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The Daily Habit

Diário de produtividade pessoal

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Diário de produtividade pessoal

Celebrar o Sucesso!

Tenho o hábito de cultivar a humildade, e não gosto de falar gratuitamente sobre as minhas conquistas, nem aprecio que os outros o façam. No entanto também existe o outro lado, o de reconhecer o trabalho e celebrar o sucesso sempre que se justificar. Isto servirá como motivação para renovar forças e continuar a ultrapassar as inevitáveis dificuldades da vida.

O ponto de partida para qualquer empreendimento de sucesso, e de acordo com Napoleon Hill, é um "desejo ardente" em atingir determinado fim ou objetivo. Sempre achei esta afirmação algo esotérica, mas a realidade é que nada de significativo acontece sem uma grande persistência e vontade de ultrapassar todos os obstáculos, dia após dia.

Não é novidade para o leitor ou leitora que acompanha o blogue The Daily Habit, que um dos meus grandes focos é o investimento na bolsa de valores. Já escrevi a minha experiência no artigo O que Aprendi em 1 ano a Negociar na Bolsa.

Após mais de um ano de prejuízos na bolsa aprendendo numa conta de simulação (isto é, sem dinheiro real, uma das regras básicas da gestão do risco), nunca desisti, negociando ações diariamente e desenvolvendo uma estratégia. O objetivo seria logo que tivesse resultados positivos confirmados e consistentes (com o desenvolvimento de uma estratégia), passaria para uma conta real (com dinheiro vivo), e esse momento chegou.

Pelo caminho li mais de 50 livros de trading, outros tantos blogues, fiz mais de 500 negócios na bolsa (compra e venda de ações) e desenvolvi uma estratégia baseada no que é conhecida como a análise técnica dos mercados financeiros.

Nos últimos dois meses começaram a aparecer os primeiros resultados positivos e consistentes. Avalio os resultados diariamente e semanalmente. As ultimas cinco semanas foram de ganhos consecutivos, e esta última semana estou a terminar com o maior resultado de sempre, com um lucro de +11.84%.

Se me dissessem que isto era possível à um ano atrás, provavelmente não acreditaria, até porque já tinha tentado noutros tempos a "sorte na bolsa". Na altura faltava o "desejo ardente", fazer o que fosse necessário para levar um objetivo desafiante até ao fim.

Celebrar o sucesso!

Nota: Toda e qualquer informação neste artigo é apresentada com fins educacionais e informativos e não deve ser considerada como aconselhamento financeiro, legal ou de investimento.

Ideias para Encontrar um Grande Propósito de Carreira ou Profissional

Conectar o nosso trabalho com a nossa verdadeira natureza é um dos maiores desafios da produtividade pessoal. Tentamos encontrar alguma coisa que dê significado ao que fazemos profissionalmente, e que vá para além dos nossos projetos e objetivos imediatos.

Michael Linenberger em Master Your Workday Now define dois caminhos gerais para este grande propósito:

  1. Procurar ser melhor e ter uma visão mais expandida do próprio, ser mais competente e mais eficaz.

  2. Fazer do mundo um lugar melhor e sentir orgulho em contribuir para o mesmo.

Linenberger deixa as seguintes ideias para o ajudar num brainstorming sobre potenciais grandes propósitos para a sua carreira.

Encontrar um propósito no atual emprego

- Poderá ler a visão da sua organização e tentar de alguma forma contribuir para a mesma.

- Se a visão da sua organização não o inspirar, poderá entusiasmar-se com o trabalho num novo produto ou numa nova equipa.

Encontrar um propósito avançando na sua carreira

- Subir verticalmente na sua organização para um cargo superior de gestão. Também pode incluir na subida uma nova organização na mesma área ou indústria.

- Se trabalhar num cargo técnico poderá avançar no sentido de uma maior especialização. Isto acontece sobretudo em empresas inovadoras ou tecnológicas.

- Aprender novas competências e experiências com desafios cada vez maiores. Isto è especialmente útil nos primeiros anos quando se entra no mercado de trabalho.

Encontrar um propósito num novo emprego

- Trabalhar numa startup ou uma organização sem fins lucrativos.

- Escolher uma nova profissão.

Desenvolver o seu próprio negócio

- Quando as vantagens de trabalhar para si são maiores que a segurança em trabalhar para os outros, poderá pensar em iniciar um negócio.

Outros propósitos

- Ajudar a desenvolver a carreira de outros profissionais através da mentoria ou coaching.

- Providenciar a sua família com tudo o que precisa incluindo amor.

- Ajudar a comunidade através de algum grupo ou causa.

-Contribuir para associações profissionais.

- Ser voluntário nalgum projeto em que acredita.

- Atividade em hobbies como arte ou desporto.

- Religião e crescimento espiritual.

Estas são algumas ideias para encontrar um grande propósito. Podem ser combinadas para encontrar novas possibilidades. Cada pessoa sabe a sua situação em particular e o que a irá motivar. O segredo por detrás de cada grande propósito é a paixão naquilo que se faz.

Observar as Leis do Poder: 1) Misture-se com o Rebanho e 2) Não se Sobreponha ao Chefe

No artigo Como as Formações Profissionais podem ser Inoportunas tinha decidido não ir à formação da minha organização por dois motivos: 1) ter mais do que as horas obrigatórias no ano passado, e 2) porque nesta altura do ano revela-se infrutífero do ponto de vista de produtividade pessoal, roubando tempo as outras atividades mais importantes.

No entanto, e depois de uma melhor reflexão, verifiquei que tratava-se de uma curta palestra de uma hora, sendo importante para a minha organização ao abrigo da implementação de uma norma. Além do mais, todos os colegas participaram no evento, sendo que a minha ausência ia violar a Lei n.º 38 das Leis do Poder de Robert GreeneMisture-se com o rebanho (Exceção à lei: quando já tem poder, mas não abuse do isolamento).

Poderei pensar como bem entender, mas é importante não demonstrar comportamentos desviantes do rebanho se a análise do custo/benefício não o justificar, como era o caso.

Aproveitando a mesma abordagem, implementei outra medida relevante no trabalho, em que o meu superior pretendia colocar na minha equipa um elemento que podia comprometer a segurança do projeto. Inicialmente a minha reação foi de oposição a esta medida, o que acabou por criar alguns ressentimentos da chefia. Violei a Lei n.º 1 das Leis do Poder de Robert Greene – Não se sobreponha ao chefe. (Exceção à lei: quando o chefe é fraco e pode cair a qualquer momento).

Acabei por falar com o elemento da equipa proposto para detalhar o grau de comprometimento com o projeto e definir os serviços essenciais a executar. Foi incluído de seguida no projeto para contentamento do meu chefe, minimizando de certa forma o mau estar anterior. Irei no entanto estar atento à prestação do elemento e comunicar imediatamente caso a sua prestação se desvie dos objetivos delineados.

Os 4 Estilos de Comunicação segundo a Toastmasters e Sua Importância

Existe um exercício na Toastmasters que consiste numa autoavaliação dos estilos de comunicação nas nossas relações interpessoais.

Este exercício tem dois objetivos: 1) conhecer os estilos de comunicação que naturalmente mais utilizamos e 2) adaptarmos aos estilos das outras pessoas de acordo com as suas preferências de comunicação.

Estilos de comunicação

A Toastmasters identifica quatro estilos de comunicação (direto, diplomata, solidário e analítico), não existindo um estilo melhor que os outros, devendo ser utilizados em função de cada situação.

Comunicadores Diretos

Os comunicadores diretos preferem que se chegue ao ponto fulcral de maneira rápida e sucinta. Ao lidar com comunicadores deste tipo, seja específico e evite dar explicações excessivas ou ser repetitivo. Concentre-se nas soluções e só forneça detalhes quando lhe pedirem.

Comunicadores Diplomatas

Os comunicadores iniciativos valorizam a interação com outras pessoas e a partilha de histórias. Reserve algum tempo para socialização no início das reuniões e crie um ambiente amigável e não intimidativo. Dê-lhes tempo para expressar seus sentimentos e suas opiniões.

Comunicadores Solidários

Os comunicadores solidários apreciam uma abordagem tranquila e constante. Ganhe a confiança destes dando-lhes apoio e segurança. Ao pedir ideias e opiniões, encoraje-os a expressar suas preocupações e dê-lhes tempo para tomar decisões.

Comunicadores Analíticos

Os comunicadores analíticos gostam de factos e números. Apresente a estes a informação de maneira organizada e prepare-se para responder a perguntas. Seja paciente enquanto digerem e processam a nova informação.

O meu estilo de comunicação

Do auto-questionário resultou que os meus principais estilos de comunicação são o analítico e diplomático, seguido do direto. O estilo solidário é o menos utilizado. Importa com este exercício conhecer as minhas preferências de comunicação, e ter a consciência de utilizar todos os estilos de modo a adaptar-me à pessoa ou público em questão.

Maestria de Robert Greene: Resumo do Livro – As Minhas Notas

Maestria de Robet Greene

Robert Greene é um autor best-seller, tendo escrito livros sobre poder e estratégia como as “As 48 Leis do Poder”, “As Leis da Natureza Humana", “A Arte da Sedução“ e “33 Estratégias de Guerra”.

A maestria é um caminho simples

Em Maestria, Greene diz que o caminho que conduz à maestria é um processo simples e acessível a todos, mas nem por isso fácil.

O autor dá o exemplo de Charles Darwin como um exemplo comum dos que alcançam a maestria: uma paixão e inclinação para um tema, um encontro ou momento que lhes permita aplicar a sua paixão, e um aprendizado.

Os mestres são movidos por uma paixão, sendo principalmente as qualidades emocionais que levam as pessoas para à frente. Desejo, persistência e confiança desempenham um papel muito maior do que o raciocínio lógico.

1 - Seguir a inclinação natural

Greene diz que qualquer pessoa tem uma força interior como guia para um propósito de vida, e que o primeiro passo para a maestria é conectar com esta inclinação inata.

Contudo, muitas pessoas acabam por nunca descobrir quem são verdadeiramente. Param de confiar em si próprias, e vivem em conformidade com a expectativa dos outros usando uma máscara.

Tente evitar o pensamento dos grandes planos, e foque-se nos seus pontos fortes que já tem dentro de si. Isto dará uma grande confiança e uma base sólida para construir o futuro.

O propósito de vida nem sempre será óbvio. Continue a trabalhar e eventualmente irá encontra-lo.

2 - Passar pelo aprendizado

Após a educação formal, a maioria das pessoas entra num segundo tipo de educação prática conhecida como aprendizado. Isto é válido para cada nova disciplina que aprendemos.

Nesta fase não nos devemos concentrar no dinheiro, aproveitando a mesma para ultrapassar desafios e sair da zona de conforto.

Greene diz que há três passos essenciais para uma aprendizagem bem-sucedida:

Observação profunda: Aprender a dinâmica social e do poder, as regras não escritas. Não tente impressionar as pessoas mostrando que quer chegar ao topo nesta fase, concentre-se na aprendizagem.

Aquisição de competências: Evite andar em modo de multi-tarefa. É preferível estar totalmente presente em 2-3h de foco intenso do que 8h de trabalho distraído.

Experimentação: Colocar em prática os esforços criativos para construir as competências de que necessita pode causar medo. Avance antes de sentir-se que está totalmente pronto, cometa erros, receba feedback e desenvolva novas competências.

Wolfgang Amadeus Mozart e Albert Einstein são dois exemplos muitas vezes conotados como talentos naturais, mas que levaram pelo menos 10 anos antes de sair qualquer trabalho significativo. A única diferença é que eles começaram cedo e com imersão total.

3 – Obter um Mentor

Greene diz que vivemos numa cultura iconoclasta, em que gostamos de atacar e desmantelar todas as formas de autoridade.

Devemos reconhecer que existem pessoas muito mais à frente do que nós, e que as suas posições podem não ser devido a amigos ou sorte, mas sim baseadas em competências e conhecimentos.

Os livros são genéricos e não adaptados a situações particulares, mas também podem servir como mentores. Pode idealizar, por exemplo, uma pessoa que admire e perguntar o que ela faria se estivesse na sua situação.

Um bom mentor vai contribuir para a sua independência e deixá-lo livre assim que estiver pronto para voar, mantendo-se seu amigo.

Por outro lado, um mau mentor vai querer mantê-lo subjugado entendendo os seus movimentos para a independência como uma afronta à sua autoridade. Este último pode mesmo vir a invejar o seu crescimento ou as suas capacidades.

A sua posição de aprendiz não é permanente. O seu objetivo é absorver o máximo possível e depois seguir em frente. Por último deverá superar o seu mentor.

4 – Dominar a inteligência social

Greene afirma que a Inteligência social é a chave para qualquer tipo de maestria porque o sucesso sem este tipo de inteligência não consegue ser duradouro.

A inteligência social é ver as pessoas como eles realmente são, o que as motiva e quais as suas tendências de manipulação. Somos todos diferentes, mas todos temos um lado menos bom e uma tendência para manipular.

A melhor abordagem é a aceitação. É referido um pensamento do filósofo alemão Arthur Schopenauer em que o nosso objetivo não é julgar ou mudar as pessoas, mas levá-las a ser quem realmente são.

5 – Libertar a energia criativa

Quando se sai da fase do aprendizado a tendência poderá ser relaxar ou procurar a segurança.

Deve resistir a este impulso ampliando o seu conhecimento em diferentes campos, experimentando e desafiando as mesmas regras que aprendeu.

Muitas vezes ouvimos sobre como as crianças são criativas e de mente aberta. Greene diz que as crianças não inventam ou descobrem qualquer coisa que possa mudar as nossas vidas.

Os mestres mantêm o espírito da criança, e adicionam anos de aprendizado, conhecimento e um foco intenso nas suas ideias, aliado a uma mente aberta.

Qualquer trabalho de mestria exige disciplina, estabilidade emocional e auto-controlo, ultrapassando todas as dúvidas e obstáculos.

6 – Fundir o intuitivo com o racional

Greene diz que a maestria não é totalmente racional, mas uma combinação de conhecimentos, competências e intuição.

A intuição precisa de ambos os conhecimentos, competências e experiência que pode levar até 20 anos a atingir.

Nunca deverá existir um ponto em que se auto-intitula como um mestre, porque a maestria é um processo. Nunca termina, enfrentando-se problemas e situações contínuas que nos desafiam, sendo as mesmas uma bênção disfarçada que nos mantêm no caminho para o aperfeiçoamento.

Fonte:

Mastery by Robert Greene - The Power Moves

5 Grupos de Hábitos para o Melhor Ano de Sempre

Esta semana irei ser o responsável pela condução da primeira sessão do ano no meu clube Toastmasters. Cada sessão tem um tema central e como estamos numa época propícia a novas resoluções, resolvi abordar o tema de como podemos tornar 2020 o melhor ano de sempre.

Não é surpresa para quem acompanha o blogue, que estou atualmente mais concentrado em primeiro lugar na criação de hábitos de sucesso em vez de objetivos. Estes últimos acabarão por surgir naturalmente ao cuidarmos e mantermos bons hábitos. Além do mais, os objetivos ou resoluções de ano novo acabam por falhar, pelo que não são a solução ideal para atingirmos uma maior produtividade logo à partida.

A apresentação irá estar dividida por cinco grupos de hábitos em dois níveis.

1.º Nível – Fundamentos

1. Fundação: O hábito da Gratidão
2. Pilares: Os hábitos do Sono, Nutrição e Movimento
3. Cobertura: Os Hábitos do Amor, Trabalho e Finanças

2.º Nível – Aperfeiçoamento

4. Performance: Os hábitos do Foco e Socialização
5. Responsabilização: O hábito de Medir o que Importa

Como bónus irei apresentar no final a lista de verificação de hábitos.

O Mau Hábito de Falar Muito: Mais Difícil de Eliminar do que Parece

Tinha adicionado o hábito de falar menos à minha lista de verificação de hábitos a acompanhar diariamente com a rotina “ouvir o dobro, falar metade”. No entanto, está demasiado enraizado para ser tratada tão superficialmente.

A minha disposição para falar muito está relacionada com a ansiedade, uma espécie de escape ao momento com uma reação emocional nervosa, e que tem de ser tratada com o apoio da terapia comportamental que já tinha abordado anteriormente.

Esta terapia baseia-se na assunção de que os nossos comportamentos (o falar demais) estão interligados às nossas emoções (a ansiedade), e a modificação de um destes campos irá influenciar o outro.

Ao abrigo desta teoria, se reduzir a ansiedade irei falar menos. O contrário também se aplica, e se falar menos irei reduzir a ansiedade. É uma relação vencedora de ambas as partes.

A terapia comportamental tem inúmeros estudos que suportam a sua eficácia, e sei por experiência própria o quanto pode ajudar com distúrbios emocionais.

A sua aplicação é bastante simples e tem a vantagem de poder ser aplicada pelo próprio depois de uma formação inicial por parte de um terapeuta qualificado. Também existem vários cursos online disponíveis e gratuitos, embora a qualidade de cada um varie enormemente.

No meu caso específico basta registar a minha ansiedade antes e depois de cada interação pessoal. A ansiedade é avaliada de 0 a 100, correspondendo o valor 0 a nenhuma ansiedade e o valor 100 à máxima ansiedade. Conjuntamente com os níveis de ansiedade, são registados o dia e hora da interação, o que estava a fazer e com quem falava.

Mapa com exercício falar menos

Se a técnica funcionar, é de esperar que ao final de dias e semanas a fazer este exercício, tanto a necessidade de falar como a ansiedade sejam reduzidas.

As Leis da Natureza Humana de Robert Greene, Resumo do Livro – As Minhas Notas

As Leis da Natureza Humana de Robert Greene

Artigo atualizado a 17/01/20

Depois de vários bestsellers, como As 48 Leis do Poder e Maestria, Robert Greene regressa com mais uma obra impressionante.

Em As Leis da Natureza Humana, Greene apresenta as diferentes teorias que moldam o pensamento e comportamento humano, e que todos podemos utilizar para nos conhecermos melhor e ganhar uma maior capacidade de influência sobre os outros.

Eu penso neste livro como um grande texto da psicologia humana, com grande parte dos argumentos provenientes de vários psicólogos, filósofos e romancistas do último século. O autor também é claramente influenciado pela filosofia estoica, sobre o qual já escrevi aqui no blogue.

O livro é divido em 18 leis, sendo de seguida apresentado o resumo e de como podemos beneficiar.

#1 – Lei da Irracionalidade: domine o seu eu emocional.

#2 – Lei do Narcisismo: transforme o amor-próprio em empatia.

#3 – Lei da Dramatização: veja para lá das máscaras das pessoas.

#4 – Lei do Comportamento Compulsivo: as pessoas tendem a repetir os seus comportamentos.

#5 – Lei da Cobiça: não esteja tão presente, porque as pessoas querem o que não têm.

#6 – Lei da Falta de Visão: veja para além do presente.

#7 – Lei da Defensiva: atenue a resistência dos outros confirmando a sua autoimagem.

#8 – Lei da Autossabotagem: mude as circunstâncias mudando a sua atitude.

#9 – Lei da Repressão: enfrente o seu lado negro.

#10 – Lei da Inveja: vigie um ego frágil.

#11 – Lei da Grandiosidade: conheça os seus limites.

#12 – Lei da Rigidez dos Géneros: ressintonize-se com os seus lados masculino e feminino.

#13 – Lei da Futilidade: avance com uma noção de propósito.

#14 – Lei do Conformismo: resista à força gravítica descendente do grupo.

#15 – Lei da Volubilidade: nunca tome a liderança como certa, sendo um processo contínuo.

#16 – Lei da Agressão: detete a hostilidade sob uma fachada amistosa.

#17 – Lei da Miopia Geracional: aproveite o momento histórico.

#18 - Lei da Negação da Morte: medite na mortalidade do ser humano.

As Dinâmicas do Poder

Arranha céus iluminados à noite

A ignorância por vezes pode ser uma dádiva, porque se pensarmos na frieza dos jogos de poder que acontecem por detrás da fachada das nossas organizações, podemos deprimir.

Num artigo anterior, As 48 Leis do Poder de Robert Greene: Organização e Categorização, foram apresentadas as leis que governam estas dinâmicas do poder.

Existe no entanto um perigo. Grande parte das leis não podem ser aplicadas cegamente, porque existem exceções, em que por vezes é mais sensato fazer o contrário.

Para uma visão geral de todas as leis e exceções, atualizei o artigo As 48 Leis do Poder de Robert Greene: Organização e Categorização.

Estes movimentos calculistas pelos que procuram o poder, acontece no seio da nossa sociedade em todas as organizações públicas e privadas. A política é o palco mais evidente destas manobras, mas se estivermos bem atentos, verificamos esta dinâmica em todo o lado, mais ou menos discreta.

Funcionamos em sociedade através de grupos, e precisamos todos uns dos outros. Não existe como fugir a estas leis, nem que seja para nos protegermos dos que nos tentam manipular.

Por outro lado. se pretende usar estas leis para subir no poder, é meu desejo que mantenha a sua integridade, utilizado este conhecimento de forma responsável e contribuindo para uma sociedade mais justa e próspera.

Cuidado com o Ego na Subida ao Poder

O poder é constituído por estatuto e dinheiro.

Numa organização, quando se sobe na hierarquia, o profissional é promovido ganhando um novo estatuto acompanhado de um aumento salarial e benefícios.

Num negócio, o sucesso de um empreendedor, é conseguido através da conquista de um maior número de clientes para os seus produtos ou serviços, traduzindo-se em mais lucro e reconhecimento da marca.

Existe no entanto, um inimigo comum, tanto para profissional como o empreendedor: o ego, que segundo o Priberam é defenido como o conceito que o indivíduo tem de si mesmo. Ou seja, nós somos o nosso maior inimigo. O ego consegue prejudicar-nos mais que os nossos inimigos pessoais.

O ego do profissional

Num seio de uma organização, os melhores lugares são sempre muito disputados. Quem já está numa posição de poder, quer continuar a subir na escada corporativa, ou quanto muito, não perder a sua posição. Para isso irá recorrer-se dos mais variados esquemas com os seus subalternos que possam vir a ocupar o seu lugar.

O principal técnica utilizada é minar a confiança dos seus colaboradores, no sentido de os fazer sentir menos importantes. Isto é conseguido muito subtilmente, não reconhecendo as suas conquistas ou o que fazem bem. Quando existem reuniões importantes com alguém da administração ou um cliente importante por exemplo, tentam fazer com que os seus colaboradores nunca assistam a estas reuniões.

Tudo estás técnicas têm o objetivo de baixar o ego dos seus colaboradores, no sentido de os manter menos motivados, e assim não “brilharem” tanto para não terem hipótese alguma de os substituírem.

Mas cabe a cada pessoa proteger o seu ego, e felizmente só depende de nós. Assim, quando o seu chefe lhe lança uma artimanha, reconheça o que lhe está a acontecer, a tendência do seu ego para se sentir ofendida, e tente desligar-se o melhor que conseguir. Não leve as atitudes do seu chefe para o campo pessoal, porque trata-se de um jogo de poder. Se quer ganhar, tem de aprender as regras e jogar melhor que os outros.

O ego do empreendedor

No caso do empreendedor, os chefes são substituídos por clientes e empresas concorrentes. Ter poucos clientes ou nenhuns que condicionem a sobrevivência do negócio, pode ser terrível para o ego. Da mesma forma, ver outros concorrentes com sucesso, enquanto a nossa empresa está com dificuldades, é desmotivador.

Neste situação, tente não deixar o seu ego ser afetado, porque vai precisar de toda a sua energia para dar a volta. Possivelmente os problemas do seu negócio estão a dar-lhe um feedback importante, sobre as áreas da sua empresa que precisa de melhorar, ou eventualmente aplicar uma nova estratégia que o possa conduzir ao sucesso e poder que tanto deseja.

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