e que devemos louvar por fazer o seu trabalho nestas condições.

Na minha rotina pouco mudou, pois levanto-me à mesma hora, visto-me como se fosse para o emprego, e começo a trabalhar no meu computador como habitual. Como já evitava fazer reuniões ao máximo, por causa da diminuição de produtividade, a questão de não ter reuniões presenciais até é uma bênção (dificuldade transformada em oportunidade!). Imagino que exista muita gente em pânico, pois não sabe fazer outra coisa que não reuniões.

Em relação à necessidade de exercício físico, já há muitos anos que pratico yoga em casa, e neste aspeto não mudou rigorosamente nada. Continuo ao final da tarde a estender o tapete numa divisão da casa e começar a prática. Sabe tão bem, é como fazer uma espécie de restart ao final do dia.

Talvez a minha facilidade de adaptação a esta nova rotina prenda-se com o facto de ser um indivíduo com uma personalidade maioritariamente introvertida, que ganha energia estando concentrada nas minhas ideias, ao contrário de um extrovertido que ganha a sua energia socializando com outros.

Não sei quanto tempo o estado de emergência irá permanecer, mas não existe altura melhor para fazer uma reflexão, e aproveitar o tempo para encontrar formas de ser mais produtivo.

Iniciei o Teletrabalho

Depois da publicação do Decreto-Lei n.º 10-A/2020 na passada sexta-feira com mais medidas excecionais de combate ao COVID 19, dentro das quais se inclui a possibilidade de teletrabalho requerida pela entidade empregadora ou trabalhador sem necessidade de acordo, iniciei o primeiro dia a trabalhar a partir de casa.

Até esta data, o trabalho à distância era só reservado a pessoas com filhos com menos de 12 anos.

A minha organização decidiu nos serviços não considerados essências, distribuir o pessoal a 50%. Significa isto que uns colegas irão começar agora em teletrabalho durante duas semanas (em que me incluo eu), regressando depois para os restantes colegas entrarem em trabalho remoto.

Ainda ponderei requerer unilateralmente a possibilidade de ficar em casa a 100% sem necessidade de rotatividade, e de acordo com o previsto no Decreto-Lei acima referido, mas como consegui ser esperto o suficiente para ir na primeira fase de teletrabalho, acabou por não ser necessário. Daqui a 15 dias, avaliarei novamente a situação e o vírus terá entrado numa nova fase, devendo haver novas medidas.

Confesso que gosto mais de trabalhar no escritório do que em casa, por causa da componente social, mas tempos excecionais exigem medidas excecionais.

Coronavírus: Mitigar o Risco Com o Teletrabalho

A pandemia do coronavirus ainda está agora a começar. Muitas organizações e empresas já fecharam os serviços ao público. Outras começam agora a colocar alguns trabalhadores em teletrabalho nos serviços considerados não essenciais.

Mas a medida do trabalho remoto tarda a ser implementada. Até ao momento, as entidades competentes só pensaram em enviar para teletrabalho pessoas com crianças menores de 12 anos, e isto porque as escolas fecham.

Mas quanto ao resto da população? Porque não dar a possibilidade a todos os outros que consigam trabalhar remotamente? Não colocando desta forma em risco o próprio e todos os outros com o qual entram um contacto?

Deparando-me com está situação, contactei um superior hierarquico dentro da minha organização, explicando a minha preocupação, e se iam ser tomadas medidas para os trabalhadores poderem trabalhar à distância.

A resposta foi de total desresponsabilização e ignorância. Remeteu o assunto para um grupo de trabalho criado para o efeito, e informou que eu e os meus colegas podíamos fazer teletrabalho com exceção das reuniões de projeto.

Fiquei astonico com a última informação. Em que século estamos para as reuniões de projeto terem de ser obrigatoriamente presenciais? Como é possível existir tamanha ignorância em pessoas em certos cargos de chefia?

Ainda considerei preparar um e-mail ao cuidado da hierarquia máxima da organização, expondo as minhas preocupações, e fazendo uma proposta com as condições de teletrabalho. No final desisti, ficando sozinho com a minha indignação.

Segunda-feira regressarei ao serviço, esperando pelo melhor, mas sem estar preparado para o pior, ao contrário do que o primeiro ministro dizia na passada quinta-feira em direto na televisão portuguesa.

A partir de agora, os casos de infectados irão multiplicar-se. Veja-se o que está a acontecer na vizinha Espanha, para não falar de Itália. Com este comportamento negligente dos cargos dirigentes, e porque trabalho numa grande organização, já não se trata de saber se alguém irá ser infectado internamente, mas quando irá ser infectado, e quem será o paciente zero, que possivelmente poderia ser evitado com medidas mais rigorosas.

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