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The Daily Habit

Diário de produtividade pessoal

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Estado de Emergência Dia 1: Todos Em Casa

Depois de decretado o estado de emergência nacional, os serviços não essenciais da minha organização foram todos para casa em teletrabalho. Eu já estava a trabalhar a partir de casa no regime de rotatividade, mas agora é oficial: todos estão em casa com exceção daqueles cujas funções no terreno são fundamentais, e que devemos louvar por fazer o seu trabalho nestas condições.

Na minha rotina pouco mudou, pois levanto-me à mesma hora, visto-me como se fosse para o emprego, e começo a trabalhar no meu computador como habitual. Como já evitava fazer reuniões ao máximo, por causa da diminuição de produtividade, a questão de não ter reuniões presenciais até é uma bênção (dificuldade transformada em oportunidade!). Imagino que exista muita gente em pânico, pois não sabe fazer outra coisa que não reuniões.

Em relação à necessidade de exercício físico, já há muitos anos que pratico yoga em casa, e neste aspeto não mudou rigorosamente nada. Continuo ao final da tarde a estender o tapete numa divisão da casa e começar a prática. Sabe tão bem, é como fazer uma espécie de restart ao final do dia.

Talvez a minha facilidade de adaptação a esta nova rotina prenda-se com o facto de ser um indivíduo com uma personalidade maioritariamente introvertida, que ganha energia estando concentrada nas minhas ideias, ao contrário de um extrovertido que ganha a sua energia socializando com outros.

Não sei quanto tempo o estado de emergência irá permanecer, mas não existe altura melhor para fazer uma reflexão, e aproveitar o tempo para encontrar formas de ser mais produtivo.

Iniciei o Teletrabalho

Depois da publicação do Decreto-Lei n.º 10-A/2020 na passada sexta-feira com mais medidas excecionais de combate ao COVID 19, dentro das quais se inclui a possibilidade de teletrabalho requerida pela entidade empregadora ou trabalhador sem necessidade de acordo, iniciei o primeiro dia a trabalhar a partir de casa.

Até esta data, o trabalho à distância era só reservado a pessoas com filhos com menos de 12 anos.

A minha organização decidiu nos serviços não considerados essências, distribuir o pessoal a 50%. Significa isto que uns colegas irão começar agora em teletrabalho durante duas semanas (em que me incluo eu), regressando depois para os restantes colegas entrarem em trabalho remoto.

Ainda ponderei requerer unilateralmente a possibilidade de ficar em casa a 100% sem necessidade de rotatividade, e de acordo com o previsto no Decreto-Lei acima referido, mas como consegui ser esperto o suficiente para ir na primeira fase de teletrabalho, acabou por não ser necessário. Daqui a 15 dias, avaliarei novamente a situação e o vírus terá entrado numa nova fase, devendo haver novas medidas.

Confesso que gosto mais de trabalhar no escritório do que em casa, por causa da componente social, mas tempos excecionais exigem medidas excecionais.

Coronavírus: Mitigar o Risco Com o Teletrabalho

A pandemia do coronavirus ainda está agora a começar. Muitas organizações e empresas já fecharam os serviços ao público. Outras começam agora a colocar alguns trabalhadores em teletrabalho nos serviços considerados não essenciais.

Mas a medida do trabalho remoto tarda a ser implementada. Até ao momento, as entidades competentes só pensaram em enviar para teletrabalho pessoas com crianças menores de 12 anos, e isto porque as escolas fecham.

Mas quanto ao resto da população? Porque não dar a possibilidade a todos os outros que consigam trabalhar remotamente? Não colocando desta forma em risco o próprio e todos os outros com o qual entram um contacto?

Deparando-me com está situação, contactei um superior hierarquico dentro da minha organização, explicando a minha preocupação, e se iam ser tomadas medidas para os trabalhadores poderem trabalhar à distância.

A resposta foi de total desresponsabilização e ignorância. Remeteu o assunto para um grupo de trabalho criado para o efeito, e informou que eu e os meus colegas podíamos fazer teletrabalho com exceção das reuniões de projeto.

Fiquei astonico com a última informação. Em que século estamos para as reuniões de projeto terem de ser obrigatoriamente presenciais? Como é possível existir tamanha ignorância em pessoas em certos cargos de chefia?

Ainda considerei preparar um e-mail ao cuidado da hierarquia máxima da organização, expondo as minhas preocupações, e fazendo uma proposta com as condições de teletrabalho. No final desisti, ficando sozinho com a minha indignação.

Segunda-feira regressarei ao serviço, esperando pelo melhor, mas sem estar preparado para o pior, ao contrário do que o primeiro ministro dizia na passada quinta-feira em direto na televisão portuguesa.

A partir de agora, os casos de infectados irão multiplicar-se. Veja-se o que está a acontecer na vizinha Espanha, para não falar de Itália. Com este comportamento negligente dos cargos dirigentes, e porque trabalho numa grande organização, já não se trata de saber se alguém irá ser infectado internamente, mas quando irá ser infectado, e quem será o paciente zero, que possivelmente poderia ser evitado com medidas mais rigorosas.

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