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The Daily Habit

Diário de produtividade pessoal

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15 Qualidades Diplomáticas Para uma Negociação de Sucesso

Quer queiramos, quer não, todos precisamos de negociar nas nossas vidas. Pode incluir alguma situação no trabalho, escolher um restaurante para almoçar ou jantar com um amigo, ou selecionar o próximo local de férias com a família.

Um diplomata é um excelente negociador por natureza, no trabalho e na vida. Mesmo que não sigamos uma carreira diplomática, existe muito que podemos aprender com os melhores profissionais nesta área. Robert D. Balckwill esteve mais de quadro décadas na Sala Oval da Casa Branca nos Estados Unidos negociando casos difíceis.

Trata-se portanto de uma pessoa muito experiente nestas matérias, partilhando connosco as 15 características essenciais de um diplomata de sucesso.

  1. Possui um grande interesse e paixão pela arte e ofício da diplomacia e negociação.
  2. Demonstra um temperamento analítico.
  3. Escreve bem e rápido.
  4. É verbalmente fluente e conciso.
  5. Assegura uma meticulosa atenção ao detalhe.
  6. É um efetivo e exigente negociador.
  7. Tem resistência mental e física a longo-prazo.
  8. Aceita um grande desafio.
  9. Estuda história.
  10. Transmite prudentemente a sua opinião ao poder.
  11. É leal e confiável com o seu chefe.
  12. Cultiva resiliência contra as derrotas.
  13. Adquire experiência relevante para o seu trabalho.
  14. Conhece a sua ideologia e valores.
  15. Aproveita a sorte quando esta aparece.

A diplomacia não é reservada apenas a profissionais de carreira, e as suas qualidades podem ser aproveitadas e transferidas para as vidas profissionais e pessoais de todos. Comece já a construir estas 15 competências fundamentais de um diplomata ou negociador de sucesso.

 

19 Ideias Para Um Diário Profissional

O blog @Work: a career blog recomenda aos profissionais manterem um diário como forma de anotarem as suas realizações, traçarem objetivos de carreira e medir o progresso.

Manter um diário de carreira irá também ajudá-lo a perceber o que sente acerca do que faz no seu trabalho. Manter um registo dos bons e maus dias por ser útil para tomar decisões de carreira. As entradas no diário podem incluir notas sobre projetos em que está a trabalhar, discórdias entre membros da equipa, aspetos financeiros, ou mesmo a necessidade de mudar de organização.

Ainda não tem a certeza sobre o pode escrever num diário profissional?. Um artigo de Randall S. Hansen no Live Career sugere as seguintes ideias:

  1. Analisar a sua situação atual.
  2. Fazer brainstorming sobre os seus objetivos de carreira de longo prazo; vendo-se daqui a 5 ou 10 anos.
  3. Estabelecer objetivos e metas de curto prazo.
  4. Desenvolver planos de ação para alcançar os seus objetivos e metas.
  5. Acompanhar o seu progresso e realizações diárias.
  6. Criar listas de tarefas para mover os seus projetos em frente.
  7. Descobrir e explorar os valores do seu local de trabalho.
  8. Escrever uma declaração de missão pessoal.
  9. Preparar uma análise SWOT (forças, fraquezas, oportunidades, ameaças)
  10. Anotar informações chave, como contatos de rede, entrevistas informativas, realizações, resultados de entrevistas de emprego, etc.
  11. Expressar reações pessoais ao sucesso e fracasso no trabalho e na carreira
  12. Escrever e melhorar cartas de apresentação, currículos, cartas de agradecimento, etc.
  13. Praticar perguntas e respostas de entrevistas de emprego.
  14. Recolher informações sobre pesquisas salariais.
  15. Desenvolver planos para alcançar uma promoção.
  16. Encontrar estratégias para obter um aumento salarial, um bónus ou outras compensações e benefícios.
  17. Preparar as revisões de desempenho no trabalho
  18. Fazer relações públicas dentro da organização.
  19. Explorar qual a educação ou formação que poderá ajudar a acelerar na sua carreira.

Um diário pode ser um local para explorar ideias para o futuro: artigos que pretenda escrever, planos de carreira, talvez até começar um negócio. Vários estudos apontam para a evidência de que pessoas que escrevem os seus objetivos, conseguem atingir mais do que aqueles que não os escrevem.

Do que está à espera para começar o seu diário profissional?

Maratona Leis do Poder

Estou a escrever este artigo pela madrugada adentro de sexta-feira. Esta quinta-feira tive um jantar com uns amigos em casa, comi mais que o habitual, e o serão prolongou-se até tarde.

Em vez de estar a dar voltas na cama, resolvi levantar-me, preparar um chá de cidreira para ajudar na digestão, e fazer algum tempo até sentir-me melhor para regressar à cama.

Não é novidade para o leitor ou leitora que acompanha o The Daily Habit, que sou fá do trabalho de Robert Greene, em especial o seu livro As 48 Leis do Poder. Só lamento não ter tido contacto com esta obra há mais tempo. O livro tem publicação original em inglês de 1998, mas só foi editado na versão portuguesa no final de 2017.

Considero as leis do poder tão importantes para a carreira e negócios, que crie o blogue 48-leis-do-poder-blogs.sapo.pt, dedicado exclusivamente à sua apresentação, com a publicação de um resumo alargado.

Até ao momento já foram publicadas as leis 37 a 48, tendo optado por iniciar pela última lei (n.º 48) caminhando em ordem reversa até chegar à primeira lei (n.º 1).

Trata-se de uma autêntica maratona, escrevendo e publicando uma lei por dia (incluindo fins de semana), com mais de 600 palavras cada artigo.

Adoro desafios, e este trabalho que estou a fazer é um exemplo clássico da minha persistência, dedicação e até obsessão. Se isto levará a algum lado, só o futuro poderá o dizer.

Celebrar o Sucesso!

Tenho o hábito de cultivar a humildade, e não gosto de falar gratuitamente sobre as minhas conquistas, nem aprecio que os outros o façam. No entanto também existe o outro lado, o de reconhecer o trabalho e celebrar o sucesso sempre que se justificar. Isto servirá como motivação para renovar forças e continuar a ultrapassar as inevitáveis dificuldades da vida.

O ponto de partida para qualquer empreendimento de sucesso, e de acordo com Napoleon Hill, é um "desejo ardente" em atingir determinado fim ou objetivo. Sempre achei esta afirmação algo esotérica, mas a realidade é que nada de significativo acontece sem uma grande persistência e vontade de ultrapassar todos os obstáculos, dia após dia.

Não é novidade para o leitor ou leitora que acompanha o blogue The Daily Habit, que um dos meus grandes focos é o investimento na bolsa de valores. Já escrevi a minha experiência no artigo O que Aprendi em 1 ano a Negociar na Bolsa.

Após mais de um ano de prejuízos na bolsa aprendendo numa conta de simulação (isto é, sem dinheiro real, uma das regras básicas da gestão do risco), nunca desisti, negociando ações diariamente e desenvolvendo uma estratégia. O objetivo seria logo que tivesse resultados positivos confirmados e consistentes (com o desenvolvimento de uma estratégia), passaria para uma conta real (com dinheiro vivo), e esse momento chegou.

Pelo caminho li mais de 50 livros de trading, outros tantos blogues, fiz mais de 500 negócios na bolsa (compra e venda de ações) e desenvolvi uma estratégia baseada no que é conhecida como a análise técnica dos mercados financeiros.

Nos últimos dois meses começaram a aparecer os primeiros resultados positivos e consistentes. Avalio os resultados diariamente e semanalmente. As ultimas cinco semanas foram de ganhos consecutivos, e esta última semana estou a terminar com o maior resultado de sempre, com um lucro de +11.84%.

Se me dissessem que isto era possível à um ano atrás, provavelmente não acreditaria, até porque já tinha tentado noutros tempos a "sorte na bolsa". Na altura faltava o "desejo ardente", fazer o que fosse necessário para levar um objetivo desafiante até ao fim.

Celebrar o sucesso!

Nota: Toda e qualquer informação neste artigo é apresentada com fins educacionais e informativos e não deve ser considerada como aconselhamento financeiro, legal ou de investimento.

Ideias para Encontrar um Grande Propósito de Carreira ou Profissional

Conectar o nosso trabalho com a nossa verdadeira natureza é um dos maiores desafios da produtividade pessoal. Tentamos encontrar alguma coisa que dê significado ao que fazemos profissionalmente, e que vá para além dos nossos projetos e objetivos imediatos.

Michael Linenberger em Master Your Workday Now define dois caminhos gerais para este grande propósito:

  1. Procurar ser melhor e ter uma visão mais expandida do próprio, ser mais competente e mais eficaz.

  2. Fazer do mundo um lugar melhor e sentir orgulho em contribuir para o mesmo.

Linenberger deixa as seguintes ideias para o ajudar num brainstorming sobre potenciais grandes propósitos para a sua carreira.

Encontrar um propósito no atual emprego

- Poderá ler a visão da sua organização e tentar de alguma forma contribuir para a mesma.

- Se a visão da sua organização não o inspirar, poderá entusiasmar-se com o trabalho num novo produto ou numa nova equipa.

Encontrar um propósito avançando na sua carreira

- Subir verticalmente na sua organização para um cargo superior de gestão. Também pode incluir na subida uma nova organização na mesma área ou indústria.

- Se trabalhar num cargo técnico poderá avançar no sentido de uma maior especialização. Isto acontece sobretudo em empresas inovadoras ou tecnológicas.

- Aprender novas competências e experiências com desafios cada vez maiores. Isto è especialmente útil nos primeiros anos quando se entra no mercado de trabalho.

Encontrar um propósito num novo emprego

- Trabalhar numa startup ou uma organização sem fins lucrativos.

- Escolher uma nova profissão.

Desenvolver o seu próprio negócio

- Quando as vantagens de trabalhar para si são maiores que a segurança em trabalhar para os outros, poderá pensar em iniciar um negócio.

Outros propósitos

- Ajudar a desenvolver a carreira de outros profissionais através da mentoria ou coaching.

- Providenciar a sua família com tudo o que precisa incluindo amor.

- Ajudar a comunidade através de algum grupo ou causa.

-Contribuir para associações profissionais.

- Ser voluntário nalgum projeto em que acredita.

- Atividade em hobbies como arte ou desporto.

- Religião e crescimento espiritual.

Estas são algumas ideias para encontrar um grande propósito. Podem ser combinadas para encontrar novas possibilidades. Cada pessoa sabe a sua situação em particular e o que a irá motivar. O segredo por detrás de cada grande propósito é a paixão naquilo que se faz.

Observar as Leis do Poder: 1) Misture-se com o Rebanho e 2) Não se Sobreponha ao Chefe

No artigo Como as Formações Profissionais podem ser Inoportunas tinha decidido não ir à formação da minha organização por dois motivos: 1) ter mais do que as horas obrigatórias no ano passado, e 2) porque nesta altura do ano revela-se infrutífero do ponto de vista de produtividade pessoal, roubando tempo as outras atividades mais importantes.

No entanto, e depois de uma melhor reflexão, verifiquei que tratava-se de uma curta palestra de uma hora, sendo importante para a minha organização ao abrigo da implementação de uma norma. Além do mais, todos os colegas participaram no evento, sendo que a minha ausência ia violar a Lei n.º 38 das Leis do Poder de Robert GreeneMisture-se com o rebanho (Exceção à lei: quando já tem poder, mas não abuse do isolamento).

Poderei pensar como bem entender, mas é importante não demonstrar comportamentos desviantes do rebanho se a análise do custo/benefício não o justificar, como era o caso.

Aproveitando a mesma abordagem, implementei outra medida relevante no trabalho, em que o meu superior pretendia colocar na minha equipa um elemento que podia comprometer a segurança do projeto. Inicialmente a minha reação foi de oposição a esta medida, o que acabou por criar alguns ressentimentos da chefia. Violei a Lei n.º 1 das Leis do Poder de Robert Greene – Não se sobreponha ao chefe. (Exceção à lei: quando o chefe é fraco e pode cair a qualquer momento).

Acabei por falar com o elemento da equipa proposto para detalhar o grau de comprometimento com o projeto e definir os serviços essenciais a executar. Foi incluído de seguida no projeto para contentamento do meu chefe, minimizando de certa forma o mau estar anterior. Irei no entanto estar atento à prestação do elemento e comunicar imediatamente caso a sua prestação se desvie dos objetivos delineados.

Os 4 Estilos de Comunicação segundo a Toastmasters e Sua Importância

Existe um exercício na Toastmasters que consiste numa autoavaliação dos estilos de comunicação nas nossas relações interpessoais.

Este exercício tem dois objetivos: 1) conhecer os estilos de comunicação que naturalmente mais utilizamos e 2) adaptarmos aos estilos das outras pessoas de acordo com as suas preferências de comunicação.

Estilos de comunicação

A Toastmasters identifica quatro estilos de comunicação (direto, diplomata, solidário e analítico), não existindo um estilo melhor que os outros, devendo ser utilizados em função de cada situação.

Comunicadores Diretos

Os comunicadores diretos preferem que se chegue ao ponto fulcral de maneira rápida e sucinta. Ao lidar com comunicadores deste tipo, seja específico e evite dar explicações excessivas ou ser repetitivo. Concentre-se nas soluções e só forneça detalhes quando lhe pedirem.

Comunicadores Diplomatas

Os comunicadores iniciativos valorizam a interação com outras pessoas e a partilha de histórias. Reserve algum tempo para socialização no início das reuniões e crie um ambiente amigável e não intimidativo. Dê-lhes tempo para expressar seus sentimentos e suas opiniões.

Comunicadores Solidários

Os comunicadores solidários apreciam uma abordagem tranquila e constante. Ganhe a confiança destes dando-lhes apoio e segurança. Ao pedir ideias e opiniões, encoraje-os a expressar suas preocupações e dê-lhes tempo para tomar decisões.

Comunicadores Analíticos

Os comunicadores analíticos gostam de factos e números. Apresente a estes a informação de maneira organizada e prepare-se para responder a perguntas. Seja paciente enquanto digerem e processam a nova informação.

O meu estilo de comunicação

Do auto-questionário resultou que os meus principais estilos de comunicação são o analítico e diplomático, seguido do direto. O estilo solidário é o menos utilizado. Importa com este exercício conhecer as minhas preferências de comunicação, e ter a consciência de utilizar todos os estilos de modo a adaptar-me à pessoa ou público em questão.

Maestria de Robert Greene: Resumo do Livro – As Minhas Notas

Maestria de Robet Greene

ATUALIZADO a 09/03/2020: Para uma informação mais completa do trabalho de Robert Greene, consulte o novo blogue 48-leis-do-poder-blogs.sapo.pt, com o resumo alargado do livro com o mesmo nome.

Robert Greene é um autor best-seller, tendo escrito livros sobre poder e estratégia como as “As 48 Leis do Poder”, “As Leis da Natureza Humana", “A Arte da Sedução“ e “33 Estratégias de Guerra”.

A maestria é um caminho simples

Em Maestria, Greene diz que o caminho que conduz à maestria é um processo simples e acessível a todos, mas nem por isso fácil.

O autor dá o exemplo de Charles Darwin como um exemplo comum dos que alcançam a maestria: uma paixão e inclinação para um tema, um encontro ou momento que lhes permita aplicar a sua paixão, e um aprendizado.

Os mestres são movidos por uma paixão, sendo principalmente as qualidades emocionais que levam as pessoas para à frente. Desejo, persistência e confiança desempenham um papel muito maior do que o raciocínio lógico.

1 - Seguir a inclinação natural

Greene diz que qualquer pessoa tem uma força interior como guia para um propósito de vida, e que o primeiro passo para a maestria é conectar com esta inclinação inata.

Contudo, muitas pessoas acabam por nunca descobrir quem são verdadeiramente. Param de confiar em si próprias, e vivem em conformidade com a expectativa dos outros usando uma máscara.

Tente evitar o pensamento dos grandes planos, e foque-se nos seus pontos fortes que já tem dentro de si. Isto dará uma grande confiança e uma base sólida para construir o futuro.

O propósito de vida nem sempre será óbvio. Continue a trabalhar e eventualmente irá encontra-lo.

2 - Passar pelo aprendizado

Após a educação formal, a maioria das pessoas entra num segundo tipo de educação prática conhecida como aprendizado. Isto é válido para cada nova disciplina que aprendemos.

Nesta fase não nos devemos concentrar no dinheiro, aproveitando a mesma para ultrapassar desafios e sair da zona de conforto.

Greene diz que há três passos essenciais para uma aprendizagem bem-sucedida:

Observação profunda: Aprender a dinâmica social e do poder, as regras não escritas. Não tente impressionar as pessoas mostrando que quer chegar ao topo nesta fase, concentre-se na aprendizagem.

Aquisição de competências: Evite andar em modo de multi-tarefa. É preferível estar totalmente presente em 2-3h de foco intenso do que 8h de trabalho distraído.

Experimentação: Colocar em prática os esforços criativos para construir as competências de que necessita pode causar medo. Avance antes de sentir-se que está totalmente pronto, cometa erros, receba feedback e desenvolva novas competências.

Wolfgang Amadeus Mozart e Albert Einstein são dois exemplos muitas vezes conotados como talentos naturais, mas que levaram pelo menos 10 anos antes de sair qualquer trabalho significativo. A única diferença é que eles começaram cedo e com imersão total.

3 – Obter um Mentor

Greene diz que vivemos numa cultura iconoclasta, em que gostamos de atacar e desmantelar todas as formas de autoridade.

Devemos reconhecer que existem pessoas muito mais à frente do que nós, e que as suas posições podem não ser devido a amigos ou sorte, mas sim baseadas em competências e conhecimentos.

Os livros são genéricos e não adaptados a situações particulares, mas também podem servir como mentores. Pode idealizar, por exemplo, uma pessoa que admire e perguntar o que ela faria se estivesse na sua situação.

Um bom mentor vai contribuir para a sua independência e deixá-lo livre assim que estiver pronto para voar, mantendo-se seu amigo.

Por outro lado, um mau mentor vai querer mantê-lo subjugado entendendo os seus movimentos para a independência como uma afronta à sua autoridade. Este último pode mesmo vir a invejar o seu crescimento ou as suas capacidades.

A sua posição de aprendiz não é permanente. O seu objetivo é absorver o máximo possível e depois seguir em frente. Por último deverá superar o seu mentor.

4 – Dominar a inteligência social

Greene afirma que a Inteligência social é a chave para qualquer tipo de maestria porque o sucesso sem este tipo de inteligência não consegue ser duradouro.

A inteligência social é ver as pessoas como eles realmente são, o que as motiva e quais as suas tendências de manipulação. Somos todos diferentes, mas todos temos um lado menos bom e uma tendência para manipular.

A melhor abordagem é a aceitação. É referido um pensamento do filósofo alemão Arthur Schopenauer em que o nosso objetivo não é julgar ou mudar as pessoas, mas levá-las a ser quem realmente são.

5 – Libertar a energia criativa

Quando se sai da fase do aprendizado a tendência poderá ser relaxar ou procurar a segurança.

Deve resistir a este impulso ampliando o seu conhecimento em diferentes campos, experimentando e desafiando as mesmas regras que aprendeu.

Muitas vezes ouvimos sobre como as crianças são criativas e de mente aberta. Greene diz que as crianças não inventam ou descobrem qualquer coisa que possa mudar as nossas vidas.

Os mestres mantêm o espírito da criança, e adicionam anos de aprendizado, conhecimento e um foco intenso nas suas ideias, aliado a uma mente aberta.

Qualquer trabalho de mestria exige disciplina, estabilidade emocional e auto-controlo, ultrapassando todas as dúvidas e obstáculos.

6 – Fundir o intuitivo com o racional

Greene diz que a maestria não é totalmente racional, mas uma combinação de conhecimentos, competências e intuição.

A intuição precisa de ambos os conhecimentos, competências e experiência que pode levar até 20 anos a atingir.

Nunca deverá existir um ponto em que se auto-intitula como um mestre, porque a maestria é um processo. Nunca termina, enfrentando-se problemas e situações contínuas que nos desafiam, sendo as mesmas uma bênção disfarçada que nos mantêm no caminho para o aperfeiçoamento.

Fonte:

Mastery by Robert Greene - The Power Moves

5 Grupos de Hábitos para o Melhor Ano de Sempre

Esta semana irei ser o responsável pela condução da primeira sessão do ano no meu clube Toastmasters. Cada sessão tem um tema central e como estamos numa época propícia a novas resoluções, resolvi abordar o tema de como podemos tornar 2020 o melhor ano de sempre.

Não é surpresa para quem acompanha o blogue, que estou atualmente mais concentrado em primeiro lugar na criação de hábitos de sucesso em vez de objetivos. Estes últimos acabarão por surgir naturalmente ao cuidarmos e mantermos bons hábitos. Além do mais, os objetivos ou resoluções de ano novo acabam por falhar, pelo que não são a solução ideal para atingirmos uma maior produtividade logo à partida.

A apresentação irá estar dividida por cinco grupos de hábitos em dois níveis.

1.º Nível – Fundamentos

1. Fundação: O hábito da Gratidão
2. Pilares: Os hábitos do Sono, Nutrição e Movimento
3. Cobertura: Os Hábitos do Amor, Trabalho e Finanças

2.º Nível – Aperfeiçoamento

4. Performance: Os hábitos do Foco e Socialização
5. Responsabilização: O hábito de Medir o que Importa

Como bónus irei apresentar no final a lista de verificação de hábitos.

O Mau Hábito de Falar Muito: Mais Difícil de Eliminar do que Parece

Tinha adicionado o hábito de falar menos à minha lista de verificação de hábitos a acompanhar diariamente com a rotina “ouvir o dobro, falar metade”. No entanto, está demasiado enraizado para ser tratada tão superficialmente.

A minha disposição para falar muito está relacionada com a ansiedade, uma espécie de escape ao momento com uma reação emocional nervosa, e que tem de ser tratada com o apoio da terapia comportamental que já tinha abordado anteriormente.

Esta terapia baseia-se na assunção de que os nossos comportamentos (o falar demais) estão interligados às nossas emoções (a ansiedade), e a modificação de um destes campos irá influenciar o outro.

Ao abrigo desta teoria, se reduzir a ansiedade irei falar menos. O contrário também se aplica, e se falar menos irei reduzir a ansiedade. É uma relação vencedora de ambas as partes.

A terapia comportamental tem inúmeros estudos que suportam a sua eficácia, e sei por experiência própria o quanto pode ajudar com distúrbios emocionais.

A sua aplicação é bastante simples e tem a vantagem de poder ser aplicada pelo próprio depois de uma formação inicial por parte de um terapeuta qualificado. Também existem vários cursos online disponíveis e gratuitos, embora a qualidade de cada um varie enormemente.

No meu caso específico basta registar a minha ansiedade antes e depois de cada interação pessoal. A ansiedade é avaliada de 0 a 100, correspondendo o valor 0 a nenhuma ansiedade e o valor 100 à máxima ansiedade. Conjuntamente com os níveis de ansiedade, são registados o dia e hora da interação, o que estava a fazer e com quem falava.

Mapa com exercício falar menos

Se a técnica funcionar, é de esperar que ao final de dias e semanas a fazer este exercício, tanto a necessidade de falar como a ansiedade sejam reduzidas.